
Os autores abdicam de todas as responsabilidades sobre os conteúdos presentes neste blog... Porque não passam de tretas, por muito que desejem e achem o contrário. Não abdicamos, contudo, de todos e quaisquer direitos sobre esses mesmos conteúdos que se encontram protegidos pelas Leis de Protecção da Propriedade Intelectual em vigor (excepto na China e na Madeira). Assinado: O Alto, O Forte e o Moyle
1/11/2009
Quem Quer Ser Moylionário I

1/08/2009
The Truth That Lies Within
Y – Mais preconceituoso que isso é difícil.
X – Também não exageremos. Só não gosto deles.
Y – Conheces algum?
X – Não.
Y – Então de onde vem essa antipatia?
X – Sei lá porquê. Acho-os mesquinhos, oportunistas e falsos. Não sou obrigado a gostar de toda a gente.
Y – Sim, mas ao escolheres um grupo inteiro estás a generalizar e isso tem um nome. Nem te apercebes mas isso é racismo puro.
Moyle – [que entretanto se mete na conversa] É lá agora racismo. Os chineses nem são pretos!
1/07/2009
Blocky, the Counter-Revolution Dragon Slayer

De facto, após aturadas pesquisas que não chegaram a tomar lugar, o Moyle encontrou uma imagem de propaganda em que um trotskista mata uma serpe da contra-revolução burguesa.
É possível que vocês estejam a magicar com os vossos botões: «Mas como é que este gajo sabe estas merdas que não interessam a ninguém?» A resposta é simples, embora o Moyle não a conheça. O que é certo é que ao transpormos uma visão alargada do conceito trotskista de “Revolução Permanente” para a realidade portuguesa ficamos com a imagem acima.
Ao oferecer um bailout às instituições bancárias portuguesas, representadas pela cartola de banqueiro que a serpe Sócrates ostenta, o governo PS assumiu-se como a Contra-Revolução (pelo menos é o que parece estar escrito em cirílico naquela lagartice verde) e incorre na ira revolucionária dos proletários portugueses que, como sabemos, estão sempre dispostos a vir para as ruas e a derramar o seu sangue explorado em defesa da causa operária e dos direitos dos trabalhadores.
Se ao menos o Barreirinhas fosse vivo… bem, se calhar não. Como o Barreirinhas era tu cá tu lá com o José Estalinhos ainda mandava enfiar uma picareta na mona do Louçã e era capaz de ser aborrecido.
1/06/2009
National Gaygraphic
Não bastavam os golfinhos do Amazonas; os grilos americanos com eritrismo; os porcos; os flamingos, com aquelas pernas que parecem palhas de beber leite com chocolate ou “Um Bongo”, os camarões …
Os atrasados mentais do WWF (World Wild Fund) descobriram nas florestas do sudeste asiático, mais propriamente na bacia do Mekong, mais um bicharoco cor-de-rosa. A imagem que o Moyle vos apresenta aqui é uma das raras fotos da “Desmoxytes purpurosea”, uma centopeia abichanada.

A mais recente novidade foi descrita por um antipasta qualquer, de uma universidade italiana, e consiste numa iguana, igualmente cor-de-rosa, que vive nas Galápagos. É inacreditável, um dinossauro cor-de-rosa. Já não se pode confiar em nada, nem na outrora, aparentemente, sábia mãe natureza.

