Em termos leigos é precisamente o que acontece ao feijão depois de o ingerirmos.
Os autores abdicam de todas as responsabilidades sobre os conteúdos presentes neste blog... Porque não passam de tretas, por muito que desejem e achem o contrário. Não abdicamos, contudo, de todos e quaisquer direitos sobre esses mesmos conteúdos que se encontram protegidos pelas Leis de Protecção da Propriedade Intelectual em vigor (excepto na China e na Madeira). Assinado: O Alto, O Forte e o Moyle
12/19/2008
Física Sublime
Em termos leigos é precisamente o que acontece ao feijão depois de o ingerirmos.
12/15/2008
Para Lá do Arco-Íris II
12/12/2008
Soldadinho de Calhau
Quando o serviço militar era obrigatório, caíam lá todos – excepto os amigos de médicos, políticos, militares etc. – o que significa que muito atraso de vida ia passar uma temporada ao quartel. Como estes atrasos de vida não eram propriamente de raciocínio rápido nem de reflexos agudos, atrapalhavam-se todos nos momentos de obedecer às ordens de “Direita” e “Esquerda”, fundamentais nos exercícios militares. Foi então desenvolvida uma estratégia, já bastante antiga, que consistia em obrigar os “recos” a usar uma pedra num dos bolsos, normalmente o direito, para criar um reflexo condicionado. Assim, passado pouco tempo, os “magalas” obedeciam às ordens sem enganos pois associavam-nas ao peso que tinham num dos bolsos.
O que é isto tem a ver com José Sócrates? perguntam vocês. E o Moyle responde. Como nunca foi à tropa, nem nunca teve que andar com uma pedra num bolso, hoje, o nosso PM, não sabe distinguir a esquerda da direita em termos políticos.
E ainda dizem que a tropa não serve para nada. Uma autêntica escola de vida, é o que é…
12/11/2008
Mãe Coragem e os seus 120 Mil Filhos
O primeiro terá como título 3. Será a história de 3 guerreiros, liderados pela heroína Maria Leónidas Rodrigues, que combatem ferozmente contra uma horda de 120.000 bárbaros, sanguinários impiedosos, que ameaçam destruir violentamente a civilização livre, tal como a conhecemos.
O segundo filme, intitulado Heartless, tem como enredo central a luta de uma figura heróica - Maria Braveheart Rodrigues - contra a tirania de um bando opressivo, que se recusa cobardemente a aceitar a sublime opinião da heroína, tentando impor antes a sua visão.
Finalmente, continuando no registo épico, como se impõe quando o tema central é o heroísmo, temos Gladiator. A história de uma pacata guerreira -Maria Gladiador Rodrigues - que sempre combateu pela defesa incondicional da diminuição da despesa pública e do insucesso escolar contra os docentes, inimigos mortais da escola pública e que, de um momento para o outro, se viu atirada pelos seus a milhares de leões que a querem comer viva.
Como está bom de ver, o cinema português não caminha para os Óscares mas teremos a consolação de que as estatuetas, desta vez, vão ser um bocadinho portuguesas.
12/10/2008
Coinsuinidências
12/09/2008
Crime, disseram eles! ou Menos Crime e Mais Futebol
O que é estranho é o facto de nesta mesma semana, um clube espanhol, o Villareal, predispor-se a desembolsar uma – certamente – bela maquia para contar com os préstimos de Thiago Silva na sua linha defensiva, isto segundo o site "Mais Futebol". [Importa aqui estabelecer um parêntesis recto para rectificar esta informação pois, segundo o mesmo "Mais Futebol", o destino de Thiago Silva será agora o A.C. Milan. Como imaginam, esta situação é completamente alheia ao Moyle, mas o dever ético de aparvalhar - que eu sei que esperam do Moyle - também tem limites. Como dizia Pimenta Machado, grande filósofo de latrina do nosso futebol, «O que hoje é verdade amanhã é mentira!»]
É impressão do Moyle ou está aqui qualquer coisa mal? Então os espanhóis vão desembolsar um balúrdio por um brasileiro defunto? Na certa é para poupar nos salários e nos prémios de jogo. Morto por morto, não era mais lógico ir buscar o Anderson Polga ao Sporting? Passar por ele é, basicamente, o mesmo que arrear tareia em mortos mas ao menos ele entra e sai do campo pelo próprio pé.
Continua, no entanto, a haver qualquer coisa que cheira aqui mal, e não são os cadáveres do Thiago Silva e do Polga. Ser calhar, até custa dizer isto, mas o Moyle vai ter que deixar de confiar no que lê n'O Crime, porque o "Mais Futebol" já acertou 2/3 vezes na equipa titular do Leixões este ano e não pôs a titular ninguém que já tivesse sido assassinado.
