2/08/2008

Casos da Vida Real

Tenho cocó de cão no sapato, e que cheira mesmo ao pior cocó de cão que se possa imaginar. O meu objectivo é entrar assim num restaurante chique.

2/03/2008

Anti-Spam em S. Bento

Constatando que o sistema de apoio da sociedade às pessoas desintegradas socialmente não está a rentabilizar para o país o enorme capital humano disperso por debaixo das pontes de todo o país, o Moyle promove aqui a ideia de levar os sem-abrigo para a Assembleia da República, para servir não apenas como dormitório, mas como dormitório e local de trabalho.
Se repararmos, as vantagens são por demais evidentes: em primeiro lugar, passávamos (contribuintes) a pagar 230 ordenados mínimos, em vez dos chorudos vencimentos dos actuais deputados. Em segundo lugar, adoptando o regime de meia-pensão (sopa e sandes de coirato) na Assembleia/Pensão de S. Bento, estaríamos a garantir que ninguém faltava à chamada para as sessões legislativas e às obrigações da digníssima função de representantes da Nação. Ao mesmo tempo, deixava de ser necessário comprar carros e pagar a motoristas, pois o local de trabalho passava a corresponder com a residência.
Mas, de facto, o melhor, é que, ao nível da política interna e externa, deixávamos de ouvir as baboseiras do costume. Por um lado, a visível deterioração da dentição de grande parte dos novos deputados iria provocar alguma retracção dos mesmos no momento de abrirem a boca e, por outro lado, porque estas mentes, dificilmente mais obscuras do que as actuais, rapidamente perceberiam que cerrar os lábios seria muito mais inteligente do que expulsar o ar pelas pregas vocais fazendo-as vibrar e, com isso, produzir fonemas, seja lá o que for que isto quer dizer.
A única dificuldade, até agora, é a resistência que o Moyle tem encontrado por parte dos mendigos e sem-abrigo do país em colaborar neste projecto, pois vêem no lugar de deputados uma regressão na carreira e um rude golpe na estima pública que, presentemente, têm.

1/25/2008

Escrita Legal

O Moyle, no decurso da sua cruzada diária contra qualquer coisa, deparou-se com um problema importante que, veio a saber, afecta todos os que se vêem a braços com uma situação semelhante.
Quem já leu, ou tentou ler, legislação (desde as pescas ao preço do pão) já sentiu a dificuldade e o incómodo de a tentar perceber. O problema nem sequer é a linguagem utilizada pelos legisladores mas antes a estrutura do texto e as suas constantes remissões que nos obrigam a ir consultar uns 7382,49 decretos, resoluções, leis e afins, prévios.
Ora bem, o Moyle sugere que a legislação portuguesa passe a ser redigida por escritores de méritos reconhecidos, que a tornem inteligível, fácil e agradável de ler e, dessa forma, acessível a todos os cidadãos.
Vejamos os méritos desta proposta. Se as leis forem agradáveis de ler, todos as lerão com vontade e, por consequência, o cumprimento das mesmas será influenciado de uma forma positiva pelos efeitos subliminares que a leitura provoca. Se as leis fossem redigidas por escritores de mérito e qualidade a criminalidade e a falta de civismo diminuiriam.
Tendo em conta a quantidade enorme de leis que saem todos os dias, as possibilidades de Portugal ganhar novamente o Nobel da literatura aumentariam exponencialmente. A tudo isto acresce a facilidade que os escritores portugueses teriam em se adaptar, até porque grande parte da legislação portuguesa é pura ficção, outra grande parte romance e mesmo comédia há a rodos, sendo que o mérito dos portugueses como contadores de histórias, escritores ou políticos, é bem conhecida e está enraizada.
Por outro lado, quem não ficaria muito satisfeito com esta medida seria Mário Soares, pois na improbabilidade de voltar a haver um debate entre o Senhor Liberdade e Cavaco Silva para umas presidenciais, quando os dois candidatos estivessem a discutir tudo o que está fora das competências do presidente, já Soares não poderia acusar Cavaco de não ter ganho um prémio Nobel, uma vez que é o presidente que assina a legislação e seria, assim, o titular do prémio.
Como é óbvio, desta sugestão está excluído o Nobel José Saramago porque, mal por mal, a legislação portuguesa até nem está assim tão má como isso.