O Moyle já tinha ouvido falar do lobby gay mas uma centopeia e uma iguana rosa choque já começa a ser um bocadinho ridículo. Mas estes gajos não podiam andar a estudar os hábitos alimentares dos Super Dragões, ou qualquer coisa do género, em vez de andar a brincar aos apanhadores de bicharocos?
Já só falta a Ilga [vejam que nome a associação das bate-chapas e dos abafadores de palhinhas escolheu. Ilga não faz lembrar uma lésbica feia como um ornitorrinco e igualmente desproporcionada, vestida de homem, com óculos de massa, que anda atrás de boazonas o dia todo e vai para casa sozinha polir a unha do indicador enquanto se corrói por dentro com sentimento de culpa? Não faz lembrar também um travesti velho e já deprimente cuja pintura já não disfarça a barba e as rugas e com as penas e lantejoulas já sem brilho de tanto uso? Esta gente tem uma criatividade enorme. Bem, por alguma razão eles estão em contacto com “o seu lado mais sensível”.] vir reclamar que a homossexualidade não sei o quê e que o rosa não sei quantas e mais paneleirices – apropriado, não? – do género.
Aposto que pintaram os bichos com spray, ou coisa do género, só para terem razão e tentarem fazer passar a ideia de que a natureza é rabicha. É que já ninguém os pode ouvir, parecem sportinguistas quando ainda não perderam o campeonato em Fevereiro...
P.S. – Este foi o post mais homofóbico de sempre do Moyle, mas fica o penhor de fazer ainda melhor que isto.
1/04/2009
Anádromo, Leitmotiv Relacional
As questões que se colocam aqui são as seguintes: - Como pode uma coisa tão feia saber tão bem? e, Mas que raio tem isto a ver com as relações, anunciadas no título? Não se preocupem, o Moyle explica.
As pessoas são naturalmente cruéis e uma das coisas que fazem é desfazer naquelas que, em termos estéticos, estão no patamar de uma lampreia. Outras, paternalistas, não desfazem nas lampreias deste mundo mas têm pena delas, o que vai dar no mesmo. Eis, então, o busílis da questão. Não devemos ser demasiado rápidos a julgar os outros. Mesmo uma lampreia dá um prato delicioso, pretendendo-se com isto dizer que, até provarem uma “lampreia”, não sabem verdadeiramente.
In your faces Machado Vaz e gajo da Quercus que tem uma cabeça que parece uma glande.
1/03/2009
Anádromo: Ensaio Sobre a Vida Sexual da Vida Selvagem

