6/08/2011

Till We Have Faces

Não percebo o porquê de tanta agitação com os pepinos, as alfaces, as courgettes e os rebentos de soja.
Nós por cá há tantas décadas governados por nabos e ainda por aqui andamos.
Alarmistas!

6/06/2011

Adeus Sr. Engenheiro. Mande saudades... que não deixa nenhumas!

E o grande vencedor da noite foi o esperado. Felicitações ao Paulo Pedro Aníbal Portas Coelho Silva. Parece um nome da realeza, pelo menos na extensão, mas não se entusiasmem muito. É tudo uma questão de moscas e etc.

6/04/2011

A Campanha Eleitoral em Odores


Sendo hoje o dia de reflexão que precede o sufrágio, o Moyle achou por bem reflectir um bocadinho sobre as particularidades da campanha eleitoral.
Sabemos que, na linha daquilo a que temos vindo a ser habituados, o nível e a elevação da campanha não foram exemplares. A discussão de ideias perdeu, novamente, o prélio para as acusações, as "bocas" de parte a parte, as tricas e as intrigas.
Vimos novamente confirmado o nível dos protagonistas da nossa cena política, levando os mais fatalistas a reforçar o seu argumento de que cada povo tem os políticos e a democracia que merece.
No entanto, nem tudo foi mau nesta campanha eleitoral. Como diria Eric Draven, Can't rain all the time. O Moyle detectou um aspecto em que a campanha foi interessante e para a qual, ao contrário do que diz respeito a ideias políticas decentes, o PS contribuiu forte e validamente. Refere-se o Moyle, portanto, aos odores.
Se pensarmos em arruadas partidárias e comícios de rua - que parecem ser a única maneira de se fazer campanha neste país - de que forma associaremos as várias forças partidárias a odores? No caso do CDS-PP, os aromas predominantes serão, obrigatoriamente, a peixe. Não a um peixe especificamente mas a bancas de peixe, o que significa uma miríade olfactiva infinitamente mais complexa do que os meros seres ictiológicos individualmente permitiriam.
Já numa demonstração de rua do Bloco de Esquerda, naturalmente e sem surpresas, o aroma mais fortemente sensível será o de "chocolate de Marrocos", chamon, ganzas. Como lhe quiserem chamar.
Já o Partido Comunista estimula de outra maneira o bulbus olfactorius. Embora seja possível encontrar, aqui e além, um toquezinho de haxixe, sobretudos na secção J dos comícios, o mais provável é cheirar a suor e ressentimento, misturados com pó de metal, ferodo queimado e, mesmo, farelo.
Os comícios do PSD, ou do PPD/PSD (depende um bocado de quem está a referir-se ao partido ser o Santana Lopes), são fáceis de reconhecer. Cheiram a puros charutos Habanos, importados da Costa Rica e a Chanel nº5.
Resta-nos o PS - a não ser que o tribunal de Oeiras venha obrigar o Moyle a descrever aromaticamente uma arruada do PCTP/MRPP e um comício de Garcia Pereira. Se for o caso, o Moyle cumprirá com a ordem judicial sem qualquer prurido caracterizando-os como cheirando a esturro e a inutilidade - que, corrijam o Moyle se estiver errado, não tinha um cheiro particular que o distinguisse dos restantes. Não se pretende com isto dizer que o Partido Socialista de Sócrates não tem definição ideológica, sendo os odores uma metáfora. O certo é que a amálgama de pessoas tornava o ar confuso e pouco explícito olorosamente falando.
Este ano, nesta campanha, o PS conseguiu dar o passo que lhe faltava para se definir aromaticamente. Registou-se, praticamente, uma revolução olorosa de tendência oriental. Foi uma agradável novidade o cheirinho a canela e, acima de tudo, a chamuças que passou a preencher a digressão do PS por todo o país.

5/26/2011

Bruno Mars Sucks! ... Big Time!

Além do pouco tempo, a criatividade tem andado extremamente deprimida e, por isso, as ideias que normalmente fluem do Moyle como cinzas de um vulcão islandês, ou euros dos bolsos da Troika, estão tão secas como as praias do Aral. Daí que a única maneira de resolver o prolongado silêncio fosse picturalmente.
Quando voltar, logo atendo às vossas reacções à masterpiece moylística. Se forem a Salamanca chamem. O Moyle promete que não vos ignora discretamente.

