Os autores abdicam de todas as responsabilidades sobre os conteúdos presentes neste blog... Porque não passam de tretas, por muito que desejem e achem o contrário. Não abdicamos, contudo, de todos e quaisquer direitos sobre esses mesmos conteúdos que se encontram protegidos pelas Leis de Protecção da Propriedade Intelectual em vigor (excepto na China e na Madeira). Assinado: O Alto, O Forte e o Moyle
5/01/2012
O Coelho do Reich
Confirmando-se as previsões em França, a Chanceler alemã encontra-se cada vez mais isolada numa Europeia cada vez mais sem União.
Neste momento, continua a ter como animal de estimação o Coelho. Não é grande consolo, como se percebe pela imagem mas, nos dias que correm, é melhor que nada.
Não parece é ao Moyle que, por outro lado, esse mesmo Coelho tenha grande apoio nos nabos de que se tem alimentado nos últimos tempos. Esperemos que assim seja
4/30/2012
Sehnsucht
Parece que corre para aí uma moda de deixar de comer para sobreviver apenas com os raios do sol. Parece-vos estranho? Pois parece. E parece-vos estranho porquê? Porque, efectivamente, é estranho. Mas, apesar de ser estranho, e se calhar mesmo por ser estranho, este facto é real e, à conta disso, uma totó helvética bateu a bota depois de deixar de comer.
Esta moda foi inspirada num guru indiano que deixou de comer e sobrevive apenas com raios solares, o que faz sentido. O que comer não abundará numa Índia com mil milhões de habitantes, mas sol há com fartura. Mas estas matérias, apesar de ainda não haver notícias de idiotas por cá a alinhar com tal moda (não por falta de idiotas, note-se), também dizem respeito a Portugal.
Ora, o que há de comum entre Portugal e a Índia? A princípio, poderíamos pensar que era o facto de há uns quinhentos anos os portugueses terem arrasado à base de canhão umas poucas de cidades do subcontinente. Mas não é isso.
Na realidade, os governantes portugueses descobriram o tal guru da Índia há 70 anos que não come e não bebe e, tendo em consideração que portugueses e indianos partilham de tantos séculos de História (nem toda tão deprimente como referido no parágrafo anterior), acharam que estava na altura de pôr em prática uma nova medida de aproximação civilizacional. Isto significa, naturalmente, que se os indianos não precisam de comer, nem de beber, os portugueses também não. Se há indianos que vivem só com os raios de sol, os portugueses também o hão-de conseguir.
É que a Índia é uma potência emergente e pode estar nessa poupança nos aspectos supérfluos, como são os luxos de comer e beber, a fonte da resolução das nossas encrenca financeiras. Além do mais, Portugal é um país bastante solarengo, pelo que nutrição não faltará aos nacionais.
Daí o gigantesco esforço para emagrecer a República, infame e morbidamente obesa, cortando em tudo o que seja despesa frívola, como a Educação, a Saúde e a Justiça. Além disso, a brutal carga fiscal, de que se anuncia ainda mais um aumento, sobre bens de consumo, mais que uma tentativa espaventosa de alargar réditos fiscais à custa do nível de vida dos cidadãos, serve o propósito de estimular a poupança desincentivando a despesa de cada em futilidades como o comer e o beber.
Talvez, apesar dos meritórios e altruístas esforços de quem nós pusemos a governar-nos, a coisa ainda não esteja suficientemente bem afinada. De facto, contar com o sol para nos alimentar nos dias que correm não é grande ideia. Parece que houve orações a pedir chuva em demasia há uns tempos e a coisa agora não está fácil. Por outro lado, outra dificuldade tem aflorado na distribuição do emagrecimento por toda a República. Há muita camada adiposa ainda a eliminar. Por exemplo, nem todos são abrangidos pela mesma dieta, havendo quem abuse às claras de umas guloseimas que são altamente calóricas e contêm elevadíssimos teores de excepções à austeridade (o nome comercial destas guloseimas o Moyle admite não conhecer).
