6/18/2008

Congo ou Zaire?

A chegada de Ariza Makukula ao Benfica fez o Moyle pensar o seguinte: «O Nuno Rogeiro é mesmo um cepo em Política Internacional». Passa-se a explicar.
Muito misticismo rodeia sempre os comentários sobre a situação africana e, em particular, da situação da República Democrática do Congo. Deriva este facto de ninguém fazer a mínima ideia do que lá se passa. Por isso, até hoje, nunca ninguém conseguiu dar uma resposta cabal para o facto de a República Democrática do Congo ter mudado 3 vezes de nome nos últimos 37 anos.
O Moyle descobriu sozinho, por sua conta e risco (e por essa razão não partilha os louros da descoberta), que foi por imperativos de marketing que o nome de Zaire foi abandonado em detrimento da recuperação do antigo nome de Congo. A principal produção deste país africano são os, extremamente afamados, “Conguitos”! Depois de Mobutu Sese Seko, etc. (mais uma catrefada de nomes que não lembrava ao diabo) ter mudado o nome ao país para Zaire, a produção mudou o nome para “Zairitos”. Ora, ficou bastante claro que esta nova denominação não convenceu os consumidores que, pelo contrário, associaram a mudança do nome a uma perda da qualidade do produto.

Resta mencionar que foram a fome e a miséria que grassam na República Democrática do Congo, desde o encerramento de 398.861 fábricas e 1.850.4583.34956 oficinas tradicionais de confecção de “Conguitos “, que levaram a esta nova renomeação do país. Espera-se que a coisa vá ao sítio dentro de pouco tempo.
In you’re face, Rogeiro!

6/16/2008

Paths of Victory Victim

Não o conhece, não tem nada contra ele, até reconhece que sim, eh pá, é um tipo importante e tal, mas a verdade é que o Moyle já deu por si a desejar que Bob Dylan tivesse batido a bota em 1963.
A culpa é dos atrasados mentais da Galp que não largam os pavilhões auriculares de um gajo. Nheda-se...

6/15/2008

Variações em Redor do Nada

Como é sabido, os repórteres e jornalistas portugueses são os últimos bastiões de defesa da língua portuguesa, sendo tão raro detectar-lhes erros linguísticos que é mais provável ser-se atingido por um relâmpago dentro de casa, num dia de céu limpo e com as janelas fechadas. Mas será que a paranóia em redor da Selecção nacional de futebol é tão grande que está a afectar seriamente até os repórteres televisivos portugueses?
Pela sua incredulidade em relação a um eventual erro de um jornalista, em termos de Língua Portuguesa, o Moyle está com dificuldade em aceitar que quando disse: - «Scolari está numa animadíssima conversa com uma mala de mão», o repórter TVI não estivesse mesmo a relatar a realidade que observava.
Talvez tenha razão e o sargentão não esteja mesmo a bater bem da bola e isso faz surgir no Moyle a secreta esperança de que talvez seja este o ano em que a equipa de todos nós vai jogar bem.
Para já... parece que gosta de manjar turco e de banho checo! O chocolate suíço é que parece um bocadinho indigesto.

6/14/2008

10 Perguntas a Santo António

O Alto, o Forte e o Moyle (AFM) – Desde já o nosso muito sincero agradecimento por ter aceite este nosso convite para uma entrevista, até porque soubemos que tem uma agenda bastante complicada.

Santo António (SA) – Não agradeçam. Sou eu que agradeço por se terem lembrado de mim nesta vossa incursão no mundo do divino. Embora não saiba se serei o mais indicado para vos esclarecer nas vossas dúvidas, estou aqui para dar o meu melhor.

AFM – Santo António, diga-nos...

SA – Não, não. Nada disso. Toni, chamem-me Toni.

AFM – Ah, com certeza. Mas já agora, não gosta de ser santo?

SA – Sinceramente não me importo de ser santo, isto é, não é mau e tem mesmo muitas coisas positivas. Eu peço-vos que me tratem por Toni por dois motivos. Por um lado o meu nome artístico já me cansa um bocadinho, parecendo que não já lá vão 777 anos sempre em “power play”, que é como quem diz, a “bombar”. Por outro lado, neste ambiente de maior descontracção, não há motivo para reverências.

AFM – Muito agradecidos pela honra desta intimidade. Diga-nos lá Toni, por que razão escolheu Santo António para nome artístico, isto é, qual era a sua especialidade como milagreiro?

