10/08/2009

Porto de Calões

Há tanto tempo que nem ela se lembrará já disso, numa troca de comentários com a Teté, aqui no Moyle, falou-se, ou melhor, falou ela – por escrito está bem de ver – dos portugueses serem calões. O carácter calaceiro – expressão equivalente a calões que se usa em várias zonas do país - dos portugueses é, efectivamente, um facto histórico primordial na definição da nacionalidade portuguesa.

Na realidade, “calão” provém do latim Cale, que vocês reconhecerão como o nome latino da cidade de Gaia na margem sul do Douro, que era servida por um porto, que se desenvolveu como burgo na margem esquerda e daí obteve o nome, “Porto”. Os seus magros, por inexistentes, conhecimentos de latim permitem ao Moyle reconhecer, ainda que por invenção, em Cale um topónimo latino cujo radical é um étimo indo-europeu c’al, designativo do antónimo de movimento, de acção, que originará, por exemplo, as palavras calma e, o popular, calão.

O extremo ocidental da península foi a última região da Ibéria a ser conquistada pelos romanos. A literatura e historiografia nacionalistas atribuíam-no ao carácter belicoso e agressivo dos povos da Lusitânia e a um perfeitamente anacrónico sentimento protonacionalista. Na realidade, aos romanos não interessou mais cedo esta região porque não se passava por cá nada. Os povos da terra viviam da pastorícia e do saque e resistiam em extremo às inovações trazidas pelos romanos, a mais avançada civilização do tempo. Reconhecem alguma coisa? Precisamente, dedicarem-se à pastorícia significa que não se davam ao trabalho de agricultar o solo, limitando-se a esperar que as ovelhas os sustentassem naturalmente, e quanto ao saque, bem, é óbvio.

Ora, Portugal, precisamente o Porto de Cale, definiu-se como unidade política e administrativa durante o período medieval, no contexto da guerra contra os muçulmanos, tradicionalmente designada por Reconquista Cristã. Antes de reino, o território do nosso país era um condado que pertencia ao reino de Leão, sendo atribuída a sua administração e governo a um cavaleiro francês, cujo filho levará a cabo o esforço militar, político, económico e cultural para a sua ascensão à categoria de reino independente. Mas a primeira “capital” de D. Afonso Henriques foi Coimbra e não o norte do território de onde partia a guerra contra a mourama, o que nos levanta uma pista importante. O primeiro rei português, embora se intitulasse rex portugalensium, isto é, rei dos portugueses, afastou-se da região de Gaia e dos povos calenses, onde as intrigas da nobreza local e do clero para o controlarem ameaçavam os seus intuitos de edificação de um reino seu.

Basta vermos, que a parvoíce já vai longa, que de tempos a tempos a monarquia portuguesa sentiu a necessidade de combater o seu destino genético injectando-se com sangue novo, nomeadamente do norte da Europa para terem a certeza de purificarem a calaceirice que se entranhava no ácido desoxirribonucleico da linhagem régia. Os primeiros reis são de origem francesa, com casamentos com outras famílias europeias; no sobressalto dinástico do século XIV – lembre-nos que D. Fernando casara com uma portuguesa – nova injecção nórdica, com D. João I a casar com uma inglesa, e por aí adiante. Parece desnecessário continuar…

É claro que podemos trabalhar muito e esforçarmo-nos por mudar e melhorar, é certo que a discussão sobre o peso exercido por factores genéticos e ambientais no indivíduo continua em aberto, mas factos são factos e os portugueses são naturalmente calões. Está na sua génese biológica e cultural.

