4/21/2009

Casula de Vénus

Dom José Policarpo, cardeal patriarca de Lisboa, afirmou recentemente que o preservativo é uma forma falível de combater o vírus do Sida. Sem querer atirar mais gasolina para a fogueira, o Moyle vem aqui expressar a sua concordância.

De facto, melhor que preservativos, o ideal era, quando chegasse o momento de… coiso, embrulhar o zézinho [parece que há quem lhes chame assim] num Papa. Todos sabemos que o Papa é infalível.

4/17/2009

Jogar Bilhar com Carros

É extremamente curioso como está toda a gente extremamente ansiosa por se escapar ao português. Por dá cá aquela palha todos tentam enfiar uma palavra, expressão ou interjeição de outra língua, nomeadamente inglês, nas conversas, artigos de jornal, mesmo livros. Esta moda vai tão longe que mesmo o Moyle, que é um purista da língua portuguesa, como vocês os quatro já devem ter percebido, praticamente não faz outra coisa que não enfiar esses outsiders na nossa bela língua, right?

Enfim, este hábito que insidiosamente se infiltrou na sociedade portuguesa revela um pouco do zeitgeist em que estamos envolvidos e é o fait-divers que serve de mote ao assunto que nos trouxe aqui hoje.

Será que a expressão car-pooling é mesmo necessária? Não se pode dizer partilha de carro? Fazer uma vaquinha para a gasosa? Qualquer coisa deste género e genuinamente português, em termos linguísticos? Note-se que nada me move contra a utilização de expressões estrangeiras na nossa língua. Como raio poderia eu chamar ao croissant? Se não houvesse a expressão Mister como chamaríamos àquele senhor que orienta uma equipa de futebol? Nada em português substitui um dolce far niente, por exemplo. Mas car-pool?

Ou este texto - note-se que não usei post - é um Fehlleistung , ou a expressão car-pool é absolutamente desnecessária.

4/14/2009

Bipolarismo em Taça IV

Eu sei que já devem estar fartos de eu não deixar morrer a história do Lucílio Batista e do penalti na Taça da Liga mas têm que compreender que se não fossem as ironias hiperbólicas o Moyle não teria 1/5 da razão de ser (os outros 3/4 ainda não sei muito bem quais são mas não incluem matemática).
Sendo aclubístico, na medida em que precisa de liberdade para dizer de sua justiça, estes posts sobre o Cilinho e os lagartos não são de ressentimento nem de vingança. São hipérboles e nem sequer foi o Moyle que começou.

Ps: Ainda não é desta que acaba porque há mais.

3/28/2009

Expressões Idio... máticas

Pode dizer-se daquela gaja que saiu da churrascaria a correr para apanhar o autocarro que ia com o pito aos saltos!

3/26/2009

Bipolarismo em Taça II

A lagartagem, para lá de uma dúzia de motivos para estarem preocupados, tem agora um novo stress: como materializar a suprema vingança sobre o Cilinho Batista.
O Moyle materializa visualmente o resultado da viagem à cabeça de um lagarto [não foi fácil nem agradável mas, no meio do vácuo, lá estava esta imagem].

3/24/2009

Bipolarismo em Taça

Uma competição desportiva tem os atletas como principais protagonistas, certo? Errado. Não se esqueçam de quem são e onde vivem. O futebol português, particularmente, é um caso psiquiátrico, a um tempo, extremamente grave e, a outro, extremamente engraçado.
Jogou-se no sábado a final da Taça da Liga e temos dois ângulos de análise completamente opostos, maniqueísmo derivativo das sensações provocadas nos contendores pelo desfecho final.
Se já é um lugar-comum afirmar que em Portugal as coisas funcionam de maneira diferente, não é menos preciso tornar a afirmá-lo. Na realidade, o maniqueísmo pressupõe, metaforicamente, dois campos inconciliáveis e, aqui, reside a originalidade portuguesa. O maniqueísmo neste jardinzinho mal plantado tem três. Os uns não suportam os outros, e vice-versa, mas aproximam-se uns e outros para odiarem em conjunto aqueles.
Por maioria de razão, os extremos derivam quando toca ao rescaldo de uma final de qualquer competição desportiva. Uns perdem e deprimem, os outros ganham e exultam. Até aqui tudo normal. Agora entra a cambiante portuguesa. Tanto os que ganham como os que perdem não o fazem por mérito ou demérito, ganham ou perdem por intervenção divina da terceira equipa em campo. Sendo essa terceira equipa a verdadeira protagonista, é justo que seja sobre ela que recaia toda a atenção nos festejos e nos lamentos.



