5/14/2008

Ajoelha-te e Ri

«O reitor do Santuário de Fátima diz que as famílias estão a ser alvo da "invasão da mentira". No editorial do jornal ‘A Voz da Fátima’, monsenhor Luciano Guerra afirma que "as intervenções públicas não passam de mentiras para tapar buracos".»

O senhor Luciano tem toda a razão quando refere isto mas o Moyle quer lembrar-lhe, na remotíssima hipóteses de ele aqui botar aquele olho com 385 dioptrias, de que nem tudo é mau, pois há por aí pessoal com uma imaginação e um sentido de humor brilhantes.
É mesmo de bradar aos céus.

5/13/2008

A Ida e a Volta

Isto de andar com um terço no porta-luvas dá um jeitão do caraças. Há uns dias fui à Cova d'Iria, para ver se via uma Nossa Senhora mas quando lá cheguei vi logo que, afinal, tinha ido à Senhora da Asneira.
Assim como assim, aproveitei para rezar um rosariozito pela salvação dos pescadores.

5/12/2008

Colóquio dos Simples

No passado dia 3 de Maio de 2008 realizou-se, também em Portugal, uma marcha pela legalização da Marijuana. Ora, o Moyle, por um segundo apenas, viu imanar da Humanidade uma ténue luz de esperança, reflexo de um gesto de bondade. Afinal era a primeira vez que o Mundo se unia para manifestar a sua posição quanto à imigração, nomeadamente exigindo a legalização dos imigrantes ilegais.

Ora bem, tal não passou de uma luz pífia e de uma credulidade abjecta aqui do Moyle – o que até nem faz nada o seu estilo em termos de postura perante a Humanidade – pois a Marijuana não se tratava de uma qualquer imigrante ilegal provinda da América do Sul.

Só depois de prestar atenção ao que realmente se passava o Moyle percebeu que a manifestação era para se tornar legal o direito de fumar ervas aromáticas e, entre elas, a Marijuana.

Mas continua a haver algo que provoca no Moyle uma sensação de prurido na parte de trás do umbigo. Mas por que raio de razão se há-de pedir autorização – e ainda por cima fazer manifestações para tal – para fumar ervas aromáticas? Mas alguém me pode proibir de ir pela borda da estrada e apanhar um raminho de orégãos e esfumaçá-los todos? E se for subtrair à minha avó o alecrim benzido do Domingo de Ramos para esse efeito, alguém tem alguma coisa que ver com isso? Parece-me que não. Isto, afinal de contas, não passa tudo de uma mistificação pois, se é legal pôr as folhas de louro na comida, por que não haveria eu de as poder fumar? Onde está isso previsto na lei? Não está, claro que não está…

Está-me cá a parecer que, mais uma vez, estamos perante uma campanha, muito mal amanhada, de divulgação de predutes estrangeiros em detrimento da belíssima – e de qualidade – produção nacional. Que tem a Marijuana a mais que o rosmaninho? Nada, imagina o Moyle. Portanto, antes que saia daqui uma nova Depuralina, não será melhor deixarmo-nos estar com a produção nacional, de comprovada qualidade?

5/09/2008

Traduttore, Non Traditore II

Não há muito tempo o Moyle levantou aqui a questão das pessoas certas para os lugares, quando se referiu àquela porca gorda para fazer o papel de Porca Gorda.
Para não correr o risco de ter tropeçado numa mera coincidência e, com isso, ver diminuído o seu mérito intelectual, apresenta aqui, em primeira mão, um novo conjunto de personagens que seriam perfeitas para algumas peças.
«Quem faz uma panela faz o testo para ela!», reza a sabedoria popular. Vejamos, então, alguns desses testos:
.

.
.
.
.

.
.

.
.

.
.

.
.

Se por acaso conhecem as peças e acham que as sugestões moylísticas não fazem o mínimo sentido em relação ao texto, então, nesse caso, o Moyle só pode dizer uma coisa... paciência.