5/17/2011

There's No Core... Like Hardcore

Tem um irmão que comenta Vico, Joaquim de Fiore, Santo Agostinho, Hegel, Walter Benjamin [embora este nem tanto] e por aí fora, e depois a única linguagem que o Sr. Catroga encontra é esta?
Dada maneira como articula as palavras, parece ao Moyle que, na realidade, o putativo próximo ministro das Finanças tem mesmo um problema de pentelhos [aparece assim escrito no Priberam, é assim que aparece aqui no Moyle]!
Que foi?
Que caras indignadas são essas?
É preciso o Moyle iniciar uma carreira política para ter direito ao mau gosto?

5/11/2011

لا يخلي الحرباء عن ساق شجرة حتى يمسك بساق شجرة أخرى

Quando o governo caiu, o Moyle chalaceou a situação mas, ao mesmo tempo, alertando para a circunstância de que a queda não significava a morte da personagem maior das nossas misérias presentes. Como num thriller, esperava, aparentemente moribundo, que os seus incautos inumadores se distraíssem com festejos e exéquias para os apanhar desprevenidos. E conseguiu!
Longe de morto, Sócrates, num passe de mágica, saltou do féretro para nos obsequiar com os seus habituais dotes de malabarismo.
Já repararam naquelas filas do aeroporto que obrigam os utentes a serpentear longos metros em pouco espaço? Não acham extraordinariamente irritante estar o aeroporto completamente vazio e aquela infernal maquinação nos obrigar a dar voltinhas e mais voltinhas como se fôssemos borboletas paneleiras numa prova de natação masculina? Vamos aqui discutir - embora não haja grande coisa a debater - sobre esta simples medida de gestão das multidões e de racionalização da circulação de muita gente em espaços limitados.
Essas "serpentinas" de peões que nos fazem caminhar 50 metros, para percorrer um percurso de 3 metros, levantam aspectos extremamente interessantes. Se calhar não são muito interessantes, mas apetece ao Moyle que seja.
O que impede alguém de fazer o seu percurso a direito? É que o percurso a percorrer é circunscrito por meras fitas que, convenhamos, não impediriam alguém de seguir em frente se assim lhe aprouvesse.
Na realidade, podemos analisar a coisa de duas perspectivas. Ou somos uma cambada de bovinos, mansos, que segue para onde lhe mandam ir! Ou, somos incorrigivelmente cepos e labregos sem civismo que, sem uma indicação de como nos devemos comportar, amassamos tudo e todo aquele que se nos meter no caminho! (Naturalmente, trazer o civismo à colação faria sentido, mas o Moyle não o fará. Precisamente por isso. Por fazer sentido! Viva o maniqueísmo!)
Fazendo aqui um salto lógico digno de um escolástico medieval. Não estaremos nós, nas eleições que se aproximam, parados diante do dilema de como negociar o travessia de um destes labirintos fátuos de fitinhas, como há nos aeroportos?
Por um lado conformamo-nos a percorrer ordeiramente o caminho que nos traçam, independentemente de ser necessário ou não? Ou, como vândalos sedentos de violar matronas romanas, vamos a direito e cortamos caminho pelos pseudo-obstáculos que nos põem à frente?
É um dilema, efectivamente. É que, se como uma pessoa normal, o Moyle ainda chamasse para aqui o civismo, estaríamos na presença de um verdadeiro trilema! Bom, mas antes que pareça que o Moyle está a falar de coisas sérias, deixemo-nos de tretas!
De qualquer maneira, o Disco Riscado (9.5.2011), que se apressaram a anunciar como morto, está bem vivinho de Pinto de Sousa - Costuma-se dizer Vivinho da Silva, mas o Moyle decidiu fazer algo mais original com o este tão enraizado brasileirismo. E os outros que fazem, dão-lhe música de fundo para a voz de cana rachada que se continua a impor centésima a centésima nas intenções de voto!

