Mário Soares é fixe, e ainda há quem o engane de vez em quando. A última vez, em público, foi quando disse que as eleições no PSD tinham sido uma “desgraça”. Ora, afinal tudo não passou de um equívoco, o que aconteceu foi que o tempo disponibilizado na TSF para a entrevista era muito curto e o Sr. Dr. Liberdade comentou duas notícias seguidas sem pausas. Ele referia-se a desgraça já na notícia sobre o tufão na China, o que escrito dava qualquer coisa como isto: «eleições no PSD uma desgraça. Na China o tufão…». O que falhou foi simplesmente o ponto final, porque o que ele queria dizer era: «…eleições no PSD. Uma desgraça na China, o tufão…». Isto é o que dá as pressas e os directos. O homem até telefonou ao Menezes a explicar-lhe a situação. Esta comunicação social é tramada, primeiro deixam ficar mal o Soares e depois ainda lhe armam a bronca. Haja paciência e respeito por quem deu o peito às balas quando foi preciso, só não esteve foi na guerra colonial nem na revolução porque, mais uma vez, enganaram-no nas horas a que devia estar cá e acabou por apanhar o Sud-Express do dia seguinte, quando estava exilado em Paris.
Os autores abdicam de todas as responsabilidades sobre os conteúdos presentes neste blog... Porque não passam de tretas, por muito que desejem e achem o contrário. Não abdicamos, contudo, de todos e quaisquer direitos sobre esses mesmos conteúdos que se encontram protegidos pelas Leis de Protecção da Propriedade Intelectual em vigor (excepto na China e na Madeira). Assinado: O Alto, O Forte e o Moyle
10/21/2007
10/11/2007
Nim, ou a Vã glória de Moylar 4
O Forte:
Então por aqui???
O Alto:
Yah.
O Forte:
Eu, agora, é esperar. Isto dos casamentos é uma merda.
O Forte:
Cada vez que vou a um tenho ainda mais a certeza que não me apanham a fazer o papel principal.
O Forte:
Um gajo vai ali, come uns petiscos, depois almoça ás 6 da tarde e ainda tem que pagar um balúrdio.
O Alto:
Casamentos são, por definição, isso mesmo.
O Forte:
O problema é que o noivo ainda está pior.
O Forte:
Primeiro porque é ele que se casa…
O Forte:
… depois não pode comer mais do umas folhas de alface o dia todo, senão salta-lhe o fato.
O Forte:
Tem que beijar e apertar a mão a toda a gente sempre com um sorriso. Também não era para menos, e é se querem o cheque ao fim do dia!
O Forte:
Se for um gajo envergonhado está mesmo lixado quando o padre lhe disser – «Pode beijar a noiva», no meio de 200 pessoas:
O Forte:
«Ó xôr padre é melhor passar essa parte à frente, é que eu não me sinto muito à vontade. Eu depois beijo-a ali à sua frente na sacristia.»
O Forte:
Ou então, se for um gajo todo maluco, começa a beijá-la, tira-lhe a roupa e desflora-lhe a grinalda no meio da igreja.
O Forte:
Bom, a parte da igreja acaba de começar. Ainda vou ter muito tempo de espera.
O Alto:
Vai lá à missa…
O Forte:
Vou nada!
O Alto:
Herege!
O Forte:
A hóstia podia-me parar a digestão.
O Alto:
Ainda não almoçaste?
O Forte:
Petisquei, o almoço é só ás 6h.
O Forte:
Estava a ver o Tour. A meio do CRI já está tudo decidido.
O Alto:
Pois. Eu estava a ver um clip dos Dia Verde.
O Forte:
Ok!
O Forte:
Aquilo que te queria mandar ontem era a actuação do Quim e do Zeca no Levanta-te e ri.
O Forte:
São 16 minutos de alto nível!
O Alto:
Nice, quero ver isso.
O Alto:
Ontem dei forte no Moyle porque já tinha Word.
O Forte:
Yah.
O Alto:
Estava mesmo à espera…
O Forte:
Ainda não fui ver a actualização.
O Forte:
É mesmo agora…
O Forte:
Estava aqui a ler o do stander e, espera, [ver arquivo 22.7.2006]
O Forte:
“corre-se sempre o risco de comprar algo muito batido mas bem maquilhado”
O Forte:
No fim desta frase podia-se acrescentar: «com massa pedra e pintura de seguida».
O Forte:
Ou não!
O Forte:
Esquece, teve piada momentânea. Quando pensei tinha piada, mas agora escrito não tem.
O Alto:
Yah, pois.
O Forte:
Esquece este aparte…
O Forte:
Está bom o do stander e o do conflito está altamente [Ver arquivo 22.7.2006].
O Alto:
Ainda estava mentalmente capaz nesse.
O Forte:
Está porreiraço.
O Forte:
Estou FODIDO!!!
O Forte:
Ainda não saíram da igreja,
O Forte:
…da-se! Quase uma hora e meia.
O Alto:
Está mesmo difícil, porra
O Forte:
Se calhar o gajo deve ser mesmo maluco e afinfou-lhe a grinalda.
O Alto:
Se calhar…
O Forte:
Se isto continua assim, logo não posso ir a Coimbra, porque tenho que começar a dar na buída…
O Alto:
Deve ser o Túlio Gonzaga que está à procura do melhor enquadramento.
O Forte:
Ele sabe que é 5/6 tudo aberto.
O Alto:
Sabe isso mas pouco mais.
O Alto:
Ainda começava a fumar o bouquet da noiva.
O Forte:
Finalmente, estão a sair.
O Alto:
Ok.
O Forte:
Agora fotografias and stuff…
O Alto:
Ainda vai haver fotos? … da-se!
O Forte:
Recordações para a vida deste dia singular.
O Alto:
Põe singular nisso.
O Forte:
Eu fico lixado…
O Forte:
É que quem vai à missa todos os domingos são as velhas e esta gente nova nunca lá põe os pés, não lêem a Bíblia.
O Forte:
Porque vão casar à igreja??
O Alto:
Boa pergunta, mais um mistério da humanidade.
O Forte:
Ora aí está!
O Forte:
E começa já a mostrar estas reflexões à Nilda, para ela ir pensando até lá.
O Alto:
Podes crer. Ela quer casar na igreja.
O Forte:
… da-se!
O Forte:
Quando eu for ao stand comprar um carro [ver arquivo 22.7.2006], uma das cláusulas do contrato é essa:
O Forte:
O carro não é benzido, não vai à igreja e não o pinto de branco.
O Alto:
É que compram um vestido que não serve para mais vez nenhuma, não vão normalmente à igreja e um gajo é que tem que gramar…
O Forte:
E um fato para o noivo custa mais do que muitos subsídios de desemprego.
