9/03/2008

Mãos ao Alto

O Moyle não é alarmista, excepto nos momentos em que há motivo para alarme, e mantém uma postura bastante serena acerca das coisas (ainda que etilicamente, serenidade é serenidade). No entanto, há coisas que não se percebem por muito, ou pouco, esforço que se faça.
Há meses, não vamos ser exagerados e começar aqui a falar em semanas, que quem vai abastecer o carro é assaltado (é que são largos milhares de furtos, há quem diga mesmo centenas, por dia) e agora, que os utentes retribuem, há logo planos e projectos e esquemas de contingência e tal e coisa para proteger as gasolineiras. Isto faz sentido para vocês? É que para o Moyle não faz sentido nenhum.
No fim de contas, os assaltos são feitos da mesma maneira dos dois lados, com recurso a uma pistola (ok, uma tem mangueira numa das extremidades e outra não, mas e daí? Esse aspecto é meramente um peru com menos de 18 anos).
A única luz que se consegue fazer deste assunto é a violação do monopólio de actividade. A exclusividade do assalto nas Estações de Serviço pertencerá, eventualmente, às gasolineiras. Dando-se esse caso, é natural que as gasolineiras fiquem aborrecidas porque estão a ser afogadas por concorrência não regulamentada.
Mas quem deu exclusividade de furto às gasolineiras? E foi dada, ou vendida? É que sendo este um mercado a caminho do liberalismo, os assaltos deviam estar sujeitos às leis da oferta e da procura, auto-regulando-se.
Nunca devia ter deixado as cadeiras de hermetismo esotérico. Davam agora um jeitão.

2 comentários:

Clara Umbra disse...

As minhas são bauhaus, mas são confortáveis, fico sentada horas.

Moyle disse...

Clara,

são as vantagens de não ter próstata.