5/02/2011

Les Misérables

Esta semana começou estranha. Ao deslocar-se para o local em que passa algum tempo para ser remunerado, o Moyle ligou a TSF - comme d'habitude - a apanhou uma notícia a meio em que se dizia que tinha sido encontrado o corpo parcialmente desfigurado.
O Moyle pensou: encontrado? parcialmente desfigurado? C'um caraças, nem sabia que a Manuela Ferreira Leite estava perdida.
Enfim, não era nada disso, naturalmente. Parece que deram a comer chumbo aquecido a Osama bin Laden e ele mostrou-se alérgico. Ok, barbas por barbas, antes o bin Laden que o Pai Natal, mas continuando.
O que é verdadeiramente giro é a convicção do Moyle de que morreram por alergia a chumbo duas pessoas com nomes extraordinariamente parecidos, o que é uma coincidência notável. Nas notícias têm anunciado incansavelmente a morte de bin Laden, mas, por outro lado, nos fóruns [eu sei que o plural de forum, em latim, é fora, mas para não parece que se concentra demasiado em paneleirices optou-se pelo plural em português corrente] quer da TSF, quer da SICNotícias, curiosamente, todos os participantes parecem plenamente convictos de que quem morreu foi um senhor chamado Binde Ladém. E esta, hein?
Bom, mas deixemos estas palermices e vejamos outras parvoíces, como a da imagem seguinte retirada de uma daquelas correntes de prosperidade e dinheiro com que me atafulham, de tempos a tempos, o mail.
Ora, embora este cromo trabalhe na mesma cidade em que o Moyle habita, o vosso caro bloguista quer, desde já, demarcar-se das mentecaptices proferidas por aquele. Podia dar-se o caso de ser qualquer miasma que ascendesse das cristalinas águas do Mondego, mas não. Este senhor é estúpido por conta própria.
Confessa-vos o Moyle que nunca tinha ouvido falar na personagem até a Ipsis chamar atenção para esta aventesma [no post de 30.04.11], que dá pelo nome de Idiota Leite de Campos - e se não dá, devia dar - e para as suas alucinações demenciais.
Não discutindo a premissa de que todos devíamos pagar 42% sobre, pelo menos, €10.000 de rendimentos brutos, o Moyle gostaria de saber onde é que este génio da fiscalidade imagina que os portugueses que vivem na miséria e os portugueses que não existem - sim, porque se quem ganha €1000 é miserável, quem ganha o salário mínimo não existe - vão buscar a casa, a roupa lavada, a instrução dos filhos e a saúde.

Mais do que nunca, o problema de Portugal não é a existência de 20% da população que vive abaixo, ou no limiar da pobreza - o que era de esperar que um fiscalista duplamente doutorado soubesse - o problema desta santa parvónia são os pobres, sim, mas os pobres de espírito. Tendo a mania que são iluminados pela graça divina, julgam que vivem acima de uma qualquer piolheira na qual, curiosamente, são eles os parasitas.

4/29/2011

Amanita muscaria


Como o tema é chato, optei por misturar imagem e texto.
Por um lado, mesmo que estes dois dessem - que não dão - material para um texto de jeito, restava ainda o facto de ser quântica a possibilidade do Moyle escrever um texto de jeito.
Por outro lado, só as carantonhas destas duas aventesmas sem nada a distrair, um texto nomeadamente, poderia tornar-se numa experiência jungiana para vocês e o Moyle nutre uma profunda simpatia por vós.
Fica isto, então!

3/31/2011

Δεῖμος καὶ Φόβος


Se o Coelhinho da Páscoa pensa que vai ter uma vida santa bem que pode tirar o pompom que tem como cauda da chuva, porque isso não acontecerá. Haverá sempre algum espectro em seu redor. Seja o espectro do eng§@*+ro Sócrates que o irá atormentar na pré-campanha, na campanha e na pós-campanha - até porque os truques políticos serão semelhantes e o eng§@*+ro quererá, naturalmente, defender os seus direitos de autor -, seja o fantasma mor da múmia de Belém, que nos assombra a todos e, cheira ao Moyle, ao Coelhinho em particular.
O Moyle vai ali num instante a Poitiers, ver como funcionam os países a sério. Pelo menos até Domingo não deverá ser assombrado por todos estes tristes espectros [leiam estas quatro palavras em voz alta muito rápido, que é giro].