O Alto:
Yah, mas aproveitam-se as calças, os sapatos e, se tiveres cuidado a comprar, a camisa também
O Forte:
Agora acho que vêm todas cheias de folhos…
O Forte:
Aproveitar o casaco está fora de questão.
O Alto:
A não ser que gostes de ser o Grilo Falante do Pinóquio
O Forte:
E porque o forro do bolso fica todo lixado com tanto envelope.
O Alto:
No caso delas é um balúrdio para o bouquet, alugar o carocha por 2 ou 3 horas para levar os noivos…
O Alto:
É um desperdício…
O Alto:
As fotos são aí? Ainda vão para os claustros da Sé, ou uma merda assim.
O Forte:
Não sei. Isto tem o jardim ao lado da igreja… Devem ser aqui e no sítio da bucha
O Alto:
Ao menos isso.
O Forte:
Casar era fixe quando ela não dava o "pito" antes da noite de núpcias.
O Forte:
Agora que já não há novidades nenhumas, nem a noite de núpcias tem piada.
O Alto:
Não digas isso muito alto, senão criam aí um movimento de abstinência pré-matrimonial e é o cabo dos trabalhos.
O Forte:
É só porque passa a ser uma queca oficial e deixa-se de usar o tablier do carro.
O Alto:
Depende. Se forem viver para casa dos pais, apesar de oficial, é má onda.
O Forte:
É o caraças! Vergonha é roubar e ser-se apanhado. Nessa altura já não é roubado.
O Alto:
Yah.
O Forte:
E é só gajas isto aqui, todas bem vestidas com os vestidos da moda de Verão.
O Alto:
Eh pá, vai lá.
O Forte:
Fazer o quê??
O Alto:
Pode ser que te orientes. Em vez de ires ao stand, o stand vem a ti. [ver arquivo 22.7.2006]
O Forte:
Conhecer uma gaja em dia de casamento, quando fica toda derretida a olhar para a felicidade momentânea dos noivos, significa casamento em perspectiva.
O Alto:
Mas num funeral era pior, ou não?
O Alto:
E vai daí se calhar não, podia ser que ela quisesse aproveitar antes de ser ela a ir estendida. Antes levar flores na mão que a mão nas flores.
O Forte:
Mas agora conhecer uma no dia do divórcio…
O Forte:
Até é tentador mas é melhor não arriscar, é melhor noutra altura.
O Forte:
Mesmo que seja ela a oferecer-se eu digo: «tens aqui o meu número, se amanhã ainda tiveres a tesão do mijo liga-me. Senão, esquece!»
O Alto:
Bem, vou para baixo que estão a chamar-me.
O Alto:
Bons morfes e até logo.
O Alto:
Vai lá eternizar e singularizar esse dia com a tua presença numa foto…
O Forte:
Acho que não
O Forte:
Inté.
O Alto:
Inté.
Então por aqui???
O Alto:
Yah.
O Forte:
Eu, agora, é esperar. Isto dos casamentos é uma merda.
O Forte:
Cada vez que vou a um tenho ainda mais a certeza que não me apanham a fazer o papel principal.
O Forte:
Um gajo vai ali, come uns petiscos, depois almoça ás 6 da tarde e ainda tem que pagar um balúrdio.
O Alto:
Casamentos são, por definição, isso mesmo.
O Forte:
O problema é que o noivo ainda está pior.
O Forte:
Primeiro porque é ele que se casa…
O Forte:
… depois não pode comer mais do umas folhas de alface o dia todo, senão salta-lhe o fato.
O Forte:
Tem que beijar e apertar a mão a toda a gente sempre com um sorriso. Também não era para menos, e é se querem o cheque ao fim do dia!
O Forte:
Se for um gajo envergonhado está mesmo lixado quando o padre lhe disser – «Pode beijar a noiva», no meio de 200 pessoas:
O Forte:
«Ó xôr padre é melhor passar essa parte à frente, é que eu não me sinto muito à vontade. Eu depois beijo-a ali à sua frente na sacristia.»
O Forte:
Ou então, se for um gajo todo maluco, começa a beijá-la, tira-lhe a roupa e desflora-lhe a grinalda no meio da igreja.
O Forte:
Bom, a parte da igreja acaba de começar. Ainda vou ter muito tempo de espera.
O Alto:
Vai lá à missa…
O Forte:
Vou nada!
O Alto:
Herege!
O Forte:
A hóstia podia-me parar a digestão.
O Alto:
Ainda não almoçaste?
O Forte:
Petisquei, o almoço é só ás 6h.
O Forte:
Estava a ver o Tour. A meio do CRI já está tudo decidido.
O Alto:
Pois. Eu estava a ver um clip dos Dia Verde.
O Forte:
Ok!
O Forte:
Aquilo que te queria mandar ontem era a actuação do Quim e do Zeca no Levanta-te e ri.
O Forte:
São 16 minutos de alto nível!
O Alto:
Nice, quero ver isso.
O Alto:
Ontem dei forte no Moyle porque já tinha Word.
O Forte:
Yah.
O Alto:
Estava mesmo à espera…
O Forte:
Ainda não fui ver a actualização.
O Forte:
É mesmo agora…
O Forte:
Estava aqui a ler o do stander e, espera, [ver arquivo 22.7.2006]
O Forte:
“corre-se sempre o risco de comprar algo muito batido mas bem maquilhado”
O Forte:
No fim desta frase podia-se acrescentar: «com massa pedra e pintura de seguida».
O Forte:
Ou não!
O Forte:
Esquece, teve piada momentânea. Quando pensei tinha piada, mas agora escrito não tem.
O Alto:
Yah, pois.
O Forte:
Esquece este aparte…
O Forte:
Está bom o do stander e o do conflito está altamente [Ver arquivo 22.7.2006].
O Alto:
Ainda estava mentalmente capaz nesse.
O Forte:
Está porreiraço.
O Forte:
Estou FODIDO!!!
O Forte:
Ainda não saíram da igreja,
O Forte:
…da-se! Quase uma hora e meia.
O Alto:
Está mesmo difícil, porra
O Forte:
Se calhar o gajo deve ser mesmo maluco e afinfou-lhe a grinalda.
O Alto:
Se calhar…
O Forte:
Se isto continua assim, logo não posso ir a Coimbra, porque tenho que começar a dar na buída…
O Alto:
Deve ser o Túlio Gonzaga que está à procura do melhor enquadramento.
O Forte:
Ele sabe que é 5/6 tudo aberto.
O Alto:
Sabe isso mas pouco mais.
O Alto:
Ainda começava a fumar o bouquet da noiva.
O Forte:
Finalmente, estão a sair.
O Alto:
Ok.
O Forte:
Agora fotografias and stuff…
O Alto:
Ainda vai haver fotos? … da-se!
