2/26/2008

O Totó do Millenium

Ao pedido seguinte:

– «Não há alguém que remova cirurgicamente as cordas vocais ao atrasado mental que canta o anúncio do Millenium-BCP ou, pelo menos, lhe dê um tiro, discretamente, mesmo no meio dos olhos?»

junta-se agora outro:

– «Não há quem enfie qualquer coisa na boca do estúpido pago pelo Santander-Totó e que não se cala com aquele assobio de ir cagar no milho? Pode ser só partir-lhe os dentes ou deixá-lo para ser espezinhado por um elefante com prisão de ventre!»

Na medida em que o Moyle é contra a violência (não contra A violência mas sim ALGUMA violência) lembra aqui que estes pedidos não são nem da sua responsabilidade nem autoria mas sim o anseio de milhares (milhões) de famílias portuguesas (e pessoas sem família também).

2/22/2008

Sporting Clube dos Anéis

A notícia veiculada pela imprensa de que o Sporting iria contar com o jogador argentino Leandro Grimi, alertou o Moyle para o facto de, pela primeira vez, o Sporting estar à beira de contratar um jogador estrangeiro que não irá precisar de adaptação ao clube. De facto, de acordo com o que se pode observar a seguir, vemos que o clube da 2ª Circular (aquele do lado direito de quem desce) foi feito precisamente para Grimi e vice-versa.
A lagartagem não se cansa de anunciar a sua história (?) épica (?) e, embora tenha demorado algum tempo, o Moyle finalmente percebeu porquê. Comparemos os atletas (?) lagartos com as personagens da maior história épica a seguir à Bíblia, o Senhor dos Anéis.
Eis o estandarte, à volta do qual as legiões lagartas se juntam para… qualquer coisa.

Arwen Farnerud
Todas as histórias épicas têm, obrigatoriamente, na sua estrutura, episódios líricos. No Sporting, a piedade que Farnerud inspira ao espectador, confere-lhe esse papel no desenvolvimento da narrativa épica lagarta. Tem contra ele não ser tão jeitosa como a elfa do Senhor dos Anéis mas pouco falta e, aliás, não se pode ter tudo. Pensando bem, pode ter-se nada, como é manifestamente o caso.


Bilbo Stojkovic Baggins
Tal como a personagem que emula, a devoção, a roçar o desequilíbrio mental, é tanta que falha na hora H. Tal como um não conseguiu guardar o anel por muito tempo, o outro também não consegue guardar a baliza por muito tempo.

Boromir Vukcevic
Tinha tudo para ser fundamental na história mas… só fez merda. Todos os contos têm que ter um destes, para fazerem realçar os outros. O pior é que no caso vertente, ninguém se realça muito.
Frodo Pereirinha Baggins
Espera-se muito do mais novo, do mais fraco e boa vontade ele tem, mas fará alguma coisa de jeito?

João Troll Moutinho
Um monstro a meio campo, dizem os sectários mas, de facto, o que tem de monstruoso são as conferências de imprensa (com a capacidade argumentativa de um troll)… Ah, e o ordenado também.

Miguel Gimli Veloso
Outro caso de fraca exegese textual. “É um guerreiro no meio campo!” atiram os pobres de espírito. Se eu fosse a vocês não iria muito por aí, porque o que mais parecido que tem com esta história é o facto de ser gordo.


Legolas Veloso

E, por outro lado, ele está-se bem a cagar para ser um guerreiro, o que ele queria mesmo era ser assim. A Fátima e a Isabel Queiroz do Valle tratam de ti…

Liedson Orc
Marca golos? Vai marcando. Não é por ser grande coisa, é simplesmente porque toda a gente tem medo dele. E o hálito? Ui… Como um bom Orc, depois de um fogacho inicial, ameaça mais do acerta.

