1/30/2009

Um Porto Livre para Luvas

A coisa não está muito bonita para o senhor "engenheiro".

Embora possa sempre alegar que nasceu em Trás-os-Montes e viveu muitos anos na Covilhã e, por isso, está habituado ao frio, negar as luvas com o clima que temos visto nos últimos tempos não entrará na cabeça de ninguém - e aqui ninguém não quer dizer pessoas quer sim dizer votos. Por outro lado, tratar os primos por filho do tio também não será a mais sensata das atitudes. Já se estão mesmo a ver as velhotas a dizerem para o seu Joaquim, que resmunga tentando dormitar durante o telejornal: - Já viste isto. Apanha-se no poleiro e nem quer saber mais da família., com aquela vozinha estridente que as velhotas têm.

Resta continuar a apostar na tese da conspiração e do ataque pessoal e ir afirmando, de vez em quando, que não tem nada a esconder. É uma coisa que fica sempre bem!

E com isto se candidata o Moyle a um processo judicial ou a um lugar como assessor de imagem, preferencialmente bem remunerado (meio João Pedroso já não era mau).

1/26/2009

Mosh Carniceiro

Na 6ª feira o Moyle assistiu ao vivo a um "concerto" dos Butcher the Bar e pode afiançar-vos que o mosh foi inacreditável. Ainda está aflitinho das costelas. Procurem no Youtube e percebem do que estou a falar.

1/23/2009

Passividade Activa

Estando a referir-se aos direitos dos homossexuais, Duarte Cordeiro arriscou um bocado quando disse que a questão é se temos a coragem de estar à frente. Mas cada um é que assume as responsabilidades das suas opções, o Moyle não tem realmente nada a ver com isso.

Diagnóstico: Ruptura nas Sinapses

Quando uma pessoa com a sensatez, a inteligência, a cultura, a oratória, a presença, o bom-gosto, a razão, a cultura democrática, a abertura de espírito, a decência, o carisma, a competência, a coragem, como Maria de Lurdes Rodrigues, reconhecidamente, exibe nos diz «ter dúvidas de que o aumento da qualidade no ensino seja possível sem rupturas» só resta ao Moyle uma coisa, dar-lhe razão.
Sem ruptura, decididamente, não vamos lá.

1/22/2009

Enologia Cristã

Se o vinho é o sangue de Cristo, os enólogos não se deveriam chamar hematólogos divinos?

1/20/2009

Descubras as Diferenças (se conseguir)


Depois de ler esta notícia ocorreu ao Moyle um exercício de "descubra as diferenças". O desafio é tão grande que mesmo o Moyle, que o elaborou, ainda não o conseguiu resolver.
[Só mais uma coisinha, o cabelo não conta!]

Saudades de Salazar II


1/18/2009

Alvenaria Rítmica

Ontem à noite o Moyle entrou numa disputa de dança e de ritmo com uma parede e perdeu.

Sair à Noite e Emigração

Como se pode ver pela hora de publicação deste post, é cedo. Melhor, como se pode ver pela hora de publicação deste post, é tarde. E é tarde porquê? Porque o Moyle cai, volta e meia, na idiotice de se expor àquilo a que se costuma chamar "sair à noite", apesar de saber perfeitamente o que o espera. Enfim. Vamos ao que interessa.
Depois de ter comido a uma refeição o que uma família do Djibouti não come numa semana, depois de estar cheio de vinho tinto, licor beirão, cerveja e [a partir das 4h] Coca-Cola, depois de estar completamente intoxicado e não conseguir acender nem mais um John Player Special, impõe-se uma reflexão importante, embora possivelmente desagradável.
Se o Moyle fosse a vocês começava a pensar nos preparativos para emigrar num tempo razoavelmente próximo. Pelo menos, foi o que sugeriu ao Moyle a visionamentalizacionação da JSD-Coimbra em pleno divertimento [sim, mesmo estes infelizes têm direito] num estabelecimento de diversão nocturna [não era uma casa de "meninas" pois isto não é o Apito Dourado] na Lusa Atenas [que de Lusa vai tendo demais e de Atenas de menos].

1/16/2009

Saudades de Salazar? I

Tendo em consideração todas aquelas pessoas que não se coíbem de dizer que "isto no tempo de Salazar é que era bom" e, ainda, "Salazar nunca deixaria isto acontecer" e um, não tão comum, "era uma ditadura mas não havia esta pouca vergonha", o Moyle, dando seguimento ao seu périplo como publicitário, encontrou uma série de soluções para resolver a angústia desta gentinha toda.
Talvez os leitores não compreendam porquê mas vocês têm que saber que ao Moyle custa muito o sofrimento por que estas pessoas estão a passar e compadeceu-se delas.
Compaixão, é só isso.

