3/24/2012

Putas ao Poder...

Surgiu nos meios de comunicação social a notícia de que em Espanha as putas, indignadas com os  banqueiros, entraram num espécie de greve de sexo  direccionada a aqueles pelo seu comportamento indecente em manipularem indecorosamente a vida das pessoas e dos países em proveito próprio.
É pena que, por cá, os filhos não tenham coragem de fazer o mesmo!

3/23/2012

Ajude a Polícia: Bata em Si Mesmo!


Na esteira de uma tradição já secular de amor dos governantes pelos governandos em Portugal, fica mais um episódio desse musculado apreço na última manifestação.
Ajude a polícia, bata em si mesmo!

3/22/2012

Dia de Greve Geral


Hoje é dia de greve geral e, como o Moyle está a considerar abalançar-se uma carreira na política portuguesa, já começa a criar currículo trazendo no preciso dia de hoje  um tema verdadeiramente importante para o país.

3/20/2012

A Sagração da Primavera


Assim como assim estamos fo**dos mesmo, portanto uma Primavera sexy para todos. 

Dia do Pai


Embora um dia atrasado, o Moyle homenageia o Dia do Pai. Isto apesar de serem as pobres mães destes gajos a merecer uma homenagem!

3/18/2012

A Hora de Némesis

Némesis é o mecanismo cósmico de justa retribuição perante a desproporcionalidade de uma ofensa, ou ataque sofrido. Envolve, em certas situações, um espírito de vingança, necessariamente, mas de acordo com um princípio de equilíbrio cósmico, de reposição da justiça, num sentido de manutenção do que é a justa medida, por oposição à hybris.
Se este governo está a matar os portugueses...

3/16/2012

The World In Her Hands


Só mais uma singela homenagenzinha à nossa liderança política e económica e também ao Passos Coelho.

3/11/2012

Merkelland über alles


Bem sabemos que a Alemanha é uma potência económica e com superavit comercial e tretas como défices, austeridades e merdices que tais não são coisas que interessem grandemente ao Reich. Sabemos isso tudo muito claramente mas, embora a patroa da Europa Alemanha tenha cara de muita coisa, o Moyle não a imaginou com cara de frade. Portanto, quanto mais não fosse por uma questão de dignidade e de moralidade, era perfeitamente escusado o comportamento alemão de Frei Merkel Tomás, de fazerem o que ele diz impõe e não o que ele faz.