Luís Faramir Paez
Tal como o capitão de Gondor, o que o moço tem a fazer é deixar-se estar na sua vida e não empatar o que se passa à volta que é maior que ele. Quando a coisa correr mal, paciência, arrisca-se a ser queimado, mas até lá...
Pippin Romagnoli
O Sporting tem levado a coisa tão a sério que até contrata jogadores com o nome apropriado (o que só reforça a veracidade e o brilhantismo da tese do Moyle). Tanto um como os dois, raramente fazem alguma coisa de jeito e, as mais das vezes, só enconam.
Ronny Orc
A expressão “um monstro a defender” nunca teve melhores dias. Corre muito, mas com um hálito daqueles… convém. Como no conto de Tolkien, o Orc defensivo do Sporting também ameaça muito mas no fim de contas todos os adversários fazem o que querem.
Saruman Izmailov
O feiticeiro do Leste é tão poderoso que se enfeitiça a si próprio. Resultado, a maior parte da história passa-lhe ao lado.
Yannick Balrog
É feio, faz muito barulho e só atrapalha. Um demora séculos a cair, o outro cai muitas vezes.


Tonel Uruk Hai
Mete medo? Mete! Faz espectáculo? Faz (normalmente deprimente)! Serve para alguma coisa? Não!

Rei Feiticeiro de Angmar Polga
É grande, impressiona, intimida [nem impressiona, nem intimida muito, mas aqui dá jeito], mas é oco por dentro. Qualquer gaja o deita abaixo.
Samwise Vukcevic
Esforçado, trabalhador, persistente. Talvez seja tudo isso mas, nesta história, não há milagres. Paciência!
Denethor Soares Franco
Governa uma casa que não é a dele, gosta de dizer aos outros como fazer o trabalho deles, tem a mania que é nobre mas, como se vê em ambos os casos… A senilidade já lá anda, ou não?
Pedro Goblin de Moria Barbosa
Não se sabe muito bem para que servem nem o que fazem mas andam pela história toda do princípio ao fim. Vá-se lá perceber estas coisas. Liberdade criativa é o que é.
Paulo Gollum Bento
Andou por todo lado à procura do bem mais precioso e, quando pensava tê-lo encontrado, perdeu-o. Vai sair queimado no fim desta história toda mas cada um tem o que merece.
Vítor Gandalf Pereira

Nas horas mais sombrias, quando a fé parecer ter fugido, há sempre uma luz de esperança. O que é preciso é ter um feiticeiro poderoso e, hoje como ontem, aqui como ali, esta aliança já produziu resultados.

Grimi Língua de Verme
Bem vistas e analisadas as coisas, digam-me lá se não é extremamente inteligente da parte do Sporting contratar este jogador? Apesar da relutância em associar o adjectivo inteligente ao Sporting [ainda para mais com um advérbio de modo em jeito de reforço], o Moyle acha que sim. Este jogador está como sopa no mel para este clube

N.B. - Todas as imagens de personagens de ficção foram obtidas da Web e as relativas ao Senhor dos Anéis também.

2/08/2008

Casos da Vida Real

Tenho cocó de cão no sapato, e que cheira mesmo ao pior cocó de cão que se possa imaginar. O meu objectivo é entrar assim num restaurante chique.

2/03/2008

Anti-Spam em S. Bento

Constatando que o sistema de apoio da sociedade às pessoas desintegradas socialmente não está a rentabilizar para o país o enorme capital humano disperso por debaixo das pontes de todo o país, o Moyle promove aqui a ideia de levar os sem-abrigo para a Assembleia da República, para servir não apenas como dormitório, mas como dormitório e local de trabalho.
Se repararmos, as vantagens são por demais evidentes: em primeiro lugar, passávamos (contribuintes) a pagar 230 ordenados mínimos, em vez dos chorudos vencimentos dos actuais deputados. Em segundo lugar, adoptando o regime de meia-pensão (sopa e sandes de coirato) na Assembleia/Pensão de S. Bento, estaríamos a garantir que ninguém faltava à chamada para as sessões legislativas e às obrigações da digníssima função de representantes da Nação. Ao mesmo tempo, deixava de ser necessário comprar carros e pagar a motoristas, pois o local de trabalho passava a corresponder com a residência.
Mas, de facto, o melhor, é que, ao nível da política interna e externa, deixávamos de ouvir as baboseiras do costume. Por um lado, a visível deterioração da dentição de grande parte dos novos deputados iria provocar alguma retracção dos mesmos no momento de abrirem a boca e, por outro lado, porque estas mentes, dificilmente mais obscuras do que as actuais, rapidamente perceberiam que cerrar os lábios seria muito mais inteligente do que expulsar o ar pelas pregas vocais fazendo-as vibrar e, com isso, produzir fonemas, seja lá o que for que isto quer dizer.
A única dificuldade, até agora, é a resistência que o Moyle tem encontrado por parte dos mendigos e sem-abrigo do país em colaborar neste projecto, pois vêem no lugar de deputados uma regressão na carreira e um rude golpe na estima pública que, presentemente, têm.

