Os autores abdicam de todas as responsabilidades sobre os conteúdos presentes neste blog... Porque não passam de tretas, por muito que desejem e achem o contrário. Não abdicamos, contudo, de todos e quaisquer direitos sobre esses mesmos conteúdos que se encontram protegidos pelas Leis de Protecção da Propriedade Intelectual em vigor (excepto na China e na Madeira). Assinado: O Alto, O Forte e o Moyle
11/27/2008
Morcegadas
11/26/2008
11/25/2008
Recepção à Recessão
Abençoados nós, portugueses, com estes políticos que tomam conta de nós como pais e com a suprema felicidade de um salário médio de 840€.
A princípio deram-me um bocado de pena os alemães, com aquela miséria de 2800€ para salário médio, mas é bem feito, votem em políticos em condições.
11/24/2008
Conta-me Como Será
Toda a confusão em redor da afirmação de Manuela Ferreira Leite sobre uma possível interrupção da democracia durante um semestre para pôr em casa em ordem não passou de uma mal entendido. Na realidade, a líder do PPD/PSD é uma fanática da série da RTP "Conta-me Como Foi" e, enquanto discursava, estava a pensar nos episódios que tinha gravado e, por coincidência, isto na véspera. Na verdade, tudo não passou de um lapsus linguae.11/22/2008
11/19/2008
A Lâmpada Mágica
Se pesquisarem a expressão “luz do mundo” – e sim, o Moyle deu-se ao trabalho de fazer isso – o que vão encontrar é, obviamente, uma montanha de sites relacionados com Jesus Cristo, identificando-o como a “luz do mundo”.A dúvida aqui é, se Jesus é a luz do mundo, estamos na presença de uma lâmpada de baixo consumo ou de uma lâmpada fluorescente?
11/13/2008
Graxistas

Depois da chuva de pré-omoletes sobre a patroa, os dois Secretários de Estado, Jorge Pedreira e Valter Lemos, para escaparem às acusações de não apoiarem incondicionalmente a Ministra de Educação, encenaram um espectáculo numa escola em Lisboa sendo os dois, desta vez, as pretensas vítimas da falta de educação dos alunos portugueses.
11/12/2008
11/10/2008
Party Animal
Ora, embora causadora de indignação e algum mal-estar entre alguns docentes - os mais sensatos limitam-se a ignorar imbecilidades - o facto é que esta afirmação não tem nada de ofensivo e pode ser considerada bastante natural e portadora de bastante sensatez.
Com um Secretário de Estado que se comporta como um bobo, precisamente como aqueles que serviam para entreter os poderosos, como não haveriam os professores de aproveitar a boleia e divertir-se? Ao Moyle parece uma questão de senso comum. Se o chefe faz e diz palhaçadas, o melhor é rires-te, quanto mais não seja para manteres o emprego.
Daí até à extrapolação visual, como devem imaginar, foi um pulinho.

11/07/2008
Der Führer Garten
Do largo do Rato surgiu protesto veemente, uma vez que é reclamado um “rosa choc” para o fundo. Aliás, o líder do partido do Largo do Rato é sem dúvida um admirador confesso das tonalidades rosadas e, segundo consta, foi mesmo esse o motivo que o levou a inscrever-se no partido que o levou à ribalta política, esse e a música dos Vangelis que o faz ficar com pele de galinha, imaginando as grandes aventuras dos descobridores portugueses e portugueses ao serviço de outros reis, como por exemplo Fernão de Magalhães.
Entretanto, na Casa Branca teme-se agora pelas boas relações com o potentado madeirense, cujas forças militares se encontram às portas da Assembleia Regional, barrando a entrada aos organizadores da parada. Contudo, fontes secretas americanas pensam que Garten tenciona limpar o sebo ao novo presidente americano, pelo simples facto de este apoiar o “rosa-choc” do continente, facto que foi aliás a primeira medida de grande alcance de Obama.
Esta é a primeira proposta para a nova bandeira da República nazi-fascista da Madeira. Note-se a preocupação em manter as cores tradicionais de forma a tornar mais suave para os cidadãos, que passarão a ser súbditos, a transição de símbolos de um regime para outro.