10/06/2009

Faena Budista

Agora que passou todo este tempo, se dissipou o fumo e assentou a poeira, podemos observar de maneira mais clara e objectiva o episódio tauromáquico de Manuel Pinho na Assembleia da República. Apesar de não ser de descartar a possibilidade de fazer umas piadas sobre a matéria, como, por exemplo, a bancada do PCP ter pegado de caras cada investida do governo, ou o Bernardino Soares ser o líder do Grupo Amador de Forcados do Politburo, a verdade é que todo este caso não é motivo para brincadeiras, muito pelo contrário.
O Moyle já se insurgiu mais que uma vez contra o fundamentalismo religioso que se vive neste país da Europa à beira mal plantado. A supremacia catolicista, apesar da suposta lei de liberdade religiosa e de separação entre Igreja e Estado, tem permitido vigorar um estado de coisas que nos deve preocupar por violar os nossos direitos quanto à opção religiosa, forçando-nos a aceitar, subliminarmente, uma escolha que deveria ser feita por nós.


Manuel Pinho foi demitido por assumir em público a sua opção por uma das religiões mais antigas da Humanidade, o budismo – não vamos discutir o facto de o budismo ser mais uma filosofia que uma crença religiosa. Há já muito tempo que o ex-ministro da Economia era acusado de ligeireza nos seus comentários e mesmo de um certo carácter simplório nas suas análises. Não podemos escamotear alguma verdade nesses, de outro modo, remoques, mas devemos lembrar que os budistas, fruto da meditação e de uma compreensão mais profunda sobre o tempo e mesmo sobre a natureza humana, tendem a relativizar aquilo que parece gravoso e definitivo. Os comentários de Pinho eram, efectivamente, fruto da sua sabedoria e da sua insistência em manter o optimismo perante questões apresentadas como armagedónicas mas que, como se começa a ver, nunca são definitivas.


Neste momento as imagens que vos trazemos começarão já a fazer algum sentido nas vossas cabeças. Na realidade, Manuel Pinho limitava-se a dizer à bancada comunista, a Bernardino Soares mais precisamente, para ter uma atitude mais descontraída, mais calma, mais relativista, no concernente aos assuntos que estavam em discussão usando um gesto que remetia, claramente, para o seu mentor espiritual e uma das personalidades mais consensuais do planeta, o Dalai Lama. E é um bom conselho se pensarmos bem no assunto, tendo em conta as estatísticas nacionais da hipertensão e das complicações cardíacas e doenças cardiovasculares, etc., etc., etc.
Tudo bem que um membro do governo não deve, devido precisamente à liberdade religiosa, andar a anunciar a sua opção mas, de qualquer modo, não pareceu ao Moyle tanto uma ingerência proselitista de Pinho mas antes um valioso conselho a um colega político mais novo, considerando certamente a sua saúde e bem-estar.
Pobre Pinho, injustiçado, foi demitido por respeitar a vida e se preocupar com a saúde de outros seres humanos, mesmo que comunistas – o que mostra bem o desprendimento dos budistas em relação às coisas do mundo. É a hipocrisia cristã a manifestar-se, alertando-nos, ao mesmo tempo, para a necessidade de termos cuidado pois qualquer dia põe-nos todos de joelhos a tomar “o corpo do Senhor” [agora leiam sem as aspas].

10/02/2009

Toponímia das Traseiras

Como se chama ao esfíncter de um cozinheiro homensexual passivo?

Olhão da Restauração!

9/30/2009

Apicultura Estival

Quer-se dizer! Quem foi o génio, a mente brilhante, a luz de Valinor, que decidiu que os lotes que constituem a estrutura básica de compartimentação do espaço nos parques de campismo se deveria chamar “alvéolo”?

Ora, uma pessoa passa o ano, como uma abelhinha obediente, a dar cabo do coirão para uma puta de uma rainha que só lhe deixa o mínimo para sobreviver e seguir trabalhando e quando, finalmente, chega a hora do seu, mais que merecido, período de repouso estival, no qual aproveita para se afastar no zumbido metálico e fumarento da colmeia para se aproximar da natureza, PUMBA, enfiam-no num alvéolo.

Mas esta gente nasceu estúpida ou torna-se estúpida? E será que treina para isso? Duvido, porque estupidez desta só pode ser natural, isto não se finge. Têm tanto de sensibilidade como um filme de Natal num orfanato.


