1/13/2009

Farmacopeia Metálica

O Moyle associou uma nova incursão no mundo do marketing (podia ter escrito "publicidade" mas já não daria aquele élan - neste caso poderia ter escrito "elegância" mas isso tirava ao texto um certo je ne sais quoi - [aqui poderia ter escrito "carácter, embora indefinido" mas privar-nos-ia de...]... bem, já chega. Que querem, é o zeitgeist (poderia ter... chiça!) [na realidade já chega porque acabaram-se-me os hífens, os parêntesis e os parentes destes mas em snob (pumba, mais outra...)], como ia a dizer (saltem para primeira linha de novo para apanharem o comboio), o mundo do marketing e tal com uma faceta, de que os leitores do Moyle nunca suspeitaram, médica e farmacêutica.

Nesta época de gripes, constipações, pneumonias, amigdalites, faringites e outras dores de garganta não especificadas, dores de cabeça, governo Sócrates e maleitas diversas que afectam o bem-estar da população em geral, o Moyle pôs-se a congeminar uma estratégia que permitisse resolver estes problemas com um custo muito baixo para a carteira dos cidadãos e foi desse modo que criou um medicamento que pode ser partilhado - limitando os custos imediatamente - 372% eficaz e, além disso, com resultados comprovados.

Eis uma abordagem diferente da metaloterapia [levada a um patamar completamente novo e surpreendente pelos resultados comprovados no tratamento e na eliminação da dor], põe de parte todas as tretas homeopáticas, convencionais, acupuncturas e alinhamento dos shakras e Sistema Nacional de Saúde e merdices esotéricas quejandas.

As pomadas Wenzel – na medida em que a empresa Wenzel existe mesmo espera-se que descubram este post apenas no caso de pretenderem agraciar o Moyle com uma atençãozinha pela publicidade à pala. Se fosse para processos judiciais, teso e cobarde como é, a retratação pública, mesmo que humilhante, seria o seguimento lógico– são um caso de sucesso com a totalidade dos casos resolvidos e sem qualquer queixa até ao momento.


O Moyle, a cada dia que passa, quase que consegue surpreender-se com a sua genialidade. Há-de ser transcendente ser-se ele!

1/11/2009

Quem Quer Ser Moylionário I

Mais uma rubrica que vos é trazida pelo Moyle, este eterno manancial de criatividade, com base, desta vez, no formato de um conhecido concurso de televisão que, como não podia deixar de ser, tinha um canastrão a apresentá-lo. O Moyle poupa-vos esse canastrão e, por outro lado, faz perguntas a sério, sem ter nada a ver com aquela chachada com que nos queriam enganar.

Tudo nesta rubrica funciona como no concurso, as ajudas, os prémios e o tempo limitado, apesar de ficticiamente.
Testem os vossos conhecimentos e, acima de tudo, divirtam-se.

1/08/2009

The Truth That Lies Within

X – Eu nem me considero uma pessoa preconceituosa mas não suporto chineses.
Y – Mais preconceituoso que isso é difícil.
X – Também não exageremos. Só não gosto deles.
Y – Conheces algum?
X – Não.
Y – Então de onde vem essa antipatia?
X – Sei lá porquê. Acho-os mesquinhos, oportunistas e falsos. Não sou obrigado a gostar de toda a gente.
Y – Sim, mas ao escolheres um grupo inteiro estás a generalizar e isso tem um nome. Nem te apercebes mas isso é racismo puro.
...

Moyle – [que entretanto se mete na conversa] É lá agora racismo. Os chineses nem são pretos!