1/25/2008

Escrita Legal

O Moyle, no decurso da sua cruzada diária contra qualquer coisa, deparou-se com um problema importante que, veio a saber, afecta todos os que se vêem a braços com uma situação semelhante.
Quem já leu, ou tentou ler, legislação (desde as pescas ao preço do pão) já sentiu a dificuldade e o incómodo de a tentar perceber. O problema nem sequer é a linguagem utilizada pelos legisladores mas antes a estrutura do texto e as suas constantes remissões que nos obrigam a ir consultar uns 7382,49 decretos, resoluções, leis e afins, prévios.
Ora bem, o Moyle sugere que a legislação portuguesa passe a ser redigida por escritores de méritos reconhecidos, que a tornem inteligível, fácil e agradável de ler e, dessa forma, acessível a todos os cidadãos.
Vejamos os méritos desta proposta. Se as leis forem agradáveis de ler, todos as lerão com vontade e, por consequência, o cumprimento das mesmas será influenciado de uma forma positiva pelos efeitos subliminares que a leitura provoca. Se as leis fossem redigidas por escritores de mérito e qualidade a criminalidade e a falta de civismo diminuiriam.
Tendo em conta a quantidade enorme de leis que saem todos os dias, as possibilidades de Portugal ganhar novamente o Nobel da literatura aumentariam exponencialmente. A tudo isto acresce a facilidade que os escritores portugueses teriam em se adaptar, até porque grande parte da legislação portuguesa é pura ficção, outra grande parte romance e mesmo comédia há a rodos, sendo que o mérito dos portugueses como contadores de histórias, escritores ou políticos, é bem conhecida e está enraizada.
Por outro lado, quem não ficaria muito satisfeito com esta medida seria Mário Soares, pois na improbabilidade de voltar a haver um debate entre o Senhor Liberdade e Cavaco Silva para umas presidenciais, quando os dois candidatos estivessem a discutir tudo o que está fora das competências do presidente, já Soares não poderia acusar Cavaco de não ter ganho um prémio Nobel, uma vez que é o presidente que assina a legislação e seria, assim, o titular do prémio.
Como é óbvio, desta sugestão está excluído o Nobel José Saramago porque, mal por mal, a legislação portuguesa até nem está assim tão má como isso.

1/20/2008

(Des)Ilusões de Óptica


A 2 de Agosto de 2007 é revelado ao mundo que Paulo Bento é o responsável pelo desaparecimento de Maddie McCan, da Praia da Luz no Algarve. Note-se a falta de risco ao meio e a barba de três dias como o disfarce que tem, com sucesso acrescente-se, afastado toda e qualquer suspeita sobre a pessoa que se senta no banco de suplentes do Sporting (quem tiver coragem para isso, chame-lhe trein... esqueçam, o Moyle não consegue).
No dia 20 de Janeiro de 2008, a informação é corrigida e Sá Pinto passa a ser o suspeito nº 1 do rapto da criança. Atente-se no bigode à Verão Quente de '75 como parte de um disfarce brilhante (?) e que mantém todos iludidos pela audácia da concepção.
O Moyle está em condições de averiguar que o facto de serem as forças policiais britânicas a coordenar as investigações está a bloquear o desfecho positivo das mesmas e a recuperação da vítima. Senão vejamos. No dia 26 de Março de 1997, Ricardo Sá Pinto fez desaparecer, de um momento para o outro, toda a vontade de Artur Jorge de sair à rua. O mais extrordinário é que conseguiu fazê-lo nas barbas de toda a gente, revelando sangue frio e mãos hábeis. Paulo Bento, em dois meses apenas (repartidos entre 2007 e 2008) fez desaparecer a vontade de sair à rua de 1.252.726 sportinguistas, espalhados por todo o Mundo, inclusive em Portugal.
Em vez de andarem em círculos (procurando um suspeito quando na verdade se trata de um gang de 2), o caso estaria arrumado se a polícia britânica estivesse minimamente atenta ao que se passa em Portugal e não se deixasse iludir por meras questões de pormenor nos retratos robot.

