9/18/2009

Black or White? Comprimido!

Durante anos discutiu-se se Michael Jackson seria preto ou branco. Os supremacistas brancos, cuja idiotice chega a sugerir aquele tipo de piedade que reservamos para os atrasados mentais, nunca aceitaram que Jackson fosse um dos seus. Os activistas negros, cuja estupidez nos inspira a complacência guardada para os néscios, repudiavam ao artista o fade out ao contrário que lhe levou a cor.

Apreciando as mais recentes notícias, excluindo as possibilidades de homicídio que não são definitivamente importantes para este caso, o Moyle deslindou, da aleatória massa noticiosa, o enquadramento etno-racial do quinamento do Rei da Pop. Este era, sem sombra de dúvida, branco. Sabem como o Moyle descobriu? Facilmente.

Michael Jackson morreu de sobremedicação, ou seja, pela entrada excessiva de medicamentos no seu sistema fisiológico. Ora, todos no planeta sabem que os pretos morrem por submedicação, isto é, por não terem acesso a medicamentos suficientes, integrando-se Jackson, inequivocamente, do outro lado da discussão.



P.S. – Se este blog fechar inesperadamente e o Moyle aparecer a abrir telejornais, ou houver em Coimbra motins e protestos por motivos raciais, dos idiotas referidos no primeiro parágrafo, mostrem este texto à bófia. Pode ser que explique alguma coisa.

P.P.S. – Se for só o Diogo Feyo a reclamar na televisão não vale a pena preocuparem-se.

9/16/2009

Legislativas 2009: Uma Animação

O Moyle prometeu que não chateava mais com a pré-campanha e vai cumprir. Vamos lá ver umas coisas sobre a campanha, propriamente dita.
Como vivemos num Portugal dos Pequeninos e como a campanha tem sido uma animação pegada, o Moyle congeminou um apelo à nostalgia através de uma representação gráfica dos líderes partidários em homenagem aos "bonecos" da sua infância. É claro que os critérios são indiscutíveis, pecando apenas o artista que enfeita sofrivelmente este blog por ter deixado de fora heróis tão importantes como a formiga "Ferdy", a bicharada toda da "Floresta Verde", o "Sports Billy", o "Gnomo David", os "Thundercats", o "Danger Mouse" e outros ilustríssimos representantes de uma época que nem o exagero em litros de cerveja conseguiu ainda dissipar.
Alguns certamente objectarão: - Atão e os Transformers? Não mereciam? - e têm na sua reclamação uma certa razão. No entanto, afigurou-se ao Moyle que a homenagem aos "Transformers" quedava algo redundante porque todos estes bonecos políticos são, ao fim e ao cabo, Transformers, bastando para tal terem assento governativo.


Ide e recordai.


Ide e recordai.


Ide e recordai.


Ide e recordai.


Ide e recordai.

PS: O Moyle resolveu assinar as imagens. Não fica grande coisa visualmente, mas garante-se a exclusividade do opróbrio. Não se pretende contribuir para a destruição da credibilidade dos incautos. Chamem-lhe altruísmo.

PPS: Os bonecos eram tão bons que é um bocado cruel pôr-lhes estas caras, mas o Moyle é assim, que se há-de fazer?

9/15/2009

O Que Tem o Ricardo Pereira na Cabeça III


Depois de excessiva procrastinação, eis o último episódio de uma trilogia que se poderia estender ad infinitum. Só em jeito de aparar putativo tiro pela culatra, o Moyle demarca-se de interpretações abusivas a que se prestará a comparação desta trilogia póstica com a parte do reclame de uma loja de electrodomésticos qualquer em que se diz que só essa loja sabe o que vai na cabeça dos portugueses.