Parece ao Moyle que, embora algo prejudicados nas suas magníficas intenções de ajudarem os portugueses a deixarem de comer e de beber, os nossos governantes têm que ser capazes de ultrapassar os azares no âmbito do incontrolável (como os fenómenos meteorológicos), sendo mais assertivos na tomada de medidas de emagrecimento público..
4/28/2012
4/26/2012
O Touro Pelos Cornos
Quando Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, se refere a Portugal como "tendo o touro agarrado pelos cornos", sendo o touro nesta afirmação a crise, o Moyle tem as suas reservas sobre a qualidade das informações que chegam ao centro da Europa provenientes daqui, do extremo ocidental da dita.
4/24/2012
Um Grande Melão
A melancia é um fruto muito saboroso, doce e agradável de comer. Além disso, é um fruto que nos diz muito enquanto portugueses devido à proximidade das suas propriedades cromáticas com os nossos símbolos nacionais: o verde e o vermelho presentes na nossa bandeira!
Diz muitas vezes a sabedoria popular, e com aguda perspicácia, que só abrindo uma melancia se sabe se é boa. É uma espécie de equivalente de um Nó Górdio, ou de um Ovo de Colombo, embora mais portuguesa, ou seja, mais prosaica e menos dotada de impacto aforismático universal.
No nosso caso particular, amontoavam-se as suspeitas de que a melancia governamental aberta pela faca eleitoral não seria a fruta mais agradável de engolir pelos portugueses. E, na realidade, isso confirma-se a cada talhada de melancia legislativa que nos enfiam pelas goelas abaixo!
Depois de muitas acusações de que a anterior melancia, que os portugueses andaram a comer durante seis longos anos, estava podre por dentro, dá-se o ponderoso facto de a actual melancia ser não só amarga e desagradável ao palato mas estar completamente cheia de bichos!
4/10/2012
I Spit on Your Graves
Estás adoentado?
Corto-te no salário por baixa médica, que isto não está para pieguices!
Estás doente?
Corto-te no salário por baixa médica, que os sacrifícios são para todos!
Estás mesmo muito doente?
Corto-te no salário por baixa médica, que os mercados não esperam!
Estás doente terminal?
Não te corto no salário por baixa médica, que a junta médica não vai em fitas!
Estavas tão doente que quinaste?
Corto-te o subsídio por morte, quem ficou que trabalhe!
Estás para parir?
Corto-te no subsídio de gravidez, que maternidade não é desculpa para fazer ronha!
Estás desempregado?
Corto-te no subsídio de desemprego, que isto não está para preguiçosos!
Estás desempregado de longa duração!
Corto-te no RSI, que isto não está para sustentar calaceiros!
Estás empregado?
Corto-te nos subsídios de férias e de natal, que isto não está para luxos!
Estás empregado a termo?
Corto-te na indemnização por despedimento, que isto não está para desperdícios!
Estás emigrado?
Não sei onde te posso cortar, mas já encontro...
Estás vivo?
Corto-te na dignidade!
Estás morto?
Cuspo-te na campa, que não serves para nada.
3/27/2012
Patins na Dança do Qren
Já esta feita há algum tempo, esta imagem, e acaba por cair aqui para encher chouriços enquanto está em fase de conclusão a obra-prima de 5000 caracteres que espero conseguir postar aqui amanhã. Como vou estar afastado uns dias largos, servirá para ir amenizando a saudade que naturalmente sentirão por essa ausência.
É esta mais uma variação, das milhentas que encheram comunicação social e blogosfera há duas semanas, das intrigas que afectaram a actual legislatura, num concurso de «a minha é maior que a tua» sendo que aqui a 'minha' e a 'tua' não são pilinhas mas mãos para controlar os chorudos fundos do Quadro de Referência Estratégica Nacional, que a UE fará chover sobre o nosso país. Neste particular, a UE faz um melhor trabalho que S. Pedro mas, ao contrário da verdadeira chuva, esta não cairá para toda a gente.
