
Os autores abdicam de todas as responsabilidades sobre os conteúdos presentes neste blog... Porque não passam de tretas, por muito que desejem e achem o contrário. Não abdicamos, contudo, de todos e quaisquer direitos sobre esses mesmos conteúdos que se encontram protegidos pelas Leis de Protecção da Propriedade Intelectual em vigor (excepto na China e na Madeira). Assinado: O Alto, O Forte e o Moyle
3/31/2010
3/28/2010
Mara(t)dos da Mona
Como já não se pronunciava há algum tempo sobre o desporto-rei, o Moyle decidiu presentear os seus leitores com uma homenagem ao jogador do Sporting, que partilha o nome do Amigo do Povo durante a Revolução Francesa, Marat.Neste caso específico, o director desportivo do Zbórdeng, o "Ministro" Costinha, faz o papel de Charlotte Corday, que assassinou Marat com a justificativa «Eu matei um homem para salvar 100.000». Charlotte Costinha, nos dias de hoje poderia, quando muito, dizer: "Eu assassinei a figura do Marat para salvar... salvar... salvar... Eu assassinei a figura do Marat, prontos, fica assim!".
3/18/2010
La Dolce Vita
Respondendo a um, a modos que, desafio do Noya, no último post, o Moyle lembrou-se desta imagem que, remetendo para a nova campanha do Pingo Doce, poupa-nos ao barulho irritante do spot.3/14/2010
A Conspiração da Laranja
Em primeiro lugar, dos três candidatos, só Paulo Rangel não usava cinto de segurança. Na realidade, mas do que imprudência, é digno de destaque o facto de, do mesmo trio, este ser o único candidato que não precisa do referido equipamento de segurança, na medida em que circula permanentemente com uma série de airbags já insuflados, certamente para prevenir qualquer tombo.
Em segundo lugar, é curioso que todo e qualquer triste cidadão se arrisca a apanhar uma coima de trânsito através de fotografias de radar, de câmaras focadas na circulação do trânsito, etc. Mas vimos Sua Eminência, a trilobite candidata a candidato a próximo Sócrates, a circular toda lampeira, sem, precisamente e como já notado, cinto de segurança. Ficamos à espera das consequências.
3/11/2010
Salva de 5 tiros
3/04/2010
El Gusano
O que é que uma tragédia tem de engraçado? Nada, dirá a maioria. Mas a maioria não acerta sempre, como bem sabemos. E dada a matriz civilizacional judaico-cristão que nos enforma a priori, esta questão está viciada ao ponto de apenas eu ter razão quando acho que as tragédias têm sempre alguma coisa de risível.O dilúvio na Madeira, no entanto, estava a revelar-se difícil em ceder a matéria-prima para o proverbial mau gosto do Moyle, a sua desprezível insensibilidade e consequentes atentados à paciência e dignidade dos leitores. No entanto, quando pensava ter começado a ceder ao cristiano-judaísmo matricial da sua civilização, no que isso implica de sentimento de culpa, piedade e simpatia pelos outros nos seus momentos de infortúnio, as nuvens abriram-se e delas saiu qualquer coisa (que raios de luz é demasiado cliché mesmo para os padrões moylísticos).
Eureka. Para lá dos muitos, a grande maioria dos quais ignotos, talentos de Alberto João Jardim, um se destacou nestes momentos de provação. Não, não foi a sua capacidade de liderança. Foi a sua habilidade absolutamente fenomenal de fazer malabarismos com mortos. Desde o século VII a.D. que não se via uma figura capaz de lidar com a morte e os mortos de maneira tão desembaraçada e entretida. Hoje há 39 mortos, ontem eram mais de 40, no fim dos rescaldos e contabilidades tanáticas a Madeira vai ter mais gente do que antes das enchentes.