9/08/2009

Pré-Campanha Eleitoral IV

Correndo o risco de parecer monótono e repetitivo, cá estamos de novo com a pré-campanha eleitoral. Bem sabe o Moyle que é sempre a mesma coisa e tal, chover no molhado, mais do mesmo daquela história de mudarem as moscas, e os políticos portugueses têm as mesmas coisas na cabeça que o Ricardo Pereira (cuja terceira parte da trilogia -nem por isso melhor que as anteriores - está pronta e segue dentro de momentos), etc., etc., etc... Sabe isso tudo mas, perdoem-lhe a fraqueza, não consegue resistir.
Enquanto cozinhava um belíssimo - não duvidem - jantar foi apanhando, esparsos e a espaços, alguns tópicos do debate entre o líder do Partido Comunista, o camarada Jerónimo de Sousa, e o líder do Centro Democrático Social/Partido Popular, o ... Paulo Portas [os de Direita estão desesperadamente a precisar de arranjar qualquer coisa para se chamarem uns aos outros]. Foi, antes de mais, um bom debate. Não sabe o Moyle se melhor se pior porque não viu nenhum dos outros, mas este foi um bom debate - esta repetição serve, igualmente, para vincar a comichão no pâncreas que o Moyle sente ao usar "bom" numa frase que se refira aos líderes políticos portugueses.
Vamos às coisas menos óbvias. Portugal é um sítio especial a todos os níveis. Estas duas figuras, o camarada e o ... outro [vêem como faz falta um "nome de guerra" ao gajos de Direita], são, clara e inequivocamente, a representação dos dois espectros mais afastados na política nacional. Até aqui tudo óbvio. O menos óbvio é o motivo pelo qual passaram os dois o cabo dos trabalhos para mostrarem que eram diferentes um do outro e que não defendiam os mesmos princípios. É por isso que o Moyle afirma a especialidade portuguesa. Como é que confunde um Partido Popular com um Partido Comunista? Não se confundem, claro. Excepto em Portugal.

Sabem quem abriu a boca hoje? Sabem? Sabem? O Moyle dá uma pista. Quem foi sentiu, agudamente, uma dor nos pés. E agora, já sabem? Claro, meus lindos e lindas, é isso mesmo, foi a Nelinha [usa-se este mui respeitoso e afectuoso diminutivo para homenagear o esforço da líder do PPD/PSD em querer parecer/ser a nossa mamã. Uma mãe dura, recta, honesta e rigorosa, ou seja, uma mãe das antigas - fica por se saber se também leva no trombil como as mães à antiga - mas, ainda assim, uma mãe.].
Voltando, um pouco, à confusão anterior, nunca tanto como hoje um líder do PPD/PSD se pareceu tanto, aos olhos do Moyle, com um deputado comunista, mais precisamente Bernardino Soares. Assim como Soares tinha dúvidas em ver na Coreia do Norte uma ditadura, Leite tem dúvidas em detectar qualquer "asfixia democrática" na Madeira. O Moyle aconselhá-la-ia a ir à Multiópticas aproveitar a campanha de desconto igual à idade, pois 80% de desconto não será nada de deitar fora e, está bom de ver, a Nelinha parece precisar, mas não o faz. Porquê?
Não contente com o que acabara de dizer, afinfa-lhe com outra grande pérola da sabedoria ocidental ao afirmar, com todas as letras, que a Madeira era um exemplo a seguir, no que foi rápida e exemplarmente apoiada por Alberto João Jardim. Ora bem, aqui temos uma questão interessante. Na realidade, Nelinha não vê mal nem precisa de óculos, muito pelo contrário. Nelinha está muito à frente e é, ela própria, o Plano Tecnológico de que falava o engenheiro - espera o Moyle não ser processado pela Ordem dos Engenheiros. A líder laranja vê para além das aparências, do óbvio, tem uma visão de tipo raio-X. Como isso não existe, apesar de apenas a muito relutantemente o Moyle aceitar que a Nelinha não veio de Kripton e é uma Super-Mulher, só podemos concluir que a Nelinha usa um desses telemóveis novos que permitem ver por debaixo da roupa, da pele, etc. É aí, por debaixo de tudo, que o governo da Madeira é paradigmático e um exemplo de democracia a seguir.