1/07/2009

Blocky, the Counter-Revolution Dragon Slayer


Quando há uns tempos José Sócrates chamou trotskista a Francisco Louça, com uma entoação de quem estava a tentar ofender ou, ainda, a pecar por pronunciar tão sacrílego termo, o Moyle ficou de orelha arrebitada e pensou: «Eh pá, passa-se aqui qualquer coisa».
De facto, após aturadas pesquisas que não chegaram a tomar lugar, o Moyle encontrou uma imagem de propaganda em que um trotskista mata uma serpe da contra-revolução burguesa.
É possível que vocês estejam a magicar com os vossos botões: «Mas como é que este gajo sabe estas merdas que não interessam a ninguém?» A resposta é simples, embora o Moyle não a conheça. O que é certo é que ao transpormos uma visão alargada do conceito trotskista de “Revolução Permanente” para a realidade portuguesa ficamos com a imagem acima.
Ao oferecer um bailout às instituições bancárias portuguesas, representadas pela cartola de banqueiro que a serpe Sócrates ostenta, o governo PS assumiu-se como a Contra-Revolução (pelo menos é o que parece estar escrito em cirílico naquela lagartice verde) e incorre na ira revolucionária dos proletários portugueses que, como sabemos, estão sempre dispostos a vir para as ruas e a derramar o seu sangue explorado em defesa da causa operária e dos direitos dos trabalhadores.
Se ao menos o Barreirinhas fosse vivo… bem, se calhar não. Como o Barreirinhas era tu cá tu lá com o José Estalinhos ainda mandava enfiar uma picareta na mona do Louçã e era capaz de ser aborrecido.

1/06/2009

National Gaygraphic

Mais um…
Não bastavam os golfinhos do Amazonas; os grilos americanos com eritrismo; os porcos; os flamingos, com aquelas pernas que parecem palhas de beber leite com chocolate ou “Um Bongo”, os camarões …
Os atrasados mentais do WWF (World Wild Fund) descobriram nas florestas do sudeste asiático, mais propriamente na bacia do Mekong, mais um bicharoco cor-de-rosa. A imagem que o Moyle vos apresenta aqui é uma das raras fotos da “Desmoxytes purpurosea”, uma centopeia abichanada.


A mais recente novidade foi descrita por um antipasta qualquer, de uma universidade italiana, e consiste numa iguana, igualmente cor-de-rosa, que vive nas Galápagos. É inacreditável, um dinossauro cor-de-rosa. Já não se pode confiar em nada, nem na outrora, aparentemente, sábia mãe natureza.



O Moyle já tinha ouvido falar do lobby gay mas uma centopeia e uma iguana rosa choque já começa a ser um bocadinho ridículo. Mas estes gajos não podiam andar a estudar os hábitos alimentares dos Super Dragões, ou qualquer coisa do género, em vez de andar a brincar aos apanhadores de bicharocos?

Já só falta a Ilga [vejam que nome a associação das bate-chapas e dos abafadores de palhinhas escolheu. Ilga não faz lembrar uma lésbica feia como um ornitorrinco e igualmente desproporcionada, vestida de homem, com óculos de massa, que anda atrás de boazonas o dia todo e vai para casa sozinha polir a unha do indicador enquanto se corrói por dentro com sentimento de culpa? Não faz lembrar também um travesti velho e já deprimente cuja pintura já não disfarça a barba e as rugas e com as penas e lantejoulas já sem brilho de tanto uso? Esta gente tem uma criatividade enorme. Bem, por alguma razão eles estão em contacto com “o seu lado mais sensível”.] vir reclamar que a homossexualidade não sei o quê e que o rosa não sei quantas e mais paneleirices – apropriado, não? – do género.

Aposto que pintaram os bichos com spray, ou coisa do género, só para terem razão e tentarem fazer passar a ideia de que a natureza é rabicha. É que já ninguém os pode ouvir, parecem sportinguistas quando ainda não perderam o campeonato em Fevereiro...




P.S. – Este foi o post mais homofóbico de sempre do Moyle, mas fica o penhor de fazer ainda melhor que isto.

1/04/2009

Anádromo, Leitmotiv Relacional

Já alguma vez comeram lampreia? O Moyle já e pode afiançar-vos que é extraordinário.

As questões que se colocam aqui são as seguintes: - Como pode uma coisa tão feia saber tão bem? e, Mas que raio tem isto a ver com as relações, anunciadas no título? Não se preocupem, o Moyle explica.
As pessoas são naturalmente cruéis e uma das coisas que fazem é desfazer naquelas que, em termos estéticos, estão no patamar de uma lampreia. Outras, paternalistas, não desfazem nas lampreias deste mundo mas têm pena delas, o que vai dar no mesmo. Eis, então, o busílis da questão. Não devemos ser demasiado rápidos a julgar os outros. Mesmo uma lampreia dá um prato delicioso, pretendendo-se com isto dizer que, até provarem uma “lampreia”, não sabem verdadeiramente.
In your faces Machado Vaz e gajo da Quercus que tem uma cabeça que parece uma glande.