Subscritores que, movidos de compaixão, concordam com a solução apontada neste post e que, por isso mesmo, têm o céu reservado:

Teté

Jimini Cricket

1/13/2009

Farmacopeia Metálica

O Moyle associou uma nova incursão no mundo do marketing (podia ter escrito "publicidade" mas já não daria aquele élan - neste caso poderia ter escrito "elegância" mas isso tirava ao texto um certo je ne sais quoi - [aqui poderia ter escrito "carácter, embora indefinido" mas privar-nos-ia de...]... bem, já chega. Que querem, é o zeitgeist (poderia ter... chiça!) [na realidade já chega porque acabaram-se-me os hífens, os parêntesis e os parentes destes mas em snob (pumba, mais outra...)], como ia a dizer (saltem para primeira linha de novo para apanharem o comboio), o mundo do marketing e tal com uma faceta, de que os leitores do Moyle nunca suspeitaram, médica e farmacêutica.

Nesta época de gripes, constipações, pneumonias, amigdalites, faringites e outras dores de garganta não especificadas, dores de cabeça, governo Sócrates e maleitas diversas que afectam o bem-estar da população em geral, o Moyle pôs-se a congeminar uma estratégia que permitisse resolver estes problemas com um custo muito baixo para a carteira dos cidadãos e foi desse modo que criou um medicamento que pode ser partilhado - limitando os custos imediatamente - 372% eficaz e, além disso, com resultados comprovados.

Eis uma abordagem diferente da metaloterapia [levada a um patamar completamente novo e surpreendente pelos resultados comprovados no tratamento e na eliminação da dor], põe de parte todas as tretas homeopáticas, convencionais, acupuncturas e alinhamento dos shakras e Sistema Nacional de Saúde e merdices esotéricas quejandas.

As pomadas Wenzel – na medida em que a empresa Wenzel existe mesmo espera-se que descubram este post apenas no caso de pretenderem agraciar o Moyle com uma atençãozinha pela publicidade à pala. Se fosse para processos judiciais, teso e cobarde como é, a retratação pública, mesmo que humilhante, seria o seguimento lógico– são um caso de sucesso com a totalidade dos casos resolvidos e sem qualquer queixa até ao momento.


O Moyle, a cada dia que passa, quase que consegue surpreender-se com a sua genialidade. Há-de ser transcendente ser-se ele!

1/11/2009

Quem Quer Ser Moylionário I

Mais uma rubrica que vos é trazida pelo Moyle, este eterno manancial de criatividade, com base, desta vez, no formato de um conhecido concurso de televisão que, como não podia deixar de ser, tinha um canastrão a apresentá-lo. O Moyle poupa-vos esse canastrão e, por outro lado, faz perguntas a sério, sem ter nada a ver com aquela chachada com que nos queriam enganar.

Tudo nesta rubrica funciona como no concurso, as ajudas, os prémios e o tempo limitado, apesar de ficticiamente.
Testem os vossos conhecimentos e, acima de tudo, divirtam-se.

1/08/2009

The Truth That Lies Within

X – Eu nem me considero uma pessoa preconceituosa mas não suporto chineses.
Y – Mais preconceituoso que isso é difícil.
X – Também não exageremos. Só não gosto deles.
Y – Conheces algum?
X – Não.
Y – Então de onde vem essa antipatia?
X – Sei lá porquê. Acho-os mesquinhos, oportunistas e falsos. Não sou obrigado a gostar de toda a gente.
Y – Sim, mas ao escolheres um grupo inteiro estás a generalizar e isso tem um nome. Nem te apercebes mas isso é racismo puro.
...

Moyle – [que entretanto se mete na conversa] É lá agora racismo. Os chineses nem são pretos!

1/07/2009

Blocky, the Counter-Revolution Dragon Slayer


Quando há uns tempos José Sócrates chamou trotskista a Francisco Louça, com uma entoação de quem estava a tentar ofender ou, ainda, a pecar por pronunciar tão sacrílego termo, o Moyle ficou de orelha arrebitada e pensou: «Eh pá, passa-se aqui qualquer coisa».
De facto, após aturadas pesquisas que não chegaram a tomar lugar, o Moyle encontrou uma imagem de propaganda em que um trotskista mata uma serpe da contra-revolução burguesa.
É possível que vocês estejam a magicar com os vossos botões: «Mas como é que este gajo sabe estas merdas que não interessam a ninguém?» A resposta é simples, embora o Moyle não a conheça. O que é certo é que ao transpormos uma visão alargada do conceito trotskista de “Revolução Permanente” para a realidade portuguesa ficamos com a imagem acima.
Ao oferecer um bailout às instituições bancárias portuguesas, representadas pela cartola de banqueiro que a serpe Sócrates ostenta, o governo PS assumiu-se como a Contra-Revolução (pelo menos é o que parece estar escrito em cirílico naquela lagartice verde) e incorre na ira revolucionária dos proletários portugueses que, como sabemos, estão sempre dispostos a vir para as ruas e a derramar o seu sangue explorado em defesa da causa operária e dos direitos dos trabalhadores.
Se ao menos o Barreirinhas fosse vivo… bem, se calhar não. Como o Barreirinhas era tu cá tu lá com o José Estalinhos ainda mandava enfiar uma picareta na mona do Louçã e era capaz de ser aborrecido.