Se isto já tem o seu quê de insólito, melhor ainda foi a figura da Secretária Regional de Turismo da Madeira, Conceição Estudante. Por um lado, lembrou a espaços, embora bastante vividamente, a figura patusca e apalermada que fazia o Ministro da Informação de Saddam (Muhammad Saeed al-Sahaf para quem não se lembra). Por outro, ao ser mandada dizer e desdizer-se poucas horas depois, fazia mais sentido mudar o nome para Conceição Estagiária.
3/03/2010
Pronúncia do Norte
Repararam que, em apenas uma semana, os jogadores do Zbórdeng deixaram de equipar nos bestiários e passaram a fazê-lo nos vestiários? E para tal bastou a visita do Ftóculporto.
2/26/2010
Al(egre)bardo
Mas que maravilha! Sem surpresas, o bardo anunciou a candidatura às presidenciais. É bom, acho muito bem. Uma campanha eleitoral com um toquezinho de poesia - um toquezinho mesmo, uma coisinha de raspão, só uma festinha como o João Pereira enfiou no Ramires, ou Javi García no gajo do Guimarães com um nome giro.Está-se é mesmo a imaginar que, mal chegasse a Belém, essa aldeiazinha irredutível de serenidade e bom-senso neste império de estupidez e incompetência, tinha que vir alguém amarrá-lo a uma das estátuas dos jardins presidenciais com uma mordaça.
O Moyle já sabe, no entanto, que o "Alegre Bardo" não presidenciará. E sabe como? Sabe porque é um bom observador e pensador lógico! Se ninguém suporta o bardo a cantar e o amordaçam invariavelmente, como raio é isso depois operacionalizado com a postura dele de a mim ninguém me cala? É para não ser preciso resolver estes dilemas, problemas já temos muitos, que nenhum eleitor responsável se arriscará a abardear a Presidência.
Só mais uma notinha. Não deviam aproveitar as próximas presidenciais, sendo ano de comemoração republicana, para referendar um novo busto à República? É que, parecendo que não, já lá vão 100 anos e começam a notar-se as mamas descaídas (agora decidam vocês se no busto se na República).
Neste tempo de esmorecimento e flacidez cívicos, o Moyle propõe o busto da Soraia Chaves como um bom catalisador de entusiasmo, a ver se dessa forma se consegue a erecção do moral republicano. Bem, mas para a coisa funcionar à séria tem que ser um busto à Delacroix, caso contrário ficamos na mesma e pode-se poupar já o dinheiro à Comissão Nacional de Eleições.
2/23/2010
Albarran Dixit
A internet é uma coisa muito fofa, mas fofa mesmo do género uiuiui, quem é a riqueza da sua avó e tal, mas pode ter muito que se lhe diga, nomeadamente no que diz respeito ao potencial de destruição inapelavelmente massiva da sanidade mental - cuja existência no caso do Moyle, ainda por cima, é algo de perfeitamente discutível - dos seus utilizadores.
A Tragédia
Atentos como são, os leitores do Moyle certamente ouviram falar do vanguardismo da especiosa autora [e aparentemente fervorosa adepta do lendário rei peninsular que iniciou a Reconquista Cristã] Clara Pinto Correia. A excelsa personagem achou por bem divulgar fotografias suas captadas no preciso instante em que experimentava as celestiais delícias orgásmicas. Até aí tudo bem. A senhora pediu que lhe tirassem as fotos. Tudo muito sim senhora. Fez uma exposição que certamente reunirá muita gente a discutir as motivações de tão generosa partilha, os méritos estéticos e técnicos das fotografias, entre outras meritosas elucubrações. Ora pois não, com toda a certeza, esteja à vontade, apesar da curiosidade mórbida em observar acidentes não ser bem o que interessa ao Moyle. Donde emana a preocupação moylística inerente a este caso? Dimana precisamente do facto de essas imagens terem ido parar à internet. Ora isto é perfeitamente lamentável, até porque sendo uma exposição em Cascais, como constou, o Moyle nunca mas, repita-se mesmo a parte do nunca, correria o risco de dar de caras com a cena. E agora, sem querer e antes que se pudesse aperceber, pumba, toma lá e vai a correr fazer reserva na ala de psiquiatria. Ah, e faz a mala para várias semanas. Já vi a merda das imagens. Quem paga os tratamentos? A quem é que se pede o livro de reclamações da internet? E indemnizações por danos permanentes e incapacitantes, quem assegura?