1/14/2008

Pero que las hay, las hay....

O Moyle não queria acreditar em bruxas, pero que las hay...

Resolução de Ano Novo

Para não fugir à parvalheira generalizada, o Moyle vai lançar aqui a sua decisão de Ano Novo, com direito a retaliação e tudo.
O Moyle seja deputado do CDS-PP se não escrever coisas com piada a partir de 1.1.2008.

1/02/2008

Falácias Linguísticas

Diz-se frequentemente que a Língua Portuguesa é traiçoeira. Na realidade, os portugueses é que são mal-intencionados e têm um cérebro cheio de uma sordidez tão grande que nem 7 batalhões de Freuds armados de máquinas de choques eléctricos e hipnotizadores conseguiriam fazer alguma coisa por ele. Vejamos, então, de que maneira se verifica tamanho exacerbamento libidinoso nos portugueses, num nível que não lembraria nem a Mallanaga Vātsyāyana, o famoso filósofo indiano autor do Kama Sutra.
Logo no início do dia, para pequeno-almoço, uma italiana e para aguentar a manhã, umas belgas.
Chega a hora do almoço e, pimba, uma francesinha, acompanhada de uma loura, no fim das quais outra italiana, agora perfumada (isto é, com cheirinho).
Dependendo de vários factores de somenos importância para esta investigação, frequentemente passa-se a tarde numa boa sueca e, talvez, mais algumas louras.
Sendo o almoço, por força das circunstâncias, normalmente mais leve, à hora do jantar compensa-se o resto do dia. Nada melhor, ainda para mais com o calor que se faz sentir, uma bela salada russa, mesmo para rebentar com uma pessoa. No fim, claro, mais uma italiana para a sossega.
No fim de contas, o que é malicioso, a Língua ou os seus falantes? Poderia o Moyle levar esta questão a um outro nível de discussão, mas para não ultrapassar os limites do bom-senso e do decoro, abdicará de referir expressões como Retoma Económica, Crescimento da Economia, etc.

12/24/2007

Museu a Sal… Sóc…, quem?

O Moyle, sem querer, ouviu um curioso diálogo no qual não resistiu a envolver-se (passando a triálogo portanto) que, mesmo arriscando um certo despudor, passa a revelar.

Contra – Já viste isto de quererem fazer um Museu ao Salazar? É uma pouca-vergonha!
Pró – E qual é o problema do museu em Santa Comba?
Contra – Para ser um tributo a um ditador? Já agora, realmente.
Pró – Salazar foi um grande homem, um beirão dos sete costados, um português de gema, que lutou muito pelo país, muitas vezes sozinho. Foi um visionário! (Isto tudo em berros de quem se sente ofendido)
Contra – Visionário? Enquanto ele mandava houve campos de concentração!
Pró – Não os queimava em fornos pois não? (Os berros continuam sempre)
Contra – Realmente não!
Pró – Então não foi assim tão grave! Queixam-se de quê? (Berros e pingos de baba aqui e além)
Contra – Mas não havia liberdade de expressão nem de manifestação!
Pró – E queriam essas liberdades para quê? Para as usarem mal como fazem agora? (Berros e as veias do pescoço a latejar)
Contra – Concordavas que a Polícia, em vez de proteger as pessoas, andasse a proteger os governantes e a vigiar os cidadãos, a perseguir os sindicalistas e quem fazia greve!
Pró – Olha que naquele tempo não havia tantos crimes nem as poucas-vergonhas que se vêem hoje. (Berros e grossas bagas de suor a escorrer das têmporas)
Contra – Porque as pessoas não sabiam ler. O ensino foi bloqueado propositadamente para manter as pessoas na ignorância.
Pró – Para ler as desgraças todas que vemos? Valia mais assim. (Berros e cara de nojo de um cartaz que sobrou do referendo ao aborto)
Contra – Mas…
Pró – Até te digo mais, Salazar salvou o país da bancarrota e eliminou o défice. Era um génio das Finanças. Temos uma dívida de gratidão enorme para com este grande homem. Não tens resposta para esta pois não? Ah pois não! Um museu é pouco para tamanha obra e benfeitoria que os ingratos de hoje não reconhecem. (Berros e ar de triunfante superioridade de quem acabou de entalar o oponente)