3/23/2011

Dead Man Walking

Mamã - Olha-me esses joelhos todos esfolados. Ai, acuda-me o São Bentinho da Porta Aberta. Mas que raio se passou?
Menino Governo - Caí!
Mamã - Como é isso aconteceu?
Menino Governo - Foi a brincar com os outros meninos!
Mamã - O qu'é qu'eu te disse? Mas o qu'é qu'eu te disse?
Menino Governo - Eu sei, mamã...
Mamã - Não é eu sei, nem deixo de saber. Vais-me dizer, palavra por palavra, o qu'é qu'eu te disse!
Menino Governo - Disseste para não andar a brincar com os outros meninos porque ia-me aleijar.
Mamã - Pois disse! Foi isso mesmo que eu disse! Mas como é que te aleijaste?
Menino Governo - Estávamos a puxar uma corda, eles de um lado e eu do ou...
Mamã - Mas olha-me que estúpido, oh valha-me Sant'antoninho. Eles todos a puxarem ao mesmo tempo, estava-se mesmo a ver que te desviraram e arrojaram pelo chão fora! És tão burrinho, graças ao Senhor.
Menino Governo - Mas oh mãe, eles não me ganharam.
Mamã - Não te ganharam? Não te ganharam? Atão como é que esfacelaste os joelhos todos dessa maneira?
Menino Governo - Oh, foi a corda que partiu!

3/22/2011

Dia a Seguir ao da Árvore


Muito bem, como anteontem foi o equinócio da Primavera, hoje é o dia depois do dia da árvore. Por falta de árvore em condições, comemoramos com três cepos. Só para compensar.

3/19/2011

Golf(p)e de Estado

Já toda a gente está ao corrente da elevadíssima qualidade dos nossos políticos. Até aqui, nada de novo. No entanto, não deixa de surpreender a criatividade e imaginação com que esses mesmos políticos se desenrascam quando têm que justificar as antológicas ideias de ciência política e de arte governativa que depois de regularmente evacuadas nos atiram para cima.
Agora foi o génio que decidiu a tributação do Golfe com taxa de IVA reduzida, ou seja, 6%. Faz sentido tributar uma actividade desportiva em apenas 6% quando muitos produtos alimentares são tributados a 23%. É um país de gordos e, caso não saibam, a esperança média de vida está, pela primeira vez desde o cheiro a Revolução Industrial - sim, porque em Portugal não se pode falar em Revolução Industrial mas sim em vapores da mesma, já que Industrial e Portugal são termos mutuamente exclusivos, embora rimantes -, em movimento descendente.
Pode-se argumentar, embora pareça ao Moyle que tal fosse um mero exercício de demagogia e maus-fígados, que se o objectivo é melhorar o nível físico e de saúde do país, faria mais sentido tributar menos onerosamente os ginásios. Ou ainda, se quisermos ser mesmo mesquinhos reverter medidas como a extinção do Desporto Escolar. Estas duas possibilidades sustentar-se-iam, de forma naturalmente sofística, com a argumentação de que, desta forma, se obteriam mais e melhores resultados em termos de saúde pública porque tanto os ginásios como o Desporto Escolar abrangeriam uma maior franja demográfica.
Mas este tipo de conversa, ou pseudo-argumentação, não nos deixemos comer por lorpas, é tão capciosa como considerarmos uma boa ideia vender Indulgências em Wittenberg, ou esperar inteligência do Pedro Marques Lopes.
Estas possibilidades argumentativas são falaciosas e mal-intencionadas porquê? São muito fáceis de determinar em termos de origem ideológica: são atoardas de Direita. O Governo actual é, muito clara e obviamente, Socialista, de esquerda, de uma esquerda pura e humanista, preocupada com valores e com o Homem.