1/20/2008

(Des)Ilusões de Óptica


A 2 de Agosto de 2007 é revelado ao mundo que Paulo Bento é o responsável pelo desaparecimento de Maddie McCan, da Praia da Luz no Algarve. Note-se a falta de risco ao meio e a barba de três dias como o disfarce que tem, com sucesso acrescente-se, afastado toda e qualquer suspeita sobre a pessoa que se senta no banco de suplentes do Sporting (quem tiver coragem para isso, chame-lhe trein... esqueçam, o Moyle não consegue).
No dia 20 de Janeiro de 2008, a informação é corrigida e Sá Pinto passa a ser o suspeito nº 1 do rapto da criança. Atente-se no bigode à Verão Quente de '75 como parte de um disfarce brilhante (?) e que mantém todos iludidos pela audácia da concepção.
O Moyle está em condições de averiguar que o facto de serem as forças policiais britânicas a coordenar as investigações está a bloquear o desfecho positivo das mesmas e a recuperação da vítima. Senão vejamos. No dia 26 de Março de 1997, Ricardo Sá Pinto fez desaparecer, de um momento para o outro, toda a vontade de Artur Jorge de sair à rua. O mais extrordinário é que conseguiu fazê-lo nas barbas de toda a gente, revelando sangue frio e mãos hábeis. Paulo Bento, em dois meses apenas (repartidos entre 2007 e 2008) fez desaparecer a vontade de sair à rua de 1.252.726 sportinguistas, espalhados por todo o Mundo, inclusive em Portugal.
Em vez de andarem em círculos (procurando um suspeito quando na verdade se trata de um gang de 2), o caso estaria arrumado se a polícia britânica estivesse minimamente atenta ao que se passa em Portugal e não se deixasse iludir por meras questões de pormenor nos retratos robot.

1/14/2008

Pero que las hay, las hay....

O Moyle não queria acreditar em bruxas, pero que las hay...

Resolução de Ano Novo

Para não fugir à parvalheira generalizada, o Moyle vai lançar aqui a sua decisão de Ano Novo, com direito a retaliação e tudo.
O Moyle seja deputado do CDS-PP se não escrever coisas com piada a partir de 1.1.2008.

1/02/2008

Falácias Linguísticas

Diz-se frequentemente que a Língua Portuguesa é traiçoeira. Na realidade, os portugueses é que são mal-intencionados e têm um cérebro cheio de uma sordidez tão grande que nem 7 batalhões de Freuds armados de máquinas de choques eléctricos e hipnotizadores conseguiriam fazer alguma coisa por ele. Vejamos, então, de que maneira se verifica tamanho exacerbamento libidinoso nos portugueses, num nível que não lembraria nem a Mallanaga Vātsyāyana, o famoso filósofo indiano autor do Kama Sutra.
Logo no início do dia, para pequeno-almoço, uma italiana e para aguentar a manhã, umas belgas.
Chega a hora do almoço e, pimba, uma francesinha, acompanhada de uma loura, no fim das quais outra italiana, agora perfumada (isto é, com cheirinho).
Dependendo de vários factores de somenos importância para esta investigação, frequentemente passa-se a tarde numa boa sueca e, talvez, mais algumas louras.
Sendo o almoço, por força das circunstâncias, normalmente mais leve, à hora do jantar compensa-se o resto do dia. Nada melhor, ainda para mais com o calor que se faz sentir, uma bela salada russa, mesmo para rebentar com uma pessoa. No fim, claro, mais uma italiana para a sossega.
No fim de contas, o que é malicioso, a Língua ou os seus falantes? Poderia o Moyle levar esta questão a um outro nível de discussão, mas para não ultrapassar os limites do bom-senso e do decoro, abdicará de referir expressões como Retoma Económica, Crescimento da Economia, etc.

12/24/2007

Museu a Sal… Sóc…, quem?

O Moyle, sem querer, ouviu um curioso diálogo no qual não resistiu a envolver-se (passando a triálogo portanto) que, mesmo arriscando um certo despudor, passa a revelar.

