11/30/2010

Quem é Quem?

Primeiro é o André quem tem a mania que é o José! Agora, é o José que tem a mania que é o Jorge! Afinal em que ficamos? E ninguém quer ser o Paulo? Pobrezinho!
[Fácil de digerir, até acredito, mas quando for ao trono de cerâmica há-de-lhe causar um mau bocado ao esfíncter!]

11/28/2010

Ecce Cromo


Digam lá o que disserem, Jesus não podia ser um gajo muito esperto. Então, com 33 anos, na flor da idade e no auge das capacidades físicas não se põe na alheta para fora de uma Judeia mortinha por lhe acertar o passo? Isto é de um tipo minimamente atento?
Que faz a personagem? Deixa-se agarrar que nem um papalvo, leva pancadaria de criar bicho e, depois de lhe terem estropiado a fronha é que ele se põe a andar. Mas não foi logo, apenas 3 dias depois, ou seja, quando já tinha o trombil a parecer a parte de trás de um acidente ferroviário.
Quando parecia que a coisa estava resolvida, águas passadas e tal, o nabo, que não tem outro nome, o que é que faz? Pumba, vai-se enfiar outra vez no meio dos judeus. Sabem o que lhe aconteceu não sabem? Naturalmente, aquilo que se esperava.
Mas custa muito a este gajo, isto é Jesus (para quem entretanto se perdeu no meio desta extraordinária peça de prosa), perceber que os judeus lhe vão esgadanhar a fuça de cada vez que ele lá puser os pés? Já agora, mas que raio têm os judeus contra o nome Jesus? Ou não será do nome?
Depois, o Mel Gibson é que era anti-semita e tal. Desta vez não havia romanos e os judeus , sem ajuda, afiambraram, ainda assim, Jesus.



(Esta notazinha serve aqui para vos informar de que o Moyle está consciente de parecer bastante primário ao comentar as acontecências da religião avermelhada fixado apenas num alvo. Mas notem bem - ou não fosse isto uma nota. Qual é o nome desse alvo? Ora, precisamente, o nome é Jesus, o triste, pobre e burro que se ofereceu para expiar as culpas dos outros todos. Meus lindos, ele é que quis, opções de vida, enfim, e quem é o Moyle para as desrespeitar?)

11/16/2010

Idiotas (versão Beta 2.0)


Lembram-se do "Tron"? Eu tenho uma vaga mas impressiva recordação desse filme. Os efeitos especiais marcaram-me e demoraram muito tempo a ser suplantados na minha imaginação. E lembram-se daquela corrida de motas virtuais em que um contendor tenta encurralar o outro com o rasto da sua deslocação, sendo que ambos apenas se podem deslocar em ângulos rectos a uma velocidade absolutamente sideral? Antologia, meus caros. Essa sequência é de antologia!
O enredo desenvolve-se entre a virtualidade real e a realidade virtual, em que os seres humanos acabam digitalizados para o interior de um programa informático, desenvolvendo-se em ambiente de software a luta de um tipo qualquer pela reparação da injustiça que lhe foi feita, numa primeira fase, evoluindo, depois, para uma luta contra a inteligência artificial pelo Bem Comum e pela Humanidade. Tudo isto dentro de uns fatos justinhos - e uns capacetes muito à frente - com umas linhas que brilhavam hipnoticamente, como as meias brancas de um labrego numa discoteca de gosto duvidoso.
Ora bem, a virtualização da realidade e a necessidade de derivar para o mundo do software para resolver coisas quando não se tem capacidade virtual de realização, fez-me lembrar um pouco a nossa situação em termos de poder executivo [não digo em termos políticos porque, por questões de defeito profissional, a palavra "Política" é eivada de uma dignidade implícita que não quero conspurcar].
Todos têm reparado na constante softwarização da nossa política. É o governo electrónico, são os comentários presidenciais aos debates no Parlamento através do Facebook, é a twitterização da oposição laranja e por aí fora.
Ora, na comparação entre o filme, e o conceito, "Tron" com as nossas lideranças, o filme de 1982 sai a perder. Sai a perder, nomeadamente, em prestígio por ter sido usado em tal comparação. No entanto, apesar das quase três décadas de diferença, acaba por ganhar em sofisticação, em inteligência e, também, na qualidade do argumento e dos actores. É que, e vós bem o sabeis, para os actores, filme e argumento actuais começa a haver muito pouca pachorra, por muitos efeitos especiais e realizações virtuais para virtualizações da realidade que sejam usados. Pobres de nós, em vez de um "Tron" tivemos direito a uns poucos de Cromos!