O Forte:
Recordações para a vida deste dia singular.
O Alto:
Põe singular nisso.
O Forte:
Eu fico lixado…
O Forte:
É que quem vai à missa todos os domingos são as velhas e esta gente nova nunca lá põe os pés, não lêem a Bíblia.
O Forte:
Porque vão casar à igreja??
O Alto:
Boa pergunta, mais um mistério da humanidade.
O Forte:
Ora aí está!
O Forte:
E começa já a mostrar estas reflexões à Nilda, para ela ir pensando até lá.
O Alto:
Podes crer. Ela quer casar na igreja.
O Forte:
… da-se!
O Forte:
Quando eu for ao stand comprar um carro [ver arquivo 22.7.2006], uma das cláusulas do contrato é essa:
O Forte:
O carro não é benzido, não vai à igreja e não o pinto de branco.
O Alto:
É que compram um vestido que não serve para mais vez nenhuma, não vão normalmente à igreja e um gajo é que tem que gramar…
O Forte:
E um fato para o noivo custa mais do que muitos subsídios de desemprego.
O Alto:
Yah, mas aproveitam-se as calças, os sapatos e, se tiveres cuidado a comprar, a camisa também
O Forte:
Agora acho que vêm todas cheias de folhos…
O Forte:
Aproveitar o casaco está fora de questão.
O Alto:
A não ser que gostes de ser o Grilo Falante do Pinóquio
O Forte:
E porque o forro do bolso fica todo lixado com tanto envelope.
O Alto:
No caso delas é um balúrdio para o bouquet, alugar o carocha por 2 ou 3 horas para levar os noivos…
O Alto:
É um desperdício…
O Alto:
As fotos são aí? Ainda vão para os claustros da Sé, ou uma merda assim.
O Forte:
Não sei. Isto tem o jardim ao lado da igreja… Devem ser aqui e no sítio da bucha
O Alto:
Ao menos isso.
O Forte:
Casar era fixe quando ela não dava o "pito" antes da noite de núpcias.
O Forte:
Agora que já não há novidades nenhumas, nem a noite de núpcias tem piada.
O Alto:
Não digas isso muito alto, senão criam aí um movimento de abstinência pré-matrimonial e é o cabo dos trabalhos.
O Forte:
É só porque passa a ser uma queca oficial e deixa-se de usar o tablier do carro.
O Alto:
Depende. Se forem viver para casa dos pais, apesar de oficial, é má onda.
O Forte:
É o caraças! Vergonha é roubar e ser-se apanhado. Nessa altura já não é roubado.
O Alto:
Yah.
O Forte:
E é só gajas isto aqui, todas bem vestidas com os vestidos da moda de Verão.
O Alto:
Eh pá, vai lá.
O Forte:
Fazer o quê??
O Alto:
Pode ser que te orientes. Em vez de ires ao stand, o stand vem a ti. [ver arquivo 22.7.2006]
O Forte:
Conhecer uma gaja em dia de casamento, quando fica toda derretida a olhar para a felicidade momentânea dos noivos, significa casamento em perspectiva.
O Alto:
Mas num funeral era pior, ou não?
O Alto:
E vai daí se calhar não, podia ser que ela quisesse aproveitar antes de ser ela a ir estendida. Antes levar flores na mão que a mão nas flores.
O Forte:
Mas agora conhecer uma no dia do divórcio…
O Forte:
Até é tentador mas é melhor não arriscar, é melhor noutra altura.
O Forte:
Mesmo que seja ela a oferecer-se eu digo: «tens aqui o meu número, se amanhã ainda tiveres a tesão do mijo liga-me. Senão, esquece!»
O Alto:
Bem, vou para baixo que estão a chamar-me.
O Alto:
Bons morfes e até logo.
O Alto:
Vai lá eternizar e singularizar esse dia com a tua presença numa foto…
O Forte:
Acho que não
O Forte:
Inté.
O Alto:
Inté.
10/03/2007
Nim, ou a Vã glória de Moylar 3
O Forte:
Olá alto, estás bom??
O Alto:
Quando vais tu trabalhar?
O Forte:
Depois de ir limpar o sarro.
O Alto:
E que fazes? É para o mestrado?
O Forte:
Não.
O Forte:
Eu vou trabalhar para o café, virar vidro.
O Alto:
O milagre da multiplicação do fígado….
O Forte:
Exactamente.
O Forte:
Bem, ás vezes é mais desmultiplicação…
O Alto:
Pois, estamos na era da realidade fragmentária.
O Forte:
Estamos??
O Alto:
Yah, já não há merdas absolutas. Até há Moyles com opinião!!!
O Forte:
Isso não sei, porque o Moyle ainda não se pronunciou.
O Forte:
Onde vais hoje??
O Alto:
Vou ficar por casa, dói-me o estômago e ainda não li O Público.
O Forte:
Estás nervoso??
O Alto:
Se estivesse não tinha unhas, e parecem uns sachos.
O Forte:
Assim não enganas, és mesmo do Benfica.
O Alto:
Mas não tenho fio de ouro ao pescoço, nem ando com pêlos a sair do colarinho.
O Forte:
Pois não, mas imitas a águia.
O Alto:
Lá nisso. É que as dos pés também!!
O Alto:
Porra, não engano ninguém mesmo.
O Forte:
Vitória! És mesmo tu?? Pensava que estava a falar com O Alto…
O Forte:
Anda Vitória, voa!
O Alto:
Se me atiro espalho-me… Olha, como a equipa sénior!
O Forte:
Agora podes atirar-te à vontade, o Messias voltou.
O Forte:
Mas ainda lá estão alguns Pilatos. O Robert, O Beto…
O Alto:
E Judas então!!
O Forte:
Judas só o Veiga, mas já se pôs a andar.
O Alto:
Yah! Esse dragão de ouro, fundador da casa do FCPorto no Luxemburgo,
O Forte:
Estás a ver como sabes!
O Alto:
… e que festejou com champanhe a derrota do Glorioso na final da Taça dos Campeões.
O Alto:
E aquele cabelinho então…
O Forte:
Mas tu sabes!!
O Alto:
Conhece bem os teus amigos… mas melhor os inimigos!
O Alto:
Filosofia de WC!
O Forte:
Melhor, de merda...
O Forte:
Acho que o texto do manual de instruções acaba bem, [ver arquivo 22-6-2006].
O Alto:
Por acaso também achei esse o ponto forte do texto, e isso é sempre importante.
O Forte:
… um final feliz.
O Alto:
Não me digas que … choras nos finais felizes?
O Alto:
Oh lamechas da pôrra!
O Forte:
Não… mas…
O Alto:
Comoves-te apenas!!!
O Forte:
Apanhaste-me o ponto fraco… choro.