Contra – Já viste isto de quererem fazer um Museu ao Salazar? É uma pouca-vergonha!
Pró – E qual é o problema do museu em Santa Comba?
Contra – Para ser um tributo a um ditador? Já agora, realmente.
Pró – Salazar foi um grande homem, um beirão dos sete costados, um português de gema, que lutou muito pelo país, muitas vezes sozinho. Foi um visionário! (Isto tudo em berros de quem se sente ofendido)
Contra – Visionário? Enquanto ele mandava houve campos de concentração!
Pró – Não os queimava em fornos pois não? (Os berros continuam sempre)
Contra – Realmente não!
Pró – Então não foi assim tão grave! Queixam-se de quê? (Berros e pingos de baba aqui e além)
Contra – Mas não havia liberdade de expressão nem de manifestação!
Pró – E queriam essas liberdades para quê? Para as usarem mal como fazem agora? (Berros e as veias do pescoço a latejar)
Contra – Concordavas que a Polícia, em vez de proteger as pessoas, andasse a proteger os governantes e a vigiar os cidadãos, a perseguir os sindicalistas e quem fazia greve!
Pró – Olha que naquele tempo não havia tantos crimes nem as poucas-vergonhas que se vêem hoje. (Berros e grossas bagas de suor a escorrer das têmporas)
Contra – Porque as pessoas não sabiam ler. O ensino foi bloqueado propositadamente para manter as pessoas na ignorância.
Pró – Para ler as desgraças todas que vemos? Valia mais assim. (Berros e cara de nojo de um cartaz que sobrou do referendo ao aborto)
Contra – Mas…
Pró – Até te digo mais, Salazar salvou o país da bancarrota e eliminou o défice. Era um génio das Finanças. Temos uma dívida de gratidão enorme para com este grande homem. Não tens resposta para esta pois não? Ah pois não! Um museu é pouco para tamanha obra e benfeitoria que os ingratos de hoje não reconhecem. (Berros e ar de triunfante superioridade de quem acabou de entalar o oponente)

(Aqui o Moyle interveio no diálogo)

Moyle – Desculpem, mas não pude deixar de ouvir a vossa conversa. (Pudera, com os berros do gajo)
(Interpelando o Pró-museu) – Já ouviu dizer que querem fazer uma estátua de 3 metros do Primeiro-Ministro e pô-la à frente da Assembleia da República? (treta óbvia)
Pró – Esse gajo? Porquê? Este país é uma pouca-vergonha (Berros, ligeiramente agastado).
Moyle – Então, reduziu o défice público para valores inferiores a 3%, algo que só Salazar tinha conseguido. Genial também, não?
Pró – Ah pois, tudo isso é muito bonito mas aumentou os impostos e cortou nas despesas! Que tem isso de genial, isso até eu fazia. Aliás, qualquer nabo sabe isso! E fechou maternidades e centros de saúde, ah pois é! Eu é que merecia um busto. Eu e os outros como eu. Chego a meio do mês e já estou liso. A electricidade é um balúrdio, a água, a gasolina, a prestação da casa. (Alguma indignação e repúdio, mas sempre aos berros)
Moyle – Realmente…
Pró – Mas espere, quer dizer, faz-se uma revolução e deixam este gajo fazer tudo o que quer, assim, a manipular as pessoas, com polícias nos sindicatos e filmagens das manifestações? E os recados para as redacções de jornais e canais de televisão?
Moyle – É o que se ouve dizer.
Pró – Até lhe digo mais, tenho lá um «trafêgo» em casa que mal sabe ler e escrever e anda no 9º ano. Vou ter que o sustentar até aos 30, ou mais? (Isto em berros de quem se sente espoliado)
Moyle – Então, o que diz a isso tudo?
Pró – Não digo nada! Que hei-de dizer? Falar para ser processado, ou coisa do género? Ou porem a minha fotografia num ficheiro no SIS, sei lá? Tem algum jeito fazer um busto a um sacana destes. Isto é outro Salazar que aí anda! Ditadorzeco! Apanham-se no poleiro e é a fazer gramar os pobres. Não faz o mesmo aos bancos não, bandido! Tantos anos a aguentar com um e agora vem outro. Este país está perdido. Era dar isto aos espanhóis que ao menos o salário mínimo passava para o dobro! (Resignação cabisbaixa)