PS - Este estilo enervado fica bem ao Moyle, não fica?

9/28/2009

Legislativas 2009: O Fim?

O Moyle, na sua inocência, rejubilava interiormente quando terminava uma telenovela, em qualquer canal de televisão. Era um momento de genuína alegria e pífia esperança. Na realidade, e aprendeu-o à sua própria custa, por cada telenovela que acaba, uma outra lhe toma imediatamente o lugar.
Na vida real como na ficção, a novela recomeça e, para não variar, com os mesmo actores a protagonizar o deprimente espectáculo, o homem perfeito; a vendedora arruinada de laranjas - cuja personagem talvez não dure muito porque parece estar na falência; o cupido que namorou todas as peixeiras e taxistas do país, preparando-se para continuar a mesma música que tem tocado; o surrealista magrito; e o profeta da perdição.
Uma nota positiva, no entanto. Em princípio, não vos devo chatear muito mais com estas figurinhas - a não ser que estejam mesmo a pedi-las [elas, porque vocês que são boas pessoas e não merecem tamanha crueldade e têm-na aturado].





9/25/2009

Mesas Eleitorais

Em conversa com O Forte, levantou-se uma questão extremamente pertinente em período eleitoral. Se há eleições há, obviamente, mesas eleitorais.
Apesar de saber que estão lá sempre aqueles zelosos 5 para garantir o decurso democrático do escrutínio, o Moyle sempre achou que era algum tipo de irmandade secreta a fazer aquele serviço, porque nunca conheceu ninguém que fosse lá bater o costado. Afinal, para vigiar urnas, era de esperar que fossem coveiros a desempenhar as funções. Mas não!
Para não destoar do elevado tom geral desta campanha, fica desde já aqui assente que pertencer-se a uma mesa eleitoral deve ser uma merda. Literalmente. O que se passa, afinal, numa mesa eleitoral? Temos 5 pessoas, sentadas, que passam o dia a fazer descargas? É impressão do Moyle ou isto é uma definição de sofrer de síndrome diarreico?


Romance Tórrido

Toda a gente diz que em simultâneo é mais intenso.

9/22/2009

Legislativas 2009: À Prova de Bala

Vocês não acham o Ricardo Costa, comentador de política na SIC, fofinho? A sério que não? O Moyle também não mas quem diz que Cavaco Silva é à prova de bala [sic] merece o nosso respeito, quanto mais não seja porque de certeza que há quem gostasse de pôr a teoria à prova.

9/18/2009

Black or White? Comprimido!

Durante anos discutiu-se se Michael Jackson seria preto ou branco. Os supremacistas brancos, cuja idiotice chega a sugerir aquele tipo de piedade que reservamos para os atrasados mentais, nunca aceitaram que Jackson fosse um dos seus. Os activistas negros, cuja estupidez nos inspira a complacência guardada para os néscios, repudiavam ao artista o fade out ao contrário que lhe levou a cor.

Apreciando as mais recentes notícias, excluindo as possibilidades de homicídio que não são definitivamente importantes para este caso, o Moyle deslindou, da aleatória massa noticiosa, o enquadramento etno-racial do quinamento do Rei da Pop. Este era, sem sombra de dúvida, branco. Sabem como o Moyle descobriu? Facilmente.

Michael Jackson morreu de sobremedicação, ou seja, pela entrada excessiva de medicamentos no seu sistema fisiológico. Ora, todos no planeta sabem que os pretos morrem por submedicação, isto é, por não terem acesso a medicamentos suficientes, integrando-se Jackson, inequivocamente, do outro lado da discussão.



P.S. – Se este blog fechar inesperadamente e o Moyle aparecer a abrir telejornais, ou houver em Coimbra motins e protestos por motivos raciais, dos idiotas referidos no primeiro parágrafo, mostrem este texto à bófia. Pode ser que explique alguma coisa.

P.P.S. – Se for só o Diogo Feyo a reclamar na televisão não vale a pena preocuparem-se.