O Alto:
Mas é uma vez sem exemplo. Eu perdoo.
O Alto:
Vou tentar não divulgar
O Forte:
Épá, quando vejo a gémea que encontrou a outra gémea,
O Forte:
… e a cega que começa a ver,
O Forte:
… vêm-me as lágrimas aos olhos.
O Forte:
Estou a falar dos grandes papéis da Sofia Alves.
O Forte:
Com argumentos do Tozé Martinho,
O Forte:
… é o maior.
O Alto:
Aaaaaahhhh!!!
O Alto:
Vê só como eu estava a perceber isso:
O Alto:
… uma nádega que não via a irmã há muito tempo e,
O Alto:
… quando se encontraram, o olho do cu começou a ver.
O Alto:
É bonito!
O Forte:
Não está nada mal!
O Forte:
Acho mesmo que foi assim que o Tozé pensou.
O Forte:
De certeza!
O Alto:
Para o drama estou cá eu.
O Alto:
Vê-se pelo casal de homemsexuais infelizes que adoptaram uma criança. [ver arquivo 2-10-2006]
O Forte:
E no fim, chorou tanto que até ao cu lhe vieram as lágrimas ao olho,
O Forte:
… e borrou tudo!
O Alto:
Foi soltura!
O Forte:
Por isso é que as telenovelas são uma merda!
O Alto:
Diria mesmo mais,
O Alto:
… são uma bosta.
O Forte:
Com pouca palha,
O Forte:
… muita merda!
O Alto:
Para estrumar a cabeça dos telespectadores…
O Forte:
O pior é que é adubo do fraco,
O Forte:
… de que só cresce merda ainda pior.
O Alto:
Exacto. Bem, para a merda que é serve bem!
O Forte:
Bem, vou limpar o sarro.
O Alto:
Tens a luva, [ver arquivo 30-5-2006]
O Alto:
… ou uma telhadeira?
O Forte:
Um canivete.
O Alto:
Então, não é de estimação.
O Forte:
O sarro? Não, conheço-o desde ontem à noite.
O Alto:
Então, se é assim, manda-o à vida.
O Forte:
Não deu ainda para estabelecer uma relação afectiva,
O Forte:
… é muito verde.
O Alto:
Mau sinal isso.
O Forte:
Não é verdete, é verde mas de imaturo.
O Alto:
Antes assim.
O Forte:
Se fosse verdete,
O Forte:
… upa, upa, não o mandava fora assim com duas cantigas.
O Alto:
Estava a começar a pensar que eras um nabo e estavas a fazer a fotossíntese.
O Alto:
Mas assim…
O Forte:
Bem, vou afiar o canivete.
O Alto:
Eh lá! Fazes isso no banho?
O Forte:
Para sacar o cotão do umbigo!
O Alto:
Ahhhhhhhhh
O Forte:
Epá, essas coisas, pá,
O Forte:
… de afiar o canivete no banho,
O Forte:
… foi um descuido de linguagem.
O Forte:
Eu não tenho por norma fazer isso!
O Alto:
Deixa, foi sem querer.
O Alto:
Nem quero saber.
O Alto:
Foi um lapso meu, um inocente lapso.
O Forte:
Pois, mas eu não quero que o meu nome fique ligado a "afiador de canivetes no banho".
O Alto:
Morreu aqui!
O Forte:
Já basta os rabetas no blog.
O Forte:
Qualquer dia dou por mim a fazer a “Montanha da Vértebra Deslocada”,
O Forte:
… ou coisa do género.
O Alto:
Nheda-se!
O Alto:
Que se fodam as ovelhas!
O Alto:
Guardem-se sozinhas, ou contratem Securitas.
O Alto:
Não alinhes nessas merdas.
O Forte:
Quando éramos pequenos,
O Forte:
… eu, pelo menos, gostava de brincar aos cowboys.
O Alto:
Qualquer dia alistas-te na marinha…
O Forte:
Achas que isso quer dizer alguma coisa??
O Alto:
Não era para apanhar cavacas de costas, com o pretexto de se aquecerem de noite. Mas sim para matar índios…
O Forte:
Sim, com furminantes e estalinhos.
O Alto:
Exacto.
O Forte:
Estalinhos, mas não era no nalguedo!
O Alto:
Pôrra!
O Forte:
Vamos lá a ver se… pôrra…
O Forte:
Que conversa de merda.
O Alto:
Daqui a pouco estás a fazer trocadalhos do carilho sobre "fumar o cachimbo da paz" e "enterrar o machado de guerra".
O Forte:
Mas agora a falar a sério, quando um gajo tiver filhos…
O Forte:
… e eles disserem: vamos brincar aos cowboys;
O Forte:
Ou: "quero ir mascarado de cowboy no Carnaval".
O Forte:
O que é que um gajo diz??
O Alto:
Da-se!!!
O Alto:
Vai de bailarina, ou de marinheiro,
O Alto:
… o rabeta da merda.
O Forte:
Marinheiro, mas de patente mais alta, assim manda os outros apanharem o dito cujo.
O Alto:
Assim até passava por Pato Donald.
O Forte:
Eu dizia, "epá, se tu levas essa merda vestida começas a andar com a roupa da tua irmã"!
O Alto:
Para aprenderem que há merdas com que não se brinca
O Forte:
Mas agora de cowboy!!!
O Forte:
Está mesmo fora de questão.
O Alto:
Mais depressa o deixava ir à catequese, ou entrar para os escuteiros.
O Forte:
Para os estuqueiros também… vamos ver…
O Forte:
…não é preciso chegar tão longe.
O Forte:
Ainda se fosse de índio… ainda vá.
O Alto:
Isso… vá lá…
O Forte:
Agora, cowboy???? O nome diz logo tudo:
O Forte:
Vaca Rapaz!
O Alto:
Exactamente
O Forte:
Como é que um gajo andou enganado tanto tempo…
O Forte:
E pensar que eu no Carnaval ia sempre de vaca-rapaz!
O Alto:
É-se novo, ainda não se viu mundo.
O Forte:
Até se me enrijecem os joelhos…
O Alto:
E nunca passaste por situações confrangedoras?
O Alto:
De certeza que sim,
O Alto:
… mas se calhar bloqueaste essas memórias traumáticas.
O Forte:
Epá, situações dessas,
O Forte:
… quando ia de Zorro, achava estranho não me aparecerem gajas.
O Forte:
Agora percebo tudo… elas pensavam que…
O Forte:
Por no ano anterior ter ido de cowboy que...
O Alto:
É um erro compreensível.
O Forte:
Hoje é que eu percebo tudo.
O Alto:
Lá está!
O Alto:
É que o Zorro parece uma vaca-rapaz de máscara e, ainda por cima, de capa!