5/07/2008

Aborto Ortográfico

Ao passar na rua, o Moyle ouviu uma velhota dizer «Framácia» e, sobrepondo-se à sensação de estranheza inicial, foi envolvido por uma sensação de angústia e de sincera preocupação por uma velha estar mais informada do que o Moyle. Afinal, o Moyle carrega aos ombros o doce fardo das suas legiões de leitores, que habituou a, legitimamente, exigirem sempre o melhor.
As negociações estão concluídas (ou quase) e o Acordo Ortográfico vai mesmo avançar. A língua portuguesa, sobretudo escrita, vai sofrer alterações que não podem ser menosprezadas. Estatisticamente, julga-se que 16 em cada 1000 palavras do português europeu vão ser alteradas, uma taxa de mudança muito superior à do português falado por outras populações lusófonas. Isto significa que em Portugal apenas os monges da Cartuxa de Évora, a população indígena da Madeira, dos Açores e 97% da população da Damaia e do Bairro do Cerco no Porto não serão afectados (os 3% que faltam são os polícias).
O Moyle poderia levantar aqui a seguinte questão: “Se os portugueses inventaram a língua, a divulgaram e é em algumas regiões de Portugal que se fala o que é considerado o padrão linguístico português, porque raio hão os portugueses de mudar mais palavras no léxico do que os outros falantes de português?” Mas o Moyle não fará tal pergunta porque poderia ser confrontado com respostas do tipo: “Porque os brasileiros são ignorantes e estúpidos!” e o Moyle não admite tais iniquidades e injustiças preconceituosas.
Passemos então ao que interessa e ver alguns exemplos de mudanças na linguagem a que o Moyle teve acesso, directamente do caixote do lixo do maiores filólogos portugueses.

§ Húmido passa a Úmido
§ Facto passa a Fato
§ Óptimo passa a Ótimo
§ Exacto passa a Exato
§ Baptismo passa a Batismo
§ Cancro passa a Cancâro
§ Farmácia passa a Framácia
§ Programa passa a Pograma
§ Treze passa a Treuze
§ Aliás passa a Áliás
§ Eucalipto passa a Encaliptre
§ Colesterol passa a Castrol®
§ Ideólogo passa a Idiota
§ Obrigado passa a Obrigados
§ Estupidez passa a Estupideza (observado por Calminha)
§ Auricular passa a Irocular (observado pelo Poeta Acácio)
§ Agradecimento passa a Agardecimento (observado por Sorrisos em Alta)

Isto entre muitos outros exemplos de que se escusa a transcrição para não causar fastio aos milhares de milhões de leitores desta nova Sagrada Escritura que é o Moyle - e que têm causado séria apreensão em mui iluminadas figuras da nossa azinhaga (dizer aqui "praça" era abusar de uma parolice reservada aos comentadores profissionais).
Resta ao Moyle desejar uma pirâmide do Egito pelo reto acima aos idiotas que pogramaram este aborto.

5/06/2008

As Searas da Ira II

A escalada de preços do arroz só tem dois culpados e nenhum deles inclui os grupos financeiros que especulam com bens alimentares.
A culpa é dos chineses e dos japoneses por andarem a fazer aguardente de arroz em vez de o comerem. Já viram a aguardente que é necessária para mais de 1 bilião e 500 milhões de pessoas? Isto mesmo que cada um beba um décimo do que bebe, em média, um português.O outro culpado são os velhos, e homens de meia-idade portugueses, que insistem em querer arroz doce – porque faz lembrar a saudosa infância – quando já toda a gente enjoou dessa porcaria.


(E já nem se fala nas batatas para o Vodka, milho para a Tequilla e Whisky, etc. Qualquer dia não se pode beber nada. E andam todos preocupados com a alimentação. Cambada de inconscientes!)

5/04/2008

As Searas da Ira I

Ou esta gente anda toda a fumar alecrim benzido no “Domingo de Ramos” ou o Moyle é o único neste planeta com uma noção da realidade.
Fome, racionamento, inflação – e o cortejo que a segue de menor poder de compra, maior custo de vida, meses mais compridos e salários mais curtos – é o que preocupa as pessoas, enche jornais, ocupa os telejornais, pulula nas rádios, infesta a Internet, por causa do aumento dos cereais.
Mas será que ninguém se lembra do preço a que ficará a cerveja se a escalada de preços atingir a cevada também?

5/02/2008

Condecorações da Moylarquia

Quando, há dois posts atrás, o Moyle se referiu a uma condecoração da "Ordem de Santa Quitéria com a Chave no bolso" as sua legiões de ávidos leitores abanaram a cabeça em reprovação e pensaram, de si para consigo:
- «Este gajo joga com um baralho de 50 cartas!»
Porém, apesar da justeza do raciocínio, ninguém sabia que o Moyle se preparava para anunciar a sua proposta de reforma das condecorações da República Portuguesa, de maneira a que estas respondam às exigências de um futuro muito próximo. E que futuro é esse?
Ora bem, sabei já e em primeira mão - roam-se Reuters, France Presse e Amigo do Povo - que quando a Revolução Moyle conhecer a luz do dia um novo Portugal nascerá e, com ele, a Moylarquia Lusitana e, por isso, como novo regime que se preze, a primeira coisa a pensar é nas condecorações a distribuir por quem calha - mas nada de rebaldarias como o cenourinha em S. Bento.
Contemplai, vós de pouca fé, a medalha de mérito da:
«ORDEM DE SANTA QUITÉRIA COM A CHAVE NO BOLSO»

