Nada de introduções estúpidas e que só torram a paciência aos poucos apreciadores [também acredito que seja por pena] aqui do estaminé do Moyle.
A recente discussão sobre a possibilidade da união jurídica de duas pessoas do mesmo sexo, ou seja, o casamento homossexual não chegou a acontecer. Como os deputados do PS são os únicos putos que têm a bola, nesta legislatura, só joga quem eles querem, pelo que não tivemos o prazer de uma contenda [e o Moyle que se reabasteceu de um lote generoso de milho para pipocas] e todas as ilusões de entretenimento de qualidade à borliú foram à vida.
Como não podia deixar de ser, o Moyle tem opinião sobre este assunto, até porque o Moyle tem opinião sobre tudo, ou quase, e porque se tinha dito logo no início que não ia haver introduções estúpidas, e estamos precisamente a olhar para uma, vamos lá ao que interessa.
O PS cometeu uma estupidez política ao não aprovar a união entre lar… rab… bic…, como é que se chamam aqueles gajos que?… homossexuais [obrigado wikipedia]. Ao pensarem nos votos da velhada e da classe média ressabiada e na falta que fariam nas próximas eleições, o PS teve um deslize estratégico que poderá sair bem caro, literalmente.
Como todos os casais, os casais homossexuais, sofrem momentos de tensão, de arrefecimento e de incompatibilização conjugal que terminam, em muitos casos, na separação. O grande erro do Governo/PS reside aqui. Já imaginaram a quantidade de dinheiro em processos de divórcios que entraria potencialmente nas Conservatórias do Registo Civil?
Mas não só o Governo da República perde em entradas financeiras, também advogados, solicitadores, psicólogos e conselheiros/terapeutas de “uniões juridicamente aceites” [porque sendo rab…, bolas, homossexuais não se pode chamar-lhes matrimoniais] perdem um mercado com bastante potencial [até porque basta olhar em redor e chegamos à conclusão de que os interessados não são só meia dúzia de freaks que sonham com guardar rebanhos de ovelhas à luz das estrelas].
O Moyle está mesmo a imaginar-se conselheiro/terapeuta de uniões juridicamente aceites:
Terapeuta: Então, qual é a sua opinião sobre o que se está a passar na vossa relação?
Ele: Ele já não olha para mim como dantes!
Terapeuta: O que é que o/a faz pensar assim? [porra que isto do ele e ela não é fácil]
Ele: Ele só quer bola e copos com os amigos e quando chega a casa quer o jantarinho feito e o banho a correr. Eu não sou uma escrava.
Terapeuta: O que tem a dizer sobre isto? Concorda?
Ele: Não, claro que não. Mato-me com trabalhar e chego a casa e ainda tenho eu que fazer o jantar porque sua excelência está com enxaquecas por causa da gravata do Goucha de manhã e da voz histérica do Cláudio Ramos à tarde? O jantar era o mínimo.
Terapeuta: Mas sobre a questão do abandono, de trocá-lo/a? [não me habituo a esta merda]
Ele: É ridículo!
Ele: Ridículo, eu ficar noites e noites sozinho em casa à tua espera?
Terapeuta: Não interrompa, têm que ser civilizadas. [está bonito, já falo no feminino e tudo]
Ele: Nada do que eu faço está bem para ti. Ou reclamo disto, ou não te faço aquilo, ou é porque não te ofereço flores, ou é porque olhei para o trolha, ou já não me interesso por ti. Chega. Nada do que faço é suficientemente bom para ti. Decide-te!
Terapeuta: Calma, vamos ter calma. Estamos aqui para resolver essas questões todas e…
Ele: A culpa é da mãe, ela nunca me aceitou. Eu sei que ela sempre quis um engenheiro para o rico filhinho.
Terapeuta: Mas…
Ele: Não tragas a minha mãe para o assunto. Isso é falso e a escolha foi minha, eu é que te quis e…
Ele: E os meus projectos e o que abdiquei por nós?
Terapeuta: Não vamos entrar em conflito, o diálogo é a solução [oh meu Deus, agora pareço o Guterres e o diálogo. A minha mãe bem disse: - Vai para médico que ganha-se bem! Mas não, claro que não. Aqui o Ghandi queria ajudar as pessoas. Está à vista! Burro, burro, burro!]
Ele: Abdicar, queres que te fale em abdicar. Quem deixou de ir ao estádio, apoiar o seu Sporting, porque não o querias a ver as pernas dos jogadores? E as noites de póquer, às quais nunca quiseste ir e me obrigaste a deixar porque achavas que jogávamos “ao despe”? Eu também abdiquei de muita coisa, tudo por ti e para poderes decorar a casa com materiais importados e outras paneleirices do género.
Ele: Viu Doutor, o que ele disse agora mesmo. Ele já não gosta de mim. Antes era bom gosto e eu era um óptimo decorador de interiores agora são paneleirices…
Terapeuta: Bom…
Ele: Eu não gosto de ti? Eu não gosto de ti? Tive que deixar a minha carreira política porque tinhas medo que o meu lugar na Assembleia fosse junto à bancada do CDS/PP! Isso faz algum sentido? E eu é que não gosto de ti?
Terapeuta: Estou a sentir muita hostilidade aqui e essa crispação nunca é boa conselheira nestas situações. Vamos lá respirar fundo e acalmarmo-nos todas… TODAS? EU DISSE TODAS? JÁ CHEGA DESTA MERDA, EU NÃO SUPORTO MAIS ISTO. SE QUEREM A MINHA OPINIÃO, OLHEM… F***AM-SE!
Ele: Olha, que nervosa ela estava. Mas, mesmo assim, se calhar o Doutor tem a sua razão! Já não te ofereço um botãozinho de rosa há demasiado tempo.
Ele: Realmente já há muito tempo que não te faço um cafunézinho.
Ele: Quando chegarmos a casa não queres ir jogar aos guardadores de ovelhas? Comprei uma tenda nova!
Ele: Estava a ver que não pedias!