Finalmente, os suspeitos do costume. A pandilha de foliões da pasta da Educação voltou a abrir a matraca e, como é óbvio, não foi para dizer nada de proveito - no que tiveram a companhia dos génios que dirigem as estruturas sindicais da classe docente. Tudo funciona impecavelmente, sucesso esmagador atrás de sucesso esmagador, balanços extraordinariamente positivos, diminuição fenomenal no número de negativas e chumbos, tudo brilhante na actuação ministerial.
Resta aquele pormenorzinho de nem todos saberem ler nem escrever no 9º ano, mas, por um lado, isso não é grave pois agora têm mais três anos para compensar, por outro, a senhora Ministra está a pôr na ordem os verdadeiros responsáveis pelos sofrimentos dos alunos e dos pais.
Todos saberão que Apocalipse, do grego αποκάλυψις, significa Revelação. Os quatro cavaleiros do Educação em Portugal são, portanto, a Palavra, a Mensagem Divina, a Revelação do que estava escondido - nomeadamente no Sistema Nacional de Ensino chileno. Reverenciemo-los.

9/04/2009

Pré-Campanha Eleitoral III

A época que antecede as eleições é uma época bonita. É, até, uma época de grande portuguesismo no sentido em que se sucedem os desmentidos, as facadas nas costas, as "bocas" e mensagens afins, com conteúdos e destinatários mais ou menos revelados, mais ou menos encobertos.
Tendo a actual legislatura abanado um bocado com as questões da Educação, o Executivo tentou passar sempre a imagem de solidez e irredutibilidade de maneira a não fragilizar a posição do governo. No entanto, entre professores, familiares e simpatizantes das causas da irritação docente, contabilizam-se uma boa meia dúzia de votos que podem ter o seu quê de importância daqui a umas semanas.
Nas cúpulas da Educação em Portugal, onde os principais intervenientes puseram a sua melhor cara de impassividade olímpica ao longo do tempo, afinal a coisa não é tão divina com o Júpiter socialista a sacudir a água do manto acusando a sua Tétis de indelicada, coisa grave entre divindades, parece.
A triste Maria de Lurdes Tétis, no seu enlevo pelo pai de todos os jobs, perdão, de todos os deuses, reconheceu as suas faltas, mas sempre recusando-se a admitir que verá repudiado o seu amor educativo por José Júpiter, o seu divino amante na modernização do ensino.
Bem, tretas àparte, digo-vos uma coisa com toda a honestidade. Faz-me uma falta um Camões que nem vos passa pela cabeça.

9/03/2009

Pré-Campanha Eleitoral II


É com um certo interesse que o Moyle vê o PS a queixar-se, mais ou menos declaradamente, da múmia presidencial dar a mão à múmia laranja. Independentemente de todas as análises que se podem fazer, a todos os níveis, devemos ter em conta qual é o aspecto gráfico desse acto que, de qualquer ângulo que seja olhado, se afigura sempre como contranatura. De qualquer forma, o cinza azulado que o Duo Dinâmico da imagem sugere até vai bem com a paisagem ardida anualmente.

9/01/2009

Antevisão do Dia Depois da Véspera de Amanhã

- O Benfica vai ser multado. O recinto só tem licença para eventos desportivos e foi usado para dar um baile.

- A Alta Autoridade para a Comunicação Social vai abrir um inquérito ao facto da RTP1 ter transmitido um filme pornográfico em horário nobre.

- A A8 foi desviada para Setúbal.

- No Benfica só se conduzem Audis A8.

- Eu gosto de ver documentários sobre megaconstruções mas mostrarem uma hora e meia da cilindragem de Setúbal também é exagero.

- Os jogadores do Setúbal saíram directamente do relvado para o autocarro porque o banho já o tinham levado.

- Duvido que alguma pastelaria continue a vender biscOITOs em Setúbal.

- Se a palavra oito tivesse R os setubalenses perdiam esta semana aquela mania irritante de os dizer com as goelas.

- Afinal os apóstolos de Jesus são 11 e os evangelhos 8.