12/17/2007

O (descon)Fio da Meada

A OCDE, que há muito nos vem espantando com a inegável utilidade e insofismável perspicácia dos seus “estudos”, anunciou recentemente, nos resultados de uma destas “pérolas” do conhecimento ocidental pós-modernista, que os portugueses são o povo mais desconfiado de toda a OCDE. Ora bem, o Moyle acha que isto é treta e passa a justificar a sua posição.
Fazendo como a TVI fez, o Moyle foi entrevistar figuras para apalpar o pulso à opinião pública. Mas, em vez de ir para a rua procurar o primeiro nabo que aparecesse a mandar para o ar umas “postas de pescada” e baboseiras sem nexo nenhum, o que a TVI tenta vender como notícia e o real sentir dos portugueses, o Moyle socorreu-se de figuras de peso público, real ou putativo, de vários quadrantes da sociedade portuguesa, cujas funções ou capacidades pessoais os colocam num patamar privilegiado para conhecer os portugueses e permitem um maior nível de decência intelectual do que o praticado pela redacção da Venda do Pinheiro.

- António de Oliveira Salazar: «Os portugueses desconfiados? Nunca na vida. Eu é que devia ter desconfiado do ranger daquela cadeira.»
- Todo-poderoso (Deus, claro): «Vem uma “trovoada” e chamam-me logo como se eu não tivesse mais que fazer e o engraçado é que acham mesmo que vou fazer algo quanto a isso.»
- Jornalista desportivo: «Casa cheia em Alvalade.»
- Padre Frederico: «Oh amigo, acha mesmo que alguém desconfiou de alguma coisa antes de me chibarem?»
- Operador de Call Center: «Não, este serviço não tem custos adicionais.»
- José Sócrates: «Ganhei as eleições não ganhei? É claro que ninguém desconfiava de nada. E vou ganhar as próximas também.»
- Luís Filipe Vieira: «Nunca desconfiei do Racing Avellaneda, pensei sempre que o Bergessio era jogador de futebol. Estamos a pensar integrá-lo na secção de Rugby.»
- Irmã Lúcia: «Ninguém nunca desconfiou de nada! [Ver CONVERSAS COM DEUS - 10 Perguntas a Nossa Senhora de Fátima].»
- Fátima Felgueiras: «Quando eu disse vou só ali já venho, ninguém desconfiou de nada.»
- Sá Carneiro: «Eu é que nunca desconfiei de ninguém.»
- Jorge Costa: «Por mim podem já encomendar a faixas de campeão.»
- Vigário: «Quando eu conto um conto todos acreditam.»
- Luís Filipe Menezes: «Os portugueses sabem que vou fazer uma oposição séria e honesta ao governo.»
- Freitas do Amaral: «Nem o Paulo Portas desconfiou!»
- Pinto da Costa: «Foi a Pinhoa que lhe deu a bolta à cabeça.»
- Paulo Portas: «Só o George é que desconfiou, porque o museu da marinha não tinha espaço para os três, mas como ele não conta…».
- Valentim Loureiro: «Ai de quem desconfie de mim!!»

Como está bom de ver, o estudo da OCDE não tem qualquer tipo de fundamento e quem mais de perto conhece e lida com os portugueses mostrou, para além da dúvida razoável, que os portugueses não são desconfiados, muito pelo contrário, como se pode averiguar.

