9/10/2008

Epilepsia Publicitária


Já viram o anúncio do Fernando Alvim para a Vobis? Aposto que ficaram tão surpreendidos como o Moyle. Não fazia a mínima ideia que o Alvim era epiléptico.

9/09/2008

Literalmente

Ao ler esta notícia o Moyle pensou isto:



e isto:


Estará o Moyle a levar as coisas demasiado à letra?

Poste nº 200


Suíço vs Suíças

O Moyle, tendo acompanhado todo o Open dos EUA, não deixou escapar a oportunidade de visionamentalizacionar a final que opôs o suíço Roger Federer e o escocês Andy Murray. Tendo em conta o encontro e as patilhas que o escocês exibiu não foi surpresa o desfecho na medida em que, na realidade, Federer defrontou um desenho animado que todos conhecemos, o contínuo Willie da Escola Básica de Springfield.


9/04/2008

A Porta em DePORTAção

Paulo Portas expôs-se hoje à ira das sociedades que representam as minorias, CDS-PP incluído, por defender o repatriamento dos imigrantes que cometam ilícitos em território português. Esta posição não é nova, pois o Moyle sabe que o líder popular, ou populista [nunca se sabe muito bem que adjectivo usar nesta situação e espera-se, muito sinceramente, que se trate de um adjectivo senão quem se expõe é o Moyle ao ridículo por nem conhecer a língua portuguesa e, por essa falta, não ser considerado suficientemente português e, por isso mesmo, sujeitar-se a ser deportado sabe-se lá bem para onde] já a vem defendendo há mais de um ano, embora só agora se tenha tornado pública.
Contactado pelo Moyle, Paulo Portas não respondeu, mas, fazendo de conta que sim, afirmou não perceber por que razão é associado neste blog, que não é mauzito de todo, com o nome de Catherine Deneuve, até porque só gosta de filmes de Eisenstein, na medida em que é um profundo apreciador da "Montagem Dialéctica", e este realizador/teórico da 7ª Arte é o mais acabado exemplo da perfeição nessa técnica.
Quanto à sua posição perante os imigrantes, questionado sobre se não temia ser acusado de xenofobia, Portas (o do risco ao lado, é desse que estamos a falar porque o outro deve andar a comer caril à custa da RTP) afirmou que essa era uma questão que não se colocava porque se pudesse deportava também os criminosos que nasceram em Portugal e só não o propõe porque não sabe para onde os desterraria, agora que Portugal não tem colónias.

9/03/2008

Mãos ao Alto

O Moyle não é alarmista, excepto nos momentos em que há motivo para alarme, e mantém uma postura bastante serena acerca das coisas (ainda que etilicamente, serenidade é serenidade). No entanto, há coisas que não se percebem por muito, ou pouco, esforço que se faça.
Há meses, não vamos ser exagerados e começar aqui a falar em semanas, que quem vai abastecer o carro é assaltado (é que são largos milhares de furtos, há quem diga mesmo centenas, por dia) e agora, que os utentes retribuem, há logo planos e projectos e esquemas de contingência e tal e coisa para proteger as gasolineiras. Isto faz sentido para vocês? É que para o Moyle não faz sentido nenhum.
No fim de contas, os assaltos são feitos da mesma maneira dos dois lados, com recurso a uma pistola (ok, uma tem mangueira numa das extremidades e outra não, mas e daí? Esse aspecto é meramente um peru com menos de 18 anos).
A única luz que se consegue fazer deste assunto é a violação do monopólio de actividade. A exclusividade do assalto nas Estações de Serviço pertencerá, eventualmente, às gasolineiras. Dando-se esse caso, é natural que as gasolineiras fiquem aborrecidas porque estão a ser afogadas por concorrência não regulamentada.
Mas quem deu exclusividade de furto às gasolineiras? E foi dada, ou vendida? É que sendo este um mercado a caminho do liberalismo, os assaltos deviam estar sujeitos às leis da oferta e da procura, auto-regulando-se.
Nunca devia ter deixado as cadeiras de hermetismo esotérico. Davam agora um jeitão.

The Name for the Job

O Moyle já aqui divagou uma vez e depois outra sobre pessoas que parecem feitas de encomenda para certas situações, nomeadamente peças de teatro, reais ou eventuais.
Hoje, porém, o Moyle deparou-se com uma situação real e não fruto do devaneio "Twilight Zone" que o caracteriza.
Tudo isto para dizer que o Comandante da capitania de Faro se chama Reis Ágoas.
É, ou não, uma situação genial? Ok, podem dizer que não. Também não é assim tão genial como isso. Mas tem uma certa piada.