- Benfica-Vitória de Setúbal em atuns: No Benfica o Ramires e o Vitória foi um Bom Petisco.

- Aposto que as vendas de After Eight vão disparar esta semana.

Depois do jantar:
- Que se passa contigo, estás com uma cara estranha.
-
[esfregando a barriga] Jesus, que barrigada!
- É bem feito, comeste que nem um animal.
- Cala-te, não é nada disso!
- Não!? Então que se passa?
- É que não é fácil digerir 8 golos.

- O Benfica fez o Vitória num oito.
[thanks 13]

Apesar de ter uma vívida sensação de não haver campeões à 3ª jornada, o Moyle aproveita para lembrar que estas piadas já aqui estavam escritas antes de vocês as ouvirem nos vossos quotidianos.

8/26/2009

O Que Tem o Ricardo Pereira na Cabeça I

O Moyle regressou de férias e, como vocês já devem ter reparado, não perdeu o mau feitio que o caracteriza. Das coisas que o irritam solenemente são as publicidades de gosto duvidoso e esta, que certamente já viram ou ouviram, faz uma pergunta e raios partissem o Moyle se ele não respondesse. Afinal de contas o que tem esta personagem na cabeça? A resposta segue em três posts, dos quais este é o primeiro (vale mais não arrastar muito, em posts infinitos, porque, se forem como o Moyle, arrisca-se o vómito).



7/31/2009

Pré-Campanha Eleitoral

Eu sei que tenho andado afastado e não tenho prestado o devido tributo aos vossos estaminezes. Prometo que tudo isso mudará brevemente. Entretanto, vou ver se apanho Gripe A ao Luxemburgo (e até lhes dou duas semanas para verem se me conseguem suinificar) e já volto (espero que não de nariz a pingar).

PS: Alguém devia dizer à Xôdôna Manela que a maquineta é um Train à Grande Vitesse e não um Train à Vitesse Grande, isto é, devemos dizer TGV e não TVG.

7/24/2009

Acompanhamento Hosputalar

Expliquem-me lá como é isto, se souberem.

Com tanta falta de camas, com macas nos corredores, com listas de espera de semanas, meses e anos, com dívidas às farmacêuticas, centros de saúde e hospitais a fechar, falta de equipamentos, de médicos especialistas, com enfermeiros no desemprego quando faltam no serviço de saúde, cada doente terá direito a ter um(a) acompanhante? Quem pagará aos prostitos e às prostitas? Havendo quartos com 3 doentes ao mesmo tempo, será adequada a presença de acompanhantes? E se algum deles apresentar objecções de consciência quanto a orgias, respeita-se a sua opinião mudando-o de quarto? Em termos médicos, será recomendável que os doentes, por definição enfraquecidos, tenham um(a) acompanhante?

E os/as pacientes que não pretenderam usufruir dos acompanhantes fornecidos pelo serviço e pretenderem os seus próprios? Há exclusividade? Havendo exclusividade, como reagirá a Igreja Católica a esta violação dos seus princípios sem prévia consulta? E a Soraia Chaves estará disponível como acompanhante?

Mas há ainda outro problema que se levanta no meio de toda esta questão. Como serão recrutados estes acompanhantes? Serão apanhados aí pela rua? Teremos ajustamentos directos ou concursos públicos? Haverá membros ligados aos “corredores do Poder” a, muito convenientemente, criar empresas de recrutamento de recursos humanos para depois serem os únicos preparados para poderem responder às necessidades dos concursos públicos? Quais serão os pré-requisitos necessários para se ser um(a) acompanhante?

Agradeço uma explicação da vossa parte, se puderem, porque apesar de reconhecer a necessidade de “companhia” de toda a humanidade, não me parece a coisa mais urgente num hospital português.

7/21/2009

Ad Rem

Laxante. Instituição Bancária. Manuel Vilarinho.

Sentindo-se inclinado a tentar a paciência dos leitores, o Moyle arriscou esta introdução, algo fragmentária (como se vê pela curteza e assertividade dos períodos), antecipando a natural e imediata reacção daqueles – vocês: Com tais três motes, este “post” vai ser uma merda.