De qualquer maneira, nesta espécie de dança de cadeiras, ou de fundos, quem acabou por levar com os patins foi o Álvaro. Ainda não patinou do Governo porque todos sabemos que aquilo tem uns atacadores muito compridos e que demoram um ror de tempo a apertar. Mas verão que, mais mês menos mês, o ultra-mega-hiper-super-médio-mini-micro-nano ministro Álvaro deslizará suavemente de S. Bento para fora.
De qualquer maneira, nesta espécie de dança de cadeiras, ou de fundos, quem acabou por levar com os patins foi o Álvaro. Ainda não patinou do Governo porque todos sabemos que aquilo tem uns atacadores muito compridos e que demoram um ror de tempo a apertar. Mas verão que, mais mês menos mês, o ultra-mega-hiper-super-médio-mini-micro-nano ministro Álvaro deslizará suavemente de S. Bento para fora.
Pelo desculpa pelo abaixamento de qualidade, quer na imagem quer na temática, mas prometo que amanhã será mesmo em grande. Não em bom, mas em grande!
3/26/2012
Daemonarch
Não bastava o futebol português ser um saco de gatos, um ninho de cobras, um enxame de vespas e toda uma panóplia de potencial alegórico extraída do mundo animal, não bastava estarmos, por esse lado, entregues à bicharada, como ainda temos, para cúmulo dos cúmulos, uma guerra religiosa no desporto rei nacional entre mãos.
Pesquisemos o infinito e comecemos pelo fim. O coro de críticas à instrução nacional não permite um momento de descanso a quem dedica a sua alma e o seu sangue à res publica, que é educar as gerações vindouras. Uma nobre docente da Ericeira achou, muito justamente, que a tecnocratização do Ensino é uma opção estratégica errada para o país. Considerou, muito argutamente, que a Instrução, em Portugal, sofre de excesso de funcionalização dos saberes transmitidos e construídos pedagogicamente e de severo défice de transmissão de valores e de educação para o exercício da função cívica. Vai daí, a pobre gentil alma docente decidiu adoptar uma cantilena infantil carregadinha de subliminares apelos à desumanidade contra animais e dotá-la de um mais profundo sentido cívico, trocando um pequeno verso por um pedagógico «viva o Benfica», num iluminado momento de didáctica.
Poder-se-ia perguntar que tem isto de importante, pois até aqui tudo parece cair dentro da normalidade excepto no facto de termos algo a louvar à profissão docente. Ora, o pai da criança não concordou com a estratégia pedagógica da heroína educadora a quem competia zelar pela boa formação da sua progenitura. Bem, até aqui nada fora do ordinário, novamente.
O interesse em redor de toda esta questão está no facto de a sociedade anónima que gere as actividades do ftólcuporto ter emitido uma comunicação a instar o Ministério da Educação a pronunciar-se sobre o «fascismo do gosto» em certas zonas do país. Estranho, uma empresa de futebol estar preocupada com os destinos da Educação em Portugal mas, apesar de estranho, isso até poderia significar uma mudança cultural e civilizacional de que estamos bem precisados. Mas não! Além da recorrente acusação de fascismo, por tudo e por nada, que tende, por repetição ad nauseam, a esvaziar de significado a expressão 'fascismo' e tudo o que ela encerra e verdadeiramente significa, surge a pérola que descreve a professora como uma "ayatollah" do gosto, usando-se da sua posição para uma espécie de «proselitismo nas escolas públicas».
Tudo isto é muito interessante mas há aqui qualquer coisa que cheira tão bem como um "cesto de fruta" depois de passar pelo apartamento de um árbitro e não é o trocadilho idiota entre ayatollahs e mouros, porque qualquer ignorante sabe que os ayatollahs são muçulmanos, sim, mas árabes e, sobretudo, persas (onde o xiismo é mais fortemente implantado) e não magrebinos/mouros (regiões de esmagadora preponderância sunita). Os motivos de queixa do Encarregado de Educação percebem-se. O Ensino é público pelo que o mínimo denominador comum deve ser respeitado e não extrapolado e algumas questões devem ser impostas no remanso do lar e não fora dele. É neste comunicado que reside o fulcro da estranheza.