A estratégia de transição suave dos símbolos do regime mantém-se nesta segunda versão mas aqui, como se pode ver, opta-se por um conjunto de cores diferente, mostrando a filiação do novo regime no PPD/PSD. No centro da bandeira mantém-se a cruz de Cristo, no entanto rodada 45º, de forma a aproximá-la do carácter nazi-fascista do novo regime.

Esta terceira hipótese é a menos consensual até agora porque, apesar do fundo ostensivo em cor laranja, representativa do PPD/PSD madeirense, o facto é que a televisão ainda transmite muitos filmes e documentários sobre a II Guerra Mundial e a cruz gamada que ocupa o centro da bandeira continua bastante associada aos maus da fita na mentalidade colectiva, o que poderá significar uma rejeição espontânea ao regime pela dissociação dos cidadãos - doravante súbditos - dos símbolos do regime.

Esta é a primeira foto de regime conhecida, com Adolf Ramos e Benito Jardim, sendo que toda a máquina propagandística em vias de criação e desenvolvimento partirá deste cliché para a elaboração de posters, cartazes, aventais, t-shirts e autocolantes, que serão distribuídos pelos madeirenses nos plebiscitos a que, magnanimamente, o novo regime se sujeitará.

Este quadro, pintado em segredo, será exposto na Assembleia Nacional Madeirense, sendo reproduções suas espalhadas por todas as repartições públicas, hospitais, salas de aula e balneários do Estádio dos Barreiros, que mudará de nome para Estádio da Raça Madeirense.
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PS - Ficámos esta semana a saber que o Partido Nova Democracia existe mesmo, o que foi uma novidade gira.
PPS - Saúda-se o regresso de O Forte às lides moylísticas. Já não era sem tempo e O Alto agradece.
11/03/2008
Os Imortais I
A todos vós que vêem no Moyle a luz do bem-estar em existências de outro modo carregadas de sombra, exacerbada pelo cinzentismo destes dias perturbados, lamento dizer-vos que vos trago, pelo menos desta vez, más notícias.
Imaginem a pior coisa que podia acontecer, em termos políticos, a Portugal. Agora, multipliquem esse pensamento por dez. Se já estão na fase da Manuela Ferreira Leite a fazer o discurso da vitória nas legislativas de 2009, multipliquem por mais dez, se já chegaram ao debate para umas presidenciais entre Mário Soares, Manuel Alegre, Cavaco Silva e Jerónimo de Sousa nus – sem sequer umas mesas à frente – preparem-se para o pior que isso ainda não é nada.
A notícia bombástica que vos trago, aquela que suplanta em pesadelo o terror de qualquer assessor de imagem pelas migalhas de bolo-rei a caírem dos lábios mumificados de Cavaco Silva, é que José Sócrates é imortal.
Não, isto não é violência gratuita nem alarmismo sensacionalista para aterrar as vossas noites insones, é sim o resultado de uma observação atenta do que nos rodeia, da detecção das pistas nos locais mais inesperados.
Ao observar, «Dans le Boulevard», um quadro do impressionista, com laivos de realismo e até, eventualmente, com uma ou outra fuga simbolista a ter em conta, Jean Béraud (1849-1935), o Moyle ficou absolutamente siderado com o que observou. Se à primeira vista, o estilo “nem aquece nem arrefece”, do tipo Cola Cao, “nem é bom nem é mau”, com que o pintor retrata o quotidiano burguês de Paris, capturou a atenção, os olhos, teimosamente insistiam em focar num ponto determinado da imagem. Quando o cérebro processou a imagem, ainda o nervo óptico estava quente da velocidade com que a mensagem saiu disparada da retina, foi o estarrecimento, a terrífica sensação caliginosa de pânico descontrolado. Não podia ser, mas de facto, ali estava, o primeiro-ministro em exercício em 2008 foi representado por um pintor francês, a passear numa avenida parisiense no século XIX.
José Sócrates é imortal e, se procurarmos bem, de certeza que ele aparecerá mais vezes, ainda que com uma alteração ou outra na fácies e no aspecto geral – certamente devido a cirurgias plásticas.