11/10/2010

Chagas no Advento

Expliquem aqui uma coisinha se souberem, porque eu faltei à catequese. Quer dizer, não faltei sempre mas a maior parte das vezes não ouvi nada.
Como é possível que, ainda antes do Advento, Jesus já tenha 5 chagas. Os estigmas não são atributo da Páscoa? E afinal, o ano passado gajo era Deus e este ano é outra vez um menino Jesus?
Bem, se querem que lhes diga, deixem lá isso. Na realidade, parece-me que tenho andado a procurar informar-me no local errado. Tenho que deixar de ler "A Bola", o "Record" e "O Jogo". Vou assinar o "Amigo do Povo"!
De qualquer modo, nestas coisas da religião é melhor não pensar muito no assunto. É que, vai-se a ver e pimba, é um dogma. E, como sabemos, os dogmas não se discutem, aceitam-se...

11/05/2010

Alberto Bertorelli's Hat

Toda a gente conhece o "Galo de Barcelos" e a sua caleidoscópica plêiade cromática que não foge muito do preto vermelho, branco e amarelo e algum azul.
Tematicamente, o padrão deambula em redor de pintas, padrões florais ou fitomórficos e motivos cardíaco.
São uns objectos simpáticos, pitorescos, com um charme de mundo rural que na coeva ditadura do genérico emprestam alguma cor ao cinzetismo que nos imprimem e querem forçar por via faringo-esofágica.
Embora nada o mova contra [e dentro da mesma linha também nada o move a favor] a caleidoscopia, ou a profusão cromática, o Moyle foi levado a reparar numa moda recente de recolorir os galos de Barcelos. Cores berrantes e eléctricas, alheias ao estilismo tradicional, além do desvirtuamento ou, inclusivamente, implosão, do padronamento típico - refúgio do gosto popular e respectiva ligação ao folclore que deu origem a esta manifestação artesanal.
Qual será o motivo pelo qual os Galos de Barcelos têm mudado de cor? A esta dúvida de inegável interesse para a definição da nossa encruzilhada cultural, a resposta pode apenas ser uma: os Galos de Barcelos têm mudado de cor como consequência de comerem milho transgénico.

10/07/2010

Starvin' Marvin Gonçalves


O que é um atrasado mental? Sabem o que é um atrasado mental? Eu acho que sei o que é um atrasado mental mas como não prestei grande atenção às aulas de Psicologia e não me apetece andar agora a pesquisar sobre o que é um atrasado mental, vou partir do princípio que todos os meus leitores, pessoas inteligentes, cultas e informadas, têm um conhecimento apriorístico da definição de atraso mental. Mas deixando o atraso mental de parte, porque esta introdução já vai longa e não tem nada a ver com o tema que nos traz aqui, não falemos mais em atrasados mentais. Falemos em Ricardo Gonçalves.
Esta pessoa - parece-me que podemos partir deste ponto, embora uma postura tendencialmente relativista me impeça frequentemente afirmações de carácter dogmático e absolutista -, Ricardo Gonçalves, foi eleita deputada à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Braga, sendo, portanto, uma das excelsas e digníssimas pessoas que representam a nação na casa da democracia - hoje estou um mãos largas nas certezas.
Não é a primeira vez que esta personag..., personalidade chama a atenção do Moyle. Mas depois de acalmada a tempestade, dissiparam-se os epítetos trocados e voltou tudo à aurea mediocritas costumeira. Mas, montado no seu corcel negro, este defensor dos fracos oprimidos irrompeu novamente com a sua capa negra esvoaçante e revolteando na brisa da desgraça para lançar o grito de revolta pela miséria que é forçada a todos os eleitores e, de entre estes, à mais desgraçada de todas as castas, os intocáveis vestidos pelo opróbrio, um grupo isolado votado ao ostracismo pela petulante sociedade dos nossos dias: os deputados. Depois de denunciar a escravatura em que os deputados são mantidos, recebendo uns miseráveis 3708€ de salário base que foram escandalosamente estropiados em nome da nossa opulenta economia, este cruzado da Justiça voltou a surpreender o mundo com a denúncia da fome.
Como podemos nós evoluir enquanto regime político, sociedade e economia se as pessoas que são brutalmente empurradas para a tomada de decisões são depois mantidas num estado de subnutrição permanente. Nós, enquanto cidadãos ricos e opulentos do alto dos nossos salários médios, devemos deixar as nossas opíparas orgias de desperdício por um momento e procurar nas nossas consciências as migalhas que reponham a justiça, a humanidade, em suma, a democracia.

