Os autores abdicam de todas as responsabilidades sobre os conteúdos presentes neste blog... Porque não passam de tretas, por muito que desejem e achem o contrário. Não abdicamos, contudo, de todos e quaisquer direitos sobre esses mesmos conteúdos que se encontram protegidos pelas Leis de Protecção da Propriedade Intelectual em vigor (excepto na China e na Madeira). Assinado: O Alto, O Forte e o Moyle
10/23/2008
Extrema (en)Direita
10/20/2008
O Testa de Ferro





10/17/2008
Promulgação Precoce
Onã e a Moita de Flores ou Machado Vaz meets Rogeiro
Mesmo tendo em consideração que a polivalência do autarca/ dramaturgo/ guionista/ escritor/ comentador/ podador/ caçador de perdizes/ capador de porcos e cozinheiro se encontra já no patamar do lendário, não deixou de ser surpreendente tal faceta, que o Moyle não lhe conhecia.
Ao afirmar que «o tempo da autosatisfação ainda não acabou», Francisco Moita Flores lançou um forte apelo de solidariedade social para com as práticas sexuais individuais, alvo de um telúrico, mas tenaz, preconceito social. É possível ler nas entrelinhas da afirmação de Moita Flores a denúncia dos falsos moralismos da hipócrita sociedade portuguesa, em que todos desdenham da auto-satisfação mas, ao invés, todos a praticam.
Tão poderosa intervenção surgiu no contexto de um programa dedicado aos reflexos da crise dos mercados internacionais relevando, uma vez mais, a extraordinária agilidade e competência intelectual do autarca escalabitano que, desta forma, afirmou, à saciedade, o carácter axiológico das práticas masturbatórias no normal funcionamento das sociedades desenvolvidas. Veja-se que a afirmação «o tempo da autosatisfação ainda não acabou» é uma mensagem positiva, incitadora da continuidade de umas das grandes liberdades do Ocidente e que, quando pela repressão cultural e o falso moralismo das sociedades, tal prática é posta em causa o caos instala-se e todo o mundo sofre. Como afirmou Woody Allen, a masturbação é a prática sexual com a pessoa de que mais se gosta e, no seguimento desse raciocínio, podemos extrapolar para a questão de, na medida em que não se encontram aliviados e satisfeitos, os agentes financeiros mundiais procuram em factores exógenos a satisfação que antes ofereciam a si próprios, individualmente.
No fim de contas, a culpa de tamanha confusão internacional é de um pequeno grupo de pessoas situado na cópula dos sistemas financeiros que, ao abandonar tão salutares comportamentos, viu na especulação bancária e a procura desenfreada de lucros pouco escrupulosos um substituto natural.
Contactado, pelo Moyle, o director de uma entidade bancária com peso mundial - entidade tipo um Miguel Veloso com crédito - que pediu anonimato, admitiu que, por ter sido apanhado na casa de banho do seu banco a «esgalhar uma», desenvolveu um trauma tão grande que só a transacção de "activos tóxicos" aliviou a sua tensão.
Já estamos à espera de ver os mais puritanos demagogos apontar, sem qualquer preocupação de solidez argumentativa e sem quaisquer pruridos de ordem ética, que, na maioria dos casos, as pessoas com capacidade de decisão nestas matérias são casadas, unidas de facto, amigas e/ou amancebadas, pelo que tal argumento relativo à autosatisfação é extremamente falacioso e incongruente. É ridícula tal sugestão na medida em que, como todos sabemos, uma coisa não impede a outra, complementando-se antes.
Filosoficamente, podemos entrever nesta brilhante intervenção de Moita Flores uma reafirmação sonora do individualismo, da procura individual da felicidade, da liberdade dos homens (e mulheres claro, estamos aqui a falar da humanidade). Não é de menosprezar este aspecto pois, numa época de forte contestação ao modernismo [não é à toa que estamos já no pós-modernismo há uns tempos], Moita Flores levanta uma voz isolada, mas sonora em defesa de princípios básicos do humanismo, tão frequentemente esquecido, e que eram umas mais importante conquistas e ofertas do modernismo à posterioridade.
