Portugal, ou melhor o arquipélago da Madeira, pretende ofuscar a esperançosa vitória de Barack Obama. A verdade é que depois da grande vitória do sonho democrático americano, o Führer Garten foi aclamado em plena assembleia regional, inclusivamente pela oposição, que lhe ofereceu uma bandeira com uma suástica em fundo vermelho. Apesar do erro de casting, uma vez que claramente o fundo vermelho estava ainda à espera de umas lavagens com Xau, para atingir uma cor mais alaranjada, o acto foi visto no continente como uma afronta, uma vez que discute-se agora a cor de fundo da bandeira.
Do largo do Rato surgiu protesto veemente, uma vez que é reclamado um “rosa choc” para o fundo. Aliás, o líder do partido do Largo do Rato é sem dúvida um admirador confesso das tonalidades rosadas e, segundo consta, foi mesmo esse o motivo que o levou a inscrever-se no partido que o levou à ribalta política, esse e a música dos Vangelis que o faz ficar com pele de galinha, imaginando as grandes aventuras dos descobridores portugueses e portugueses ao serviço de outros reis, como por exemplo Fernão de Magalhães.
Entretanto, na Casa Branca teme-se agora pelas boas relações com o potentado madeirense, cujas forças militares se encontram às portas da Assembleia Regional, barrando a entrada aos organizadores da parada. Contudo, fontes secretas americanas pensam que Garten tenciona limpar o sebo ao novo presidente americano, pelo simples facto de este apoiar o “rosa-choc” do continente, facto que foi aliás a primeira medida de grande alcance de Obama.
O Moyle teve acesso, através de e-mail transviado, a algumas imagens que estão ser preparadas e que mostram a seriedade com que este assunto está a ser levado nas cúpulas do poder na Madeira e que, afinal, o deputado José Manuel Coelho tinha uma certa razão nas suas palavras.
Esta é a primeira proposta para a nova bandeira da República nazi-fascista da Madeira. Note-se a preocupação em manter as cores tradicionais de forma a tornar mais suave para os cidadãos, que passarão a ser súbditos, a transição de símbolos de um regime para outro.

A estratégia de transição suave dos símbolos do regime mantém-se nesta segunda versão mas aqui, como se pode ver, opta-se por um conjunto de cores diferente, mostrando a filiação do novo regime no PPD/PSD. No centro da bandeira mantém-se a cruz de Cristo, no entanto rodada 45º, de forma a aproximá-la do carácter nazi-fascista do novo regime.
Esta terceira hipótese é a menos consensual até agora porque, apesar do fundo ostensivo em cor laranja, representativa do PPD/PSD madeirense, o facto é que a televisão ainda transmite muitos filmes e documentários sobre a II Guerra Mundial e a cruz gamada que ocupa o centro da bandeira continua bastante associada aos maus da fita na mentalidade colectiva, o que poderá significar uma rejeição espontânea ao regime pela dissociação dos cidadãos - doravante súbditos - dos símbolos do regime.

Esta é a primeira foto de regime conhecida, com Adolf Ramos e Benito Jardim, sendo que toda a máquina propagandística em vias de criação e desenvolvimento partirá deste cliché para a elaboração de posters, cartazes, aventais, t-shirts e autocolantes, que serão distribuídos pelos madeirenses nos plebiscitos a que, magnanimamente, o novo regime se sujeitará.

Este quadro, pintado em segredo, será exposto na Assembleia Nacional Madeirense, sendo reproduções suas espalhadas por todas as repartições públicas, hospitais, salas de aula e balneários do Estádio dos Barreiros, que mudará de nome para Estádio da Raça Madeirense.
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PS - Ficámos esta semana a saber que o Partido Nova Democracia existe mesmo, o que foi uma novidade gira.
PPS - Saúda-se o regresso de O Forte às lides moylísticas. Já não era sem tempo e O Alto agradece.