9/29/2010

Soltar a Franga

Como daqui a bocado joga o Benfica, pareceu-me boa altura para lembrar algumas palavras do treinador do clube da 2ª Circular - aquele cujo estádio não foi inaugurado num feriado salazarista e cuja inauguração não contou com a presença e patrocínio de personalidades destacadas do Estado Novo.
Todos sabem que, mais interessante que ver o jogo de uma equipa treinada por Jorge Jesus, é ver a peroração do treinador na flash interview no fim dos jogos. Independentemente dos méritos de treinador de Jesus, são as suas caneladas na língua sublimada pelo vate que o tornam uma figura a caminho do Olimpo futebolístico luso.
Depois das titubeantes exibições do novo guarda-redes do Benfica, recheadas de suculentos e apetitosos frangos, os adeptos adversários não pouparam nos considerandos sobre o galináceo atleta. Quer-se dizer, sempre que alguém pronunciava o étimo "frango" - ainda que à mesa, no talho, ou etc., tanto faz - era Roberto que vinha a baila, necessária e obrigatoriamente.
O Moyle acha mesmo que os benfiquistas festejaram ligeiramente a vitória sobre a lagartagem porque registaram apenas a expressão jesuítica «há muito frango para virar». E devem ter ficado a pensar: "Este gajo não bate com a caixa toda!", ou ainda, "Em Espanha não devem chamar às fífias dos guarda-redes pollos, de certeza, senão o rapaz nunca mais se endireita!"
De qualquer das formas, o Moyle não quis deixar passar em claro a extrema sensibilidade de Jorge Jesus no manejo da língua portuguesa, o seu tacto na escolha das palavras, e a facilidade na elaboração de bonecos.

9/27/2010

Hora de Ponta


O Governo anunciou mais uma vez a suspensão das obras do TGV entre Lisboa e o Poceirão. O mais giro não é construir uma linha de caminho-de-ferro que liga uma capital europeia ao um fim do mundo em Portugal. Um qualquer cu do mundo em Portugal tem mérito suficiente para ser ligado a Madrid que, talvez não saibam, é uma cidade cheia de espanhóis. Não, o mais giro é outra coisa.
O mais curioso é que ao mesmo tempo que anuncia a suspensão de uma obra, o Governo anuncia o lançamento dessa obra umas semanas depois. Já não é a primeira vez, suspeito que não será a última. E devo dizer que é absolutamente amoroso do Governo de fazer isso. Porquê?
Este cancela e anuncia de novo, cancela e anuncia de novo prmanentes conduzem o Moyle à segura conclusão de que este é o Governo que, desde que há democracia, mais fez pela inclusão das pessoas que sofrem de desafios psíquicos. Nunca os doentes de esquizofrenia, bipolaridade e maníacos compulsivos viram a sua condição tão defendida pelos poderes responsáveis perante a sociedade.
É linda, é fofa e, acima de tudo, bastante democrática, esta forma de discriminação positiva que divulga e esclarece ao mundo o sofrimento dos patológicos da bipolaridade. Em nome de todos nós, os que têm que atar os sapatos, desatá-los apenas para apenas os reapertar novamente, e recomeçam sucessivamente, e contam todos os palitos do chão quando a porcaria do paliteiro cai, de todos nós que não pisamos os intervalos entre os azulejos e para quem a calçada à portuguesa é um pesadelo, muito obrigado senhor engen... engen... pois... senhor Primeiro-Ministro.

9/10/2010

Deixai Vir a Mim as Criancinhas...