SA – Eh pá, eu nunca foi muito do género milagreiro, embora circule por aí muita treta que me vai sendo atribuída. O que me vale é que ando no ginásio já há uns aninhos largos (risos) e tenho costas largas, se é que estão a apanhar o que eu estou a deixar cair (piscar de olho cúmplice).

AFM – Então, vai perdoar-nos a nossa ignorância, mas na Idade Média havia ginásios?

SA – Haver não havia, fui eu que os inventei. Os lavradores andavam em forma, até pelo que faziam, mas eu, como não tinha aquela profissão, senti necessidade de desenvolver uma forma de manter a forma física, até porque a contemplação, o trabalho intelectual, estava deixar-me flácido e a prejudicar a minha performance a nível sexual. O que me leva à vossa questão anterior. Eu fiquei famoso não foi por ser milagreiro mas sim por fazer maravilhas, na cama bem entendido. Eu era um autêntico atleta sexual. Filhas da aristocracia, burguesinhas, camponesas, mendigas, limpava tudo o que mexia, sem pejos nem complexos. Era um fartote (largo sorriso e olhos sonhadores)!

AFM – Estamos perfeitamente estupefactos. Nunca imaginámos que fossem esses os méritos que lhe valeram a fama e o reconhecimento. Sempre pensámos, aliás cremos que maioria assim pensa, que o Santo António tinha ascendido à santidade por ser uma boa pessoa, um emérito estudioso das Sagradas Escrituras, um brilhante seguidor de S. Francisco, o protector das jovens casadoiras. Ainda estupefactos, temos que perguntar, qual a razão desta discrepância?

SA – A questão resume-se ao marketing. Como a Igreja estava a passar uma fase transição e de escolha de modelos de gestão – tinha havido uns excessos da gestão anterior e a credibilidade da instituição estava um bocado por baixo e já se sabe que a oposição sai logo de todo o lado para aproveitar os despojos – os meus consultores de imagem decidiram desenvolver esta, que toda a gente conhece. Embora eu esteja um pouco cansado dela, devo reconhecer que foi devido a esta estratégia brilhante que ganhei, e mantenho, uma fama enorme. Mas atenção que nem tudo é artificial, a questão de protector das moças tem tudo a ver com o que vos contei antes. Eu sempre fui uma alma caridosa e deitava a mão a quem não tinha ponta por onde se lhe pegasse. Aquelas moças que eram autênticos canhões, feias todos os dias, com os dentes pobres, eu não as desprezava. Marchavam na mesma, como se diz hoje. E a coisa resultava para elas, que pareciam logo outras. A maioria, senão mesmo todas, depois de me passarem pelas mãos – que é como quem diz (sorriso “malandro”) – arranjaram todas casório. Era o meu prestígio ao serviço do Bem e daí veio a fama que ainda mantenho de casamenteiro.

AFM – Mas mantém-se uma ideia, ainda hoje, de que a Idade Média era uma época de forte retracção na relação das pessoas com o seu próprio corpo, de fortes inibições ditadas pela Igreja e por um entendimento da religião e do mundo muito fechados e conservadores. Partindo do que nos conta, vê-se uma realidade completamente diferente. O que nos pode adiantar sobre isto?

SA – Voltamos um pouco ao mesmo. Uma coisa é aquilo que se pensa e outra o que se passou e o funcionamento das coisas na realidade. Quando dizem que aquela altura é uma altura de limitação das pulsões sexuais é uma completa e absurda treta. Quem é que acham que inventou o “direito de pernada”, ou de “Ius primae noctis” se quiserem?

AFM – Mas consta-se que seria um mito propagado pelos iluministas para denegrir a Idade Média.

SA – Os iluministas realmente podem falar muito, ou não fosse o grande maluco do Alphonse [trata-se aqui do marquês de Sade] um iluminista convicto e assumido. Hoje quando se fala em “swing”, ou em “ménages a trois” está-se a recuperar o conceito de “pernada” que eu criei e foi amplamente divulgado e praticado pela Cristandade. É que não tinha mesmo nada a ver com violação das servas pelos senhores de terras, etc. Imaginem um casal que pedia a alguém para alinhar com eles num festarola a três. Ora, o favor tinha que ser retribuído em qualquer circunstância, mais tarde, e daí vinha a expressão “Direito de”, isto é, o direito de ver retribuída a participação na tal festarola. Já a expressão em latim, é mais incorrecta pois refere-se apenas aos primeiros tempos quando ainda estava a organizar o esquema todo, pois nesses primeiros tempos, estas festarolas, só podiam ocorrer no primeiro dia de cada mês, para não prejudicar a vida profissional das pessoas. Depois de tanto trabalho não tenho o mérito devido, apesar de me terem canonizado. Mas já é normal os outros ficarem com os créditos do meu trabalho.