9/16/2009

Legislativas 2009: Uma Animação

O Moyle prometeu que não chateava mais com a pré-campanha e vai cumprir. Vamos lá ver umas coisas sobre a campanha, propriamente dita.
Como vivemos num Portugal dos Pequeninos e como a campanha tem sido uma animação pegada, o Moyle congeminou um apelo à nostalgia através de uma representação gráfica dos líderes partidários em homenagem aos "bonecos" da sua infância. É claro que os critérios são indiscutíveis, pecando apenas o artista que enfeita sofrivelmente este blog por ter deixado de fora heróis tão importantes como a formiga "Ferdy", a bicharada toda da "Floresta Verde", o "Sports Billy", o "Gnomo David", os "Thundercats", o "Danger Mouse" e outros ilustríssimos representantes de uma época que nem o exagero em litros de cerveja conseguiu ainda dissipar.
Alguns certamente objectarão: - Atão e os Transformers? Não mereciam? - e têm na sua reclamação uma certa razão. No entanto, afigurou-se ao Moyle que a homenagem aos "Transformers" quedava algo redundante porque todos estes bonecos políticos são, ao fim e ao cabo, Transformers, bastando para tal terem assento governativo.


Ide e recordai.


Ide e recordai.


Ide e recordai.


Ide e recordai.


Ide e recordai.

PS: O Moyle resolveu assinar as imagens. Não fica grande coisa visualmente, mas garante-se a exclusividade do opróbrio. Não se pretende contribuir para a destruição da credibilidade dos incautos. Chamem-lhe altruísmo.

PPS: Os bonecos eram tão bons que é um bocado cruel pôr-lhes estas caras, mas o Moyle é assim, que se há-de fazer?

9/15/2009

O Que Tem o Ricardo Pereira na Cabeça III


Depois de excessiva procrastinação, eis o último episódio de uma trilogia que se poderia estender ad infinitum. Só em jeito de aparar putativo tiro pela culatra, o Moyle demarca-se de interpretações abusivas a que se prestará a comparação desta trilogia póstica com a parte do reclame de uma loja de electrodomésticos qualquer em que se diz que só essa loja sabe o que vai na cabeça dos portugueses.

9/08/2009

Pré-Campanha Eleitoral IV

Correndo o risco de parecer monótono e repetitivo, cá estamos de novo com a pré-campanha eleitoral. Bem sabe o Moyle que é sempre a mesma coisa e tal, chover no molhado, mais do mesmo daquela história de mudarem as moscas, e os políticos portugueses têm as mesmas coisas na cabeça que o Ricardo Pereira (cuja terceira parte da trilogia -nem por isso melhor que as anteriores - está pronta e segue dentro de momentos), etc., etc., etc... Sabe isso tudo mas, perdoem-lhe a fraqueza, não consegue resistir.
Enquanto cozinhava um belíssimo - não duvidem - jantar foi apanhando, esparsos e a espaços, alguns tópicos do debate entre o líder do Partido Comunista, o camarada Jerónimo de Sousa, e o líder do Centro Democrático Social/Partido Popular, o ... Paulo Portas [os de Direita estão desesperadamente a precisar de arranjar qualquer coisa para se chamarem uns aos outros]. Foi, antes de mais, um bom debate. Não sabe o Moyle se melhor se pior porque não viu nenhum dos outros, mas este foi um bom debate - esta repetição serve, igualmente, para vincar a comichão no pâncreas que o Moyle sente ao usar "bom" numa frase que se refira aos líderes políticos portugueses.
Vamos às coisas menos óbvias. Portugal é um sítio especial a todos os níveis. Estas duas figuras, o camarada e o ... outro [vêem como faz falta um "nome de guerra" ao gajos de Direita], são, clara e inequivocamente, a representação dos dois espectros mais afastados na política nacional. Até aqui tudo óbvio. O menos óbvio é o motivo pelo qual passaram os dois o cabo dos trabalhos para mostrarem que eram diferentes um do outro e que não defendiam os mesmos princípios. É por isso que o Moyle afirma a especialidade portuguesa. Como é que confunde um Partido Popular com um Partido Comunista? Não se confundem, claro. Excepto em Portugal.