5/01/2008

Falsas Identidades Falsas

A SIC noticiou há uns tempos o caso de um cidadão de Setúbal que foi renovar o BI e trouxe metade do Bilhete de Identidade correcto e a outra metade com os dados de alguém que dá pelo nome de Gisela Francisco.
Porque carga de água foi este acontecimento uma notícia? Alguém pode explicar ao Moyle? Horário nobre por um gajo que agora se chama Gisela Francisco? Que tem isto de estranho? Mais estranho do que um erro administrativo é o caso daqueloutro cidadão que à noite se chama Catherine Deneuve. Não é estranho mudar de identidade só à noite? Dá assim um toque de Dr. Jekill, mas em louro aos caracóis.
E notícias sobre isto? Népias…

4/24/2008

United Colours of Moyleton

Ao ler este post da Teté surgiu ao Moyle uma dúvida extremamente pertinente e mesmo decisiva para o bem-estar intelectual de toda a humanidade portuguesa.
Se Portugal, durante o Estado Novo, era um país cinzento como todos descrevem, como raio é que se distinguiam as revistas cor-de-rosa nas bancas de jornais?

4/23/2008

Etimologia para Totós

O prefixo de origem latina Pro quer dizer, genericamente, “Para a Frente”, certo? Certo!
Por essa ordem de ideias, um Profeta é aquele cujos olhos vêem à frente, certo? Certo!

O prefixo de origem latina Retro quer dizer, genericamente, “Para Trás”, certo? Certo!
Então, aqueles que vêem as coisas com o olho atrás são os Retretas, certo? Certo!

Conclusão 1 - Quem disse que a Etimologia era uma coisa enfadonha?

Conclusão 2 - Se nos lembrarmos que vamos à retreta usar o olho atrás verificamos que este post é uma constatação do óbvio.

4/21/2008

HoMEOssexuais

Quatro gajos - que não consta serem universitários - a viverem na mesma casa, vestidos daquela maneira, com aqueles penteados abichanados - veja-se o nome artístico dos ditos - e um tom de voz a atirar para o afectado só podem ser uma coisa:

hoMEOsexxuais

4/18/2008

Serviço Público

Que o Moyle fornece, desinteressadamente saliente-se, um serviço público já todos sabíamos porém, de qualquer maneira, é sempre agradável que esse mesmo serviço à comunidade seja reconhecido.


Adenda. Bem melhor que qualquer medalha da ordem de "Santa Quitéria com a Chave no Bolso", ou lá como é que se chamam as condecorações da República.

4/16/2008

Gravidez de Risco e Aborto Espontâneo IV

Finalmente, o encerramento desta monstruosa galeria dos horrores que consistiu na desmontagem dos boatos de que a gravidez masculina que se comenta mundialmente aconteceu primeiramente me Portugal.
Para o fim ficou o painel dos paineleiros mais famosos e influentes aqui do burgo, essa espécie em plena expansão numérica e territorial, que são os comentadores.
Não são bebés, não é jurisprudência, pareceres ou artigo sobre política interna em gestação.
Tantos anos sem conseguir digerir a vichyssoise levaram a que esta fermentasse e, devido à reacção química inerente ao processo de fermentação, provocasse aquela dilatação que foi confundida com uma gravidez.
Minhoto e católico, Marcelo Rebelo de Sousa espera agora que um milagre de S. Bento lhe resolva o problema.
A gravidez de Miguel Sousa Tavares revelou-se pífia.
De facto, a proeminência abdominal, da qual não desdenharia um Vasco Santana, deste Polido romancista português foi o resultado de uma Valente almoçarada de perdizes, caçadas, mortificadas 3,5 semanas e confeccionadas pelo próprio.
O que faz Pacheco Pereira de útil? Nada
Já foi visto a exercitar o “físico”? Não.
Que atitude ostenta? Um rei na barriga.
Então não havia de ser pançudo? Gravidez uma ova!
O Moyle sente-se na obrigação de ser sincero e avisar-vos, desde já, que nunca acreditou muito na hipótese do comentador desportivo estar grávido. Porém, nunca se pode ter a certeza pois algum bicharoco, com apetências por coisinhas reluzentes e de cores garridas – por exemplo um corvo, uma gralha, ou outra bicheza do género – podia ter dado o “jeito”.
Mas, eis senão quando, vem a saber-se que, efectivamente, era apenas uma barrigada de pancada!