1/03/2009

Anádromo: Ensaio Sobre a Vida Sexual da Vida Selvagem

Já alguma vez se interrogaram sobre a vida sexual das lampreias? O Moyle já e, como se pode ver pela imagem, a principal conclusão que se pode tirar é que o sexo oral está fora de questão.

12/23/2008

Gastronomia de Ponta II

Enquanto o Moyle vai ver se chove em Trás-os-Montes, fiquem-se na paz do senhor [sim, oh amigo, estou a falar consigo. Convém seja um gajo pacífico.]
Depois de uma proposta sobre culinária afrodisíaca e sempre no seguimento do serviço público que presta, desinteressada e altruisticamente, o Moyle apresenta-vos hoje mais uma sugestão para um livro sobre cozinha.
Seguindo a mesma orientação de valorização da tradição portuguesa, adaptando-a, no entanto, aos novos tempos e novos nichos de mercado, pegou-se no clássico da cozinha portuguesa e deu-se-lhe uma voltinha Sadomasoquista.
Eis, então, sem mais demoras, O Livro de PontaCruel.

Até 2009, se não for antes.

12/19/2008

Física Sublime

A sublimação é o processo pelo qual uma substância passa do estado sólido directamente para o estado gasoso, sem passar pelo estado líquido.
Em termos leigos é precisamente o que acontece ao feijão depois de o ingerirmos.

12/15/2008

Para Lá do Arco-Íris II

Voltando à questão do casamento entre homossexuais, inviabilizado por questões de oportunidade política, podemos dizer que, muito apropriadamente, tanto o Governo como o Partido Socialista fugiram com o rabo à seringa.

12/12/2008

Soldadinho de Calhau

Mesmo sem ler o currículo nem qualquer biografia o Moyle sabe que o nosso PM nunca foi à tropa. Querem saber como é que se chega a esta conclusão? O Moyle explica.
Quando o serviço militar era obrigatório, caíam lá todos – excepto os amigos de médicos, políticos, militares etc. – o que significa que muito atraso de vida ia passar uma temporada ao quartel. Como estes atrasos de vida não eram propriamente de raciocínio rápido nem de reflexos agudos, atrapalhavam-se todos nos momentos de obedecer às ordens de “Direita” e “Esquerda”, fundamentais nos exercícios militares. Foi então desenvolvida uma estratégia, já bastante antiga, que consistia em obrigar os “recos” a usar uma pedra num dos bolsos, normalmente o direito, para criar um reflexo condicionado. Assim, passado pouco tempo, os “magalas” obedeciam às ordens sem enganos pois associavam-nas ao peso que tinham num dos bolsos.
O que é isto tem a ver com José Sócrates? perguntam vocês. E o Moyle responde. Como nunca foi à tropa, nem nunca teve que andar com uma pedra num bolso, hoje, o nosso PM, não sabe distinguir a esquerda da direita em termos políticos.
E ainda dizem que a tropa não serve para nada. Uma autêntica escola de vida, é o que é…