Sabem quem abriu a boca hoje? Sabem? Sabem? O Moyle dá uma pista. Quem foi sentiu, agudamente, uma dor nos pés. E agora, já sabem? Claro, meus lindos e lindas, é isso mesmo, foi a Nelinha [usa-se este mui respeitoso e afectuoso diminutivo para homenagear o esforço da líder do PPD/PSD em querer parecer/ser a nossa mamã. Uma mãe dura, recta, honesta e rigorosa, ou seja, uma mãe das antigas - fica por se saber se também leva no trombil como as mães à antiga - mas, ainda assim, uma mãe.].
Voltando, um pouco, à confusão anterior, nunca tanto como hoje um líder do PPD/PSD se pareceu tanto, aos olhos do Moyle, com um deputado comunista, mais precisamente Bernardino Soares. Assim como Soares tinha dúvidas em ver na Coreia do Norte uma ditadura, Leite tem dúvidas em detectar qualquer "asfixia democrática" na Madeira. O Moyle aconselhá-la-ia a ir à Multiópticas aproveitar a campanha de desconto igual à idade, pois 80% de desconto não será nada de deitar fora e, está bom de ver, a Nelinha parece precisar, mas não o faz. Porquê?
Não contente com o que acabara de dizer, afinfa-lhe com outra grande pérola da sabedoria ocidental ao afirmar, com todas as letras, que a Madeira era um exemplo a seguir, no que foi rápida e exemplarmente apoiada por Alberto João Jardim. Ora bem, aqui temos uma questão interessante. Na realidade, Nelinha não vê mal nem precisa de óculos, muito pelo contrário. Nelinha está muito à frente e é, ela própria, o Plano Tecnológico de que falava o engenheiro - espera o Moyle não ser processado pela Ordem dos Engenheiros. A líder laranja vê para além das aparências, do óbvio, tem uma visão de tipo raio-X. Como isso não existe, apesar de apenas a muito relutantemente o Moyle aceitar que a Nelinha não veio de Kripton e é uma Super-Mulher, só podemos concluir que a Nelinha usa um desses telemóveis novos que permitem ver por debaixo da roupa, da pele, etc. É aí, por debaixo de tudo, que o governo da Madeira é paradigmático e um exemplo de democracia a seguir.

Finalmente, os suspeitos do costume. A pandilha de foliões da pasta da Educação voltou a abrir a matraca e, como é óbvio, não foi para dizer nada de proveito - no que tiveram a companhia dos génios que dirigem as estruturas sindicais da classe docente. Tudo funciona impecavelmente, sucesso esmagador atrás de sucesso esmagador, balanços extraordinariamente positivos, diminuição fenomenal no número de negativas e chumbos, tudo brilhante na actuação ministerial.
Resta aquele pormenorzinho de nem todos saberem ler nem escrever no 9º ano, mas, por um lado, isso não é grave pois agora têm mais três anos para compensar, por outro, a senhora Ministra está a pôr na ordem os verdadeiros responsáveis pelos sofrimentos dos alunos e dos pais.
Todos saberão que Apocalipse, do grego αποκάλυψις, significa Revelação. Os quatro cavaleiros do Educação em Portugal são, portanto, a Palavra, a Mensagem Divina, a Revelação do que estava escondido - nomeadamente no Sistema Nacional de Ensino chileno. Reverenciemo-los.