A lagartagem está unida para exorcizar (à martelada) os espíritos maus que assombram as suas potestáticas virtualidades futebolísticas. O concílio dos deuses está definitivamente contra os tristes de verde. Eles até têm lá a Matadinho, é certo, mas não chega aos calcanhares de uma Vénus que, essa sim, desbloqueia tudo o que burocracia divina contra a portuguesice. Os de Alvalade seguem, então, a sabedoria popular e estão a esforçar-se seriamente por matar o bicho, a ver se morre a peçonha.

Os depenados festejam com o herói da noite, exaltando-o pelo extraordinário desempenho nos penalties. É saudável ver que, neste mundo cão e ultracompetitivo, ainda há quem dê valor ao que realmente interessa, isto é, atribuir o mérito a quem o tem. O fair play inerente a esta magnanimidade das marias papoilas saltitantes faz antever um belíssimo futuro para este clube.

Dizendo a verdade, o futebol é tão fraquinho em Portugal que se não fossem os árbitros a loja já tinha fechado para balanço e é pena que mais ninguém dê conta desta singularidade. Seja como for, vamos ao que interessa, e o que interessa é, neste caso, dar a responsabilidade aos verdadeiros protagonistas, os árbitros.

3/23/2009

Diagnóstico Precoce de Castelo Branquismo

A rabichice está na ordem do dia. Já é assim há algum tempo mas, cada vez mais, há incontornáveis que não podemos, nem devemos - visto que vivemos numa sociedade inclusiva [exceptuando os ciganos de Barcelos] - escamotear.
De onde vem o arrebichanamento? Essa é a dúvida fulcral que assalta todos aqueles que pensam um bocadinho sobre o assunto e mesmo o Moyle, que não dedicou ao tema além dos minutos necessários para juntar as letras que estão a ler agora. Estabelecido que está que a rabetice não é uma doença, uma praga divina, devemos assumir [e nem se atrevam a segundas intenções com a palavra assumir] que se trata de uma tendência individual, enraízada na personalidade da pessoa desde a sua infância.
Ao tropeçar, virtualmente falando, na imagem que se segue, esta possibilidade ganha força. De facto, apenas dois motivos podem levar um gajo a fazer tal esgar perante uma tão bem compostinha glândula mamária:

Neste primeiro caso, o puto revela já os traços de bichanice que ostentará muito claramente quando for adulto e se filiar no CDS/PP.

O segundo motivo para tal reacção a tão camoniana teta só pode ser, longe de qualquer rabichice, provocada pelos laços sanguíneos que ligam os dois intervenientes [putos que apreciem em demasia devem começar a ser monitorizados imediatamente pela bófia para não se dar o caso de mais um Fritzl]. É óbvio que se não fosse a mama da mãe a reacção do puto não seria de todo esta - ao contrário do primeiro exemplo.

Concluindo, podem reparar que a profundidade desta reflexão decorre, como é muito óbvio, do interesse profundíssimo [profundidade apenas comparável com a do raciocínio lógico de um Paulo Bento] que o Moyle nutre por este assunto.

3/17/2009

Casaco de Peles


Depois desta nota introdutória, vamos lá ao assunto que nos trouxe aqui. Já alguma vez desfiaram bacalhau? Se nunca tiveram essa oportunidade o Moyle garante-vos que estão a perder uma actividade extraordinária, provavelmente só ao nível de pisar descalço pregos ferrugentos, sem o bónus da possibilidade de contrair tétano. Enfim, vamos antes ao que interessa.