[advérbio de modo, aqui, só para começar a frase] que as motivações de um governo verdadeiramente de esquerda, filiado na matriz Fraternidade, herdada dos revolucionários franceses, são mais abrangentes que as da Direita, baseadas no mote Liberdade, nascido desse mesmo episódio revoulcionário matricial, mas que beneficia unicamente uma burguesia pretensiosa, opressiva e vampírica que vive apenas de e para despudoradamente sugar o sangue da classe proletária.
Quem, no nosso país, mais precisa de emagrecer? São esses mesmos que todos nós conhecemos, os fat cats, administradores, gestores, antigos ministros e secretários de Estado, tornados CEO's, BBC's, CFC's e LCD's, que gordurosamente se enchem como nababos sobrevalorizados em funções de utilidade duvidosa. São estes gajos todos que engordam perigosamente, até porque todos os outros não têm assim tanto para comer como isso.
Agora, se este pequeno grupo de pançudos tem engordado, embora à custa de todos os outros, é natural que seja este grupo o mais necessitado de exercício físico. Logo, nada como incentivá-los a tal prática baixando os custos do desporto preferencial desta maralha, isto é, o golfe. Portanto, em vez de demagogias, típicas de Direita, não há como adaptar as soluções aos problemas, sem desperdícios, sem populismos, com eficácia e assertividade, o que é típico do nosso governo de Esquerda.
Há que proteger estas elites que, no fundo, são responsáveis pela belíssimo e felicíssimo momento em que nos encontramos enquanto país, cultura, sociedade e economia. Ninguém se pode arriscar, neste momento, a que esta gente morra toda e deixe incompleta a obra magnífica que conseguiram em transformar este país num país rico, moderno, que serve de modelo e exemplo a todo o mundo desenvolvido, em vias de desenvolvimento, subdesenvolvido e à Madeira.
Já imaginaram se tudo o que é gestor e administrador público, ex-ministros e ex-secretários de Estado, quadros de administração intermédia de nomeação política, morressem agora de doenças relacionadas com excesso gordura? O que seria do nosso país?
Além do mais, o golfe é uma indústria em expansão que dizem valer 500 milhões de euros para a economia nacional, e contra isso o Desporto Escolar não tem nada a dizer porque só acrescenta despesa e nenhum ganho. O que ganha um país em evitar que os putos que passam o dia a enfardar bollycaos e gomas pratiquem desporto? Mas com o golfe ganha 500 milhões! Temos que ter atenção a estas minudências.


Se repararem bem, o PSD não é quem mais reclama das medidas do PS. Resulta bastante óbvio que, tal como metade dos manifestantes em Lisboa no passado dia 12 de Março de 2011, o líder do PSD está, neste preciso momento, em estágio. Tem a sorte de estar a aprender com um dos melhores. Portanto, e na medida em que esse estágio está em vias de terminar, não lhe convém protestar ou reclamar muito com quem lhe está a ensinar os ossos do ofício e a abrir caminho para mais do mesmo.
Os partidos mais pequenos falam alto, protestam, indignam-se, como se calhar a maior parte da população deveria fazer, mas é só porque já sabem que não governarão. Caso tivessem a mínima concepção de que o poderiam fazer, os protestos seriam menos veementes, mais condescendentes e ligeiramente menores em sonoridade e indignação.
Pelo menos para já, este é um jogo que tem sido jogado a dois, o actual golfista tem preparado as tacadas do próximo. Veremos quanto tempo dura e quando é que o Zé Povinho exige dar também umas tacadas de IVA reduzido.
O Moyle não acha grande piada ao Golfe. É um desporto violento, rápido e extremamente agressivo fisicamente, mas para ver o Zé Povinho à tacada até assinaria a SPORTTV Golfe.

3/09/2011

Ca(ro) Da(ta) Ver(mibus)

Antes de mais, o Moyle deve penitenciar-se por vos sujeitar a mais uma bonecada da treta, em vez da prosa épica que vos faz regressar aqui.
Talvez o mal-estar generalizado que se faz sentir nos últimos tempos contribua para essa dificuldade do Moyle.
O presidente tomou posse. O mesmo presidente. Aquele que estava antes, está lá de novo. A economia anda por baixo, as finanças por cima (mas em mau), o emprego é cada vez mais uma variável... Mas nada disto interessa muito. É claro que 8 pontos eram muitos, mas 11 são demais.
Enquanto durar este "mal de vivre", o mais certo é que sejam estas bonecadas a disfarçar as insuficiências moylísticas em termos de criatividade.