O Forte:
Não… O Zorro não!
O Alto:
Vivendo e aprendendo, meu amigo. Não te iludas...
O Forte:
Não ponhas o Zorro na Montanha da Vértebra Deslocada.
O Alto:
O Zorro? O Zorro é quase um ícone desses gajos.
O Forte:
Mas ele ajudava os pobres… e era barrasco.
O Forte:
Essa aí…
O Alto:
Isso do barrasco tem muito que se lhe diga!
O Alto:
Quantas gajas comeu ele? Pois é. Fazia olhinhos e bazava!
O Alto:
Só para deixar aquela tensão...
O Forte:
Epá e a Catherina Zeta Jones, hã??
O Forte:
Como explicas??
O Alto:
Marketing! O Castelo Branco não é casado? Lá está o que quero dizer!
O Forte:
Nã! Tira essa da cabeça.
O Alto:
Senão os pais não deixavam os putos irem ver o filme, e não dava lucro. Mas o lobby gay está por trás disso tudo.
O Forte:
Epá, não.
O Alto:
Acredita.
O Forte:
Não quero acreditar nisso. E os meus sonhos de infância??
O Alto:
É o que me parece e o que tenho ouvido dizer à boca pequena.
O Alto:
Meu amigo, porque achas que há tanto gajo no psicanalista?
O Alto:
Não é fácil descobrir que se está a ser empurrado para a rabetice desde puto e nunca ter desconfiado!
O Forte:
Não! Isso são histórias…
O Alto:
Serão?
O Alto:
Eu só via o Tom Sawyer, os Transformers e mais tarde o Dragon Ball, tudo merdas insuspeitas. Os gajos estão em todo o lado…
O Forte:
Vais-me agora dizer que o Paulo Portas também é, não?
O Alto:
A tua situação é mais desesperada do que pensava.
O Forte:
Estás doido, isso é impossível.
O Forte:
Estás armado em teorias da conspiração.
O Alto:
Nunca viste o Jardim a queixar-se do lobby gay?
O Alto:
Estás a precisar de uma injecção de esquadrão G,
O Alto:
… para abrir a pestana! Para ver se isso vai ao sítio antes de te veres enredado demasiado fundo.
O Forte:
Eiiiiiiii!
O Forte:
Eu estou assim tão mal?
O Alto:
Tem que ser terapia radical!
O Forte:
Esquadrão G… O que quer dizer esse G??
O Alto:
Deixa-me dizer-te que esse G... não quer dizer Glândula mamária.
O Forte:
Então?
O Alto:
Pensa por ti…
O Forte:
Não me vais dizer que também é gay! Epá, tu estás doente.
O Alto:
Quem te avisa...
O Forte:
Agora tudo o que te aparece à frente é gay! Por amor de Deus.
O Alto:
Nem tudo...
O Alto:
O Herman José é muito macho, por exemplo.
O Forte:
Ai é??
O Forte:
Pensava que o gajo era gay
O Alto:
Um barrascão de primeira!
O Alto:
O Malato...
O Forte:
Esse é que é mesmo… Não é nenhum barrasco!
O Alto:
Até o Jorge Gabriel, nem te passa o que ele faz às gajas…
O Forte:
Porra com a espanhola a tarde toda,
O Forte:
… e deixou-a ir ter com o Ronaldo… só pode ser um ganda boiola!
O Alto:
Tudo machos, estes gajos!
O Forte:
ahahahah
O Alto:
Ah pois!
O Forte:
Agora não me digas que eu é que sou trocado.
O Alto:
Não queria ser eu a dar a notícia, mas...
O Forte:
Epá tu estás doente!
O Alto:
Olhe que não, doutor…
O Alto:
Vias os Teletubbies? Pura rabetice.
O Forte:
Teletubbies?? O que é isso??
O Alto:
Vá lá... Não estás assim tão mal!
O Alto:
Era uma lavagem cerebral para abichanar as crianças.
O Forte:
Tu viste??
O Alto:
Deixei de acender a tv de manhã para não ser confrontado com isso.
O Forte:
Não sei… Afinal viste!
O Alto:
Nada disso. Soube antes de ter que ver.
O Alto:
Calma, eu leio a programação n' A Bola.
O Forte:
E a Maria, lês a Maria??
O Alto:
É que nem o correio íntimo.
O Forte:
E a Caras??
O Alto:
A Caras também não! Nada disso, tudo o que for cor-de-rosa...longe!
O Alto:
Eu nem estudei o Ultimatum Inglês por o mapa ser cor-de-rosa.
O Forte:
Eh lá, isso é de homem!
O Alto:
Ah pois!
O Forte:
Não sei onde é que os gajos foram arranjar a cor.
O Forte:
Nem com a desculpa da promoção no papel!
O Alto:
É o que tenho tentado dizer.
O Alto:
Os gajos estão mais fundo do que a maçonaria,
O Alto:
… e mesmo esses... Com aquela mania dos aventais…
O Forte:
Realmente, agora que falas nisso, se calhar tens mesmo razão.
O Alto:
Eu tenho tido muito cuidado.
O Alto:
Senão um gajo distrai-se e... Eles andam aí…
O Forte:
Realmente a Maria José Rita tinha a voz demasiado grossa.
O Alto:
Estás a ver...
O Alto:
E desde quando é que uma gaja é maior que um homem?
O Alto:
Só na Finlândia… e mesmo assim raramente. E aquelas entradas?
O Alto:
Aquilo era um gajo, mas muito mal amanhado mesmo assim.
O Alto:
Ela nunca vestiu uma mini-saia porquê?
O Alto:
Para não se verem os tomates… claro!!
O Forte:
Bem, vou tratar do sarro.
O Alto:
Força.
O Forte:
O raio do fato, até tinha um coldre e tudo.
O Alto:
Pois, é quase o cúmulo.
O Forte:
Conseguia rodar a pistola do dedo e tudo…
O Alto:
Ui ui ui!
O Alto:
Nunca digas isso.
O Forte:
Isto não??
O Alto:
Nem de longe nem de perto. Estás a estragar a tua própria recuperação.
O Forte:
Ok.
O Alto:
Não me faças entrar por aí! Senão nunca ultrapassas este trauma.
O Forte:
Não entras aqui não.
O Alto:
Estás a ver... Eu aviso!
O Forte:
Epá, desculpa lá mas agora és tu que estás a atirar o barro à parede!
O Forte:
Eu andei vestido de cowboy, com coldre, rodava a pistola,
O Alto:
Outra vez não…
O Forte:
mas agora dizeres-me isso: não me faças entrar aí??
O Alto:
Nada disso! Estás a recuperar a olhos vistos.
O Alto:
Estava a pôr-te à prova! Mas estás a reagir!