12/08/2008
12/05/2008
Os Imortais II
Nunca desconfiaram da fluência francófona de Durão Barroso? Depois de uma bela tradição na sublime arte de mal falar línguas estrangeiras com estilo iniciada pelo nosso Mastodonte Político e continuada de forma suprema – diria mesmo de “alto coturno” mas acho que está reservada, e muito bem, a utilização desta expressão adjectivificante – pelo Imortal de que vos contei há pouco tempo, mas agora na sua fluente anglofonia técnica, onde raio fomos nós buscar um político que sabe falar bem, não só uma mas mais duas línguas?Foi partindo deste problema existencial que dei início a uma furiosa investigação – na realidade a imagem praticamente caiu-me no colo – pela arte ocidental em busca de confirmação da teoria da imortalidade de algumas personalidades portuguesas cujos antepassados deveriam ter sido eunucizados pelos turcos no século XVI, para nossa paz de espírito presente.
Serve o presente intróito, que já vai longo, para dizer que a questão da imortalidade não é um qualquer delírio provocado por excessivo consumo de castanhas rançosas – congeladas do ano anterior pelos xicos-espertos do comércio nacional – mas corresponde, de facto, a um dos mais bem escondidos segredos da História Universal, e mesmo do nosso país.
Não bastando já o “Sr. Engenheiro”, eis senão quando chegamos à conclusão que o “garçon” mais influente da política internacional no século XXI, que serviu cafés e mandou “bitaites” aos homens mais poderosos do nosso tempo, é, também ele, um imortal. A falta de animosidade notória entre Durão Barroso e José Sócrates quando ambos estavam em lados diferentes das barricadas políticas em Portugal deveria ter provocado alguma desconfiança mas passou despercebido. Na realidade partilhavam, ambos os dois, este extraordinário segredo e nem sequer se imagina há quanto tempo não andarão por aí a infernizar a cabeça das pessoas.
A prova da teoria moylística encontra-se numa pintura do fauvista André Derain, «O artista com a sua família». Embora este quadro, especificamente, não se enquadre completamente na visão tradicional do fauvismo, mostra como Durão Barroso se tornou íntimo da família Dérain, ao ponto do pintor se representar com a face do cherne mais humano de todos os tempos. De qualquer forma, não se coibiu André Dérain de transmitir na sua obra algumas características da personalidade do José Manuel, como se pode verificar na presença de um papagaio, de um gato e de um pavão. O papagaio, como sabemos, fala demais e não diz nada que se aproveite repetindo mecanicamente o que decorou, mesmo não sabendo o que está a dizer. O pavão é, muito apropriadamente, um símbolo milenar de eternidade e, ao mesmo tempo, da vaidade e da vã glória. Finalmente o gato que, desde a Idade Média, é associado às forças malignas devido ao seu carácter, esquivo, furtivo, sendo também um símbolo da deslealdade e do egoísmo, ao contrário dos cães, como sabemos.
Independentemente das elucubrações moylísticas sobre a matéria, o facto está bem à vista e, nem que chovam Teresas Guilhermes, pode ser desmentido ou, de qualquer forma, diminuído. Contemplem então e tenham consciência do real significado de “um mal nunca vem só”.
12/03/2008
Party Animal II

Mas não é de estranhar porque o chefe também é um verdadeiro galhofeiro.

12/02/2008
Orgulho e Preconceito

Esta perspectiva das coisas tem várias características e a principal é o ser estúpida. Os americanos não se preocupam em saber se um gajo é preto ou branco ou azul, desde que faça bem o seu trabalho, portanto, a campanha eleitoral nunca foi uma questão de origem étnica. A decisão do prélio residiu antes em outros factores, nomeadamente, a rabichice.
Se o preto ou o branco não interessam nada, o que decidiu verdadeiramente a última eleição foi a orientação sexual dos candidatos. Independentemente dos seus esforços, McCain nunca consegui esconder a sua verdadeira faceta de homensexual, capturada rapidamente pelos implacáveis media americanos.
Obama aparecia frequentemente com a família, a jogar basquete, numa pose não de macho mas sim de homem. McCain, pelo contrário nunca se consegui livrar daquela imagem de velhote tarado, que não sai do armário mas também não consegue esconder o que sente. Por outro lado, o facto de ter sido prisioneiro de guerra também não ajuda muito porque levou os americanos a pensar no seu comportamento nos momentos de aflição no cativeiro, imaginando-o a pensar «Já que vou bater a bota, também não quero ir sem experimentar!».