A preocupação com as questões escolares é muito interessante mas o Moyle não percebe porque não constam dessa preocupação os números alarmantes de violência escolar no Grande Porto. Ou quanto a fascismos de gosto, porque motivo os adeptos de outra agremiação desportiva que não o ftólcuporto é que têm direitos de cidadania na praça dos Aliados, na cidade do Porto. Ou a razão pela qual só de há vinte anos para cá é que se ouve gritar recorrentemente que há quem queira Lisboa a arder.
Esta vontade de ver arder Lisboa remete-nos naturalmente à religião, aos ardentes poços infernais, aos lagos de fogo, aos monstruosos autos de fé seiscentistas e ao fanatismo proselitista católico. Não é o chefe vitalício da empresa que gere o ftólcuporto conhecido precisamente por "O Papa"? Isto leva-nos a considerar a questão por outro prisma. Não estará o Papa da Foz do Douro atrasado no século em que vive? É que o Papa actual, aquele a sério, anda humildemente a exortar à união das religiões contra o terrorismo, mas o Papa de Miragaia declara guerra aos Ayatollahs terroristas da clubite. O Sumo Pontífice de Massarelos está tão cheio dele mesmo que vai mais longe que os exército de Israel e EUA juntos.
Talvez aquilo que está a cheirar tão bem como chocolatinhos fora de prazo seja o facto de ao querido líder da agremiação transduriense não quadrar assim tão bem o epíteto de Papa. Deve ser mesmo isso porque nenhum Papa até agora sentiu necessidade de arrasar a criação de José Régio de cada vez que lhe dão tempo de antena.
Se considerarmos a quantidade de afilhados a quem envia fruta, chocolatinhos, envelopes com dinheiro (deve ser o chamado folar) e conselhos em momentos de turbulência familiar, talvez a melhor designação seja a de padrinho. É sempre uma opção melhor do que Papa, não nos vá cair no colo, além de todos os outros problemas a sério que nos afligem e que, por mero acaso, não constam do comunicado indignado da empresa desportiva do ftólcuporto, um Merah que desate ao tiro em escolas e repartições públicas.
A preocupação com as questões escolares é muito interessante mas o Moyle não percebe porque não constam dessa preocupação os números alarmantes de violência escolar no Grande Porto. Ou quanto a fascismos de gosto, porque motivo os adeptos de outra agremiação desportiva que não o ftólcuporto é que têm direitos de cidadania na praça dos Aliados, na cidade do Porto. Ou a razão pela qual só de há vinte anos para cá é que se ouve gritar recorrentemente que há quem queira Lisboa a arder.
Esta vontade de ver arder Lisboa remete-nos naturalmente à religião, aos ardentes poços infernais, aos lagos de fogo, aos monstruosos autos de fé seiscentistas e ao fanatismo proselitista católico. Não é o chefe vitalício da empresa que gere o ftólcuporto conhecido precisamente por "O Papa"? Isto leva-nos a considerar a questão por outro prisma. Não estará o Papa da Foz do Douro atrasado no século em que vive? É que o Papa actual, aquele a sério, anda humildemente a exortar à união das religiões contra o terrorismo, mas o Papa de Miragaia declara guerra aos Ayatollahs terroristas da clubite. O Sumo Pontífice de Massarelos está tão cheio dele mesmo que vai mais longe que os exército de Israel e EUA juntos.
Talvez aquilo que está a cheirar tão bem como chocolatinhos fora de prazo seja o facto de ao querido líder da agremiação transduriense não quadrar assim tão bem o epíteto de Papa. Deve ser mesmo isso porque nenhum Papa até agora sentiu necessidade de arrasar a criação de José Régio de cada vez que lhe dão tempo de antena.
Se considerarmos a quantidade de afilhados a quem envia fruta, chocolatinhos, envelopes com dinheiro (deve ser o chamado folar) e conselhos em momentos de turbulência familiar, talvez a melhor designação seja a de padrinho. É sempre uma opção melhor do que Papa, não nos vá cair no colo, além de todos os outros problemas a sério que nos afligem e que, por mero acaso, não constam do comunicado indignado da empresa desportiva do ftólcuporto, um Merah que desate ao tiro em escolas e repartições públicas.