AFM – Sente-se injustiçado de alguma maneira?

SA – Eu, por personalidade, nunca fui muito de queixumes e maledicência. Porém, parece-me justo referir que o meu próprio reino… agora diz-se país, mas a história é a mesma. Como eu dizia, o meu próprio país desprezou-me. Vejam bem! Nasci em Lisboa, fiz os meus estudos em Coimbra mas foi só no estrangeiro que fui reconhecido nas minhas capacidades. Hoje, inclusivamente, sou padroeiro de Pádua. Quem é padroeiro de Lisboa? S. Vicente, que veio num barco guiado por dois corvos! Já viram o descaramento? Já ouviram alguma treta maior que esta? È claro que por vezes me revolto, mas tudo passa e eu continuo a gostar muito da minha terra.

AFM – Voltando um pouco atrás. Não nota uma incongruência entre a expressão Cristandade e as práticas de sexo livre que nos contou?

SA – Não, claro que não. Vocês têm a cabecinha tão cheia de preconceitos contra a medievalidade que vos custa a aceitar a realidade. O grande ícon de religiosidade medieval é o Papa. Ninguém, hoje, imagina o que era a Cúria papal e o Vaticano. Era um cheiro a excreções glandulares que não vos passa pela cabeça. Aquilo que se conta das orgias romanas, além de ser treta, pois tenho falado com outros colegas santos da época e não era nada assim, passava-se no meu tempo a uma escala ainda mais gigantesca do que se conta por aí. Atenção que não estou a dizer que era mau. Vejamos. Pelas vossas caras de espanto, acho que estão a perder aqui o quadro geral. O que Deus quer é fácil de perceber. Deus é um gajo solitário, muito ligado à rotina e frequentemente sente-se sozinho então o que ele quer é companhia, muitas almas para encher os salões lá de cima. Aquilo é mesmo enorme e torna-se um bocado aborrecido com o passar dos séculos. Mas vocês já sabem disso, já falaram com Ele.

AFM – É bem verdade. De facto, foi a ideia com que ficámos foi a de alguém bastante solitário, preso à rotina. Mudando de assunto. Que motivo o levou a escolher a Itália?

SA – Para dizer a verdade, não vai ser grande mudança de assunto. Eu explico. Quando estava a estudar em Coimbra, apareceram aí uns italianos que iam ao engate para Marrocos, que havia um gajo que se chamava Miramolim que as abarbatava todas e coisas do género. Diziam que as gajas eram boas e estavam fartos das italianas, que só queriam era ministros franceses e tal… O que me encantou foram as histórias que me contaram das italianas e como Coimbra era uma cidade pequena, e eu já tinha corrido o mulherio todo pelo menos duas vezes, decidi que o meu futuro era em Itália. Pelo sim pelo não, também aprendi francês e ter ido para Itália acabou por ser um golpe de sorte, porque só não fui com aqueles malucos para Marrocos porque nunca soube nadar e era preciso ir de barco ainda um bocado. E foi em Pádua que me estabeleci, porque era lá que precisavam de uma pessoa como eu. A proporção de mulheres para cada homem era mesmo à minha medida.

AFM – Então não foi para Itália para seguir o “chamamento” de Francisco de Assis?