Não pode igualmente ser escamoteado o teor político e interventivo da mensagem de Moita Flores, com os dirigentes portugueses como alvo. "Autosatisfaçam-se mais e não f***am tanto os portugueses" pode entreler-se em tão forte intervenção.
Umas palavras finais relativamente a Moita Flores. Sendo a autosatisfação tão importante na sanidade e bom funcionamento das sociedades, onde vai buscar Moita Flores tempo para ela, visto parecer dotado de ubiquidade televisiva e ainda ser autarca? Ora, nas sábias palavras de Pinto da Costa - aquele que sabe ler e escrever, não leva empresas à falência e usa barba - qualquer comunicação com mais de meia dúzia de minutos é «masturbação intelectual», o que explica o à vontade e aspecto saudável e bem disposto de Moita Flores. De facto, pelo contrário, com tanta comunicação que faz arrisca-se a nascer-lhe pêlo nas meninges, fazendo aqui uma pequena chalaça com o preconceito com que se ameaçavam os jovens portugueses que atingiam a puberdade.
10/15/2008
10/14/2008
Geochelone Masthodon
As figuras tristes dos políticos portugueses já todos conhecem e a vida em Portugal não seria possível sem elas. Desde o célebre “bolo-rei” do senhor presidente, ao “break dance” do camarada Jerónimo, passando pelo “Guterr...Gondomar” daquele senhor que desviava batatas da messe e não esquecendo a “onda laranja” do outro engenheiro, já passámos por alguns momentos imortais – já repararam que a diferença entre idiotas e imortais é de apenas uma letra? – partilhando, contudo, a particularidade de serem “consumidos” apenas aquém-fronteiras.
Esta limitação das gaffes ao território nacional é o resultado, óbvio, da falta de expressão e peso internacional dos políticos portugueses. Ninguém, para lá de Quintanilha, está minimamente preocupado com a política portuguesa nem, e isso é que é estranho, com as figuras tristes com que os seus protagonistas nos presenteiam. Há, no entanto, uma excepção e, quando pensamos em peso político, apenas uma e única personalidade sobressai, Mário Soares.
Se bem se lembram – senão, também não faz muito mal – foi entre 24 e 28 de Novembro de 1995 que Mário Soares demonstrou à saciedade a resistência das carapaças da Geochelone Gigantea, a tartaruga das Seychelles, efeméride que comemorou este ano uma década e três anos.
Pensavam que este acontecimento tinha tido expressão apenas de Elvas para cá? Enganaram-se à grande, pois a repercussão deste momento alto das presidências soaristas não só não passou despercebida no estrangeiro como teve direito à memoração para a posterioridade, tal a dimensão que tal episódio adquiriu.
A estátua que vos trazemos nesta imagem é a celebração artística de um animal político, mais propriamente um Mastodonte presidencial. A argúcia política de Mário Soares ficou bem patente na escolha de uma tartaruga para se montar, tendo em vista a tendência de meter água dos políticos portugueses, revelando que se sente à vontade na missão de político e, acima disso, português.
Importa reter, portanto, que Mário Soares é o verdadeiro monstro político pré-histórico e, ao mesmo tempo, híbrido, sem rival em Portugal. A única correspondência no mundo animal seria uma “Tartaruga Mastodonte”, cujo nome latino já foi oferecido no título do post [é justo, quem faz a descoberta dá o nome]. A coisa até esteve prestes a animar há uns meses, mas Cavaco Silva recusou-se a montar aquele camelo na Jordânia.
10/10/2008
Carpintaria Mística
Enfim, deixem lá que isto não dá para mais que mendigar a vossa piedade para com os infelizes, i.e. o Moyle. Adiante.
Há uns dias, quando se encontrava no cinema preparado para visionamentalizacionar Hellboy II: o Exército Dourado, o Moyle encarou com uma figura, esta na fila para o Mamma Mia, que lhe parecia familiar.