12/23/2008
Gastronomia de Ponta II
Seguindo a mesma orientação de valorização da tradição portuguesa, adaptando-a, no entanto, aos novos tempos e novos nichos de mercado, pegou-se no clássico da cozinha portuguesa e deu-se-lhe uma voltinha Sadomasoquista.
Eis, então, sem mais demoras, O Livro de PontaCruel.
Até 2009, se não for antes.12/19/2008
Física Sublime
Em termos leigos é precisamente o que acontece ao feijão depois de o ingerirmos.
12/15/2008
Para Lá do Arco-Íris II
12/12/2008
Soldadinho de Calhau
Quando o serviço militar era obrigatório, caíam lá todos – excepto os amigos de médicos, políticos, militares etc. – o que significa que muito atraso de vida ia passar uma temporada ao quartel. Como estes atrasos de vida não eram propriamente de raciocínio rápido nem de reflexos agudos, atrapalhavam-se todos nos momentos de obedecer às ordens de “Direita” e “Esquerda”, fundamentais nos exercícios militares. Foi então desenvolvida uma estratégia, já bastante antiga, que consistia em obrigar os “recos” a usar uma pedra num dos bolsos, normalmente o direito, para criar um reflexo condicionado. Assim, passado pouco tempo, os “magalas” obedeciam às ordens sem enganos pois associavam-nas ao peso que tinham num dos bolsos.
O que é isto tem a ver com José Sócrates? perguntam vocês. E o Moyle responde. Como nunca foi à tropa, nem nunca teve que andar com uma pedra num bolso, hoje, o nosso PM, não sabe distinguir a esquerda da direita em termos políticos.
E ainda dizem que a tropa não serve para nada. Uma autêntica escola de vida, é o que é…
12/11/2008
Mãe Coragem e os seus 120 Mil Filhos
O primeiro terá como título 3. Será a história de 3 guerreiros, liderados pela heroína Maria Leónidas Rodrigues, que combatem ferozmente contra uma horda de 120.000 bárbaros, sanguinários impiedosos, que ameaçam destruir violentamente a civilização livre, tal como a conhecemos.
O segundo filme, intitulado Heartless, tem como enredo central a luta de uma figura heróica - Maria Braveheart Rodrigues - contra a tirania de um bando opressivo, que se recusa cobardemente a aceitar a sublime opinião da heroína, tentando impor antes a sua visão.
Finalmente, continuando no registo épico, como se impõe quando o tema central é o heroísmo, temos Gladiator. A história de uma pacata guerreira -Maria Gladiador Rodrigues - que sempre combateu pela defesa incondicional da diminuição da despesa pública e do insucesso escolar contra os docentes, inimigos mortais da escola pública e que, de um momento para o outro, se viu atirada pelos seus a milhares de leões que a querem comer viva.
Como está bom de ver, o cinema português não caminha para os Óscares mas teremos a consolação de que as estatuetas, desta vez, vão ser um bocadinho portuguesas.
12/10/2008
Coinsuinidências
12/09/2008
Crime, disseram eles! ou Menos Crime e Mais Futebol
O que é estranho é o facto de nesta mesma semana, um clube espanhol, o Villareal, predispor-se a desembolsar uma – certamente – bela maquia para contar com os préstimos de Thiago Silva na sua linha defensiva, isto segundo o site "Mais Futebol". [Importa aqui estabelecer um parêntesis recto para rectificar esta informação pois, segundo o mesmo "Mais Futebol", o destino de Thiago Silva será agora o A.C. Milan. Como imaginam, esta situação é completamente alheia ao Moyle, mas o dever ético de aparvalhar - que eu sei que esperam do Moyle - também tem limites. Como dizia Pimenta Machado, grande filósofo de latrina do nosso futebol, «O que hoje é verdade amanhã é mentira!»]
É impressão do Moyle ou está aqui qualquer coisa mal? Então os espanhóis vão desembolsar um balúrdio por um brasileiro defunto? Na certa é para poupar nos salários e nos prémios de jogo. Morto por morto, não era mais lógico ir buscar o Anderson Polga ao Sporting? Passar por ele é, basicamente, o mesmo que arrear tareia em mortos mas ao menos ele entra e sai do campo pelo próprio pé.
Continua, no entanto, a haver qualquer coisa que cheira aqui mal, e não são os cadáveres do Thiago Silva e do Polga. Ser calhar, até custa dizer isto, mas o Moyle vai ter que deixar de confiar no que lê n'O Crime, porque o "Mais Futebol" já acertou 2/3 vezes na equipa titular do Leixões este ano e não pôs a titular ninguém que já tivesse sido assassinado.
12/08/2008
12/05/2008
Os Imortais II
Nunca desconfiaram da fluência francófona de Durão Barroso? Depois de uma bela tradição na sublime arte de mal falar línguas estrangeiras com estilo iniciada pelo nosso Mastodonte Político e continuada de forma suprema – diria mesmo de “alto coturno” mas acho que está reservada, e muito bem, a utilização desta expressão adjectivificante – pelo Imortal de que vos contei há pouco tempo, mas agora na sua fluente anglofonia técnica, onde raio fomos nós buscar um político que sabe falar bem, não só uma mas mais duas línguas?Foi partindo deste problema existencial que dei início a uma furiosa investigação – na realidade a imagem praticamente caiu-me no colo – pela arte ocidental em busca de confirmação da teoria da imortalidade de algumas personalidades portuguesas cujos antepassados deveriam ter sido eunucizados pelos turcos no século XVI, para nossa paz de espírito presente.
Serve o presente intróito, que já vai longo, para dizer que a questão da imortalidade não é um qualquer delírio provocado por excessivo consumo de castanhas rançosas – congeladas do ano anterior pelos xicos-espertos do comércio nacional – mas corresponde, de facto, a um dos mais bem escondidos segredos da História Universal, e mesmo do nosso país.
Não bastando já o “Sr. Engenheiro”, eis senão quando chegamos à conclusão que o “garçon” mais influente da política internacional no século XXI, que serviu cafés e mandou “bitaites” aos homens mais poderosos do nosso tempo, é, também ele, um imortal. A falta de animosidade notória entre Durão Barroso e José Sócrates quando ambos estavam em lados diferentes das barricadas políticas em Portugal deveria ter provocado alguma desconfiança mas passou despercebido. Na realidade partilhavam, ambos os dois, este extraordinário segredo e nem sequer se imagina há quanto tempo não andarão por aí a infernizar a cabeça das pessoas.
A prova da teoria moylística encontra-se numa pintura do fauvista André Derain, «O artista com a sua família». Embora este quadro, especificamente, não se enquadre completamente na visão tradicional do fauvismo, mostra como Durão Barroso se tornou íntimo da família Dérain, ao ponto do pintor se representar com a face do cherne mais humano de todos os tempos. De qualquer forma, não se coibiu André Dérain de transmitir na sua obra algumas características da personalidade do José Manuel, como se pode verificar na presença de um papagaio, de um gato e de um pavão. O papagaio, como sabemos, fala demais e não diz nada que se aproveite repetindo mecanicamente o que decorou, mesmo não sabendo o que está a dizer. O pavão é, muito apropriadamente, um símbolo milenar de eternidade e, ao mesmo tempo, da vaidade e da vã glória. Finalmente o gato que, desde a Idade Média, é associado às forças malignas devido ao seu carácter, esquivo, furtivo, sendo também um símbolo da deslealdade e do egoísmo, ao contrário dos cães, como sabemos.
Independentemente das elucubrações moylísticas sobre a matéria, o facto está bem à vista e, nem que chovam Teresas Guilhermes, pode ser desmentido ou, de qualquer forma, diminuído. Contemplem então e tenham consciência do real significado de “um mal nunca vem só”.
12/03/2008
Party Animal II