A pele do bacalhau é extremamente resistente. Podemos puxar e puxar que aquilo nem se mexe. Este facto, per si, parece não ter grande importância mas isso apenas acontece porque nunca ninguém antes o viu pelo olhos do Moyle. Dadas as características de resistência e alguma elasticidade da pele do bacalhau, às quais se associam os mais que óbvios aspectos da impermeabilidade e isolamento térmico (para os mais distraídos o bacalhau é um peixe que vive no Atlântico Norte – precisamente na zona dos icebergues e tal), não seria uma boa ideia fazer casacos de pele de bacalhau?

Nós já apanhamos os bichos para os comer de 1001 maneiras e, ainda, para fazer óleo do fígado só para castigar os putos quando se portam menos de acordo com os parâmetros estabelecidos familiarmente, porque não valorizar ainda mais este recurso natural? Não é apenas uma questão económica. O que motiva o Moyle é, igualmente, a compaixão para com as vacas. Já viram que estes tristes animais são comidos, bebidos, vestidos e calçados e ainda vêem os cornos serem abotoados e feitos em pentes? É demasiada responsabilidade para um ruminante. Estando na altura de partilharmos o fardo, por que não o bacalhau?

AH e tal porque o cheiro a peixe e não sei quê mais…, é a reacção óbvia, mesmo lógica, a esta proposta. No entanto, deixem-me perguntar uma coisa: Quando vestem um casaco, usam uma carteira, etc., ficam a cheirar a estrume [não incluo botas e sapatos porque aí a coisa fia mais parecido com a voz do Nuno Guerreiro que é, como quem diz, mais fininho]? Não, claro que não! Então não devemos apriorizar esse aspecto quanto à pele do bacalhau.

Pensem nisso!

3/13/2009

Para o Menino Governo... Uma Salva de Palmas

É costume, quando as crianças fazem anos, comprar-se, ou fazer-se - conforme se seja prendado (a), ou não, em matérias gastronómicoculináriopasteleiras - um bolo de aniversário enfeitado com algo ou de que as crianças gostam ou fazem. Há bolos com reproduções de personagens dos desenhos animados, bolos que são campos de futebol. basquetebol, etc., bolos com bonequitos a fazerem ski e/ou a patinarem, enfim, toda uma panóplia de coisas que servem para desempoeirar o fundo das algibeiras.
Comemorou-se ontem, ou isso ou fui enganado, o 4º aniversário deste governo, data essa que o Moyle não poderia deixar passar em claro. Vai daí, congeminou um bolo de aniversário que reflectisse esta viçosa criança.
Parabéns ao Governo por este 4 anos.

3/12/2009

Nasikabatrachus Sahyadrensis ou Um Amor Sem Limites

Uma coisa que me fez sempre um bocado de espécie foi a natureza da relação entre o Cocas e a Miss Piggy. Plenamente consciente de que esta é uma dúvida que assalta as pessoas, o Moyle decidiu intervir, pronunciando-se sobre a matéria.

Para todos aqueles que julgavam que a relação afectiva entre a rã e a porca protagonistas d’ Os Marretas não era possível biologicamente, desenganem-se. Para todos os outros que, admitindo uma relação afectiva, acreditaram tratar-se de uma forte amizade, espalharam-se ao comprido. Para, ainda, os que aceitaram o relacionamento entre os dois seres como amoroso, embora de um platonismo trovadoresco, estão a andar para trás.