SA – Bem, na realidade eu já ouvia histórias por aqui de que era alguém muito à frente, um vanguardista, cujas pesquisas em termos de posições sexuais só se comparariam ao que mais tarde se soube que existia já no Oriente. Ele e a Clara eram autênticos coelhos, dia e noite, dia e noite naquilo. É claro que esse tipo de investigação era exactamente o meu campo de preferência, embora eu achasse que o “Quico” não estava a levar as suas próprias investigações suficientemente longe. Os dois foram, não diria pioneiros, mas grandes inovadores, contudo eram apenas os dois, os benefícios estavam reservados àquele par. Eu queria, obviamente fazer uma coisa em grande, alargar o sexo livre a uma experiência de massas, o que acabei por conseguir por toda a Europa, onde ensinei e pratiquei os meus ensinamentos. Mas pode dizer-se que o Quico me marcou bastante, embora não o conhecesse pessoalmente. Acho que o vi uma vez ou outra, de longe, quando andava pelos palheiros a catequizar as filhas e as mulheres dos lavradores. Mas foi depois das minhas, chamemos-lhes pesquisas, que foi criada a Ordem Terceira, ou seja, um grupo de pessoas sem medo de experimentar a “3ª Via”, em termos de sexo claro.

AFM – Vai já longo o tempo e extensa a nossa conversa, portanto queremos colocar uma questão final. Que conselho daria ao actual papa, Bento XVI?

SA – Bom, eu é que tenho que agradecer, até porque, já soube, embora seja considerado um santo popular as oportunidades para regressar têm sido muito poucas. Mas não vamos estar a chover no molhado e devo confessar que gostei muito deste bocadinho que passámos. Quanto à vossa última questão, devo estabelecer aqui um ponto apriorístico. Eu não sou uma pessoa preconceituosa, muito pelo contrário. Quem me conhece sabe bem que sempre me bati pela tolerância, pela igualdade, a paz na humanidade e a troca de fluidos como a forma ideal de chegar a Deus e selar esse pacto entre os Homens. Toda esta introdução para dizer o quê? Embora eu ache um bocado nojento e inútil, não tenho nada contra as escolhas individuais, mas acho que cada um deve assumir o que é e o que sente. Portanto, para Bento XVI, que ainda por cima é de uma terra de que eu gosto muito, com umas mulheres lindas e muito boas e “dadas” (piscando o olho de forma matreira), o meu conselho é que está na altura de sair do armário [S.A. pediu-nos para não escrevermos esta expressão com aspas].

AFM – Muito agradecidos estamos pela presença, simpatia, experiência e sapiência que aceitou generosamente partilhar connosco e com os nossos leitores e até uma próxima oportunidade.

SA – Ora essa, o prazer foi todo meu e, novamente, o meu muito sincero agradecimento por esta oportunidade.

6/12/2008

Sermão de St.o António às Sardinhas


A Câmara Municipal de Lisboa decidiu mudar a imagem das festas de Lisboa recorrendo à tradicional sardinha para as representar.
O Patriarcado de Lisboa, por intermédio do seu G.P (Gabinete de Proselitismo) – que quer dizer marketing em linguagem católica – pôs-se logo em campo para evitar que as festas populares lisboetas percam o seu cunho religioso para passarem a ser uma marosca para “espetar a unha” no vinho merdoso que vendem a turistas sedentos de pitoresco. Por esse motivo avançou com esta imagem que, acreditam, fará a ponte entre o sagrado e o profano no acontecimento do ano da socialite de Alfama.

6/10/2008

Aborto Putativo

Afinal parece que Carolina Salgado não abortou. E o Moyle que tinha aqui uma piada tão boa sobre as vantagens de haver no mundo menos um filho da... mas assim não vale a pena dizê-la.

Coerência em 18 rodas

Um empresário do ramo dos transportes foi definitivamente paralisado hoje pela paralisação dos camionistas.
Isto ensina-nos uma valiosa lição sobre preconceitos. Os camionistas afinal não são labregos pançudos que gostam de ir às putas. São trabalhadores convictos e coerentes e que levam às últimas consequências as suas acções.