12/12/2007

Condestável Contestável

O Vaticano prepara-se para canonizar Nuno Álvares Pereira, Condestável do reino de Portugal na segunda metade do século XV, que comandou as forças portuguesas nas guerras luso-castelhanas entre 1383/1385.
Esta notícia, amplamente divulgada, encerra algumas cavalas (é para satirizar com cabalas?), já não tão amplamente divulgadas, e às quais o Moyle passa a tirar as espinhas.
Ora bem, as ilações tiradas pelos simples de espírito foram logo para a contradição aparente entre a canonização e o passado militar do supradito: - «Então, o gajo andou a rachar cabeças, a cortar bocados a outros e merece ser santo?». Outros lembraram o facto de ter sido gerador de prole, uma filha que se saiba: - «Então nem sequer era celibatário, que tipo de exemplo é que dá aos padres como santo?». Os saramaguistas, temendo uma revolta nacionalista, pensaram logo: - «Então a recompensa por andar a matar espanhóis à bordoada é a santidade? Ou seja, se matarmos espanhóis temos o céu garantido?» Não deixam de ser questões interessantes e que merecem meditação, sobretudo a última, mas o Moyle repete, provém de uma franciscana pobreza de espírito.
O Moyle contactou Jesus Cristo sobre esta matéria e a Sua reacção foi: - «Muito sinceramente não conheço nenhum Nuno Álvares Pereira, mas o “Condestável” conheço. É o melhor azeite que existe para as lamparinas das igrejas. Deixa um aromazinho delicioso no ar. Saio sempre a correr da igreja para me ir refastelar com uma bacalhoada com grão, bem regada com o meu sangue, dali dos lados de Penalva do Castelo, com 14º, fico com uns peitos que nem um cavalo, ronco a tarde toda. Uma categoria.»
Para variar, o Vaticano não cumpre ordens nenhumas da gerência e encontra-se em verdadeira auto-gestão, não prestando quaisquer contas nem esclarecimentos ao conselho de administração divino.
O Moyle, por portas travessas, vielas obscuras e outros meios difusos, conseguiu obter duas informações contraditórias mas exemplificativas dos objectivos do Vaticano.
A primeira dá conta do carácter metafórico dado à palavra “Condestável”, para mandar uma mensagem ao episcopado português. Isto é, depois da en**badela dada por Bento XVI aos bispos portugueses, manda-os, desta forma, pôr azeitinho, prevenindo-os das que se seguem.
A segunda informação é mais credível e aponta para uma mensagem ao governo português. Recorramos a uma exegese de estrutura silogística derivada da matriz aristotélica para extrair o significado oculto desta anunciada canonização, recorrendo aos acontecimentos históricos matriciais que enformam a vida de D. Nuno Álvares Pereira.
D. Nuno Álvares Pereira combateu o rei castelhano e as suas forças militares que vinham, com legitimidade política, tomar posse do reino de Portugal, devido a D. Leonor, filha de D. Fernando, estar casada com o rei de Castela. Portanto, o interesse nacional, materializado nas figuras de D. Nuno Álvares Pereira e de D. João I, sobrepôs-se à legitimidade política da anexação castelhana da coroa portuguesa. Isto quer dizer o quê?

· D. Nuno Álvares Pereira combateu uma legítima sucessão em nome do interesse nacional.

· D. Nuno Álvares Pereira é canonizado.

· Vamos todos para o céu se combatermos a actual "legitimidade política" em nome do interesse nacional.

Conclui-se daqui, portanto, que, apesar dos elogios da UE, do BCE, da OCDE, do FMI, da ONU, da BSE, do BCG, do JPEG, do HIV e da ESTGOH, o governo português vê-se a braços com a censura do Vaticano e, portanto, com a obrigação de todos os católicos portugueses (a maioria esmagadora da população) de trucidarem todos os políticos portugueses em nome do interesse nacional, de forma a irem para o céu, ascenderem à santidade e, dessa forma, servirem de exemplo a todos os católicos do mundo. Já só falta, então, encontrar um “D. João I”.
A isto se junta outra coisa que o Moyle descobriu, isto é, que a canonização do Condestável foi encomenda da igreja espanhola, pois livrou os espanhóis, mais de seis centúrias após a sua santa vida, de ter 9,9 milhões de lanzões a viver às custas do Estado e do Rei, só preocupados com os ordenados e a mini ao fim do dia, cuja produtividade é igual à multiplicação dos milhões de escudos/euros que foram enviados para Portugal pela CEE/EU desde 1986, por zero. Mas o melhor para nuestros hermanos é que o Condestável os livrou de terem a diferença para os 10 milhões a viverem ás custas desses 9,9 milhões de lanzões, só por se sentarem, ou por já se terem sentado, quando lhes dá, ou dava, na real gana num antigo mosteiro beneditino no centro de Lisboa, cúmplices da ordem que eles protegiam, independentemente da cor do seu capuz. Muchas gracias Santissimo Alvarez!!!

12/06/2007

Batráquios na Laringe

O Comendador Joe Berardo deu entrada no hospital com uma gravíssima crise respiratória que obrigou a procedimentos de emergência e à remoção cirúrgica de dois batráquios anuros alojados na laringe.
Não há, neste momento, informações precisas de como os sapos lá foram parar.