Embora o título deste post deixe suspeitar uma óbvia, e lógica, conexão com o pequeno solavanco que afectou, por estes dias, o Processo Casa Pia no seu glorioso caminho para a prescrição, o tema é outro.
Todos os anos, fatal como o destino, certo como a diarreia segue de perto um paquistanês, inevitável como um mineiro chileno ir passar este ano à terra, exacto como um aumento de impostos no ano a seguir às eleições, tal como as folhas vermelhecem no Outono, temos o início das aulas.
A imagem tem a ver com isso mesmo e pretende homenagear o amor... deixem-me expressar isto em condições, o AMOR que o nosso Primeiro e a nossa da Educação, ministros isto é, têm pelas crianças da sua terra. É com as pontas dos dedos embargadas pela emoção, e digitando afastado do teclado para não o danificar com o sal das minhas lágrimas, que vejo como os pequenitos deste país de gente triste, pobre, estúpida, e mais coisas bonitas e pitorescas, são acarinhados por este casalinho político de autênticos e inefáveis Pater e Mater Patriae (ou coisa que valha).
Quem está preocupado com a luz dos olhos da nossa pobre nação acima de qualquer outro considerando merece a nossa estima, o nosso apreço, o nosso louvor e a nossa homenagem, ainda que esta seja tão hunilde e bruta como a presente.
Fosse eu um poeta e far-lhes-ia um epitáfio tão bonito.


(Um mês é muito tempo, eu sei, mas... é a vida.)

8/04/2010

Rainha de Copos

A imagem está um bocadito mal amanhada, admito, mas também, nestas coisas do Freeport , em particular, e da Justiça, em geral, tudo está um bocado mal amanhado (e cheira pior que o local de nascimento do Jean-Baptiste Grenouille).
[Não considerem a referência literária absolutamente gratuita, tanto quanto desnecessária].
Se isto de ser Procurador Geral da República não der para os gastos, Pinto Monteiro pode ir sempre para Drag Queen. Rainha por rainha, estas últimas terão mais poder que a de Inglaterra...

8/02/2010

Da Fealdade

Conhecendo os portugueses, agora que o senhor morreu é só uma questão de tempo até dizerem que ele era Bonyto.

7/21/2010

A Descendência da Galinha dos Ovos de Ouro


Todos conhecem a história da galinha dos ovos de ovo - nos países anglo-saxónicos é uma gansa mas a treta é a mesma. O que poucos sabem é que dos ovos postos pela galinha, antes do trágico epílogo, um quedou-se escondido, vindo a eclodir num frango caríssimo.

7/05/2010

Liga Tutti-Frutti

Ainda fiz uma pesquisa de imagens que pudesse estragar para comentar a ida do João Moutinho do Zbordéng para o Ftólcuporto. Apesar de ter encontrado algumas com um certo potencial, acabei por achar que não valia a pena. De facto, a transferência sintetiza-se muito facilmente com meia dúzia de palavras.
Depois de mais uma pêra na auto-estima dos lagartos infligida por Pinto da Costa, o banana do presidente do clube tentou disfarçar o melão chamando maçã podre ao jogador.

6/30/2010

Navegantes para a Rua


Nunca repararam no génio de quem chamou à nossa selecção "Equipa das Quinas"? É que, mais cedo ou mais tarde, é isso mesmo que acontece, quinam sem ganhar nada.
De qualquer maneira, pareceu-me de mau agoiro apodar a equipa portuguesa que participou no Mundial da África do Sul de "Navegadores", como A Bola fez. E de mau agoiro porquê? Porque, por um lado, pareceram sempre mais as Navegantes da Lua (série de desenhos animados que eu não via mas de que recordo a existência), isto é, umas bonequinhas vaidosas e histéricas que andam aos pulos contra os maus da fita, do que intrépidos homens do mar que vencem as dificuldades à custa de suor, sangue e coragem.
O desfecho do mundial acaba por não ser, de todo, descabido. Se bem se lembram, de todos os países com História marítima, somos os únicos com literatura de tragédias náuticas. Tentaram fazer da participação portuguesa no Mundial de 2010 «Os Lusíadas», do Camões, mas acabou por resultar, como se esperava, «A História Trágico-Marítima», do Bernardo de Brito.


Para não parecer uma constatação genial mas post facto tenho a dizer em minha defesa que já tinha a imagem pronta antes do primeiro jogo, exceptuando a mudança nas fronhas das bonecas.