O Alto:
Viste como te mostraste incomodado?
O Alto:
Esta era uma prova de aferição… mas os exames finais estão aí à porta!
O Forte:
Porra! Vou estar de olho bem fechado.
O Alto:
Exactamente, é esse o espírito.
O Alto:
Ainda tens uma coisa a teu favor.
O Alto:
Não foste à tropa pois não?
O Forte:
Não, porquê?
O Alto:
Então não te conseguiram desviar totalmente.
O Forte:
Bem, tenho mesmo que ir. Até domingo.
O Alto:
Até quinta.
Olá alto, estás bom??
O Alto:
Quando vais tu trabalhar?
O Forte:
Depois de ir limpar o sarro.
O Alto:
E que fazes? É para o mestrado?
O Forte:
Não.
O Forte:
Eu vou trabalhar para o café, virar vidro.
O Alto:
O milagre da multiplicação do fígado….
O Forte:
Exactamente.
O Forte:
Bem, ás vezes é mais desmultiplicação…
O Alto:
Pois, estamos na era da realidade fragmentária.
O Forte:
Estamos??
O Alto:
Yah, já não há merdas absolutas. Até há Moyles com opinião!!!
O Forte:
Isso não sei, porque o Moyle ainda não se pronunciou.
O Forte:
Onde vais hoje??
O Alto:
Vou ficar por casa, dói-me o estômago e ainda não li O Público.
O Forte:
Estás nervoso??
O Alto:
Se estivesse não tinha unhas, e parecem uns sachos.
O Forte:
Assim não enganas, és mesmo do Benfica.
O Alto:
Mas não tenho fio de ouro ao pescoço, nem ando com pêlos a sair do colarinho.
O Forte:
Pois não, mas imitas a águia.
O Alto:
Lá nisso. É que as dos pés também!!
O Alto:
Porra, não engano ninguém mesmo.
O Forte:
Vitória! És mesmo tu?? Pensava que estava a falar com O Alto…
O Forte:
Anda Vitória, voa!
O Alto:
Se me atiro espalho-me… Olha, como a equipa sénior!
O Forte:
Agora podes atirar-te à vontade, o Messias voltou.
O Forte:
Mas ainda lá estão alguns Pilatos. O Robert, O Beto…
O Alto:
E Judas então!!
O Forte:
Judas só o Veiga, mas já se pôs a andar.
O Alto:
Yah! Esse dragão de ouro, fundador da casa do FCPorto no Luxemburgo,
O Forte:
Estás a ver como sabes!
O Alto:
… e que festejou com champanhe a derrota do Glorioso na final da Taça dos Campeões.
O Alto:
E aquele cabelinho então…
O Forte:
Mas tu sabes!!
O Alto:
Conhece bem os teus amigos… mas melhor os inimigos!
O Alto:
Filosofia de WC!
O Forte:
Melhor, de merda...
O Forte:
Acho que o texto do manual de instruções acaba bem, [ver arquivo 22-6-2006].
O Alto:
Por acaso também achei esse o ponto forte do texto, e isso é sempre importante.
O Forte:
… um final feliz.
O Alto:
Não me digas que … choras nos finais felizes?
O Alto:
Oh lamechas da pôrra!
O Forte:
Não… mas…
O Alto:
Comoves-te apenas!!!
O Forte:
Apanhaste-me o ponto fraco… choro.
O Alto:
Mas é uma vez sem exemplo. Eu perdoo.
O Alto:
Vou tentar não divulgar
O Forte:
Épá, quando vejo a gémea que encontrou a outra gémea,
O Forte:
… e a cega que começa a ver,
O Forte:
… vêm-me as lágrimas aos olhos.
O Forte:
Estou a falar dos grandes papéis da Sofia Alves.
O Forte:
Com argumentos do Tozé Martinho,
O Forte:
… é o maior.
O Alto:
Aaaaaahhhh!!!
O Alto:
Vê só como eu estava a perceber isso:
O Alto:
… uma nádega que não via a irmã há muito tempo e,
O Alto:
… quando se encontraram, o olho do cu começou a ver.
O Alto:
É bonito!
O Forte:
Não está nada mal!
O Forte:
Acho mesmo que foi assim que o Tozé pensou.
O Forte:
De certeza!
O Alto:
Para o drama estou cá eu.
O Alto:
Vê-se pelo casal de homemsexuais infelizes que adoptaram uma criança. [ver arquivo 2-10-2006]
O Forte:
E no fim, chorou tanto que até ao cu lhe vieram as lágrimas ao olho,
O Forte:
… e borrou tudo!
O Alto:
Foi soltura!
O Forte:
Por isso é que as telenovelas são uma merda!
O Alto:
Diria mesmo mais,
O Alto:
… são uma bosta.
O Forte:
Com pouca palha,
O Forte:
… muita merda!
O Alto:
Para estrumar a cabeça dos telespectadores…
O Forte:
O pior é que é adubo do fraco,
O Forte:
… de que só cresce merda ainda pior.
O Alto:
Exacto. Bem, para a merda que é serve bem!
O Forte:
Bem, vou limpar o sarro.
O Alto:
Tens a luva, [ver arquivo 30-5-2006]
O Alto:
… ou uma telhadeira?
O Forte:
Um canivete.
O Alto:
Então, não é de estimação.
O Forte:
O sarro? Não, conheço-o desde ontem à noite.
O Alto:
Então, se é assim, manda-o à vida.
O Forte:
Não deu ainda para estabelecer uma relação afectiva,
O Forte:
… é muito verde.
O Alto:
Mau sinal isso.
O Forte:
Não é verdete, é verde mas de imaturo.
O Alto:
Antes assim.
O Forte:
Se fosse verdete,
O Forte:
… upa, upa, não o mandava fora assim com duas cantigas.
O Alto:
Estava a começar a pensar que eras um nabo e estavas a fazer a fotossíntese.
O Alto:
Mas assim…
O Forte:
Bem, vou afiar o canivete.
O Alto:
Eh lá! Fazes isso no banho?
O Forte:
Para sacar o cotão do umbigo!
O Alto:
Ahhhhhhhhh
O Forte:
Epá, essas coisas, pá,
O Forte:
… de afiar o canivete no banho,
O Forte:
… foi um descuido de linguagem.
O Forte:
Eu não tenho por norma fazer isso!
O Alto:
Deixa, foi sem querer.
O Alto:
Nem quero saber.
O Alto:
Foi um lapso meu, um inocente lapso.
O Forte:
Pois, mas eu não quero que o meu nome fique ligado a "afiador de canivetes no banho".
O Alto:
Morreu aqui!
O Forte:
Já basta os rabetas no blog.
O Forte:
Qualquer dia dou por mim a fazer a “Montanha da Vértebra Deslocada”,
O Forte:
… ou coisa do género.