Já tiveram aquela sensação muito intensa de terem a certeza de conhecerem alguém e não se lembram de onde e, quando vão a ver, afinal tinham só a braguilha aberta? O Moyle também não, mas aquela cara era mesmo muito familiar e, muito ao contrário do que é a sua postura habitual, dirigiu-se-lhe a perguntar se não se conheciam. No fim de contas, o que acabou por ter uma certa piada de uma maneira embaraçosa, tratava-se de uma figura pública que todos vocês conhecem: Jesus Cristo.
Depois de uma troca de impressões sobre trivialidades – E que tal o Benfica este ano? O tempo está quentote para a época? Será que o Sócrates nunca mais assume? – esse tipo de trivialidades, vocês compreendem, o Moyle ganhou a coragem e confiança necessárias para colocar aquela pergunta inevitável e incómoda que toda a gente quer fazer a uma celebridade.
Moyle – É verdade que já não conseguis caminhar sobre as águas? [mostrando-lhe a imagem que vos trago agora]
Foi uma agradável surpresa e ficou, desde logo, marcada mais uma reunião para uma entrevista que, brevemente ou talvez não, o Moyle vos facultará, no sítio do costume [aqui, não no Pingo Doce].

10/08/2008
A Bolsa ou a Vida!
10/04/2008
Toponímia Natalista
Um nome de uma terra que o Moyle aprecia vivamente é – apesar de nunca lá ter posto uma unhita que fosse – o de Coina. Mas porquê esta terra especificamente, poderiam perguntar – embora o Moyle imagine que não o façam porque passariam por tolinhos a falar para o inanimado monitor do computador.
O topónimo Coina é interessante, acima de tudo, pelas potencialidades de piadas que pode produzir, nomeadamente a desconstrução de outros termos vulgares e/ou técnicos associados ao étimo em apreço.
Só naquela de criar um pano de fundo minimamente verosímil – embora perfeitamente desnecessário e até ridículo – para uma situação em que o Moyle explore a sua pretensa ideia com piada, imaginemos que os habitantes daquela localidade pretendiam mudar o nome da terra por serem gozados – justamente refira-se – pelo resto do país. Numa situação destas o Moyle estaria já preparado para oferecer uma panóplia – sempre quis usar esta palavra – de possibilidades de novos topónimos.
Vejamos então. Em caso de mudança de nome, os habitantes de Coina poderiam sempre dizer habitar na Vaigina, Paitareca, Poimbinha, Vuilva, Paissarinha, Biichana, Criica, Piipi [perdendo-se nestes três casos todas as potencialidades de uma piada oral, porque só resulta escrito devido à existência da letra i repetida], no Baicalhau, na Peirseguida, na Nêispera, Mainga, Buiceta [estas duas últimas para a eventualidade de um leitor brasileiro].
Como está bom de imaginar podem – no caso remoto e altamente improvável de se quererem associar a esta lamentável demonstração de mau gosto, embora bastante criativo mas, ainda assim, mau gosto – apontar outras possibilidades que não tenham ocorrido ao Moyle, o que será devidamente creditado no post [mais uma razão para não dizerem nada].
Vá lá, soltem o Alfredo Barreiros que há em vocês.
E os que orgulhasamente soltaram o Alfredo Barreiros escondido no seu íntimo foram:
Jimini Cricket com Piitska [Russo] e Caiixinha [caboverdiano].
Sorrisos em Alta com Paichacha ou Paixaxa.
Teté com Piirilau [se eventualmente os habitantes de Coina não fossem uns coininhas de sabão].
A Clara não tem direito por não ter soltado o Alfredo Barreiros que eu sei que ela tem.
9/10/2008
Epilepsia Publicitária
9/09/2008
Suíço vs Suíças

9/05/2008
9/04/2008
A Porta em DePORTAção
9/03/2008
Mãos ao Alto
The Name for the Job
Hoje, porém, o Moyle deparou-se com uma situação real e não fruto do devaneio "Twilight Zone" que o caracteriza.
Tudo isto para dizer que o Comandante da capitania de Faro se chama Reis Ágoas.
É, ou não, uma situação genial? Ok, podem dizer que não. Também não é assim tão genial como isso. Mas tem uma certa piada.