O Moyle está em condições de vos assegurar que a relação entre o Cocas e a Piggy é de luxúria, de sexo excessivo e descontrolado, revelando uma paixão profunda e incondicional. Nunca se questionaram sobre qual seria o motivo de o Cocas ser tão etiopemente magrinho? A resposta reside precisamente no facto de a suína ser absolutamente insaciável em termos sexuais, o que, aliado à sua constituição física mais robusta, exige um esforço enorme ao pobre ranídeo. Mais um pormenor que contribuiu para o aspecto famélico do Cocas. Segundo a Ipsis, a Miss Piggy tem ar de quem fica por cima… O resto imaginem vocês …

Eu sei que vocês estão a pensar que eu só estou a aparvalhar com a palermice do costume, o que até seria sensato da vossa parte. No entanto, tenho provas do que estou a dizer. O tórrido casalinho tem gerado prole que, como não podia deixar de ser, reúne as características combinadas dos progenitores.

Nunca imaginaram como seriam os filhos do Cocas e da Miss Piggy? Agora também já não precisam de imaginar. Foram descobertos, por acaso, nas montanhas do Gates, na Índia, onde se esconderam dos olhos do mundo, com medo da incompreensão e do preconceito generalizado. Se perguntarem ao Moyle, ele acha muito bem que se escondam porque uma rã gorda com focinho de porco não é visão agradável para ninguém.

3/09/2009

Gente Estúpida

Há gente mesmo estúpida. Até aqui nada de novo. Lendo este blog vocês sabem automaticamente do que se está a falar. Mas deixemos de falar no Moyle.

Saiu há uns tempos no Público uma notícia que não surpreende absolutamente nada, ou seja, Portugal tem a mais alta taxa de suicídios da Europa Ocidental. Isto levanta algumas perguntas. Sendo este torrão da Europa à beira mal plantado um país maioritariamente católico e sendo o suicídio absolutamente interdito para a Igreja, como se justifica tal número? Talvez as recentes declarações de membros da hierarquia eclesiástica estejam a levar as pessoas ao desespero. Mas isso não é importante agora. O que interessa é mesmo a estupidez humana.

Se pensaram, depois deste parágrafo, que o Moyle iria gratuitamente chamar estúpidos aos suicidas desenganem-se. O Moyle não faria isso. Vai sim chamar gratuitamente estúpidos a todos aqueles que querem ser portugueses. Numa outra notícia recente, da qual não foi possível obter o link para vocês confirmarem (está aqui outro, mais antigo, mas relativo aos anos de análise da taxa de suicídios), o número de pedidos de nacionalidade portuguesa nunca foi tão elevado [mesmo descontando os jogadores da bola que têm a Selecção Nacional fisgada para assinarem com a Nike, ou assim].

Por maioria de razão, não é para ganhar dinheiro e fazerem uma vida mais desafogada que estes imigrantes vêm para Portugal. Se é por causa do sol, há mais países onde se está melhor e que têm mais sol. Comida? Não deve ser grande coisa porque os McDonalds estão sempre cheios. Bebida? Por aí já temos assunto, mas não me parece que alguém emigre só para beber. Os que eram capazes de fazer isso já cá vivem, os portugueses precisamente. Qual é a vantagem? Talvez seja uma daquelas coisas que só quem está de fora consegue ver. Enfim, por tudo isto, só a vontade de morrer é que explica alguém querer ser português.

Mas será que com tantos países no mundo só a nós é que calham os imigrantes com tendências suicidas? Se nem já os portugueses aguentam sê-lo e estão a quinar voluntariamente, o que leva estes infelizes a crer que conseguem? Só podem ser estúpidos. É a única explicação que o Moyle encontra, sinceramente.

3/03/2009

Enfardar Pequenos

Esta é a imagem da campanha dos mini gelados Magnum, pelos quais o Moyle nutre um simpático apreço, embora nada mais que isso. O que torna esta campanha tão interessante? Esta campanha é interessante pelo timing porque, caso tivesse sido lançada há uns anos atrás, seria um absoluto fiasco e daria origem a sérios problemas. Sabem porquê? Eu explico.
Leiam a mensagem contida naquela forma de gelado enquanto pensam no Carlos Cruz... o Moyle tem razão ou não tem? Claro que tem. E ter razão é melhor que uma caixa de Magnum.

[Não leiam em voz alta porque podem estar sob escuta e nem quero imaginar o que iriam passar para explicarem as vossas palavras]