6/09/2008

As Chávez do Totalitarismo

Hugo Chavéz proibiu a transmissão dos Simpsons na Venezuela sob o argumento de que violava uma catrefada de leis e estabelecia maus exemplos para juventude venezuelana.
Que o homem era parvo já todos sabíamos, mas o que está a escapar à maioria dos observadores, que viu esta notícia como uma mera curiosidade decorrente da neurose do presidente daquele país sul-americano, é que por detrás desta simples proibição está uma agenda totalitarista.
Como chegou o Moyle a esta conclusão? Ora bem, o tempo de antena ocupado pelos Simpsons vai ser atribuído à série, também americana, Baywatch.
Este pormenor, aparentemente despiciendo, esconde os objectivos chavistas. Todos acusam Chavéz de pretensões ditatoriais, de praticar uma democracia demasiado “musculada”, de ter tentações de intervenção militar nos países vizinhos, mas nenhum tem provas concretas da sua tendência totalitária.. Ninguém a não ser o Moyle.
Uma das características de todos os regimes totalitários e das ditaduras com projectos totalitarizantes é o incentivo da natalidade. Por questões ideológicas: - “Somos os melhores temos que ser muitos”. Por razões económicas: - “Quantos mais formos mais produzimos, mais consumimos e tornamo-nos mais fortes economicamente”. Por razões militares: - “São precisos soldados para alimentar os programas expansionistas”.
A substituição dos inócuos, em termos de erecção, - embora o Moyle já tenha ouvido falar em tusas derivadas destes desenhos animados - Simpsons, por um mais entusiasmante Baywatch é um passo premeditado e bem orquestrado para fazer erguer os níveis de “entusiasmo” no país e, com isso, sustentar com braços armados potenciais o império regional sul-americano com que Chávez sonha para a sua Venezuela mas é, por enquanto, a desgraça dos azulejos da sua casa de banho.

6/05/2008

Ex-voto de Pesar

O Moyle tem uma simpatia muito especial pelo CDS-PP e seus membros, como será possível constatar por alguns dos posts espalhados por este espaço de cultura virtual, e quer, por isso, e apesar do atraso, associar-se ao voto de pesar pela morte do Cónego Melo.
Parece ter surgido alguma polémica mas o Moyle tem de admitir que não percebe porquê, na medida em que esse ícone da luta pela liberdade em Portugal representa, na perfeição, uma concepção muito própria de democracia para o partido mais conservador do espectro político português.
Portanto, e aproveitando a onda dos “Obrigados” públicos a quem acaba a carreira, o Moyle quer aqui dizer um muito sonoro:


OBRIGADO CÓNEGO MELO!

6/01/2008

2 Anos de Moyle

No dia 31 de Maio celebrou-se a entrada no ano 2 D.M. (Depois de Moyle) e, por isso mesmo, impõem-se algumas curtas palavras para assinalar tão insigne acontecimento. A palavra mais curta a que o Moyle teve acesso (aquela de que se lembrou, bem entendido) foi "Ul".
Preocupado com os números galopantes da diabetes e do alcoolismo em Portugal e tendo em consideração a situação deprimente aqui da terreola, optou-se pela não realização de qualquer celebração. Evita-se assim o bolo, o champagne e fazer uma festa e, tempo de luto.
Quanto a eventuais prendas que queiram, e muito bem, oferecer, qualquer 1/2 litro de s/chumbo 95 vinham mesmo a calhar mas o Moyle também compreende se não receber nenhuma porque isto não está para loucuras.
Finalmente, e isto apenas porque também se encontra em maré de festejos, o Moyle quer endereçar os parabéns ao Engenheiro (tanto faz se é ou não é) José Sócrates pela grande vitória nas eleições do PPD/PSD no passado dia 30 de Maio.
Quaisquer "parabéns", "felicidades" ou "quero ter um filho teu" ficam bem na caixa de comentários. Não se coíbam.

5/18/2008

National Moylographic

Tem muita piada as pessoas derreterem-se a ver os documentários sobre a vida selvagem e dizerem que as águias-reais são muito lindas, que os ursos pardos são majestosos e coisas que tal.
Ora, isso é que é uma admiração do caraças! Então se os bichos só comem salmão, estavam à espera que tivessem um aspecto rançoso? Mas alguém com aspecto rançoso come lá salmão?!

5/14/2008

Uma Fumarada do Caracas


Ajoelha-te e Ri

«O reitor do Santuário de Fátima diz que as famílias estão a ser alvo da "invasão da mentira". No editorial do jornal ‘A Voz da Fátima’, monsenhor Luciano Guerra afirma que "as intervenções públicas não passam de mentiras para tapar buracos".»

O senhor Luciano tem toda a razão quando refere isto mas o Moyle quer lembrar-lhe, na remotíssima hipóteses de ele aqui botar aquele olho com 385 dioptrias, de que nem tudo é mau, pois há por aí pessoal com uma imaginação e um sentido de humor brilhantes.
É mesmo de bradar aos céus.