8/20/2008

Não era nisto que os Wright estavam a pensar

Os espanhóis estão em grande no desporto.
Depois da vitória no Campeonato da Europa de Futebol, das vitórias de Nadal e respectivo primeiro lugar do Ranking Mundial, depois da vitória de Carlos Sastre no Tour de France, depois da vitória de Samuel Sanchez e Joan Llaneras no Ciclismo Olímpico, isto para citar algumas das mais notórias, os espanhóis voltam a mostrar que estão em grande forma ao revelarem-se imbatíveis no Mergulho Sincronizado.
O espírito competitivo e desportivo dos nossos vizinhos é tão grande que não descansaram enquanto não se tornaram em tochas olímpicas.

8/12/2008

Belle Toujours

«Havia um pessegueiro na ilha,
Plantado pelo vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Covo...»
Enquanto o Moyle vai uma semanita ali a Porto Covo ver se está tudo no mesmo sítio e a que preço está a cerveja no litoral alentejano (esperemos que haja vaga no Parque de Campismo, claro), deixa-vos aqui uma questão para meditarem. Não esquecer que este exercício vai ser sujeito a avaliação, e conta para nota, no teste da próxima semana.
O Moyle não compreende a incompreensão e o preconceito que, em Portugal, rodeiam a obra do genial realizador português Manuel de Oliveira. Na realidade, começa a ser um bocado irritante que os portugueses se queixem de que tudo é mau no país e de que as poucas coisas boas só são reconhecidas por estrangeiros e no estrangeiro e, ao mesmo tempo, se mostrem indisponíveis para compreender a sua própria cultura e o que ela tem de melhor.
Além do centenário realizador português, de quem o Moyle é tão grande admirador que mal pode esperar para ver o documentário autobiográfico «A visita, ou memória e confissões», outros exemplos da qualidade portuguesa ser apenas reconhecida além-fronteiras podem ser aduzidos, como nos casos de Zezé Camarinha, José Castelo-Branco e Durão Barroso.
Na tentativa de contribuir para a democratização da obra de Oliveira o Moyle dá, agora, seguimento ao esforço de descodificação da sua obra para que possa, finalmente, ser descoberta e plenamente fruída pelas massas (nomeadamente o rigatone, o fusili e o penne).
Além da artificiosa e genial exploração tântrica da tensão sexual ao longo das suas películas – que pode levar a momentos embaraçosos nos espectadores – a intervenção político-social é outra das marcas ignoradas pelos que visionamentalizacionalizam os filmes de Oliveira.
Vem isto a propósito da continuidade que o realizador portuense fez do filme de Buñuel «Belle De Jour», com o seu «Belle Toujours». Pretendeu Manoel mostrar que, apesar da vida dupla que levava, optando por uma sexualidade alternativa, Catherine Deneuve não perde a sua beleza devendo – e esta mensagem aparece de forma refinadíssima no título Belle Toujours – assumir essa mesma sexualidade.
No fim de contas, o que Manoel de Oliveira pretende com a sua obra de arte é que as Catherine Deneuves que existem por aí se assumam perante o mundo, lembrando-as que são como são e não perderão a sua “beleza” por isso.

8/07/2008

Heliofobia

Moyle – Olha quem ele é! Ainda és vivo? Que tal, tudo bem?

Ele – Olá! Está tudo porreiro!

Moyle – Que voz fininha é essa?

Ele – É por causa do Hélio.

Moyle – Oh cromo, então andaste a respirar essa porcaria? Isso ainda te faz mal!

Ele – Não é isso. O Hélio deu-me um pontapé nos guizos.

8/06/2008

Hitler mit Hund


Num raro achado, o Moyle encontrou esta imagem que mostra o ditador da sanguinária ditadura nazi na Alemanha, num momento de descontracção com o seu cão. Note-se a indumentária militarista do ditador e o aspecto patusco do seu cão, que não imagina o ódio que passa pela cabeça do seu dono.

8/04/2008

Reverso Casanova

Ela – Dás-me o teu número?
Moyle – Não posso, preciso dele!


Ela – E o mail, podemos trocar e-mail?
Moyle – Também não dá. Não iria conseguir decorar a tua password!

7/29/2008

Mito e Utopia

Se ela tem medo mais medo tem o Moyle que meia dúzia de atrasados mentais a transformem num mito, com compilações e colectâneas e porcarias de homenagens e documentários e tretas do género, como fizeram com os outros. É que aí nunca mais nos larga.
É tão bonito quando as pseudo-estrelas definham até ao esquecimento.

And the Oscar Goes to... Rabicho!

(cliquem para etc., etc., etc.)


O Moyle teve a oportunidade de visionamentalizacionar a película em causa e o triste, embora já não lhe faça proveito nenhum, merece a estatueta por ter feito o melhor Joker de todos os tempos.