11/26/2007

A Impenetrabilidade como Propriedade Geral da Matéria

Há uns tempos, alguém chamado Cláudio Ramos afirmou para uma revista que já era uma figura incontornável da TV em Portugal. Ora bem, se é incontornável é porque não pode ser contornado, certo? Isto quer então dizer que a Impenetrabilidade como Propriedade Geral da Matéria não se aplica a ele, pois, sendo incontornável, de cada vez que se cruzasse com alguém, dois corpos teriam que passar a ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. O que é que se pode extrair daqui? Duas coisas, a saber. Se o Sr. Ramos souber tanto de TV como de Física, é melhor aprender quantos baldes de areia leva uma betoneira de massa para encher piso. Se, por outro lado, o Sr. Ramos sabe mesmo de Física, então disse-nos muito simplesmente que é penetrável, o que, apesar de não deixar de ser uma escolha sua, talvez fosse escusado espalhar aos 4 Ventos.

11/22/2007

Queimando Etapas

A desgraça sucedeu na Rússia quando, num brutal incêndio num lar, morreu um indeterminado número de idosos. O incêndio, pensa-se, terá sido provocado por um curto-circuito.
O Governo português, sempre em cima do acontecimento, prepara-se para analisar, em Conselho de Ministros, uma proposta conjunta dos Ministérios das Finanças e da Segurança Social para, retirando a carga negativa ao sucedido na Rússia e vendo o seu lado positivo, aliviar do saldo da Segurança Social o pagamento de reformas, queimando etapas para não ter que esperar que a velhada morra. Em consideração estará também aplicar a mesma estratégia aos funcionários públicos, aos sindicalistas, pessoas sem o 9º ano, no mínimo, e professores.

11/18/2007

Desígnios Misteriosos


O Moyle falou mais uma vez com a Senhora de Fátima de forma a aferir da sua intervenção no milagre de 31 de Outubro, em Fátima precisamente. Embora o futebol seja um desporto cheio de surpresas, no jogo entre o C.D. Fátima e o S.C. Portugal a eliminação da equipa mais forte ficou a dever-se claramente à intervenção da referida senhora.
Isso mesmo nos afirmou a “Mãe de todos os pecadores”, como carinhosamente é conhecida, cujas palavras passamos a citar, «Todos sabem que no cristianismo os pobres, os desfavorecidos, os miseráveis, são sempre os destinatários da piedade e favor divino. Por tal razão, mostrando que no céu não se dorme e a caridade ainda é apanágio divino, foi decidido intervir num momento de grande visibilidade para todos aferirem, sem dúvida, do poder infinito do meu marido, e meu».

Paparazzi, Apitos Dourados e Cismas


A Relações Públicas da holding que detém a maioria do capital da Vaticano – Intermediários Divinos, S.A., isto é, Nossa Senhora de Fátima, afirmou ao Moyle que a derrota do F.C. Porto contra o C.D. Fátima não foi «coincidência, acaso, falta de sorte, ou “o costume” por parte do Professor». Foi, sim, uma jogada estratégica para limpar a imagem do Vaticano, cujo Papa tem sido associado ao Papa do Douro Atlântico desde uma visita há uns anos em que este ofereceu a João Paulo II uma imagem, passamos a citar, «horrorosa comigo em camisa de noite», baseada, ao que parece, numa foto tirada por um Paparazzo, num momento de distracção numa das visitas da Senhora à Terra.A esta situação junta-se ainda outra de suma gravidade. A existência de dois Papas atingiu um patamar insustentável. Recorde-se que já não se via uma situação destas desde o Grande Cisma do Ocidente, (1378-1417) pelo que N.ª Sr.ª de Fátima já organizou uma task force, para destituir o Papa do Douro Atlântico, constando-se ser a sua testa de ferro uma Maria José Morgado, estando ainda por averiguar mais pormenores sobre esta figura.