12/11/2008

Mãe Coragem e os seus 120 Mil Filhos

O único "Old Age Mutant Ninja Turtle" do planeta, o nosso Mastodonte Político, veio dizer que admirava muito Maria de Lurdes Rodrigues, actual Ministra da Educação, pela "coragem invulgar" que tem demonstrado.
Imagino que estejam à espera de uma diatribe satírica, por parte do Moyle, pondo em causa, ou a sanidade mental do nosso monstro político, ou o seu desconhecimento da diferença entre coragem e casmurrice idiótica. Ora bem, enganaram-se redondamente. Deixem lá isso, não se pode acertar sempre, não é? E agora vocês estarão a pensar: É muito bonito de dizer mas tu acertas sempre! E eu respondo duas coisas: Em primeiro, acerto sempre porque o Moyle é o Moyle e contra este tipo de factos não há argumentos. Em segundo lugar, a vocês, por serem meus leitores, ergo pessoas minimamente inteligentes, eu admito que me tratem por TU, mesmo em pensamento.
Voltemos, então, ao que eu estava a dizer. O Moyle, desta vez, concorda com o Mastoruga mutante [atenção que inventar estas palavras não é fácil. Nesta palavra especificamente devemos usar o género feminino ou masculino? É neste tipo de coisas que reside a essência da magnitude intelectual moylica (pimba, mais uma!)].
A coragem da ministra da educação é óbvia e está acima de qualquer suspeita. De facto, podemos dizer que Maria de Lurdes Rodrigues é o maior exemplo de heroísmo da contemporaneidade - fosse Camões vivo e a ver se ele não escreveria uns "Os Eduquíadas" - e ao nível apenas de grande heróis da civilização ocidental, reais ou ficcionais.
Não passou despercebida tal exibição de coragem heróica a Hollywood que se mobiliza já para transformar esta história real em filmes que, brevemente, revelarão à saciedade, que o heroísmo e a coragem ainda não morreram. Estão quase prontos 3 filmes, grandes produções, sem sequelas - são sempre piores que os primeiros.

O primeiro terá como título 3. Será a história de 3 guerreiros, liderados pela heroína Maria Leónidas Rodrigues, que combatem ferozmente contra uma horda de 120.000 bárbaros, sanguinários impiedosos, que ameaçam destruir violentamente a civilização livre, tal como a conhecemos.

O segundo filme, intitulado Heartless, tem como enredo central a luta de uma figura heróica - Maria Braveheart Rodrigues - contra a tirania de um bando opressivo, que se recusa cobardemente a aceitar a sublime opinião da heroína, tentando impor antes a sua visão.

Finalmente, continuando no registo épico, como se impõe quando o tema central é o heroísmo, temos Gladiator. A história de uma pacata guerreira -Maria Gladiador Rodrigues - que sempre combateu pela defesa incondicional da diminuição da despesa pública e do insucesso escolar contra os docentes, inimigos mortais da escola pública e que, de um momento para o outro, se viu atirada pelos seus a milhares de leões que a querem comer viva.

Como está bom de ver, o cinema português não caminha para os Óscares mas teremos a consolação de que as estatuetas, desta vez, vão ser um bocadinho portuguesas.

12/10/2008

Coinsuinidências



Não há motivos para alarme. A ASAE já localizou os porcos contaminados, estando aqui esta imagem por mera coincidência.

12/09/2008

Crime, disseram eles! ou Menos Crime e Mais Futebol

O ex-jogador do futebol clube do Porto, Thiago Silva, que chegou à selecção brasileira depois de não ter mostrado qualidade suficiente para actuar pelo F.C.Porto (tendo ajudado a enfiar 6-2 numa equipa com 10 jogadores portistas, ou ex-portistas), morreu esta semana, segundo notícia veiculada no jornal "O Crime", assassinado pela família da ex-namorada, por esta se ter recusado a aceitar que o casório entre ambos afinal não fosse em frente. Até aqui nada de mal, são 180.000.000 e, mais um ou menos um, não aquece nem arrefece ninguém, "O Crime" mostra um cadáver meio desfeito na primeira página... Business as usual.
O que é estranho é o facto de nesta mesma semana, um clube espanhol, o Villareal, predispor-se a desembolsar uma – certamente – bela maquia para contar com os préstimos de Thiago Silva na sua linha defensiva, isto segundo o site "Mais Futebol". [Importa aqui estabelecer um parêntesis recto para rectificar esta informação pois, segundo o mesmo "Mais Futebol", o destino de Thiago Silva será agora o A.C. Milan. Como imaginam, esta situação é completamente alheia ao Moyle, mas o dever ético de aparvalhar - que eu sei que esperam do Moyle - também tem limites. Como dizia Pimenta Machado, grande filósofo de latrina do nosso futebol, «O que hoje é verdade amanhã é mentira!»]
É impressão do Moyle ou está aqui qualquer coisa mal? Então os espanhóis vão desembolsar um balúrdio por um brasileiro defunto? Na certa é para poupar nos salários e nos prémios de jogo. Morto por morto, não era mais lógico ir buscar o Anderson Polga ao Sporting? Passar por ele é, basicamente, o mesmo que arrear tareia em mortos mas ao menos ele entra e sai do campo pelo próprio pé.
Continua, no entanto, a haver qualquer coisa que cheira aqui mal, e não são os cadáveres do Thiago Silva e do Polga. Ser calhar, até custa dizer isto, mas o Moyle vai ter que deixar de confiar no que lê n'O Crime, porque o "Mais Futebol" já acertou 2/3 vezes na equipa titular do Leixões este ano e não pôs a titular ninguém que já tivesse sido assassinado.