6/26/2010

Ars Moriendi


Olá fofinhos e fofinhas, coisinhas mais lindas, riquezas das vossas avós. Como têm passado? Benzinho? Eu sei que a dúvida vos assalta e têm vergonha de perguntar mas não se preocupem porque não me melindra nada que estejam todos nus ao computador a ler os posts do Moyle.
Muito contra o seu timbre o Moyle viu-se esmagado pelos factos e obrigado a colocar aqui uma imagem que não da sua autoria. De qualquer modo, também nisto não há melindre, há que reconhecer o mérito e a qualidade independentemente da sua fonte.
A imagem é uma fotografia a um lar para, a 3ª Idade, captada hoje por um telemóvel (o que estava à mão), numa avenida de Coimbra, à qual foram retirados apenas os números de telefone. Publicidade gratuita sim, mas com limites.
E o que chama a atenção nesta pobremente tirada foto? Isso precisamente, o nome do estabelecimento de acolhimento a cidadãos que se confrontam com a proximidade do momento de unir permanentemente os tornozelos. Mas quem raio se lembra de chamar a um lar de 3ª Idade "Eterno Paraíso"? É que só podemos estar na presença de um génio de marketing. Ao fazer check in num destes sítios, realmente o "Paraíso" e o "Eterno" são o que menos passa pela cabeça das pessoas. Genial, brutalmente genial. E faz-nos pensar, que outras palavras podemos usar associadas a lares de 3ª Idade? Que nomes simpáticos e nada inconvenientes se escondem na parte de trás das vossas imaginações? O Moyle apontará um ou outro mas espera que vocês colaborem!

Lar de 3ª Idade "Perpétuo Descanso"
Centro de Dia "Feliz Passagem"
Centro de acolhimento de idosos "Repouso Perene"

Da Teté:
"A última viagem";

"Antes do além";

"Sol de pouca dura";

"'Tás aqui, 'tás no ir...";

"Sopas e descanso";

"Poiso derradeiro";

"O trilho do andarilho"

do Noya:
Paraíso na Terra Para Quem Não Tem Pachorra Para os Velhinhos Mas Que Ainda Assim Espera Que Pereçam o Quanto Antes Para Sacar Algum.

6/22/2010

Encontros Imediatos de 3ª Internacional

Agora que toda a gente está focada no jogo de ténis contra a Coreia do Norte [Sim, leram bem, ténis. Afinal de contas ganhámos o set(e)!], o Moyle achou conveniente chamar a atenção para um acontecimento que aconteceu, isto é, o regresso do E.T. à nave-mãe.

Não deve ficar por aqui, a chamada de atenção, mas sem compromisso.

6/14/2010

Big Bang

C'um raio, já não bastavam todos os problemas com que a África do Sul se debate, agora Cristiano Ronaldo quer explodir no Mundial.

5/24/2010

Un bel di vedremo

A solidão preocupa-me. Não a minha solidão, obviamente, que tenho que afastar os fãs à paulada mas quais hidras isso apenas parece fazer com que se reproduzam, mas a solidão dos outros. E de todos os solitários e depressivos que existem, um grupo há que me aflige, os amidos.
Os amidos não são solitários por opção. A sua jovialidade e alegria são contagiantes. Uma quase infantilidade inata, sincera e serena que comove até à inveja. De bem com a vida e o mundo, a solidão amídica é induzida. Induzida porquê e por quem? Vá-se lá saber os motivos de uma sociedade de invejosos, casmurros e empedernidos na sua cinza quotidiana.
Os amidos são extremamente sociáveis e brincalhões mas têm sido barbaramente privados de contacto com a sua própria espécie. Daí a sua amargura e tristeza na qual se encontram mergulhados no umbrosa ténebra da solidão e da angústia. Para construção de um autocomprazimento frívolo e insensível, as pessoas apartam e estilhaçam amizades e arrasam relações, forçando os amidos a um celibato estéril e amargurado. A ditadura do espelho dos dias que correm mostra a sua verdadeira face de rolo compressor emocional que desbarata toda e qualquer possibilidade de uma normalidade relacional entre estes pobres polissacarídeos.
Chegou o momento! É já tempo de dizermos basta! a este terrorismo institucionalizado. Fim ao bombardeamento mediático e completa aniquilação das possibilidades da felicidade entre amidos.
O Moyle assume o seu papel e garante-vos que nunca,mas mesmo nunca, pede no restaurante só as batatas fritas, ou só o arroz, com o argumento abichanado de que «não se misturam amidos». Não terá nas suas mãos e na sua consciência amores de amidos perdidos e vidas polissacarídeas despedaçadas pela distância imposta por tiranos distantes, mimados e desrespeitosamente caprichosos.
Juntai-vos ao Moyle e, quando chegarem as grelhadas mistas, os frangos de churrasco, etc., tanto faz, aceitai de bom grado batatas e arroz à mistura, assumi-o em voz alta e com orgulho. Vamos terminar com o drama dos amidos.