(Aqui o Moyle interveio no diálogo)

Moyle – Desculpem, mas não pude deixar de ouvir a vossa conversa. (Pudera, com os berros do gajo)
(Interpelando o Pró-museu) – Já ouviu dizer que querem fazer uma estátua de 3 metros do Primeiro-Ministro e pô-la à frente da Assembleia da República? (treta óbvia)
Pró – Esse gajo? Porquê? Este país é uma pouca-vergonha (Berros, ligeiramente agastado).
Moyle – Então, reduziu o défice público para valores inferiores a 3%, algo que só Salazar tinha conseguido. Genial também, não?
Pró – Ah pois, tudo isso é muito bonito mas aumentou os impostos e cortou nas despesas! Que tem isso de genial, isso até eu fazia. Aliás, qualquer nabo sabe isso! E fechou maternidades e centros de saúde, ah pois é! Eu é que merecia um busto. Eu e os outros como eu. Chego a meio do mês e já estou liso. A electricidade é um balúrdio, a água, a gasolina, a prestação da casa. (Alguma indignação e repúdio, mas sempre aos berros)
Moyle – Realmente…
Pró – Mas espere, quer dizer, faz-se uma revolução e deixam este gajo fazer tudo o que quer, assim, a manipular as pessoas, com polícias nos sindicatos e filmagens das manifestações? E os recados para as redacções de jornais e canais de televisão?
Moyle – É o que se ouve dizer.
Pró – Até lhe digo mais, tenho lá um «trafêgo» em casa que mal sabe ler e escrever e anda no 9º ano. Vou ter que o sustentar até aos 30, ou mais? (Isto em berros de quem se sente espoliado)
Moyle – Então, o que diz a isso tudo?
Pró – Não digo nada! Que hei-de dizer? Falar para ser processado, ou coisa do género? Ou porem a minha fotografia num ficheiro no SIS, sei lá? Tem algum jeito fazer um busto a um sacana destes. Isto é outro Salazar que aí anda! Ditadorzeco! Apanham-se no poleiro e é a fazer gramar os pobres. Não faz o mesmo aos bancos não, bandido! Tantos anos a aguentar com um e agora vem outro. Este país está perdido. Era dar isto aos espanhóis que ao menos o salário mínimo passava para o dobro! (Resignação cabisbaixa)

12/17/2007

O (descon)Fio da Meada

A OCDE, que há muito nos vem espantando com a inegável utilidade e insofismável perspicácia dos seus “estudos”, anunciou recentemente, nos resultados de uma destas “pérolas” do conhecimento ocidental pós-modernista, que os portugueses são o povo mais desconfiado de toda a OCDE. Ora bem, o Moyle acha que isto é treta e passa a justificar a sua posição.
Fazendo como a TVI fez, o Moyle foi entrevistar figuras para apalpar o pulso à opinião pública. Mas, em vez de ir para a rua procurar o primeiro nabo que aparecesse a mandar para o ar umas “postas de pescada” e baboseiras sem nexo nenhum, o que a TVI tenta vender como notícia e o real sentir dos portugueses, o Moyle socorreu-se de figuras de peso público, real ou putativo, de vários quadrantes da sociedade portuguesa, cujas funções ou capacidades pessoais os colocam num patamar privilegiado para conhecer os portugueses e permitem um maior nível de decência intelectual do que o praticado pela redacção da Venda do Pinheiro.