12/05/2008

Os Imortais II

Nunca desconfiaram da fluência francófona de Durão Barroso? Depois de uma bela tradição na sublime arte de mal falar línguas estrangeiras com estilo iniciada pelo nosso Mastodonte Político e continuada de forma suprema – diria mesmo de “alto coturno” mas acho que está reservada, e muito bem, a utilização desta expressão adjectivificante – pelo Imortal de que vos contei há pouco tempo, mas agora na sua fluente anglofonia técnica, onde raio fomos nós buscar um político que sabe falar bem, não só uma mas mais duas línguas?
Foi partindo deste problema existencial que dei início a uma furiosa investigação – na realidade a imagem praticamente caiu-me no colo – pela arte ocidental em busca de confirmação da teoria da imortalidade de algumas personalidades portuguesas cujos antepassados deveriam ter sido eunucizados pelos turcos no século XVI, para nossa paz de espírito presente.
Serve o presente intróito, que já vai longo, para dizer que a questão da imortalidade não é um qualquer delírio provocado por excessivo consumo de castanhas rançosas – congeladas do ano anterior pelos xicos-espertos do comércio nacional – mas corresponde, de facto, a um dos mais bem escondidos segredos da História Universal, e mesmo do nosso país.
Não bastando já o “Sr. Engenheiro”, eis senão quando chegamos à conclusão que o “garçon” mais influente da política internacional no século XXI, que serviu cafés e mandou “bitaites” aos homens mais poderosos do nosso tempo, é, também ele, um imortal. A falta de animosidade notória entre Durão Barroso e José Sócrates quando ambos estavam em lados diferentes das barricadas políticas em Portugal deveria ter provocado alguma desconfiança mas passou despercebido. Na realidade partilhavam, ambos os dois, este extraordinário segredo e nem sequer se imagina há quanto tempo não andarão por aí a infernizar a cabeça das pessoas.
A prova da teoria moylística encontra-se numa pintura do fauvista André Derain, «O artista com a sua família». Embora este quadro, especificamente, não se enquadre completamente na visão tradicional do fauvismo, mostra como Durão Barroso se tornou íntimo da família Dérain, ao ponto do pintor se representar com a face do cherne mais humano de todos os tempos. De qualquer forma, não se coibiu André Dérain de transmitir na sua obra algumas características da personalidade do José Manuel, como se pode verificar na presença de um papagaio, de um gato e de um pavão. O papagaio, como sabemos, fala demais e não diz nada que se aproveite repetindo mecanicamente o que decorou, mesmo não sabendo o que está a dizer. O pavão é, muito apropriadamente, um símbolo milenar de eternidade e, ao mesmo tempo, da vaidade e da vã glória. Finalmente o gato que, desde a Idade Média, é associado às forças malignas devido ao seu carácter, esquivo, furtivo, sendo também um símbolo da deslealdade e do egoísmo, ao contrário dos cães, como sabemos.
Independentemente das elucubrações moylísticas sobre a matéria, o facto está bem à vista e, nem que chovam Teresas Guilhermes, pode ser desmentido ou, de qualquer forma, diminuído. Contemplem então e tenham consciência do real significado de “um mal nunca vem só”.

12/03/2008

Party Animal II

Valter Lemos continua a fazer rir. É um caso sério de boa disposição, este Secretário de Estado.



Mas não é de estranhar porque o chefe também é um verdadeiro galhofeiro.