5/13/2008

A Ida e a Volta

Isto de andar com um terço no porta-luvas dá um jeitão do caraças. Há uns dias fui à Cova d'Iria, para ver se via uma Nossa Senhora mas quando lá cheguei vi logo que, afinal, tinha ido à Senhora da Asneira.
Assim como assim, aproveitei para rezar um rosariozito pela salvação dos pescadores.

5/12/2008

Colóquio dos Simples

No passado dia 3 de Maio de 2008 realizou-se, também em Portugal, uma marcha pela legalização da Marijuana. Ora, o Moyle, por um segundo apenas, viu imanar da Humanidade uma ténue luz de esperança, reflexo de um gesto de bondade. Afinal era a primeira vez que o Mundo se unia para manifestar a sua posição quanto à imigração, nomeadamente exigindo a legalização dos imigrantes ilegais.

Ora bem, tal não passou de uma luz pífia e de uma credulidade abjecta aqui do Moyle – o que até nem faz nada o seu estilo em termos de postura perante a Humanidade – pois a Marijuana não se tratava de uma qualquer imigrante ilegal provinda da América do Sul.

Só depois de prestar atenção ao que realmente se passava o Moyle percebeu que a manifestação era para se tornar legal o direito de fumar ervas aromáticas e, entre elas, a Marijuana.

Mas continua a haver algo que provoca no Moyle uma sensação de prurido na parte de trás do umbigo. Mas por que raio de razão se há-de pedir autorização – e ainda por cima fazer manifestações para tal – para fumar ervas aromáticas? Mas alguém me pode proibir de ir pela borda da estrada e apanhar um raminho de orégãos e esfumaçá-los todos? E se for subtrair à minha avó o alecrim benzido do Domingo de Ramos para esse efeito, alguém tem alguma coisa que ver com isso? Parece-me que não. Isto, afinal de contas, não passa tudo de uma mistificação pois, se é legal pôr as folhas de louro na comida, por que não haveria eu de as poder fumar? Onde está isso previsto na lei? Não está, claro que não está…

Está-me cá a parecer que, mais uma vez, estamos perante uma campanha, muito mal amanhada, de divulgação de predutes estrangeiros em detrimento da belíssima – e de qualidade – produção nacional. Que tem a Marijuana a mais que o rosmaninho? Nada, imagina o Moyle. Portanto, antes que saia daqui uma nova Depuralina, não será melhor deixarmo-nos estar com a produção nacional, de comprovada qualidade?

5/09/2008

Traduttore, Non Traditore II

Não há muito tempo o Moyle levantou aqui a questão das pessoas certas para os lugares, quando se referiu àquela porca gorda para fazer o papel de Porca Gorda.
Para não correr o risco de ter tropeçado numa mera coincidência e, com isso, ver diminuído o seu mérito intelectual, apresenta aqui, em primeira mão, um novo conjunto de personagens que seriam perfeitas para algumas peças.
«Quem faz uma panela faz o testo para ela!», reza a sabedoria popular. Vejamos, então, alguns desses testos:
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Se por acaso conhecem as peças e acham que as sugestões moylísticas não fazem o mínimo sentido em relação ao texto, então, nesse caso, o Moyle só pode dizer uma coisa... paciência.

5/07/2008

Aborto Ortográfico

Ao passar na rua, o Moyle ouviu uma velhota dizer «Framácia» e, sobrepondo-se à sensação de estranheza inicial, foi envolvido por uma sensação de angústia e de sincera preocupação por uma velha estar mais informada do que o Moyle. Afinal, o Moyle carrega aos ombros o doce fardo das suas legiões de leitores, que habituou a, legitimamente, exigirem sempre o melhor.
As negociações estão concluídas (ou quase) e o Acordo Ortográfico vai mesmo avançar. A língua portuguesa, sobretudo escrita, vai sofrer alterações que não podem ser menosprezadas. Estatisticamente, julga-se que 16 em cada 1000 palavras do português europeu vão ser alteradas, uma taxa de mudança muito superior à do português falado por outras populações lusófonas. Isto significa que em Portugal apenas os monges da Cartuxa de Évora, a população indígena da Madeira, dos Açores e 97% da população da Damaia e do Bairro do Cerco no Porto não serão afectados (os 3% que faltam são os polícias).
O Moyle poderia levantar aqui a seguinte questão: “Se os portugueses inventaram a língua, a divulgaram e é em algumas regiões de Portugal que se fala o que é considerado o padrão linguístico português, porque raio hão os portugueses de mudar mais palavras no léxico do que os outros falantes de português?” Mas o Moyle não fará tal pergunta porque poderia ser confrontado com respostas do tipo: “Porque os brasileiros são ignorantes e estúpidos!” e o Moyle não admite tais iniquidades e injustiças preconceituosas.
Passemos então ao que interessa e ver alguns exemplos de mudanças na linguagem a que o Moyle teve acesso, directamente do caixote do lixo do maiores filólogos portugueses.