Do seu ponto altamente informado e impressionantemente perspicaz nada disto é surpreendente para o Moyle, pois se os comentadores concentraram a suas atenções no conservadorismo da sociedade americana em termos de origem étnica, o centro da discussão estava na sexualidade dos candidatos.
Não se preocupem porque não é preciso elogiar, nem agradecer. O Moyle já sabe.
11/28/2008
A Estupidez Introdutória Que Se Impunha
De facto, controlando a memória das pessoas e das sociedades, tem-se acesso à legitimação de quaisquer acções que se pratiquem, o que interessa sobremaneira ao Poder e aos grupos que o exercem em qualquer sociedade. Não é de estranhar, portanto, que a história, como disciplina autónoma, tenha surgido a par das primeiras sociedades complexas.
Interessando manter a memória do que aconteceu, ou, pelo menos, uma certa memória que sirva aos interesses do presente, surgiu, associada muito estreitamente aos círculos do Poder, uma classe de pessoas que se dedicaram especificamente ao estudo e perpetuação da memória passada, isto é, os historiadores.
À medida que a leitura e a escrita se estenderam a franjas cada vez mais extensas da população, o discurso histórico foi-se tornando cada vez mais denso, complicado, hermético e de muito restrito acesso a todos os não iniciados na História. Não foi fortuito este processo pois os historiadores, de forma a proteger os seus interesses pessoais e de grupo, isolaram da maioria aquela que era a sua única vantagem competitiva, o conhecimento do Passado.
Toda esta belíssima aula de História serve para dizer que já vai sendo mais que tempo de desmistificar a História, enquanto conhecimento do Passado e fonte de sabedoria, despindo-a das inúteis roupagens com que a esconderam das massas.
Desta forma ser-vos-á servida a Verdade da História, servindo-se assim os sublimes propósitos de difusão a todos da sabedoria e cultura desta tão elevada arte, e nada das manigâncias que apenas pretenderam sempre encerrar nas trevas da ignorância as massas, bovinizando-as, para a sua mais fácil condução pelos poderosos, e para manter os privilégios desse pequeno grupo de (pseudo)intelectuais que parasitam a sociedade, encostados ao Poder.
11/27/2008
Morcegadas
11/26/2008
11/25/2008
Recepção à Recessão
Abençoados nós, portugueses, com estes políticos que tomam conta de nós como pais e com a suprema felicidade de um salário médio de 840€.
A princípio deram-me um bocado de pena os alemães, com aquela miséria de 2800€ para salário médio, mas é bem feito, votem em políticos em condições.
11/24/2008
Conta-me Como Será
Toda a confusão em redor da afirmação de Manuela Ferreira Leite sobre uma possível interrupção da democracia durante um semestre para pôr em casa em ordem não passou de uma mal entendido. Na realidade, a líder do PPD/PSD é uma fanática da série da RTP "Conta-me Como Foi" e, enquanto discursava, estava a pensar nos episódios que tinha gravado e, por coincidência, isto na véspera. Na verdade, tudo não passou de um lapsus linguae.11/22/2008
11/19/2008
A Lâmpada Mágica
Se pesquisarem a expressão “luz do mundo” – e sim, o Moyle deu-se ao trabalho de fazer isso – o que vão encontrar é, obviamente, uma montanha de sites relacionados com Jesus Cristo, identificando-o como a “luz do mundo”.A dúvida aqui é, se Jesus é a luz do mundo, estamos na presença de uma lâmpada de baixo consumo ou de uma lâmpada fluorescente?
11/13/2008
Graxistas

Depois da chuva de pré-omoletes sobre a patroa, os dois Secretários de Estado, Jorge Pedreira e Valter Lemos, para escaparem às acusações de não apoiarem incondicionalmente a Ministra de Educação, encenaram um espectáculo numa escola em Lisboa sendo os dois, desta vez, as pretensas vítimas da falta de educação dos alunos portugueses.
11/12/2008
11/10/2008
Party Animal
Ora, embora causadora de indignação e algum mal-estar entre alguns docentes - os mais sensatos limitam-se a ignorar imbecilidades - o facto é que esta afirmação não tem nada de ofensivo e pode ser considerada bastante natural e portadora de bastante sensatez.
Com um Secretário de Estado que se comporta como um bobo, precisamente como aqueles que serviam para entreter os poderosos, como não haveriam os professores de aproveitar a boleia e divertir-se? Ao Moyle parece uma questão de senso comum. Se o chefe faz e diz palhaçadas, o melhor é rires-te, quanto mais não seja para manteres o emprego.
Daí até à extrapolação visual, como devem imaginar, foi um pulinho.