12/02/2008

Orgulho e Preconceito


Os norte-americanos são extremamente preconceituosos e isso veio ao de cima nas últimas eleições para a Presidência dos EUA. Todos os analistas políticos foram unânimes em ver nesta disputa eleitoral um momento fracturante na História e cultura americanas devido ao facto de, pela primeira vez, um preto poder ser presidente do país.
Esta perspectiva das coisas tem várias características e a principal é o ser estúpida. Os americanos não se preocupam em saber se um gajo é preto ou branco ou azul, desde que faça bem o seu trabalho, portanto, a campanha eleitoral nunca foi uma questão de origem étnica. A decisão do prélio residiu antes em outros factores, nomeadamente, a rabichice.
Se o preto ou o branco não interessam nada, o que decidiu verdadeiramente a última eleição foi a orientação sexual dos candidatos. Independentemente dos seus esforços, McCain nunca consegui esconder a sua verdadeira faceta de homensexual, capturada rapidamente pelos implacáveis media americanos.
Obama aparecia frequentemente com a família, a jogar basquete, numa pose não de macho mas sim de homem. McCain, pelo contrário nunca se consegui livrar daquela imagem de velhote tarado, que não sai do armário mas também não consegue esconder o que sente. Por outro lado, o facto de ter sido prisioneiro de guerra também não ajuda muito porque levou os americanos a pensar no seu comportamento nos momentos de aflição no cativeiro, imaginando-o a pensar «Já que vou bater a bota, também não quero ir sem experimentar!».
Do seu ponto altamente informado e impressionantemente perspicaz nada disto é surpreendente para o Moyle, pois se os comentadores concentraram a suas atenções no conservadorismo da sociedade americana em termos de origem étnica, o centro da discussão estava na sexualidade dos candidatos.
Não se preocupem porque não é preciso elogiar, nem agradecer. O Moyle já sabe.

11/28/2008

A Estupidez Introdutória Que Se Impunha

A História tem estado, desde sempre, ao serviço do Poder. O controlo do Passado permite o controlo do Presente e, por força do argumento, o controlo do Futuro, nas palavras de um famoso historiador anglo-austríaco, do qual o Moyle não vai dizer que se chama Eric Hobsbawm porque não é de intrigas.
De facto, controlando a memória das pessoas e das sociedades, tem-se acesso à legitimação de quaisquer acções que se pratiquem, o que interessa sobremaneira ao Poder e aos grupos que o exercem em qualquer sociedade. Não é de estranhar, portanto, que a história, como disciplina autónoma, tenha surgido a par das primeiras sociedades complexas.
Interessando manter a memória do que aconteceu, ou, pelo menos, uma certa memória que sirva aos interesses do presente, surgiu, associada muito estreitamente aos círculos do Poder, uma classe de pessoas que se dedicaram especificamente ao estudo e perpetuação da memória passada, isto é, os historiadores.
À medida que a leitura e a escrita se estenderam a franjas cada vez mais extensas da população, o discurso histórico foi-se tornando cada vez mais denso, complicado, hermético e de muito restrito acesso a todos os não iniciados na História. Não foi fortuito este processo pois os historiadores, de forma a proteger os seus interesses pessoais e de grupo, isolaram da maioria aquela que era a sua única vantagem competitiva, o conhecimento do Passado.
Toda esta belíssima aula de História serve para dizer que já vai sendo mais que tempo de desmistificar a História, enquanto conhecimento do Passado e fonte de sabedoria, despindo-a das inúteis roupagens com que a esconderam das massas.
Desta forma ser-vos-á servida a Verdade da História, servindo-se assim os sublimes propósitos de difusão a todos da sabedoria e cultura desta tão elevada arte, e nada das manigâncias que apenas pretenderam sempre encerrar nas trevas da ignorância as massas, bovinizando-as, para a sua mais fácil condução pelos poderosos, e para manter os privilégios desse pequeno grupo de (pseudo)intelectuais que parasitam a sociedade, encostados ao Poder.

11/27/2008

Morcegadas

A CAP rejeitou hoje as acusações da Quercus, que acusou os agricultores de serem responsáveis pela morte do morcego devido à utilização de pesticidas e à destruição dos habitats naturais.