1/06/2009

National Gaygraphic

Mais um…
Não bastavam os golfinhos do Amazonas; os grilos americanos com eritrismo; os porcos; os flamingos, com aquelas pernas que parecem palhas de beber leite com chocolate ou “Um Bongo”, os camarões …
Os atrasados mentais do WWF (World Wild Fund) descobriram nas florestas do sudeste asiático, mais propriamente na bacia do Mekong, mais um bicharoco cor-de-rosa. A imagem que o Moyle vos apresenta aqui é uma das raras fotos da “Desmoxytes purpurosea”, uma centopeia abichanada.


A mais recente novidade foi descrita por um antipasta qualquer, de uma universidade italiana, e consiste numa iguana, igualmente cor-de-rosa, que vive nas Galápagos. É inacreditável, um dinossauro cor-de-rosa. Já não se pode confiar em nada, nem na outrora, aparentemente, sábia mãe natureza.



O Moyle já tinha ouvido falar do lobby gay mas uma centopeia e uma iguana rosa choque já começa a ser um bocadinho ridículo. Mas estes gajos não podiam andar a estudar os hábitos alimentares dos Super Dragões, ou qualquer coisa do género, em vez de andar a brincar aos apanhadores de bicharocos?

Já só falta a Ilga [vejam que nome a associação das bate-chapas e dos abafadores de palhinhas escolheu. Ilga não faz lembrar uma lésbica feia como um ornitorrinco e igualmente desproporcionada, vestida de homem, com óculos de massa, que anda atrás de boazonas o dia todo e vai para casa sozinha polir a unha do indicador enquanto se corrói por dentro com sentimento de culpa? Não faz lembrar também um travesti velho e já deprimente cuja pintura já não disfarça a barba e as rugas e com as penas e lantejoulas já sem brilho de tanto uso? Esta gente tem uma criatividade enorme. Bem, por alguma razão eles estão em contacto com “o seu lado mais sensível”.] vir reclamar que a homossexualidade não sei o quê e que o rosa não sei quantas e mais paneleirices – apropriado, não? – do género.

Aposto que pintaram os bichos com spray, ou coisa do género, só para terem razão e tentarem fazer passar a ideia de que a natureza é rabicha. É que já ninguém os pode ouvir, parecem sportinguistas quando ainda não perderam o campeonato em Fevereiro...




P.S. – Este foi o post mais homofóbico de sempre do Moyle, mas fica o penhor de fazer ainda melhor que isto.

1/04/2009

Anádromo, Leitmotiv Relacional

Já alguma vez comeram lampreia? O Moyle já e pode afiançar-vos que é extraordinário.

As questões que se colocam aqui são as seguintes: - Como pode uma coisa tão feia saber tão bem? e, Mas que raio tem isto a ver com as relações, anunciadas no título? Não se preocupem, o Moyle explica.
As pessoas são naturalmente cruéis e uma das coisas que fazem é desfazer naquelas que, em termos estéticos, estão no patamar de uma lampreia. Outras, paternalistas, não desfazem nas lampreias deste mundo mas têm pena delas, o que vai dar no mesmo. Eis, então, o busílis da questão. Não devemos ser demasiado rápidos a julgar os outros. Mesmo uma lampreia dá um prato delicioso, pretendendo-se com isto dizer que, até provarem uma “lampreia”, não sabem verdadeiramente.
In your faces Machado Vaz e gajo da Quercus que tem uma cabeça que parece uma glande.

1/03/2009

Anádromo: Ensaio Sobre a Vida Sexual da Vida Selvagem

Já alguma vez se interrogaram sobre a vida sexual das lampreias? O Moyle já e, como se pode ver pela imagem, a principal conclusão que se pode tirar é que o sexo oral está fora de questão.

12/23/2008

Gastronomia de Ponta II

Enquanto o Moyle vai ver se chove em Trás-os-Montes, fiquem-se na paz do senhor [sim, oh amigo, estou a falar consigo. Convém seja um gajo pacífico.]
Depois de uma proposta sobre culinária afrodisíaca e sempre no seguimento do serviço público que presta, desinteressada e altruisticamente, o Moyle apresenta-vos hoje mais uma sugestão para um livro sobre cozinha.
Seguindo a mesma orientação de valorização da tradição portuguesa, adaptando-a, no entanto, aos novos tempos e novos nichos de mercado, pegou-se no clássico da cozinha portuguesa e deu-se-lhe uma voltinha Sadomasoquista.
Eis, então, sem mais demoras, O Livro de PontaCruel.

Até 2009, se não for antes.

12/19/2008

Física Sublime

A sublimação é o processo pelo qual uma substância passa do estado sólido directamente para o estado gasoso, sem passar pelo estado líquido.
Em termos leigos é precisamente o que acontece ao feijão depois de o ingerirmos.

12/15/2008

Para Lá do Arco-Íris II

Voltando à questão do casamento entre homossexuais, inviabilizado por questões de oportunidade política, podemos dizer que, muito apropriadamente, tanto o Governo como o Partido Socialista fugiram com o rabo à seringa.