Muito honestamente, há que reconhecer a plural justeza do vosso lamento. De facto, o Moyle não ousa o atrevimento de questionar a imaginada adjectivação a este post que se vai desenrolando numa direcção perfeitamente desnecessária, felicitando-vos, por um lado, pela perspicácia e, por outro, pela boa memória que vos levou a tal considerando apriorístico (resta aquela questãozinha do masoquismo que vos leva a regressar aqui, mas longe de mim tecer considerações que transpirassem, ainda que cobertas de Rexona, algo que soasse a qualquer tipo de censura às vossas escolhas pessoais e à forma como gerem o preciosíssimo tempo de que dispomos no planeta, depois da desova).

Sabendo, contudo, que ficaram empancados na afirmação supra, que passo a citar (infiram que tipo de “pessoa” é esta, que se cita a si mesma e, não bastando a fatuidade, cita uma passagem de um texto mais adiante no mesmo texto. Enfim, fica à vossa consideração!): plural justeza do vosso lamento.

Aferida que está a antecipada merdeza do post, falta um segundo carácter mérdico para obtermos o tal, supracitado (duas vezes que este gajo se cita no mesmo texto e vocês a aturar isto. Este Moyle está-me a parecer um sapo na época do acasalamento, isto é, anda demasiado inchado) plural. Depois de tão grande intróito, tão útil como um Alka-Seltzer em Mogadíscio, voltemos aos três pressupostos do primeiro parágrafo. Estes são, na realidade, três fracções de uma mesma equação, partilhando de um mesmo denominador: merda.

Qual a relação entre uma instituição bancária, um laxante e o Manuel Vilarinho? É, muito simplesmente, a merda.

Imagino que a todos tenha já chegado a maldição do anúncio do Santander, onde se ouve gritar e cantar (?), ad nauseam, o enervante refrão do duo Ashford & Simpson solid as a rock. Ora, quando o stress do quotidiano diário do dia-a-dia não nos permite uma alimentação equilibrada, com a quantidade exigível de fibras, o que nos acontece nos íntimos momentos no trono de cerâmica? Creio que solid as a rock terá um metatexto facilmente apreensível pelos doutos moyleitores e fica, assim, estabelecida a situação do Santander no esquema deste post. Aqui entra, precisamente, o laxante, pois não se acredita que a insistente rodagem de anúncios ao Dulcolax seja uma coincidência. Depois de tudo aquilo a que temos assistido no sistema bancário, só massivas doses de laxante, injectado pelos bancos centrais, permitiram desbloquear tanta… asneira. Mas voltando ao Dulcolax. O próprio nome do medicamento resulta algo ambíguo. Se o sufixo –lax nos remete de forma óbvia para o seu efeito, o prefixo dulco levanta algumas dúvidas. Dulco provém do radical Dulce, a palavra latina para doce. Ora, serão os comprimidos meramente rebuçadinhos doces? Será, ao invés, o seu efeito potenciador de uma mais doce experiência no acto de castigar a cerâmica? Dúvidas… quem já tiver tomado que se pronuncie mas aposto que não há um esfíncter, depois da insistente campanha do Santander, que não esteja à beira da depressão, a sofrer por antecipação, e a rezar pela segunda hipótese.

Onde entra Manuel Vilarinho no meio desta… bem… como dizê-lo… no meio desta… hummmm… desta merda toda, vá? Para Manuel Vilarinho é fácil achar-se no meio de tanta… atenção. Para tal, basta-lhe abrir a boca. Apesar de não ser caso único no panorama nacional, parece, no entanto, ter sido abençoado pela dádiva da verborreia, isto é, diarreia verbal. Vilarinho teve, pelo menos, o condão de retratar aquilo que cada um de nós pensa das suas declarações, o que não costuma acontecer em casos semelhantes.