Perdeu-se o ligeiro conforto que tínhamos de aceitar resignadamente o presente, confiados que estávamos na transitoriedade da vida humana, ainda que para um beco sem saída. Estamos entregues à bicharada e, à beira desta trágica descoberta, o eterno retorno é treta de filósofos bêbados e amantes de meninos.
Contemplem, então, a miséria humana: a nossa!

PS – Não imaginem que este é caso único. O destino odeia-nos, como vos mostrarei brevemente [vamos lá ver quando, não faço promessas].
PPS – Não me venham dizer que o PM não é nada parecido com o quadro porque se vê perfeitamente que sim e ninguém tem o direito a estragar esta ilusão senão há aqui uma choradeira e depois aturem-no. Olhem que a Cerelac não está nada barata e é a única coisa que cala o Moyle quando o contrariam.
10/29/2008
Para Lá do Arco-Íris
A recente discussão sobre a possibilidade da união jurídica de duas pessoas do mesmo sexo, ou seja, o casamento homossexual não chegou a acontecer. Como os deputados do PS são os únicos putos que têm a bola, nesta legislatura, só joga quem eles querem, pelo que não tivemos o prazer de uma contenda [e o Moyle que se reabasteceu de um lote generoso de milho para pipocas] e todas as ilusões de entretenimento de qualidade à borliú foram à vida.
Como não podia deixar de ser, o Moyle tem opinião sobre este assunto, até porque o Moyle tem opinião sobre tudo, ou quase, e porque se tinha dito logo no início que não ia haver introduções estúpidas, e estamos precisamente a olhar para uma, vamos lá ao que interessa.
O PS cometeu uma estupidez política ao não aprovar a união entre lar… rab… bic…, como é que se chamam aqueles gajos que?… homossexuais [obrigado wikipedia]. Ao pensarem nos votos da velhada e da classe média ressabiada e na falta que fariam nas próximas eleições, o PS teve um deslize estratégico que poderá sair bem caro, literalmente.
Como todos os casais, os casais homossexuais, sofrem momentos de tensão, de arrefecimento e de incompatibilização conjugal que terminam, em muitos casos, na separação. O grande erro do Governo/PS reside aqui. Já imaginaram a quantidade de dinheiro em processos de divórcios que entraria potencialmente nas Conservatórias do Registo Civil?
Mas não só o Governo da República perde em entradas financeiras, também advogados, solicitadores, psicólogos e conselheiros/terapeutas de “uniões juridicamente aceites” [porque sendo rab…, bolas, homossexuais não se pode chamar-lhes matrimoniais] perdem um mercado com bastante potencial [até porque basta olhar em redor e chegamos à conclusão de que os interessados não são só meia dúzia de freaks que sonham com guardar rebanhos de ovelhas à luz das estrelas].
O Moyle está mesmo a imaginar-se conselheiro/terapeuta de uniões juridicamente aceites:
Terapeuta: Então, qual é a sua opinião sobre o que se está a passar na vossa relação?
Ele: Ele já não olha para mim como dantes!
10/25/2008
The Name for the Job II
Quais são as probabilidades de um elemento da direcção da ANPFSP – a Associação Nacional de Produtores de Frutos Secos e Passados existe mesmo – ter o nome de um fruto seco?
O facto, porém, mantém-se pois o Tesoureiro da ANPFSP chama-se Pinhão!
10/23/2008
Extrema (en)Direita
10/20/2008
O Testa de Ferro





10/17/2008
Promulgação Precoce
Onã e a Moita de Flores ou Machado Vaz meets Rogeiro
Mesmo tendo em consideração que a polivalência do autarca/ dramaturgo/ guionista/ escritor/ comentador/ podador/ caçador de perdizes/ capador de porcos e cozinheiro se encontra já no patamar do lendário, não deixou de ser surpreendente tal faceta, que o Moyle não lhe conhecia.
