Como fica sempre bem citar gajos mortos, aqui fica uma homenagem à feliz pérola de Saramago sobre Cavaco Silva, esse autor de refinadas pérolas.Eu dei conta que a Maria José foi empurrar nogueiras para cima. Fica para brevemente.

Os autores abdicam de todas as responsabilidades sobre os conteúdos presentes neste blog... Porque não passam de tretas, por muito que desejem e achem o contrário. Não abdicamos, contudo, de todos e quaisquer direitos sobre esses mesmos conteúdos que se encontram protegidos pelas Leis de Protecção da Propriedade Intelectual em vigor (excepto na China e na Madeira). Assinado: O Alto, O Forte e o Moyle
Como fica sempre bem citar gajos mortos, aqui fica uma homenagem à feliz pérola de Saramago sobre Cavaco Silva, esse autor de refinadas pérolas.
Compreende-se, muito naturalmente, que o Primeiro-Ministro se esteja a cagar para o Natal.
É impressão do Moyle ou o rei da nossa República não fez a extremidade de uma haste de bovino [ou outro gado qualquer] para tornar verdadeiramente competitiva e moderna a agricultura nacional e agora, que tecnicamente não devia mandar, parece o rei Formoso a tentar obrigar a populaça a dar à enxada? Infelizmente, não o vejo a ameaçar com nova Lei das Sesmarias, isto é, se não trabalhas a terra ficas sem ela para quem a trabalhar. Achou por bem não. Na certa ainda o tomavam por um mini Estaline, em vez de um saudosista monárquico neomedievalizante.

Além do pouco tempo, a criatividade tem andado extremamente deprimida e, por isso, as ideias que normalmente fluem do Moyle como cinzas de um vulcão islandês, ou euros dos bolsos da Troika, estão tão secas como as praias do Aral. Daí que a única maneira de resolver o prolongado silêncio fosse picturalmente.
Tem um irmão que comenta Vico, Joaquim de Fiore, Santo Agostinho, Hegel, Walter Benjamin [embora este nem tanto] e por aí fora, e depois a única linguagem que o Sr. Catroga encontra é esta?
Ora, embora este cromo trabalhe na mesma cidade em que o Moyle habita, o vosso caro bloguista quer, desde já, demarcar-se das mentecaptices proferidas por aquele. Podia dar-se o caso de ser qualquer miasma que ascendesse das cristalinas águas do Mondego, mas não. Este senhor é estúpido por conta própria.
Mais do que nunca, o problema de Portugal não é a existência de 20% da população que vive abaixo, ou no limiar da pobreza - o que era de esperar que um fiscalista duplamente doutorado soubesse - o problema desta santa parvónia são os pobres, sim, mas os pobres de espírito. Tendo a mania que são iluminados pela graça divina, julgam que vivem acima de uma qualquer piolheira na qual, curiosamente, são eles os parasitas.

Mamã - Olha-me esses joelhos todos esfolados. Ai, acuda-me o São Bentinho da Porta Aberta. Mas que raio se passou?
Pode-se argumentar, embora pareça ao Moyle que tal fosse um mero exercício de demagogia e maus-fígados, que se o objectivo é melhorar o nível físico e de saúde do país, faria mais sentido tributar menos onerosamente os ginásios. Ou ainda, se quisermos ser mesmo mesquinhos reverter medidas como a extinção do Desporto Escolar. Estas duas possibilidades sustentar-se-iam, de forma naturalmente sofística, com a argumentação de que, desta forma, se obteriam mais e melhores resultados em termos de saúde pública porque tanto os ginásios como o Desporto Escolar abrangeriam uma maior franja demográfica.

Antes de mais, o Moyle deve penitenciar-se por vos sujeitar a mais uma bonecada da treta, em vez da prosa épica que vos faz regressar aqui.