- António de Oliveira Salazar: «Os portugueses desconfiados? Nunca na vida. Eu é que devia ter desconfiado do ranger daquela cadeira.»
- Todo-poderoso (Deus, claro): «Vem uma “trovoada” e chamam-me logo como se eu não tivesse mais que fazer e o engraçado é que acham mesmo que vou fazer algo quanto a isso.»
- Jornalista desportivo: «Casa cheia em Alvalade.»
- Padre Frederico: «Oh amigo, acha mesmo que alguém desconfiou de alguma coisa antes de me chibarem?»
- Operador de Call Center: «Não, este serviço não tem custos adicionais.»
- José Sócrates: «Ganhei as eleições não ganhei? É claro que ninguém desconfiava de nada. E vou ganhar as próximas também.»
- Luís Filipe Vieira: «Nunca desconfiei do Racing Avellaneda, pensei sempre que o Bergessio era jogador de futebol. Estamos a pensar integrá-lo na secção de Rugby.»
- Irmã Lúcia: «Ninguém nunca desconfiou de nada! [Ver CONVERSAS COM DEUS - 10 Perguntas a Nossa Senhora de Fátima].»
- Fátima Felgueiras: «Quando eu disse vou só ali já venho, ninguém desconfiou de nada.»
- Sá Carneiro: «Eu é que nunca desconfiei de ninguém.»
- Jorge Costa: «Por mim podem já encomendar a faixas de campeão.»
- Vigário: «Quando eu conto um conto todos acreditam.»
- Luís Filipe Menezes: «Os portugueses sabem que vou fazer uma oposição séria e honesta ao governo.»
- Freitas do Amaral: «Nem o Paulo Portas desconfiou!»
- Pinto da Costa: «Foi a Pinhoa que lhe deu a bolta à cabeça.»
- Paulo Portas: «Só o George é que desconfiou, porque o museu da marinha não tinha espaço para os três, mas como ele não conta…».
- Valentim Loureiro: «Ai de quem desconfie de mim!!»

Como está bom de ver, o estudo da OCDE não tem qualquer tipo de fundamento e quem mais de perto conhece e lida com os portugueses mostrou, para além da dúvida razoável, que os portugueses não são desconfiados, muito pelo contrário, como se pode averiguar.

12/12/2007

Condestável Contestável

O Vaticano prepara-se para canonizar Nuno Álvares Pereira, Condestável do reino de Portugal na segunda metade do século XV, que comandou as forças portuguesas nas guerras luso-castelhanas entre 1383/1385.
Esta notícia, amplamente divulgada, encerra algumas cavalas (é para satirizar com cabalas?), já não tão amplamente divulgadas, e às quais o Moyle passa a tirar as espinhas.
Ora bem, as ilações tiradas pelos simples de espírito foram logo para a contradição aparente entre a canonização e o passado militar do supradito: - «Então, o gajo andou a rachar cabeças, a cortar bocados a outros e merece ser santo?». Outros lembraram o facto de ter sido gerador de prole, uma filha que se saiba: - «Então nem sequer era celibatário, que tipo de exemplo é que dá aos padres como santo?». Os saramaguistas, temendo uma revolta nacionalista, pensaram logo: - «Então a recompensa por andar a matar espanhóis à bordoada é a santidade? Ou seja, se matarmos espanhóis temos o céu garantido?» Não deixam de ser questões interessantes e que merecem meditação, sobretudo a última, mas o Moyle repete, provém de uma franciscana pobreza de espírito.
O Moyle contactou Jesus Cristo sobre esta matéria e a Sua reacção foi: - «Muito sinceramente não conheço nenhum Nuno Álvares Pereira, mas o “Condestável” conheço. É o melhor azeite que existe para as lamparinas das igrejas. Deixa um aromazinho delicioso no ar. Saio sempre a correr da igreja para me ir refastelar com uma bacalhoada com grão, bem regada com o meu sangue, dali dos lados de Penalva do Castelo, com 14º, fico com uns peitos que nem um cavalo, ronco a tarde toda. Uma categoria.»
Para variar, o Vaticano não cumpre ordens nenhumas da gerência e encontra-se em verdadeira auto-gestão, não prestando quaisquer contas nem esclarecimentos ao conselho de administração divino.
O Moyle, por portas travessas, vielas obscuras e outros meios difusos, conseguiu obter duas informações contraditórias mas exemplificativas dos objectivos do Vaticano.
A primeira dá conta do carácter metafórico dado à palavra “Condestável”, para mandar uma mensagem ao episcopado português. Isto é, depois da en**badela dada por Bento XVI aos bispos portugueses, manda-os, desta forma, pôr azeitinho, prevenindo-os das que se seguem.
A segunda informação é mais credível e aponta para uma mensagem ao governo português. Recorramos a uma exegese de estrutura silogística derivada da matriz aristotélica para extrair o significado oculto desta anunciada canonização, recorrendo aos acontecimentos históricos matriciais que enformam a vida de D. Nuno Álvares Pereira.
D. Nuno Álvares Pereira combateu o rei castelhano e as suas forças militares que vinham, com legitimidade política, tomar posse do reino de Portugal, devido a D. Leonor, filha de D. Fernando, estar casada com o rei de Castela. Portanto, o interesse nacional, materializado nas figuras de D. Nuno Álvares Pereira e de D. João I, sobrepôs-se à legitimidade política da anexação castelhana da coroa portuguesa. Isto quer dizer o quê?