3/09/2012

Mangueirada


Os liberais ou, no caso português, os liberalóides, clamam sempre, por tudo e mais alguma coisa, pela intervenção da Sociedade Civil na resolução dos seus próprios problemas. Se pensarmos no assunto sem complexos ideológicos apriorísticos facilmente verificamos que têm razão.
Se se verifica uma grave epidemia de entupimento de ralos de banheira não faz sentido esperarmos que o Estado disponha recursos para arrancar cabelos da canalização, até porque comportamentos preventivos podem evitar esse desfecho. E, na realidade, ninguém o espera!
De igual modo, não faz sentido estarmos à espera que o Estado venha aconchegar-nos as mantas à noite, palitar-nos os dentes depois de uma posta mirandesa, cortar-nos as unhas dos pés porque a barriga tornou-se do dia para a noite nos Himalaias, segurar-nos a cabeça sobre a sanita porque afinal o gin não era tão inofensivo como nos anos da faculdade, desapertar o soutien da boazona que se insinuou no bar do fim da rua, quando até só tinhas ido beber um copo sem mais nenhuma intenção extra e, olhem... proporcionou-se mas se não lhes consegues sequer desapertar o soutien ela provavelmente vai achar que és um totó e a noite acaba por ai! Ninguém espera nada disso.
Mas ainda assim, impõe-se uma pergunta. Haveria alguma forma de os cidadãos legitimamente [note-se aqui o advérbio de modo porque é mesmo importante] poderem aspirar a esse tipo de apoio público na resolução dos seus problemas? A resposta é necessariamente sim! Se pagássemos impostos para que o Estado nos assistisse nesse tipo de necessidades individuais, poderíamos com legitimidade esperar e exigir que o fizesse. Como ninguém acha que o Estado tem algum coisa a ver com a proporção de ácaros por centímetro quadrado de colchão, ninguém na sociedade espera do Estado assistência na resolução desse tipo de problemas.
Uma das coisas que as pessoas esperam, com alguma dose de legitimidade, do Estado é que proporcione assistência em termos de saúde, segurança, justiça, educação e mais pintelhices do género. Mas, a cada 4 anos, lá temos os do costume a lembrar a Teoria das Internalidades e a exigir menos pieguice e mais colaboração da Sociedade na resolução dos seus próprios problemas. Ora, os bombeiros são a melhor demonstração de que os remoques de que a sociedade civil não faz o suficiente por si própria são tão verdadeiros como uma sinfonia composta por um albatroz.
Não é que o Moyle admire por aí além os bombeiros.  Se por um lado nada contra vestir de vermelho - é sexy, usar galochas quando se tem transpiração hiperabundante nos pés é pouco recomendável. Não devemos esquecer que pessoas que arriscam o próprio coiro para salvar o dos outros, de borla ainda para mais, são pessoas que devem ter qualquer coisa fora do sítio no sistema límbico!
Mas não estamos cá para julgar ninguém e, embora não seja uma aspiração de vida individual - o altruísmo é tããããããããão anos 50, o Moyle agradece o esforço e dedicação desta gente que deixa de dormir em casa com a família (sem ser pelas melhores razões), se veste de plástico vermelho (sem ser pelas melhores razões), usa galochas (não deve haver melhores razões para isto) e passa o tempo de mangueira na mão (sem ser pelas melhores razões).
A bombeiragem deste país presta um serviço que, legitimamente repita-se, a sociedade deveria esperar do Estado porque, necessariamente note-se, pagam impostos para tal . Segurança de pessoas, bens e haveres, perante catástrofes naturais (das quentes, das frias, das molhadas e mesmo das tremidas quando houver), e, imagine-se, transporte para acesso a cuidados de saúde.
Ora, o Estado limita o acesso a cuidados de saúde e outros do género, com encerramento e limitação de funcionamento de centros de saúde, urgências, maternidades e mais que não. Tudo bem, a racionalização de meios exige alguns ajustes e acertos, vá lá, por argumento aceite-se. Assim sendo, espera-se que assegure a todos os cidadãos os cuidados de saúde que tinham antes, permitindo-lhes a ultrapassagem das distâncias entretanto criadas pela anterior racionalização de meios. O Estado faz isso? Não. Ora, quem faz? A Sociedade Civil, através da gentileza voluntária dos Bombeiros Voluntários! Apesar das legítimas (leram bem? legítimas!) aspirações dos cidadãos, são os próprios que se substituem ao Estado na obrigação deste em assegurar o acesso aos cuidados médicos, por intermédio dos bombeiros.
O que se passa, então? O que se passa é que as gananciosas, somíticas, agarradas, trafulhas, chupistas, sanguessugas, onzeneiras, avaras, vampíricas aproveitadoras que são as corporações de mangueirolas por esse país fora, querem, imagine-se o desplante!, que o pobre, ingénuo e incauto Estado contribua para cumprir aquilo que, pasme-se, era legitimamente de esperar que cumprisse por fazer parte das suas missões sociais.
O despudorado desplante de exigir ao Estado dinheiro para combustível que mantenha em andamento as ambulâncias que levam doentes aos hospitais; os auto-tanques que distribuem água pelas zonas do país onde água corrente durante todo o ano é uma opulência asiática que os cidadãos que lá residem devem assegurar por si próprios; os carros de combate a incêndios que asseguram a segurança de bens e haveres privados e públicos ou limitam a destruição dos mesmos.
Neste momento, não há qualquer tipo de dúvida, Portugal estaria bem melhor sem bombeiros e, se calhar, se isso acontecesse, este tipo de despudores acabaria.

3/03/2012

Os Siameses Merkozy


Neste caso são só uma pessoa, que são duas mas que é só uma. Se tivesse mais cabeças seria uma hidra. No entanto. Ainda assim, se lhe cortarmos uma das cabeças, outra surgirá no mesmo lugar para nos sugar a vida.

2/27/2012

Chinesices


Ah e tal, que a nomeação do Catroga e da Cardona para a EDP não tem nada de eticamente discutível porque a empresa já era privada ergo o Estado não tem nada a ver com o assunto, e coiso e assim. Até poderia ser mas quem, na factura mensal, é que vai pagar as enormidades que estas duas aventesmas de utilidade igualmente discutível vão auferir? O Moyle duvida que sejam os chineses!