4/11/2008

Gravidez de Risco e Aborto Espontâneo III

Uma luz de esperança pairou sobre o róseo tertuliano de que afinal não seria geneticamente inútil mas foi sol de pouca dura. Cláudio Ramos, apesar daquele pormenorzinho da Física, não engravidou.
Explica-se, então, tal bandulho, pela gigantesca quantidade de bílis que acumula para “despejar” oralmente em directo. Ou é isso ou é uma borboleta, para usar a expressão idiomática anglo-saxónica, no estômago que lhe surge de nervosismo por aparecer na TV.
Se por um lado se poderia pensar que esta personagem deveria entrar na categoria dos comentadores, é preciso lembrar que os comentadores dão, pelo menos, a aparência de saberem do que estão a falar, pelo que, juntando o ataque pessoal, a sede de câmara de TV e, ainda, a fome de ideias fizeram aqui do Nani um elegível imediato para a nossa secção de TV.
A sanha contra Kate McCann explica-se pelo facto de esta se ter recusado a abrir a perna quando, numa noite de loucura em que o aspirante a PJ perdeu a cabeça e emborcou sem piedade 2 Safari com cola, Hernâni se atirou a ela, esquecendo-se de que nem todas as inglesas que vão ao Algarve «uônta puta crime».
Já a barriga explica-se com simplicidade, estando fora de causa qualquer gravidez. É ali que a Maddie está, o que permite afirmar que Hernâni Carvalho é hoje um pançudo à custa da pequenina inglesa.
Um macho latino ferido no orgulho é uma fera.
As línguas viperinas, sempre prontas a espalhar a peçonha dos seus portadores, levantaram o rumor da gravidez de José Carlos Malato. Alheias ao talento inato e imenso trabalho deste profissional do entretenimento, procuravam assim explicar infamemente a sua ascensão meteórica ao prime time televisivo nacional.
O Moyle faz aqui o apelo: Deixem o senhor em paz! Malato não está grávido é, apenas e só, pançudo.
Que diabo, nem todos podem ser esguios como o Miguel Veloso.
Não, Manuel Luís Goucha não está, nem nunca esteve, grávido.
O que se passou foi o seguinte. Estava Manuel Luís em casa refastelado a fazer zapping quando, inesperadamente, aparece a carantonha de Teresa Guilherme fazendo-o cair para trás, com o pânico, e desequilibrar uma grafonola de som esganado e com um velho disco já riscado, que acabou por engolir quando esta lhe caiu em cima.
A tão trágico acidente, o conhecido apresentador juntou a infeliz ideia de beber, de golada, 7,5dl de “mau gosto” com gás, para ver se fazia a digestão da grafonola.
O resultado… bem, o resultado é o que está vista de toda a gente.

4/08/2008

Walt Dengue Productions


A epidemia de Dengue, apesar de só agora ter grande exposição mediática, já afecta o Brasil desde 1937, ano em que o anão imortalizado na película de Walt Disney foi infectado pela epidemia, o que lhe valeu o nome por que é conhecido em terras de Vera Cruz.

4/07/2008

Traduttore, Non Traditore

E ainda dizem que é difícil traduzir e que perde-se sempre muito na adaptação e é complexo e exige mais orçamento e tal e coisa. Se não querem trabalhar dêem o lugar a quem queira.
Chupistas.

Gravidez de Risco e Aborto Espontâneo II

Depois da política o futebol. Podem acusar o Moyle de falta de originalidade, de pouca atenção às coisas mais relevantes ou, pelo menos, mais construtivas intelectualmente. O facto é que aqui o yours truly dá relevo às coisas que mais interessam à maioria pois uma das poucas coisas em que o Moyle é convicto é na democraticidade e, por conseguinte, salvo raras excepções, vai cagando nas minorias, nomeadamente as intelectuais.
Eis um caso que nunca enganou o Moyle. Como é que alguém com aquela idade poderia estar grávido? A Ciência faz milagres mas neste caso estaríamos perante Ficção Científica.
A barriga do Professor deve-se á acumulação do gás do Champomy® que Jesualdo anda a beber às escondidas desde a visita do F. C. Porto ao Estádio da Luz na primeira volta desta época.
Para quem acha estranho o Professor beber Champomy® e não champagne, convém lembrar que lá em casa alguém tem de levar o carro e esse alguém não é a senhora Jesualdo.