Ao afirmar que «o tempo da autosatisfação ainda não acabou», Francisco Moita Flores lançou um forte apelo de solidariedade social para com as práticas sexuais individuais, alvo de um telúrico, mas tenaz, preconceito social. É possível ler nas entrelinhas da afirmação de Moita Flores a denúncia dos falsos moralismos da hipócrita sociedade portuguesa, em que todos desdenham da auto-satisfação mas, ao invés, todos a praticam.
Tão poderosa intervenção surgiu no contexto de um programa dedicado aos reflexos da crise dos mercados internacionais relevando, uma vez mais, a extraordinária agilidade e competência intelectual do autarca escalabitano que, desta forma, afirmou, à saciedade, o carácter axiológico das práticas masturbatórias no normal funcionamento das sociedades desenvolvidas. Veja-se que a afirmação «o tempo da autosatisfação ainda não acabou» é uma mensagem positiva, incitadora da continuidade de umas das grandes liberdades do Ocidente e que, quando pela repressão cultural e o falso moralismo das sociedades, tal prática é posta em causa o caos instala-se e todo o mundo sofre. Como afirmou Woody Allen, a masturbação é a prática sexual com a pessoa de que mais se gosta e, no seguimento desse raciocínio, podemos extrapolar para a questão de, na medida em que não se encontram aliviados e satisfeitos, os agentes financeiros mundiais procuram em factores exógenos a satisfação que antes ofereciam a si próprios, individualmente.
No fim de contas, a culpa de tamanha confusão internacional é de um pequeno grupo de pessoas situado na cópula dos sistemas financeiros que, ao abandonar tão salutares comportamentos, viu na especulação bancária e a procura desenfreada de lucros pouco escrupulosos um substituto natural.
Contactado, pelo Moyle, o director de uma entidade bancária com peso mundial - entidade tipo um Miguel Veloso com crédito - que pediu anonimato, admitiu que, por ter sido apanhado na casa de banho do seu banco a «esgalhar uma», desenvolveu um trauma tão grande que só a transacção de "activos tóxicos" aliviou a sua tensão.
Já estamos à espera de ver os mais puritanos demagogos apontar, sem qualquer preocupação de solidez argumentativa e sem quaisquer pruridos de ordem ética, que, na maioria dos casos, as pessoas com capacidade de decisão nestas matérias são casadas, unidas de facto, amigas e/ou amancebadas, pelo que tal argumento relativo à autosatisfação é extremamente falacioso e incongruente. É ridícula tal sugestão na medida em que, como todos sabemos, uma coisa não impede a outra, complementando-se antes.
Filosoficamente, podemos entrever nesta brilhante intervenção de Moita Flores uma reafirmação sonora do individualismo, da procura individual da felicidade, da liberdade dos homens (e mulheres claro, estamos aqui a falar da humanidade). Não é de menosprezar este aspecto pois, numa época de forte contestação ao modernismo [não é à toa que estamos já no pós-modernismo há uns tempos], Moita Flores levanta uma voz isolada, mas sonora em defesa de princípios básicos do humanismo, tão frequentemente esquecido, e que eram umas mais importante conquistas e ofertas do modernismo à posterioridade.
Não pode igualmente ser escamoteado o teor político e interventivo da mensagem de Moita Flores, com os dirigentes portugueses como alvo. "Autosatisfaçam-se mais e não f***am tanto os portugueses" pode entreler-se em tão forte intervenção.
Umas palavras finais relativamente a Moita Flores. Sendo a autosatisfação tão importante na sanidade e bom funcionamento das sociedades, onde vai buscar Moita Flores tempo para ela, visto parecer dotado de ubiquidade televisiva e ainda ser autarca? Ora, nas sábias palavras de Pinto da Costa - aquele que sabe ler e escrever, não leva empresas à falência e usa barba - qualquer comunicação com mais de meia dúzia de minutos é «masturbação intelectual», o que explica o à vontade e aspecto saudável e bem disposto de Moita Flores. De facto, pelo contrário, com tanta comunicação que faz arrisca-se a nascer-lhe pêlo nas meninges, fazendo aqui uma pequena chalaça com o preconceito com que se ameaçavam os jovens portugueses que atingiam a puberdade.