O Horror
Mas a coisa não fica assim. Na medida em que uma catástrofe nunca vem só e todos os terramotos têm as suas réplicas, toma lá outro rude golpe na tua sanidade mental com potenciais sequelas em termos de masculinidade. Explicando. Ora, andava o Moyle, muito inocentemente note-se, a fazer uma simples e ingénua pesquisa de imagens da insuspeita e fofinha Abelha Maia - com a patética intenção que puderam ver - quando é confrontado com as mamas novas da Maya, isto é, a outra Maya, a que se escreve com um Y, que não tem nada de inocente, ingénuo, insuspeito nem fofinho e que dantes aparecia na SIC. Ora, se ainda não estava recomposto do atentado terrorista Pinto Correia, o abismo da insanidade olhou de volta o Moyle nos olhos, numa vertigem de colapso nervoso. Sinceramente, a indignidade e o desrespeito pelos mais básicos direitos humanos parecem não ter limites. Enquanto as fotos estivessem numa revista, repete-se a história, o Moyle não correria risco de afrontar a indizível abominação. A Maya com as mamas à mostra? O Moyle até se vai perguntando isto frequentemente, desencadeando, dessa forma, um mecanismo psicossomático de auto-preservação qualquer, assente na lógica da permanente repetição de algo com o intuito último do seu esvaziamento de significado. O que eu não pagava agora por um bom recalcamento! Mas ainda mais que isso. As mamas da Maya associadas à Abelha Maia? E as crianças, Senhor? E as crianças?
O Drama
Como lidar com tamanha monstruosidade que sorrateira e repentinamente nos foi imposta, quando nem sequer tivemos tempo de nos preparar para enfrentar os negros meandros do horrível assim, de chofre? Os próximos posts poderão demorar um bocadinho, até que as funções neuropsicomotoras do Moyle estejam todas em funcionamento. Até lá, vão ser longas horas de terapia, começando por fotografias de cadáveres judeus na II Guerra Mundial a serem queimados em piras gigantes. Fotografias de acidentes de carros em que cada sinistrado precisa de, pelo menos, 3 daqueles sacos pretos. Vídeos de autópsias, sobretudo de queimados e estropiados por acidentes ferroviários. Estas imagens serão portadoras de serenidade, um afluxo zen a uma perturbada mente. Depois, mais tarde e de forma progressiva, talvez uns ossários cambodjanos, a bancada do CDS-PP, a cara do Hulk que joga no Ftóculporto, ou do novo avançado Pongollóide do Sbordeng. Enfim, toda a miséria corriqueira sem a qual não saberia viver.
Contudo. Apesar do trauma e da contaminação por materiais de elevadíssima toxicidade psicológica, é também a internet que providenciará a necessária catarse e os mecanismos psicanalíticos que, em vez de libertar, ajudarão a enterrar bem lá fundo, a tragédia e o horror. E é esse o drama do Moyle no post de hoje.
2/19/2010
Vitória Moral
2/17/2010
2/14/2010
Empregos? 'Tá a Andar!
Então os bascos querem instalar uma fábrica em Portugal, nesta economia ressequida de empregos que conta já mais de meio milhão de desempregados, num país que mal suporta já os encargos da Segurança Social, e o governo manda destruir a matéria-prima? Mas que raio de gente é esta que manda nesta treta de país? Mas voltámos ao "orgulhosamente sós" ou quê? É por serem espanhóis? É por serem bascos? Que interessa isso? Uma fábrica é uma fábrica e bem sentimos a falta delas em número suficiente! Ainda por cima, vejam bem, uma unidade de produção industrial cujo fabrico se destinava exclusivamente à exportação. Que bálsamo autêntico, digo-vos, seria para a ruinosa balança comercial nacional. Meus lindos, isto a continuar assim só lá vai à base de bomba. Temos que mudar urgentemente.