2/26/2012

Cavacadas


Comecemos com uma ironia.
Depois de não comparecer numa escola em Lisboa por motivos inadiáveis que não tiveram qualquer relação com a pequena manifestação que os alunos dessa escola preparam para receber o Presidente da República, Cavaco Silva foi passear para o Norte do país num, imagine-se, Roteiro da Juventude!

Continuemos com uma dúvida.
Então o nosso Presidente surpreendeu-se com os últimos números do Desemprego em Portugal? E, vejam lá, o Moyle que estava perfeitamente convencido de que o Sr. Silva era, além de reconhecido génio da banalidade, um Mago da Economia.

Especulemos com uma afirmação.
Então o nosso Presidente afirmou esperar que a economia portuguesa retome antes do fim do ano? Como não citou qualquer informação que permita justificar tal esperança, resta enquadrar esta afirmação numa manifestação de fé. E quanto a fé, estamos conversados.

Terminemos com uma parvoíce.
Não admira que o nosso Pastel de Belém atire para o ar platitudes enquanto o país vai lentamente ao fundo. A sua excelência presidencial isso não interessa verdadeiramente, ou não fosse ele Cavaco.

2/24/2012

Haxinção Cristas


O Moyle não sabe se se deve sentir muito confortável com uma ministra da agricultura que tem fé que chova em Breve. 
Por um lado, põe-se obrigatoriamente a questão de ter fé ser pré-requisito para funções ministeriais. Se assim fosse, todas as avós da aldeia onde o Moyle se desenvolveu enquanto o portento intelectual que todos podem apreciar - já deixando de parte a inefável beleza exterior que espalha por onde quer que esteja - eram potenciais ministeriáveis, porque mais fé do que aquelas velhotas tinham só um sportinguista acreditar que com o Sá Pinto a coisa vá mesmo ser diferente. Coisa que se presume não haver em grande quantidade.
Por outro lado, não menos imperiosamente se põe o problema de chover em breve. Mas que interessa ao Moyle que chova em Breve se é Portugal que está a entrar num período de seca? Não era mais importante ter fé que chovesse em Portugal do que em Breve, seja lá isso onde for?
Nisto da chuva como em tudo o que envolva fé, a racionalidade tem um papel a todos os níveis secundário. Faz sentido a fé da ministra de que chova em Breve porque chover em Portugal está mais que visto que nada feito. Mas pior que a seca que nos dão estes governantes, com a sua conversa fiada de que se aproveita tanto como de um champô anti-queda no distante reino de Alopécia, a seca meteorológica que nos assombra de momento é mesmo preocupante.
Mas nestas coisas há que também reservar uma palavrinha fofa para o alvo das nossas atenções e, neste caso específico, para a superhipermegaultraministra Cristas. Na realidade não podemos deixar de lembrar que o mote que orienta este governo é o de cortar no uso de dinheiros públicos que tenham utilidade para resolver os problemas dos cidadãos. Ter fé que chova fica bem mais barato do que dar prossecução aos planos de irrigação do Alqueva, ou do que a construção de barragens para armazenamento de recursos hídricos para consumo - para hidroeléctricas a coisa arranja-se porque, lá está, os benefícios são mais óbvios para empresas do que para cidadãos - construção de redes de transvase entre bacias hidrográficas para desencravar regiões mais expostas à seca, et caetera. Não é só por capricho que o Moyle lembra estas hipóteses, é mais por uma minudência, um pormenor, uma paneleirice mínima e que se calhar nem sequer tem aqui grande cabimento mas cá vai: é que nessas regiões vivem pessoas!
Bom, mas adiantando caminho na mal-amanhada tentativa de entrelaçar o texto com a imagem que o coroa. Ter fé remete-nos, necessária e obrigatoriamente, para um tipo de vivência de cariz religioso. Não está em causa, neste particular, a necessária laicidade exigida a um Estado de gente razoavelmente normal e em posse de um mínimo de faculdades intelectuais, pois a experiência de tipo religioso é individual e não pública.
Não deixa de ser interessante, no entanto, que a vivência religiosa remeta, necessariamente, para uma experiência do tipo extático, ou seja, um transe, ou seja, uma alienação da realidade sensorial e física semelhante à conseguida pelo uso de substâncias estupefacientes.
Sim, perceberam bem, o Moyle acha que a nossa ministra da agricultura deve andar a fumar daquelas "coisas que fazem rir". Entende-se, honestamente, entende-se. A nossa fofinha ministra não está assim tão preocupada com a questão da seca porque essas mesmas "coisas que fazem rir" normalmente provêm - diz-se o que o Moyle não sabe destas coisas nem é de intrigas - de regiões do globo de climas desérticos, ou semidesérticos. Enquanto não chover... olhem, paciência.