3/05/2011

Unleash the Kraken!!!!


Como começa o fim de semana de Carnaval, nada como um coelho que se prepara para voar. Ou, pelo menos, está convencido disso...

3/02/2011

Les Pêcheurs de Perles



Nós ouvimos falar um.
Depois, ouvimos responder o outro.
Fala novamente o um.
Replica o outro.
E, enquanto falam um com o outro, tanto o um, como o outro, estão a falar consigo próprios.

2/26/2011

2/24/2011

De Correctione Rusticorum


O Moyle não tem muito para dizer. Vem aqui hoje só para descomentar as palavras de Francisco Louçã que afirmou, algo despudoradamente que tem uma paciência evangélica para Sócrates.
A pergunta que se impõe aqui é muito simples: E quem é que tem paciência para estas reverendíssimas eminências todas? Esta espécie de santinhos de madeira carunchosa, ou daqueles monges ocos com cordelito, que se vendiam nas feiras antigamente.
A última vez que o Moyle verificou, nós éramos o Zé Povinho, não o Job Povinho!

2/20/2011

Shema Yisrael Adonai Eloheinu


Em tempos de optimismo e de descontracção espiritual, como os que vivemos, é nossa obrigação postar algumas oferendas nos altares de Mnemósina.

Não é apenas quando vierem - e um dia virão, acreditem. Apesar de neste momento nos parecerem improváveis, longínquos e apenas uma sombra de ameaça eventual de um sonho mau. - os tempos negros de desespero, de incerteza e dúvida, que devemos lembrar que houve tempos bons, positivos e de confiança num futuro melhor.

Em memória de tempos tão confiantes, bonançosos e de inabalável esperança no futuro da Humanidade, como uma oração a Clio, o Moyle traz-vos hoje a lembrança do Renascimento pós-medieval. Rosa nascida no deserto, o Renascimento esconde mais que a revalorização de cânones estéticos e técnicos da Antiguidade latino-helénica.

O Renascimento assistiu ao surgimento de uma nova filosofia, positiva, confiante, de descoberta do Homem, do Universo e do futuro: o Humanismo. Hoje, vivemos tempos semelhantes, de crescimento material e espiritual que, agora sabemos, serão infinitos.

Dos tempos de Maquiavel, Pico della Mirandola, Copérnico, Bramante, surgiu a bela imagem que vos trago, de André Vesálio, pai da Anatomia Moderna. Imagem poderosa, mais do que apenas um desenho técnico de Medicina, mostra-nos o Homem a ponderar-se a si próprio, a ponderar a finitude da Vida, a ponderar a inevitabilidade da Morte e a ponderar a transitoriedade do Poder.

2/11/2011

É meio quilo de anti-matéria, fáxavôr!

Aqui fica o penhorado agradecimento do Moyle às dezenas de milhares de europeus que agonizaram e morreram de malária no século XIX. Sem vocês, o gin tónico nunca teria sido inventado. Bem hajam!

2/03/2011

Dupla Exodontia ao Poder!



Quando os nossos políticos falam, os meus olhos deliram de possibilidades e, embora a habilidade seja franciscana de meios, as intenções são jesuíticas de grandiosidade.
Permitem-me as circunstâncias que ouça bastante rádio e, como só ouço a TSF (às vezes a R.R.C. quando joga a Briosa), as notícias sobre política nacional são inevitáveis. É giro porque, indo de carro, sem mais nada a distrair (como por exemplo as fronhas dos protagonistas, se estivesse a ver tv), as palavras ditas ganham outra dimensão, transformam-se em imagens. Claro que, provavelmente, não seriam as imagens que os emissores das mensagens orais pretenderiam mas, ainda assim, imagens que, do meu ponto de vista, são mais interessantes.
Portanto, e sem maior digressão, apresento aqui os meus agradecimentos à TSF por ter tornado as minhas, por vezes monótonas viagens, mais interessantes esta semana, transmitindo as palavras de Passos Coelho sobre a miopia política do Governo e sobre a salvação messiânica que tem programada para a nossa linda República, do pântano em que está atolada.