9/04/2009

Pré-Campanha Eleitoral III

A época que antecede as eleições é uma época bonita. É, até, uma época de grande portuguesismo no sentido em que se sucedem os desmentidos, as facadas nas costas, as "bocas" e mensagens afins, com conteúdos e destinatários mais ou menos revelados, mais ou menos encobertos.
Tendo a actual legislatura abanado um bocado com as questões da Educação, o Executivo tentou passar sempre a imagem de solidez e irredutibilidade de maneira a não fragilizar a posição do governo. No entanto, entre professores, familiares e simpatizantes das causas da irritação docente, contabilizam-se uma boa meia dúzia de votos que podem ter o seu quê de importância daqui a umas semanas.
Nas cúpulas da Educação em Portugal, onde os principais intervenientes puseram a sua melhor cara de impassividade olímpica ao longo do tempo, afinal a coisa não é tão divina com o Júpiter socialista a sacudir a água do manto acusando a sua Tétis de indelicada, coisa grave entre divindades, parece.
A triste Maria de Lurdes Tétis, no seu enlevo pelo pai de todos os jobs, perdão, de todos os deuses, reconheceu as suas faltas, mas sempre recusando-se a admitir que verá repudiado o seu amor educativo por José Júpiter, o seu divino amante na modernização do ensino.
Bem, tretas àparte, digo-vos uma coisa com toda a honestidade. Faz-me uma falta um Camões que nem vos passa pela cabeça.

9/03/2009

Pré-Campanha Eleitoral II


É com um certo interesse que o Moyle vê o PS a queixar-se, mais ou menos declaradamente, da múmia presidencial dar a mão à múmia laranja. Independentemente de todas as análises que se podem fazer, a todos os níveis, devemos ter em conta qual é o aspecto gráfico desse acto que, de qualquer ângulo que seja olhado, se afigura sempre como contranatura. De qualquer forma, o cinza azulado que o Duo Dinâmico da imagem sugere até vai bem com a paisagem ardida anualmente.

9/01/2009

Antevisão do Dia Depois da Véspera de Amanhã

- O Benfica vai ser multado. O recinto só tem licença para eventos desportivos e foi usado para dar um baile.

- A Alta Autoridade para a Comunicação Social vai abrir um inquérito ao facto da RTP1 ter transmitido um filme pornográfico em horário nobre.

- A A8 foi desviada para Setúbal.

- No Benfica só se conduzem Audis A8.

- Eu gosto de ver documentários sobre megaconstruções mas mostrarem uma hora e meia da cilindragem de Setúbal também é exagero.

- Os jogadores do Setúbal saíram directamente do relvado para o autocarro porque o banho já o tinham levado.

- Duvido que alguma pastelaria continue a vender biscOITOs em Setúbal.

- Se a palavra oito tivesse R os setubalenses perdiam esta semana aquela mania irritante de os dizer com as goelas.

- Afinal os apóstolos de Jesus são 11 e os evangelhos 8.

- Benfica-Vitória de Setúbal em atuns: No Benfica o Ramires e o Vitória foi um Bom Petisco.

- Aposto que as vendas de After Eight vão disparar esta semana.

Depois do jantar:
- Que se passa contigo, estás com uma cara estranha.
-
[esfregando a barriga] Jesus, que barrigada!
- É bem feito, comeste que nem um animal.
- Cala-te, não é nada disso!
- Não!? Então que se passa?
- É que não é fácil digerir 8 golos.

- O Benfica fez o Vitória num oito.
[thanks 13]

Apesar de ter uma vívida sensação de não haver campeões à 3ª jornada, o Moyle aproveita para lembrar que estas piadas já aqui estavam escritas antes de vocês as ouvirem nos vossos quotidianos.

8/26/2009

O Que Tem o Ricardo Pereira na Cabeça I

O Moyle regressou de férias e, como vocês já devem ter reparado, não perdeu o mau feitio que o caracteriza. Das coisas que o irritam solenemente são as publicidades de gosto duvidoso e esta, que certamente já viram ou ouviram, faz uma pergunta e raios partissem o Moyle se ele não respondesse. Afinal de contas o que tem esta personagem na cabeça? A resposta segue em três posts, dos quais este é o primeiro (vale mais não arrastar muito, em posts infinitos, porque, se forem como o Moyle, arrisca-se o vómito).