O Alto:
Nheda-se!
O Alto:
Que se fodam as ovelhas!
O Alto:
Guardem-se sozinhas, ou contratem Securitas.
O Alto:
Não alinhes nessas merdas.
O Forte:
Quando éramos pequenos,
O Forte:
… eu, pelo menos, gostava de brincar aos cowboys.
O Alto:
Qualquer dia alistas-te na marinha…
O Forte:
Achas que isso quer dizer alguma coisa??
O Alto:
Não era para apanhar cavacas de costas, com o pretexto de se aquecerem de noite. Mas sim para matar índios…
O Forte:
Sim, com furminantes e estalinhos.
O Alto:
Exacto.
O Forte:
Estalinhos, mas não era no nalguedo!
O Alto:
Pôrra!
O Forte:
Vamos lá a ver se… pôrra…
O Forte:
Que conversa de merda.
O Alto:
Daqui a pouco estás a fazer trocadalhos do carilho sobre "fumar o cachimbo da paz" e "enterrar o machado de guerra".
O Forte:
Mas agora a falar a sério, quando um gajo tiver filhos…
O Forte:
… e eles disserem: vamos brincar aos cowboys;
O Forte:
Ou: "quero ir mascarado de cowboy no Carnaval".
O Forte:
O que é que um gajo diz??
O Alto:
Da-se!!!
O Alto:
Vai de bailarina, ou de marinheiro,
O Alto:
… o rabeta da merda.
O Forte:
Marinheiro, mas de patente mais alta, assim manda os outros apanharem o dito cujo.
O Alto:
Assim até passava por Pato Donald.
O Forte:
Eu dizia, "epá, se tu levas essa merda vestida começas a andar com a roupa da tua irmã"!
O Alto:
Para aprenderem que há merdas com que não se brinca
O Forte:
Mas agora de cowboy!!!
O Forte:
Está mesmo fora de questão.
O Alto:
Mais depressa o deixava ir à catequese, ou entrar para os escuteiros.
O Forte:
Para os estuqueiros também… vamos ver…
O Forte:
…não é preciso chegar tão longe.
O Forte:
Ainda se fosse de índio… ainda vá.
O Alto:
Isso… vá lá…
O Forte:
Agora, cowboy???? O nome diz logo tudo:
O Forte:
Vaca Rapaz!
O Alto:
Exactamente
O Forte:
Como é que um gajo andou enganado tanto tempo…
O Forte:
E pensar que eu no Carnaval ia sempre de vaca-rapaz!
O Alto:
É-se novo, ainda não se viu mundo.
O Forte:
Até se me enrijecem os joelhos…
O Alto:
E nunca passaste por situações confrangedoras?
O Alto:
De certeza que sim,
O Alto:
… mas se calhar bloqueaste essas memórias traumáticas.
O Forte:
Epá, situações dessas,
O Forte:
… quando ia de Zorro, achava estranho não me aparecerem gajas.
O Forte:
Agora percebo tudo… elas pensavam que…
O Forte:
Por no ano anterior ter ido de cowboy que...
O Alto:
É um erro compreensível.
O Forte:
Hoje é que eu percebo tudo.
O Alto:
Lá está!
O Alto:
É que o Zorro parece uma vaca-rapaz de máscara e, ainda por cima, de capa!
O Forte:
Não… O Zorro não!
O Alto:
Vivendo e aprendendo, meu amigo. Não te iludas...
O Forte:
Não ponhas o Zorro na Montanha da Vértebra Deslocada.
O Alto:
O Zorro? O Zorro é quase um ícone desses gajos.
O Forte:
Mas ele ajudava os pobres… e era barrasco.
O Forte:
Essa aí…
O Alto:
Isso do barrasco tem muito que se lhe diga!
O Alto:
Quantas gajas comeu ele? Pois é. Fazia olhinhos e bazava!
O Alto:
Só para deixar aquela tensão...
O Forte:
Epá e a Catherina Zeta Jones, hã??
O Forte:
Como explicas??
O Alto:
Marketing! O Castelo Branco não é casado? Lá está o que quero dizer!
O Forte:
Nã! Tira essa da cabeça.
O Alto:
Senão os pais não deixavam os putos irem ver o filme, e não dava lucro. Mas o lobby gay está por trás disso tudo.
O Forte:
Epá, não.
O Alto:
Acredita.
O Forte:
Não quero acreditar nisso. E os meus sonhos de infância??
O Alto:
É o que me parece e o que tenho ouvido dizer à boca pequena.
O Alto:
Meu amigo, porque achas que há tanto gajo no psicanalista?
O Alto:
Não é fácil descobrir que se está a ser empurrado para a rabetice desde puto e nunca ter desconfiado!
O Forte:
Não! Isso são histórias…
O Alto:
Serão?
O Alto:
Eu só via o Tom Sawyer, os Transformers e mais tarde o Dragon Ball, tudo merdas insuspeitas. Os gajos estão em todo o lado…
O Forte:
Vais-me agora dizer que o Paulo Portas também é, não?
O Alto:
A tua situação é mais desesperada do que pensava.
O Forte:
Estás doido, isso é impossível.
O Forte:
Estás armado em teorias da conspiração.
O Alto:
Nunca viste o Jardim a queixar-se do lobby gay?
O Alto:
Estás a precisar de uma injecção de esquadrão G,
O Alto:
… para abrir a pestana! Para ver se isso vai ao sítio antes de te veres enredado demasiado fundo.
O Forte:
Eiiiiiiii!
O Forte:
Eu estou assim tão mal?
O Alto:
Tem que ser terapia radical!
O Forte:
Esquadrão G… O que quer dizer esse G??
O Alto:
Deixa-me dizer-te que esse G... não quer dizer Glândula mamária.
O Forte:
Então?
O Alto:
Pensa por ti…
O Forte:
Não me vais dizer que também é gay! Epá, tu estás doente.
O Alto:
Quem te avisa...
O Forte:
Agora tudo o que te aparece à frente é gay! Por amor de Deus.
O Alto:
Nem tudo...
O Alto:
O Herman José é muito macho, por exemplo.
O Forte:
Ai é??
O Forte:
Pensava que o gajo era gay
O Alto:
Um barrascão de primeira!
O Alto:
O Malato...
O Forte:
Esse é que é mesmo… Não é nenhum barrasco!
O Alto:
Até o Jorge Gabriel, nem te passa o que ele faz às gajas…
O Forte:
Porra com a espanhola a tarde toda,
O Forte:
… e deixou-a ir ter com o Ronaldo… só pode ser um ganda boiola!
O Alto:
Tudo machos, estes gajos!
O Forte:
ahahahah
O Alto:
Ah pois!