3/24/2012
Putas ao Poder...
Surgiu nos meios de comunicação social a notícia de que em Espanha as putas, indignadas com os banqueiros, entraram num espécie de greve de sexo direccionada a aqueles pelo seu comportamento indecente em manipularem indecorosamente a vida das pessoas e dos países em proveito próprio.
É pena que, por cá, os filhos não tenham coragem de fazer o mesmo!
3/23/2012
Ajude a Polícia: Bata em Si Mesmo!
Na esteira de uma tradição já secular de amor dos governantes pelos governandos em Portugal, fica mais um episódio desse musculado apreço na última manifestação.
Ajude a polícia, bata em si mesmo!
3/22/2012
Dia de Greve Geral
Hoje é dia de greve geral e, como o Moyle está a considerar abalançar-se uma carreira na política portuguesa, já começa a criar currículo trazendo no preciso dia de hoje um tema verdadeiramente importante para o país.
3/20/2012
Dia do Pai
Embora um dia atrasado, o Moyle homenageia o Dia do Pai. Isto apesar de serem as pobres mães destes gajos a merecer uma homenagem!
3/18/2012
A Hora de Némesis
Némesis é o mecanismo cósmico de justa retribuição perante a desproporcionalidade de uma ofensa, ou ataque sofrido. Envolve, em certas situações, um espírito de vingança, necessariamente, mas de acordo com um princípio de equilíbrio cósmico, de reposição da justiça, num sentido de manutenção do que é a justa medida, por oposição à hybris.
Se este governo está a matar os portugueses...
3/16/2012
The World In Her Hands
Só mais uma singela homenagenzinha à nossa liderança política e económica e também ao Passos Coelho.
3/13/2012
3/11/2012
Merkelland über alles
Bem sabemos que a Alemanha é uma potência económica e com superavit comercial e tretas como défices, austeridades e merdices que tais não são coisas que interessem grandemente ao Reich. Sabemos isso tudo muito claramente mas, embora a patroa da Europa Alemanha tenha cara de muita coisa, o Moyle não a imaginou com cara de frade. Portanto, quanto mais não fosse por uma questão de dignidade e de moralidade, era perfeitamente escusado o comportamento alemão de Frei Merkel Tomás, de fazerem o que ele diz impõe e não o que ele faz.
3/09/2012
Mangueirada
Os liberais ou, no caso português, os liberalóides, clamam sempre, por tudo e mais alguma coisa, pela intervenção da Sociedade Civil na resolução dos seus próprios problemas. Se pensarmos no assunto sem complexos ideológicos apriorísticos facilmente verificamos que têm razão.
Se se verifica uma grave epidemia de entupimento de ralos de banheira não faz sentido esperarmos que o Estado disponha recursos para arrancar cabelos da canalização, até porque comportamentos preventivos podem evitar esse desfecho. E, na realidade, ninguém o espera!
De igual modo, não faz sentido estarmos à espera que o Estado venha aconchegar-nos as mantas à noite, palitar-nos os dentes depois de uma posta mirandesa, cortar-nos as unhas dos pés porque a barriga tornou-se do dia para a noite nos Himalaias, segurar-nos a cabeça sobre a sanita porque afinal o gin não era tão inofensivo como nos anos da faculdade, desapertar o soutien da boazona que se insinuou no bar do fim da rua, quando até só tinhas ido beber um copo sem mais nenhuma intenção extra e, olhem... proporcionou-se mas se não lhes consegues sequer desapertar o soutien ela provavelmente vai achar que és um totó e a noite acaba por ai! Ninguém espera nada disso.