10/15/2008
10/14/2008
Geochelone Masthodon
As figuras tristes dos políticos portugueses já todos conhecem e a vida em Portugal não seria possível sem elas. Desde o célebre “bolo-rei” do senhor presidente, ao “break dance” do camarada Jerónimo, passando pelo “Guterr...Gondomar” daquele senhor que desviava batatas da messe e não esquecendo a “onda laranja” do outro engenheiro, já passámos por alguns momentos imortais – já repararam que a diferença entre idiotas e imortais é de apenas uma letra? – partilhando, contudo, a particularidade de serem “consumidos” apenas aquém-fronteiras.
Esta limitação das gaffes ao território nacional é o resultado, óbvio, da falta de expressão e peso internacional dos políticos portugueses. Ninguém, para lá de Quintanilha, está minimamente preocupado com a política portuguesa nem, e isso é que é estranho, com as figuras tristes com que os seus protagonistas nos presenteiam. Há, no entanto, uma excepção e, quando pensamos em peso político, apenas uma e única personalidade sobressai, Mário Soares.
Se bem se lembram – senão, também não faz muito mal – foi entre 24 e 28 de Novembro de 1995 que Mário Soares demonstrou à saciedade a resistência das carapaças da Geochelone Gigantea, a tartaruga das Seychelles, efeméride que comemorou este ano uma década e três anos.
Pensavam que este acontecimento tinha tido expressão apenas de Elvas para cá? Enganaram-se à grande, pois a repercussão deste momento alto das presidências soaristas não só não passou despercebida no estrangeiro como teve direito à memoração para a posterioridade, tal a dimensão que tal episódio adquiriu.
A estátua que vos trazemos nesta imagem é a celebração artística de um animal político, mais propriamente um Mastodonte presidencial. A argúcia política de Mário Soares ficou bem patente na escolha de uma tartaruga para se montar, tendo em vista a tendência de meter água dos políticos portugueses, revelando que se sente à vontade na missão de político e, acima disso, português.
Importa reter, portanto, que Mário Soares é o verdadeiro monstro político pré-histórico e, ao mesmo tempo, híbrido, sem rival em Portugal. A única correspondência no mundo animal seria uma “Tartaruga Mastodonte”, cujo nome latino já foi oferecido no título do post [é justo, quem faz a descoberta dá o nome]. A coisa até esteve prestes a animar há uns meses, mas Cavaco Silva recusou-se a montar aquele camelo na Jordânia.
10/10/2008
Carpintaria Mística
Enfim, deixem lá que isto não dá para mais que mendigar a vossa piedade para com os infelizes, i.e. o Moyle. Adiante.
Há uns dias, quando se encontrava no cinema preparado para visionamentalizacionar Hellboy II: o Exército Dourado, o Moyle encarou com uma figura, esta na fila para o Mamma Mia, que lhe parecia familiar.
Já tiveram aquela sensação muito intensa de terem a certeza de conhecerem alguém e não se lembram de onde e, quando vão a ver, afinal tinham só a braguilha aberta? O Moyle também não, mas aquela cara era mesmo muito familiar e, muito ao contrário do que é a sua postura habitual, dirigiu-se-lhe a perguntar se não se conheciam. No fim de contas, o que acabou por ter uma certa piada de uma maneira embaraçosa, tratava-se de uma figura pública que todos vocês conhecem: Jesus Cristo.
Depois de uma troca de impressões sobre trivialidades – E que tal o Benfica este ano? O tempo está quentote para a época? Será que o Sócrates nunca mais assume? – esse tipo de trivialidades, vocês compreendem, o Moyle ganhou a coragem e confiança necessárias para colocar aquela pergunta inevitável e incómoda que toda a gente quer fazer a uma celebridade.
Moyle – É verdade que já não conseguis caminhar sobre as águas? [mostrando-lhe a imagem que vos trago agora]
Foi uma agradável surpresa e ficou, desde logo, marcada mais uma reunião para uma entrevista que, brevemente ou talvez não, o Moyle vos facultará, no sítio do costume [aqui, não no Pingo Doce].




