10/04/2008

Toponímia Natalista

Habituados que já estarão ao mau gosto que o Moyle faz questão de ostentar – embora do qual não se orgulhe muito, diga-se em abono da verdade, mas o certo é que a coisa não da para mais, têm mesmo que perdoar qualquer coisinha e tão grande período com tão pobre e mal distribuída pontuação mais parece provindo de um aluno do 8º ano a escrever uma composição sobre qualquer coisa na aula de português – é-vos hoje aqui trazida uma nova manifestação do mesmo.
Um nome de uma terra que o Moyle aprecia vivamente é – apesar de nunca lá ter posto uma unhita que fosse – o de Coina. Mas porquê esta terra especificamente, poderiam perguntar – embora o Moyle imagine que não o façam porque passariam por tolinhos a falar para o inanimado monitor do computador.
O topónimo Coina é interessante, acima de tudo, pelas potencialidades de piadas que pode produzir, nomeadamente a desconstrução de outros termos vulgares e/ou técnicos associados ao étimo em apreço.
Só naquela de criar um pano de fundo minimamente verosímil – embora perfeitamente desnecessário e até ridículo – para uma situação em que o Moyle explore a sua pretensa ideia com piada, imaginemos que os habitantes daquela localidade pretendiam mudar o nome da terra por serem gozados – justamente refira-se – pelo resto do país. Numa situação destas o Moyle estaria já preparado para oferecer uma panóplia – sempre quis usar esta palavra – de possibilidades de novos topónimos.
Vejamos então. Em caso de mudança de nome, os habitantes de Coina poderiam sempre dizer habitar na Vaigina, Paitareca, Poimbinha, Vuilva, Paissarinha, Biichana, Criica, Piipi [perdendo-se nestes três casos todas as potencialidades de uma piada oral, porque só resulta escrito devido à existência da letra i repetida], no Baicalhau, na Peirseguida, na Nêispera, Mainga, Buiceta [estas duas últimas para a eventualidade de um leitor brasileiro].
Como está bom de imaginar podem – no caso remoto e altamente improvável de se quererem associar a esta lamentável demonstração de mau gosto, embora bastante criativo mas, ainda assim, mau gosto – apontar outras possibilidades que não tenham ocorrido ao Moyle, o que será devidamente creditado no post [mais uma razão para não dizerem nada].
Vá lá, soltem o Alfredo Barreiros que há em vocês.

E os que orgulhasamente soltaram o
Alfredo Barreiros escondido no seu íntimo foram:

Jimini Cricket com Piitska [Russo] e Caiixinha [caboverdiano].
Sorrisos em Alta com Paichacha ou Paixaxa.
Teté com Piirilau [se eventualmente os habitantes de Coina não fossem uns coininhas de sabão].
A Clara não tem direito por não ter soltado o Alfredo Barreiros que eu sei que ela tem.

12 comentários:

Jiminy_Cricket disse...

Caro Moyle,

Achei o texto pertinente e sim, já passei por coina. Terriola que é assim faz conta tão pequena que quando dás por isso já foste e já voltaste.

Gostaria muito de soltar o barreiros que há em mim mas aplicaste todos os nomes possiveis dentro das possibilidades possibilitivas por ti dadas... ahhh e ainda te alongaste para os brasileirismos.... assim não vale, bah!

Posso deixar o meu contributo em russo: Piitska, seria um bom nome para os habitantes de coina.

Ou talvez em cabo-verdiano: caiixinha, que também não fica mal

beijos

Sorrisos em Alta disse...

Gostaria muito de contribuir, mas jamais seria capaz de baixar o nível e sugerir nomes como os de Paichacha (ou Paixaxa)

Clara Umbra disse...

Lamento apontar a falácia argumentativa deste post, mas, se eles quisessem deixar de ser gozados, não era lógico que mudassem para um topónimo como os que apontaste, pois continuariam a ser alvo de troça; penso que, a mudar, mudariam assim para uma cena em grande, tipo Manhattan, que, aliás, tem tudo a ver com o Barreiro (onde se situa geográfica e espiritualmente Coina), por causa da água e tal.

Teté disse...

Bom, se eles quisessem mudar, não devia ser para o oposto? Tipo o Piirilau ou afins...

Pelo menos dava um aspecto mais másculo à terreola... ou não?! ;)

Moyle disse...

jimini,

o meu apreço pelas contribuições apontadas, que serão devidamente creditadas. há muitas coisas assim em Portugal, uma pessoa vai lá e quando vai a ver já saiu:)

[agora fica ao critério de cada um que coisas são essas:)]

Moyle disse...

sorrisos,

era um bocadinho difícil baixar ainda mais pelo que a proposta será devidamente publicada:)

Moyle disse...

clara,

é bem observado, é certo, porém não posso evitar de deixar aqui assinalada a voluntariedade do argumento falacioso, isto é, era para reforçar o tom satírico - que não arrisco humorístico - do texto.

não leves a mal mas eu sou um bocado (totalmente) autodidacta nestas nadanças de escrita criativa (!) [esta parte é para provocar uma certa condescendência para comigo, derivada da pena:)]

Moyle disse...

teté,

mas e se os habitantes de tão célebre localidade forem uns coininhas de sabão? o aspecto másculo era, de certa maneira, desnecessário:)

Clara Umbra disse...

Comentário ao teu pós-post
Tenho, com efeito... mas, se sabes que o tenho, também devias saber que nunca o solto em público...
;)

Moyle disse...

clara,

ohhhh. não gosto de te ver assim retraída. solta-te:)

Sorrisos em Alta disse...

Obrigadinho, hein?
;o)

Moyle disse...

sorrisos,

ora essa, por quem sois!