11/10/2007

Comparações e Confusões

Há quem costume recorrer a comparações quando se fala de futebol e aqui no burgo os vizinhos são sempre os primeiros a servirem de termo de comparação. Por exemplo, no Barcelona há quem diga que era melhor ter contratado o Mantorras quando tiveram oportunidade, mesmo quando o “Negociante de Pneus”/“Dono de Meia Alverca”, enfim, Luís Filipe Vieira pediu 18 milhões de contos. Isto porque o jogador camaronês Eto’o parece apostado em perseguir o recorde do jogador que está mais tempo lesionado, e, ao que parece, Eto’o, nem sequer consegue mancar, o que não deixa margem para entrar em campo nos últimos dez minutos.
Outra comparação. Os dirigentes do “clube do século”, vulgo Real Madrid, parecem gostar tanto da maneira airosa como o Sporting perde que, segundo algumas notícias, estão dispostos a trocar alguns dos seus galácticos por uns bebés da estufa Alvalade XXI, onde, através da uma mutação genética, o Sporting desenvolve a sua criação de fantásticos jogadores. Ainda neste assunto, consta que essa mutação consiste numa mistura genética entre uns bocados de pele de um desgraçado pé-descalço de Massamá, com duas gotas de sangue azul da linha de cascais (cedidas generosamente a peso de ouro por Soares Franco), com um pelo de borboto do cachecol do Dias da Cunha (daqueles que ficam presos na barba) e um cabelo do Paulo Bento, mas a fórmula exacta os cientistas leoninos recusam-se a divulgá-la, uma vez que deixaria de haver futuros campeões para venda.
Por fim, o Moyle encontrou um termo vulgarmente utilizado no futebol que parece, de certa maneira, digamos, trocado ou cambiado. Ou seja, porque é que em Espanha se utiliza a terminologia alejado, quando um jogador tem problemas físicos, e em Portugal é utilizado, de forma pomposa, o termo lesionado, se o termo aleijado também existe? É que realmente, quando em Espanha se diz que o Ronaldinho, ou o Messi, ou o Robinho, enfim, estão aleijados, em Portugal o Zoro, o Mrdakovic, ou o Falardo estão lesionados. Este aparente desajustamento da realidade tem uma explicação. Em Portugal, o termo lesionado é utilizado para distinguir o momento em que o jogador está impedido fisicamente de jogar, sendo que quando está apto a actuar o termo correcto a utilizar, nos casos apontados e muitos outros, é mesmo aleijado.

11/01/2007

Fim dos Finados

O Moyle está em condições de garantir que o governo se prepara para extinguir o feriado de 1 de Novembro. Este ano pode muito bem ter sido o último em que se festejou a memória dos que já partiram fisicamente da companhia dos vivos.
Estas informações, secretas até ao momento, foram obtidas através de uma escuta telefónica que correu mal, pois em vez de escutarem o telefone do Moyle transmitiram para ele, ouvindo-se distintamente a voz de um conhecido membro do governo da República (preferimos manter o anonimato do Ministro das Finanças, uma vez que, se chegasse à opinião pública, poderia provocar uma bela discussão parlamentar) afirmar, passa-se a citar: «Mas para que raio servem os mortos? Não pagam impostos, pois não? Então, tem que acabar este ataque descarado à produtividade nacional em nome de quem já não serve para nada!» Do outro lado alguém ainda perguntou se isso não significaria também o fim da comemoração do 25 de Abril, mas já não foi possível ouvir a resposta, pelo que fica a ideia de que o 25 de Abril poderá passar a ser celebrado ao fim-de-semana.

10/29/2007

O Mestre da Propaganda

Há umas semanas, José Sócrates, o engenheiro, visitou a zona industrial de Montemor-o-Velho, na zona de Coimbra, onde, casualmente, parece que havia uma concentração de manifestantes, pelos vistos pertencentes a vários sindicatos, afectos ao PCP. O nosso Primeiro até gostou muito da ideia e pediu apenas para que os ditos manifestantes não tivessem qualquer tipo de tarjas relativas à sua manifestação.
Depois de uma breve conversa com a jornalista, ficámos a saber que o Sr. Eng.º queria que fosse feita uma mistura em estúdio, de modo a que, não aparecendo qualquer tipo de faixas, a peça jornalística pudesse ser remisturada e trocado o som dos protestos por aplausos e sons de euforia como fundo, previamente gravados no Estádio da Luz nos festejos de um golo de Rui Costa após fintar 4 adversários, feito um chapéu propositadamente à barra, para finalizar de pontapé de bicicleta, ou seja, qualquer coisa discreta para não se notar muito a montagem.
Resultou que, afinal de contas, não foi preciso fazer nenhuma mistura porque os próprios manifestantes trataram de elogiar o Primeiro-Ministro, que se sentiu particularmente emocionado (notou-se claramente o brilho nos olhos), especialmente quando, num laivo saudosista aclamaram o fascismo e Salazar, que, como sabemos é também ele um dos mentores de Sócrates, ou não se tratasse de um português de gema.