2/20/2012

Zig Zag Carnavalístico


O melhor da democracia é a liberdade em sentido lato e a liberdade de expressão em particular. É a liberdade de expressão que nos permite localizar os imbecis, por um lado, e, se esperarmos o tempo suficiente, os xicos espertos, melhor ou pior intencionados.
Depois da enjoativa retórica do 'não precisamos de tempo ou de dinheiro', o Primeiro Coelho já trouxe até nós a variante 'não sei se precisamos de tempo ou de dinheiro'. 
São duas palavrinhas apenas, mas um magnífico exercício de contorcionismo político, a ser consolidado pelos boys do regime e pelas putas que, semana após semana, vendem a sua opinião para justificar a mudança de direcção dos cata-ventos governamentais.
Todos já vimos, em documentários sobre vida selvagem, as mudanças de direcção estonteantes de que os leporídeos são capazes quando perseguidos. Portanto, não nos devemos surpreender com as capacidades de flexibilidade do nosso Primeiro Leporídeo.

2/19/2012

We'll Always Have Paris


Um resistiu em Paris.
O outro não resistiu e foi para Paris.
O um recorda a gravidade da discussão.
O outro a doçura do debate.

2/18/2012

Flatulário Soares


Mário Soares não podia aguentar mais. Estava tão cheio, mas mesmo tão cheio dele mesmo que teve que "extravasar-se", em público ainda por cima. Afinal de contas, o senhor molestador de reptéis testunídeos, estava na linha da frente aquando das anteriores ajudas externas a Portugal, então responsabilidade do FMI.
Como não  há duas sem três, embora o Moyle nunca tenha ouvido falar de pessoas que tenham dado três tiros na cabeça - dois é vulgar e sabido -, o nosso Geochelone Masthodon quis confirmar o vox pop e chamar a si o protagonismo da chegada da Troika a Portugal e, com ela, a terceira ajuda(!?) externa em pouco mais de três décadas.
Pensemos em dois minúsculos pormenores, coisas de lana caprina na realidade. Se ninguém - tirando a CIP - está contente com a presença da Troika em Portugal, por que raio de razão está o senhor Soares tão interessado em assumir protagonismo por isso?
O segundo pormenor prende-se com uma certa visão da imagem de Sócrates como um herói quixotesco. Lutador incansável nunca rendido, nem sequer às evidências, antes enxotado iniquamente. Porquê este branqueamento e, ao mesmo tempo, perfilhamento político de Sócrates?
O senhor Soares não devia andar a dar conferência em universidades sobre como resistir primeiro a fascistas e depois a comunistas? Ou a explicar se lhe doeu muito ser usado por Sócrates para tirar o tapete ao potencialmente incómodo Alegre na primeira eleição do passivo Cavaco? Ou se colaborou voluntariamente nessa manobra? Ou talvez a detalhar o financiamento da Fundação Soares em tempos de austeridade? Tantas coisas giras para Soares fazer e ele anda a decidir o futuro do país sem legítimo mandato eleitoral?
O Moyle não percebe nada destas coisas, mas de uma coisa percebe, da necessidade imperiosa de "extravasamento" quando se sente um inchaço incómodo e não se tem um "Pankreoflat drg x 60" à mão de semear.

2/16/2012

Bullying em Belém


O Presidente da República não pode comparecer numa escola em Lisboa por imponderáveis impedimentos improrrogáveis e impossíveis de imputar à impudência imprecatória dos impulsivos e impacientes impúberes em implexo com a impante e imperiosa imprensa. Ou seja, não pode comparecer porque ficou pendurado!