Mas ainda assim, impõe-se uma pergunta. Haveria alguma forma de os cidadãos legitimamente [note-se aqui o advérbio de modo porque é mesmo importante] poderem aspirar a esse tipo de apoio público na resolução dos seus problemas? A resposta é necessariamente sim! Se pagássemos impostos para que o Estado nos assistisse nesse tipo de necessidades individuais, poderíamos com legitimidade esperar e exigir que o fizesse. Como ninguém acha que o Estado tem algum coisa a ver com a proporção de ácaros por centímetro quadrado de colchão, ninguém na sociedade espera do Estado assistência na resolução desse tipo de problemas.
Uma das coisas que as pessoas esperam, com alguma dose de legitimidade, do Estado é que proporcione assistência em termos de saúde, segurança, justiça, educação e mais pintelhices do género. Mas, a cada 4 anos, lá temos os do costume a lembrar a Teoria das Internalidades e a exigir menos pieguice e mais colaboração da Sociedade na resolução dos seus próprios problemas. Ora, os bombeiros são a melhor demonstração de que os remoques de que a sociedade civil não faz o suficiente por si própria são tão verdadeiros como uma sinfonia composta por um albatroz.
Não é que o Moyle admire por aí além os bombeiros. Se por um lado nada contra vestir de vermelho - é sexy, usar galochas quando se tem transpiração hiperabundante nos pés é pouco recomendável. Não devemos esquecer que pessoas que arriscam o próprio coiro para salvar o dos outros, de borla ainda para mais, são pessoas que devem ter qualquer coisa fora do sítio no sistema límbico!
Mas não estamos cá para julgar ninguém e, embora não seja uma aspiração de vida individual - o altruísmo é tããããããããão anos 50, o Moyle agradece o esforço e dedicação desta gente que deixa de dormir em casa com a família (sem ser pelas melhores razões), se veste de plástico vermelho (sem ser pelas melhores razões), usa galochas (não deve haver melhores razões para isto) e passa o tempo de mangueira na mão (sem ser pelas melhores razões).
A bombeiragem deste país presta um serviço que, legitimamente repita-se, a sociedade deveria esperar do Estado porque, necessariamente note-se, pagam impostos para tal . Segurança de pessoas, bens e haveres, perante catástrofes naturais (das quentes, das frias, das molhadas e mesmo das tremidas quando houver), e, imagine-se, transporte para acesso a cuidados de saúde.
Ora, o Estado limita o acesso a cuidados de saúde e outros do género, com encerramento e limitação de funcionamento de centros de saúde, urgências, maternidades e mais que não. Tudo bem, a racionalização de meios exige alguns ajustes e acertos, vá lá, por argumento aceite-se. Assim sendo, espera-se que assegure a todos os cidadãos os cuidados de saúde que tinham antes, permitindo-lhes a ultrapassagem das distâncias entretanto criadas pela anterior racionalização de meios. O Estado faz isso? Não. Ora, quem faz? A Sociedade Civil, através da gentileza voluntária dos Bombeiros Voluntários! Apesar das legítimas (leram bem? legítimas!) aspirações dos cidadãos, são os próprios que se substituem ao Estado na obrigação deste em assegurar o acesso aos cuidados médicos, por intermédio dos bombeiros.
O que se passa, então? O que se passa é que as gananciosas, somíticas, agarradas, trafulhas, chupistas, sanguessugas, onzeneiras, avaras, vampíricas aproveitadoras que são as corporações de mangueirolas por esse país fora, querem, imagine-se o desplante!, que o pobre, ingénuo e incauto Estado contribua para cumprir aquilo que, pasme-se, era legitimamente de esperar que cumprisse por fazer parte das suas missões sociais.
O despudorado desplante de exigir ao Estado dinheiro para combustível que mantenha em andamento as ambulâncias que levam doentes aos hospitais; os auto-tanques que distribuem água pelas zonas do país onde água corrente durante todo o ano é uma opulência asiática que os cidadãos que lá residem devem assegurar por si próprios; os carros de combate a incêndios que asseguram a segurança de bens e haveres privados e públicos ou limitam a destruição dos mesmos.
Neste momento, não há qualquer tipo de dúvida, Portugal estaria bem melhor sem bombeiros e, se calhar, se isso acontecesse, este tipo de despudores acabaria.