(O primeiro parágrafo serve apenas para vos distrair do facto de o Bartoon d'O Público ter dito a mesma coisa mas com muito mais nível)
2/11/2010
Xau xau, beijinho beijinho
Uma das mais sólidas tradições deste país, e que felizmente não tende a morrer como se tem visto com muitas outras, é transformar todos os mortos em belíssimas pessoas. Acredito piamente que a Odete Santos esteja só à espera de quinar para atingir a parte do belíssima. Faz sentido. Os mortos, em princípio, já não incomodam e não há ninguém que goste de ver desancar quem já está em baixo. Mesmo que esse "em baixo" seja literal. Enfim, é provavelmente revelador do carácter português, esse je ne sais quoi transcendente que nos define, mas que não me apetece agora escrutinar.Os políticos portugueses são, antes de mais e dói informá-lo, portugueses. Curiosamente, o que de bom pudéramos apontar à portugalidade não lhes encontramos grandemente. Enfim, são portugueses tanto para o pior como para o pior. E como portugueses que são, não fogem a certas regras e ditames culturais e o panegírico dos condóminos da "urbanização dos pés juntos" não é excepção. No entanto, alguém devia dizer ao Paulinho que a Nelinha ainda não morreu, pelo que o brutal linguadão político que ele espetou naqueles lábios ressequidos da dama de estanho do PSD não era, de todo, inevitável ou, sequer, necessário. Se alguém o tivesse avisado, nem que fosse o bom senso a interromper as férias prolongadas que tem gozado e enviar-lhe um sms, ou coisa do género, teríamos sido poupados ao degradante espectáculo.
2/09/2010
Só à Marreta!
O Moyle não duvida da engenharia comunicacional do governo, que, curiosamente, deve ser a única coisa em que o engenheiro é mesmo bom a engenhar. No entanto, o senhor Statler Crespo e o senhor Waldorf Carreira não deixam de parecer a famosa dupla de velhos dos Marretas, para quem nada, e nunca, está bem.A comparação, contudo, entre a marretagem e este cantinho à beira mal plantado não é apenas gratuita e maledicente pois faz sentido a mais níveis, senão vejamos:
1 - Eles estão no camarote a ver um espectáculo as mais das vezes deprimente.
Confere.
2 - Tudo o que vemos e ouvimos é um espectáculo de marionetas, passando-se a maior parte da acção nos bastidores.
Confere.
3 - Dizem mal e apontam os defeitos, mas de fora, não sugerindo nada para melhorar.
Confere.
4 - Apesar de se porem de parte, são parte integrante do espectáculo deprimente que criticam.
Confere.
2/04/2010
São Rosas, Senhor...
PS - Desculpem lá a falta de tempo para mais.
2/01/2010
(Des)Crédito
A crise financeira que se abateu sobre o mundo capitalista tinha, afinal, uma descrição extremamente simples e que se resume ao seguinte: as instituições de crédito privadas tornaram-se instituições privadas de crédito.
A crise portuguesa tem outra explicação, igualmente simples, e que se resume ao seguinte: para salvar bancos o governo pediu ao Estado crédito, para salvar o Estado, os bancos oferecem ao governo um “Credo!”.
Acho que não é preciso tanta confusão para explicar uma coisa tão simples.
1/29/2010
Admirável Mundo Novo II
1/27/2010
1/21/2010
Allegro Ma Non Troppo
Quando houver mais eu faço questão de vos dizer. Se entretanto souberem alguma(s) digam.
1/17/2010
Parkinson Tectónico III ou Epilepsia de Placas
Terramoto Mãe - ai(de)ti!
Há povos que são naturalmente antipáticos e os iranianos são desses povos. Não podem ver os outros terem alguma coisa que também querem logo para eles. Invejosos!