A primeira reacção à exuberância estomacal de Vieira por parte do Moyle foi:
- “Qual gravidez? O Khaddafi ‘tá é cá com um pneu!”
Ouvindo, contudo, o discurso da personagem e tendo em atenção que o senhor até faz desporto, viu-se o Moyle na contingência de aceitar a possibilidade de que Vieira era portador do Messias, futuro Salvador da Luz.
Na realidade tratou-se de uma combinação química, algo instável, entre balelas, promessas e muito ar, cujos efeitos se notam entre Setembro e Janeiro, desaparecendo praticamente depois.

Um dos mais sérios candidatos a uma gravidez masculina em Portugal foi uma desilusão. Sabe-se, agora, que Paulo Bento não “dá à luz” a putalhada que vai chamando à “equipa principal” da lagartagem [o Moyle não consegue evitar um sorriso quando escreve isto].
A barriga que levantou suspeitas de gravidez está, afinal, dilatada devido ao excessivo consumo de Carlsberg® que, apesar de ninguém o saber, foi distribuída em hectolitros aos segundos classificados da Taça da Liga como prémio de (des)consolação.

Primeiro o Moyle pensou:
- “Eh pá, o Papa do Douro Atlântico traz no ventre o futuro presidente da agremiação mais representativa da VCI. A isto se pode chamar dedicação!”
Depois saíram umas escutas e o Moyle viu-se obrigado a reconfigurar a sua opinião:
- “Lá está, aquela pança é o resultado de misturar fruta fresca, café com leite e chocolatinhos!”
Afinal eram gases.

4/04/2008

Gravidez de Risco e Aborto Espontâneo I

Em cumprimento do prometido anteriormente, dá-se início à série dos supostos casos de gravidez masculina ocorridos em Portugal, começando pelas figuras políticas da nossa praça.
Desde um certo de determinado episódio que uma pastelaria lisboeta trabalha 24/7 produzindo bolo-rei que o Presidente da República ingere compulsivamente, recriando milhares e milhares de vezes o momento fatídico.
Não é paranóia, não é trauma, é apenas treino porque nunca se sabe quando é que um maníaco nos ataca a credibilidade com uma fatia dessa arma de destruição massiva que é o Bolo-rei.
Nunca foi gravidez, portanto.

Durante a campanha eleitoral que daria a maioria absoluta ao PS, o seu Secretário-Geral viu levantarem-se, sobre si, alguns boatos relativos à sua orientação sexual, considerando, o Moyle, infames e caluniosas quaisquer sugestões desse teor em relação a tão vigoroso Infante da República Portuguesa.
A sua suposta gravidez nunca se confirmou vindo, isso sim, a descobrir-se que a majestosa barriga ostentada por Sócrates estava cheia de generosidade e não de bebés.
Pela razão apontada no parágrafo prévio se verifica, facilmente, que hoje, perto do fim do mandato, o abdómen do Primeiro-Ministro está praticamente liso, de tão generoso que tem sido.

Luís Filipe Menezes provocou a cólera dos históricos do PP/PSD e da Associação Nacional de Produtores de Citrinos por ter mudado a cor do partido de laranja para azul-bebé. Um azul assim… desmaiado, e não se fala mais nisso. Como nos outros casos que o Moyle descreve, também neste a gravidez não passou de rumor infundado.
Na realidade, o pequenino que Menezes traz na barriga não é outro se não Marques Mendes, mas isso não faz do caso uma gravidez porque este não é propriamente uma criança (apesar do tamanho e do amuo).
Para o ano vemos se o comedor mantém o estatuto ou passa a comido e engrossa a pança a outro.

O Moyle conhece um fanático pela história da Catarina Eufémia e, ao debater esta suposta gravidez, foi a ela que inevitavelmente aquele comparou a barriga de Paulo Portas. Esta insistência tornou-se tão cansativa que o Moyle viu-se forçado a tomar uma atitude e a exclamar:
- “Catarina, de novo? Vê se paras com essa mania!”
Paulo Portas não estava grávido pois a ecografia revelou, simplesmente, uma enorme acumulação de escamas de peixe. O médico que seguiu o caso detectou um padrão entre a acumulação de escamas e os períodos eleitorais, restando ainda descobrir o porquê desta associação.