§ Húmido passa a Úmido
§ Facto passa a Fato
§ Óptimo passa a Ótimo
§ Exacto passa a Exato
§ Baptismo passa a Batismo
§ Cancro passa a Cancâro
§ Farmácia passa a Framácia
§ Programa passa a Pograma
§ Treze passa a Treuze
§ Aliás passa a Áliás
§ Eucalipto passa a Encaliptre
§ Colesterol passa a Castrol®
§ Ideólogo passa a Idiota
§ Obrigado passa a Obrigados
§ Estupidez passa a Estupideza (observado por Calminha)
§ Auricular passa a Irocular (observado pelo Poeta Acácio)
§ Agradecimento passa a Agardecimento (observado por Sorrisos em Alta)

Isto entre muitos outros exemplos de que se escusa a transcrição para não causar fastio aos milhares de milhões de leitores desta nova Sagrada Escritura que é o Moyle - e que têm causado séria apreensão em mui iluminadas figuras da nossa azinhaga (dizer aqui "praça" era abusar de uma parolice reservada aos comentadores profissionais).
Resta ao Moyle desejar uma pirâmide do Egito pelo reto acima aos idiotas que pogramaram este aborto.

5/06/2008

As Searas da Ira II

A escalada de preços do arroz só tem dois culpados e nenhum deles inclui os grupos financeiros que especulam com bens alimentares.
A culpa é dos chineses e dos japoneses por andarem a fazer aguardente de arroz em vez de o comerem. Já viram a aguardente que é necessária para mais de 1 bilião e 500 milhões de pessoas? Isto mesmo que cada um beba um décimo do que bebe, em média, um português.O outro culpado são os velhos, e homens de meia-idade portugueses, que insistem em querer arroz doce – porque faz lembrar a saudosa infância – quando já toda a gente enjoou dessa porcaria.


(E já nem se fala nas batatas para o Vodka, milho para a Tequilla e Whisky, etc. Qualquer dia não se pode beber nada. E andam todos preocupados com a alimentação. Cambada de inconscientes!)

5/04/2008

As Searas da Ira I

Ou esta gente anda toda a fumar alecrim benzido no “Domingo de Ramos” ou o Moyle é o único neste planeta com uma noção da realidade.
Fome, racionamento, inflação – e o cortejo que a segue de menor poder de compra, maior custo de vida, meses mais compridos e salários mais curtos – é o que preocupa as pessoas, enche jornais, ocupa os telejornais, pulula nas rádios, infesta a Internet, por causa do aumento dos cereais.
Mas será que ninguém se lembra do preço a que ficará a cerveja se a escalada de preços atingir a cevada também?

5/02/2008

Condecorações da Moylarquia

Quando, há dois posts atrás, o Moyle se referiu a uma condecoração da "Ordem de Santa Quitéria com a Chave no bolso" as sua legiões de ávidos leitores abanaram a cabeça em reprovação e pensaram, de si para consigo:
- «Este gajo joga com um baralho de 50 cartas!»
Porém, apesar da justeza do raciocínio, ninguém sabia que o Moyle se preparava para anunciar a sua proposta de reforma das condecorações da República Portuguesa, de maneira a que estas respondam às exigências de um futuro muito próximo. E que futuro é esse?
Ora bem, sabei já e em primeira mão - roam-se Reuters, France Presse e Amigo do Povo - que quando a Revolução Moyle conhecer a luz do dia um novo Portugal nascerá e, com ele, a Moylarquia Lusitana e, por isso, como novo regime que se preze, a primeira coisa a pensar é nas condecorações a distribuir por quem calha - mas nada de rebaldarias como o cenourinha em S. Bento.
Contemplai, vós de pouca fé, a medalha de mérito da:
«ORDEM DE SANTA QUITÉRIA COM A CHAVE NO BOLSO»