· D. Nuno Álvares Pereira combateu uma legítima sucessão em nome do interesse nacional.

· D. Nuno Álvares Pereira é canonizado.

· Vamos todos para o céu se combatermos a actual "legitimidade política" em nome do interesse nacional.

Conclui-se daqui, portanto, que, apesar dos elogios da UE, do BCE, da OCDE, do FMI, da ONU, da BSE, do BCG, do JPEG, do HIV e da ESTGOH, o governo português vê-se a braços com a censura do Vaticano e, portanto, com a obrigação de todos os católicos portugueses (a maioria esmagadora da população) de trucidarem todos os políticos portugueses em nome do interesse nacional, de forma a irem para o céu, ascenderem à santidade e, dessa forma, servirem de exemplo a todos os católicos do mundo. Já só falta, então, encontrar um “D. João I”.
A isto se junta outra coisa que o Moyle descobriu, isto é, que a canonização do Condestável foi encomenda da igreja espanhola, pois livrou os espanhóis, mais de seis centúrias após a sua santa vida, de ter 9,9 milhões de lanzões a viver às custas do Estado e do Rei, só preocupados com os ordenados e a mini ao fim do dia, cuja produtividade é igual à multiplicação dos milhões de escudos/euros que foram enviados para Portugal pela CEE/EU desde 1986, por zero. Mas o melhor para nuestros hermanos é que o Condestável os livrou de terem a diferença para os 10 milhões a viverem ás custas desses 9,9 milhões de lanzões, só por se sentarem, ou por já se terem sentado, quando lhes dá, ou dava, na real gana num antigo mosteiro beneditino no centro de Lisboa, cúmplices da ordem que eles protegiam, independentemente da cor do seu capuz. Muchas gracias Santissimo Alvarez!!!

12/06/2007

Batráquios na Laringe

O Comendador Joe Berardo deu entrada no hospital com uma gravíssima crise respiratória que obrigou a procedimentos de emergência e à remoção cirúrgica de dois batráquios anuros alojados na laringe.
Não há, neste momento, informações precisas de como os sapos lá foram parar.

11/26/2007

A Impenetrabilidade como Propriedade Geral da Matéria

Há uns tempos, alguém chamado Cláudio Ramos afirmou para uma revista que já era uma figura incontornável da TV em Portugal. Ora bem, se é incontornável é porque não pode ser contornado, certo? Isto quer então dizer que a Impenetrabilidade como Propriedade Geral da Matéria não se aplica a ele, pois, sendo incontornável, de cada vez que se cruzasse com alguém, dois corpos teriam que passar a ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. O que é que se pode extrair daqui? Duas coisas, a saber. Se o Sr. Ramos souber tanto de TV como de Física, é melhor aprender quantos baldes de areia leva uma betoneira de massa para encher piso. Se, por outro lado, o Sr. Ramos sabe mesmo de Física, então disse-nos muito simplesmente que é penetrável, o que, apesar de não deixar de ser uma escolha sua, talvez fosse escusado espalhar aos 4 Ventos.

11/22/2007

Queimando Etapas

A desgraça sucedeu na Rússia quando, num brutal incêndio num lar, morreu um indeterminado número de idosos. O incêndio, pensa-se, terá sido provocado por um curto-circuito.
O Governo português, sempre em cima do acontecimento, prepara-se para analisar, em Conselho de Ministros, uma proposta conjunta dos Ministérios das Finanças e da Segurança Social para, retirando a carga negativa ao sucedido na Rússia e vendo o seu lado positivo, aliviar do saldo da Segurança Social o pagamento de reformas, queimando etapas para não ter que esperar que a velhada morra. Em consideração estará também aplicar a mesma estratégia aos funcionários públicos, aos sindicalistas, pessoas sem o 9º ano, no mínimo, e professores.