Uma das coisas que as pessoas esperam, com alguma dose de legitimidade, do Estado é que proporcione assistência em termos de saúde, segurança, justiça, educação e mais pintelhices do género. Mas, a cada 4 anos, lá temos os do costume a lembrar a Teoria das Internalidades e a exigir menos pieguice e mais colaboração da Sociedade na resolução dos seus próprios problemas. Ora, os bombeiros são a melhor demonstração de que os remoques de que a sociedade civil não faz o suficiente por si própria são tão verdadeiros como uma sinfonia composta por um albatroz.
Não é que o Moyle admire por aí além os bombeiros. Se por um lado nada contra vestir de vermelho - é sexy, usar galochas quando se tem transpiração hiperabundante nos pés é pouco recomendável. Não devemos esquecer que pessoas que arriscam o próprio coiro para salvar o dos outros, de borla ainda para mais, são pessoas que devem ter qualquer coisa fora do sítio no sistema límbico!
Mas não estamos cá para julgar ninguém e, embora não seja uma aspiração de vida individual - o altruísmo é tããããããããão anos 50, o Moyle agradece o esforço e dedicação desta gente que deixa de dormir em casa com a família (sem ser pelas melhores razões), se veste de plástico vermelho (sem ser pelas melhores razões), usa galochas (não deve haver melhores razões para isto) e passa o tempo de mangueira na mão (sem ser pelas melhores razões).
A bombeiragem deste país presta um serviço que, legitimamente repita-se, a sociedade deveria esperar do Estado porque, necessariamente note-se, pagam impostos para tal . Segurança de pessoas, bens e haveres, perante catástrofes naturais (das quentes, das frias, das molhadas e mesmo das tremidas quando houver), e, imagine-se, transporte para acesso a cuidados de saúde.
Ora, o Estado limita o acesso a cuidados de saúde e outros do género, com encerramento e limitação de funcionamento de centros de saúde, urgências, maternidades e mais que não. Tudo bem, a racionalização de meios exige alguns ajustes e acertos, vá lá, por argumento aceite-se. Assim sendo, espera-se que assegure a todos os cidadãos os cuidados de saúde que tinham antes, permitindo-lhes a ultrapassagem das distâncias entretanto criadas pela anterior racionalização de meios. O Estado faz isso? Não. Ora, quem faz? A Sociedade Civil, através da gentileza voluntária dos Bombeiros Voluntários! Apesar das legítimas (leram bem? legítimas!) aspirações dos cidadãos, são os próprios que se substituem ao Estado na obrigação deste em assegurar o acesso aos cuidados médicos, por intermédio dos bombeiros.
O que se passa, então? O que se passa é que as gananciosas, somíticas, agarradas, trafulhas, chupistas, sanguessugas, onzeneiras, avaras, vampíricas aproveitadoras que são as corporações de mangueirolas por esse país fora, querem, imagine-se o desplante!, que o pobre, ingénuo e incauto Estado contribua para cumprir aquilo que, pasme-se, era legitimamente de esperar que cumprisse por fazer parte das suas missões sociais.
O despudorado desplante de exigir ao Estado dinheiro para combustível que mantenha em andamento as ambulâncias que levam doentes aos hospitais; os auto-tanques que distribuem água pelas zonas do país onde água corrente durante todo o ano é uma opulência asiática que os cidadãos que lá residem devem assegurar por si próprios; os carros de combate a incêndios que asseguram a segurança de bens e haveres privados e públicos ou limitam a destruição dos mesmos.
Neste momento, não há qualquer tipo de dúvida, Portugal estaria bem melhor sem bombeiros e, se calhar, se isso acontecesse, este tipo de despudores acabaria.
3/03/2012
Os Siameses Merkozy
Neste caso são só uma pessoa, que são duas mas que é só uma. Se tivesse mais cabeças seria uma hidra. No entanto. Ainda assim, se lhe cortarmos uma das cabeças, outra surgirá no mesmo lugar para nos sugar a vida.
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