Mas não é de estranhar porque o chefe também é um verdadeiro galhofeiro.

12/02/2008
Orgulho e Preconceito

Esta perspectiva das coisas tem várias características e a principal é o ser estúpida. Os americanos não se preocupam em saber se um gajo é preto ou branco ou azul, desde que faça bem o seu trabalho, portanto, a campanha eleitoral nunca foi uma questão de origem étnica. A decisão do prélio residiu antes em outros factores, nomeadamente, a rabichice.
Se o preto ou o branco não interessam nada, o que decidiu verdadeiramente a última eleição foi a orientação sexual dos candidatos. Independentemente dos seus esforços, McCain nunca consegui esconder a sua verdadeira faceta de homensexual, capturada rapidamente pelos implacáveis media americanos.
Obama aparecia frequentemente com a família, a jogar basquete, numa pose não de macho mas sim de homem. McCain, pelo contrário nunca se consegui livrar daquela imagem de velhote tarado, que não sai do armário mas também não consegue esconder o que sente. Por outro lado, o facto de ter sido prisioneiro de guerra também não ajuda muito porque levou os americanos a pensar no seu comportamento nos momentos de aflição no cativeiro, imaginando-o a pensar «Já que vou bater a bota, também não quero ir sem experimentar!».
Do seu ponto altamente informado e impressionantemente perspicaz nada disto é surpreendente para o Moyle, pois se os comentadores concentraram a suas atenções no conservadorismo da sociedade americana em termos de origem étnica, o centro da discussão estava na sexualidade dos candidatos.
Não se preocupem porque não é preciso elogiar, nem agradecer. O Moyle já sabe.
11/28/2008
A Estupidez Introdutória Que Se Impunha
De facto, controlando a memória das pessoas e das sociedades, tem-se acesso à legitimação de quaisquer acções que se pratiquem, o que interessa sobremaneira ao Poder e aos grupos que o exercem em qualquer sociedade. Não é de estranhar, portanto, que a história, como disciplina autónoma, tenha surgido a par das primeiras sociedades complexas.
Interessando manter a memória do que aconteceu, ou, pelo menos, uma certa memória que sirva aos interesses do presente, surgiu, associada muito estreitamente aos círculos do Poder, uma classe de pessoas que se dedicaram especificamente ao estudo e perpetuação da memória passada, isto é, os historiadores.
À medida que a leitura e a escrita se estenderam a franjas cada vez mais extensas da população, o discurso histórico foi-se tornando cada vez mais denso, complicado, hermético e de muito restrito acesso a todos os não iniciados na História. Não foi fortuito este processo pois os historiadores, de forma a proteger os seus interesses pessoais e de grupo, isolaram da maioria aquela que era a sua única vantagem competitiva, o conhecimento do Passado.
Toda esta belíssima aula de História serve para dizer que já vai sendo mais que tempo de desmistificar a História, enquanto conhecimento do Passado e fonte de sabedoria, despindo-a das inúteis roupagens com que a esconderam das massas.
Desta forma ser-vos-á servida a Verdade da História, servindo-se assim os sublimes propósitos de difusão a todos da sabedoria e cultura desta tão elevada arte, e nada das manigâncias que apenas pretenderam sempre encerrar nas trevas da ignorância as massas, bovinizando-as, para a sua mais fácil condução pelos poderosos, e para manter os privilégios desse pequeno grupo de (pseudo)intelectuais que parasitam a sociedade, encostados ao Poder.