Falta-nos, ainda, a conclusão, o que é apropriado de um modo muito escatológico. Publicidade, declarações públicas de Manuel Vilarinho, moylices. Sabendo que abusou um bocado de vocês neste post, o Moyle pede-vos que passem uma borracha, ou melhor, um papel, de preferência com folha dupla, ou melhor ainda, uma toalhita Kandoo sobre o que acabaram de ler.



7/15/2009

Gripe na Mona

Só muito de fugida, tempus fugit, um apontamentozinho para os desgraçados que estão pendurados em museus e galerias e nos quais ninguém pensa nestas horas de catástrofe.
Bonequinhos do património: o Moyle está convosco!

7/10/2009

Churrasco em Gaia

Muito sinceramente, eu não me devia meter nestas coisas. Têm, no entanto, que compreender a minha situação. Quando uma personagem política nacional se assume como uma donzela, à qual se convida para um churrasco sendo ela o prato principal, o Moyle não o pode deixar passar em claro. Apesar do pouco interesse pelas guerrinhas entre borguinhões e armagnacs laranjas, esta era uma oportunidade cuja reificação imagética era imperdível.
Façam um esforço comigo. Olhando para Luís Filipe Menezes, não conseguem ver uma menina pura, pré-adolescente, ainda sem mamas para encher uma armadura? Vejam lá bem! Não conseguem? O Moyle também não.
Vejamos de outro ângulo. Esqueçamos a parte da donzela pura e virginal e pensemos nas alucinações, no falar sozinha com Deus, no seu carácter Alexandrassolnádico, em suma, na malbatência paranóica. Por aí, já chegamos a algum lado? Eu também acho que sim. Assim como a Joaninha Tosta andou, no século XV, a abusar do "sangue de Cristo" de Bordéus, o Moyle crê que a proximidade das caves do generoso, em Gaia, começa a cobrar o seu preço ao senhor Menezes d'Arc. São os fumos, decerto.
No entanto, apesar da escolha de palavras parecer(?) infeliz, acaba por revelar algum conteúdo metatextual, isto é, a donzela de Orléans, foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos e Menezes anda em guerra com uma centenária. É absolutamente incompreensível, e com isto me contradigo, como há quem não goste da política em Portugal.

7/06/2009

Black or White? Farrusco!

Ontem esteve um dia Michael Jackson. Começou muito negro e depois foi clareando com a chegada do crepúsculo.

PS: Eu sabia que conseguia inventar outra, mesmo que só em 2 dias.

6/26/2009

Black or White? Dead!

Corre a informação de que Michael Jackson estava num buraco financeiro de 500 milhões de dólares. Ora, daqui a umas semanas, já pode fazer um remake do vídeo "Thriller" sem gastar um tostão em maquilhagem. É tudo lucro, portanto.
Por outro lado, já que ele apenas veio uma vez a Portugal, quem não teve oportunidade de o ver ao vivo, pode sempre ir vê-lo ao morto. Não perde nada porque ele, mesmo antes de ir empurrar roseiras para cima, já parecia o Skeletor.

6/25/2009

Geologia Social-Democrata

Ainda na ordem do dia está a vitória do PPD/PSD nas eleições europeias. Muitos têm sido os comentadores e paineleiros afins que se têm dedicado a adiantar explicações e motivos para o resultado eleitoral do passado dia 7 de Junho mas o Moyle descobriu qual o factor de desequilíbrio que fez pender a balança eleitoral para o lado laranja.
O PSD conseguiu, pela primeira vez em muito tempo, fazer passar a mensagem de uma enorme coerência interna, facto ao qual os eleitores são extremamente sensíveis, e não é a Ciência Política que explica tal facto. Na realidade, só com um razoável conhecimento de Geologia e Paleontologia se compreende, na sua completude, os fundamentos dessa nova imagem.
Se repararmos bem nos protagonistas do PSD nesta ida à urnas, vemos que o partido laranja é liderado por alguém que nasceu no Ordovícico Médio, e o candidato tem a fisionomia de uma trilobite.
Se isto não é coerência, ninguém sabe verdadeiramente o que será.