O Forte:
Agora não me digas que eu é que sou trocado.
O Alto:
Não queria ser eu a dar a notícia, mas...
O Forte:
Epá tu estás doente!
O Alto:
Olhe que não, doutor…
O Alto:
Vias os Teletubbies? Pura rabetice.
O Forte:
Teletubbies?? O que é isso??
O Alto:
Vá lá... Não estás assim tão mal!
O Alto:
Era uma lavagem cerebral para abichanar as crianças.
O Forte:
Tu viste??
O Alto:
Deixei de acender a tv de manhã para não ser confrontado com isso.
O Forte:
Não sei… Afinal viste!
O Alto:
Nada disso. Soube antes de ter que ver.
O Alto:
Calma, eu leio a programação n' A Bola.
O Forte:
E a Maria, lês a Maria??
O Alto:
É que nem o correio íntimo.
O Forte:
E a Caras??
O Alto:
A Caras também não! Nada disso, tudo o que for cor-de-rosa...longe!
O Alto:
Eu nem estudei o Ultimatum Inglês por o mapa ser cor-de-rosa.
O Forte:
Eh lá, isso é de homem!
O Alto:
Ah pois!
O Forte:
Não sei onde é que os gajos foram arranjar a cor.
O Forte:
Nem com a desculpa da promoção no papel!
O Alto:
É o que tenho tentado dizer.
O Alto:
Os gajos estão mais fundo do que a maçonaria,
O Alto:
… e mesmo esses... Com aquela mania dos aventais…
O Forte:
Realmente, agora que falas nisso, se calhar tens mesmo razão.
O Alto:
Eu tenho tido muito cuidado.
O Alto:
Senão um gajo distrai-se e... Eles andam aí…
O Forte:
Realmente a Maria José Rita tinha a voz demasiado grossa.
O Alto:
Estás a ver...
O Alto:
E desde quando é que uma gaja é maior que um homem?
O Alto:
Só na Finlândia… e mesmo assim raramente. E aquelas entradas?
O Alto:
Aquilo era um gajo, mas muito mal amanhado mesmo assim.
O Alto:
Ela nunca vestiu uma mini-saia porquê?
O Alto:
Para não se verem os tomates… claro!!
O Forte:
Bem, vou tratar do sarro.
O Alto:
Força.
O Forte:
O raio do fato, até tinha um coldre e tudo.
O Alto:
Pois, é quase o cúmulo.
O Forte:
Conseguia rodar a pistola do dedo e tudo…
O Alto:
Ui ui ui!
O Alto:
Nunca digas isso.
O Forte:
Isto não??
O Alto:
Nem de longe nem de perto. Estás a estragar a tua própria recuperação.
O Forte:
Ok.
O Alto:
Não me faças entrar por aí! Senão nunca ultrapassas este trauma.
O Forte:
Não entras aqui não.
O Alto:
Estás a ver... Eu aviso!
O Forte:
Epá, desculpa lá mas agora és tu que estás a atirar o barro à parede!
O Forte:
Eu andei vestido de cowboy, com coldre, rodava a pistola,
O Alto:
Outra vez não…
O Forte:
mas agora dizeres-me isso: não me faças entrar aí??
O Alto:
Nada disso! Estás a recuperar a olhos vistos.
O Alto:
Estava a pôr-te à prova! Mas estás a reagir!
O Alto:
Viste como te mostraste incomodado?
O Alto:
Esta era uma prova de aferição… mas os exames finais estão aí à porta!
O Forte:
Porra! Vou estar de olho bem fechado.
O Alto:
Exactamente, é esse o espírito.
O Alto:
Ainda tens uma coisa a teu favor.
O Alto:
Não foste à tropa pois não?
O Forte:
Não, porquê?
O Alto:
Então não te conseguiram desviar totalmente.
O Forte:
Bem, tenho mesmo que ir. Até domingo.
O Alto:
Até quinta.
9/26/2007
Call Centre Lusitano
É arrepiante a “explosão” de «call-centres» que aconteceu em Portugal nos últimos anos. É um sinal da terciarização do país, dirão uns mais optimistas; é um sinal da dependência portuguesa e da falta de originalidade das empresas nacionais, dirão outros; é mais um esquema para nos sacar mais dinheiro, não melhorando o serviço, dirão ainda alguns terceiros. Nada disto verdadeiramente interessa. O que o Moyle quer efectivamente saber é: Para quando um «Call Centre» de Fado?, de forma a responder verdadeiramente ao sentimento nacional e aos legítimos anseios depressivos dos portugueses.
Quando uma pessoa estivesse plenamente satisfeita, quando exultasse de alegria, quando reparasse que ia pela rua com um sorriso, poderia sempre ligar o 0800131313 e ouvir a mais genuína depressão nacional.
Por exemplo ouvir-se-ia, premindo a tecla #1 – Povo que Lavas no Rio; #2 – Que Deus me Perdoe; #3 – Leproso; #4 – Não é Desgraça ser Pobre, #5 – Nem às Paredes Confesso; #6 – Solidão; #7 – Bêbado Pintor; #8 – Amor de Mãe; #9 – O Remorso.
Portanto, quando andar nas nuvens, pode descer à Terra e “amargar” na depressão como todos os outros.
Quando uma pessoa estivesse plenamente satisfeita, quando exultasse de alegria, quando reparasse que ia pela rua com um sorriso, poderia sempre ligar o 0800131313 e ouvir a mais genuína depressão nacional.
Por exemplo ouvir-se-ia, premindo a tecla #1 – Povo que Lavas no Rio; #2 – Que Deus me Perdoe; #3 – Leproso; #4 – Não é Desgraça ser Pobre, #5 – Nem às Paredes Confesso; #6 – Solidão; #7 – Bêbado Pintor; #8 – Amor de Mãe; #9 – O Remorso.
Portanto, quando andar nas nuvens, pode descer à Terra e “amargar” na depressão como todos os outros.
9/18/2007
Afundanços e Pedradas no Charco
Joe Berardo apareceu no panorama futebolístico português como uma «pedrada no charco», nas palavras do sempiterno Toni. Surgiu com promessas e miríficas quimeras de Primeiro Mundo. Esqueceu-se, no entanto, que quando lhes prometem o 1º Mundo os portugueses, sábios, desconfiam.
O Moyle, genuinamente desinteressado materialmente, oferece, leram bem, oferece uma proposta verdadeiramente significativa e, esta sim, potencialmente decisiva para fazer evoluir o desporto português em particular e os clubes de futebol em geral. Se alguém opina só para obter vantagens, sem sentido de altruísmo, então «fuck him», parafraseando comendatárias palavras.
A proposta do Moyle é aproximar o futebol português dos conceitos que tão extraordinários resultados têm dado na NBA, a liga de basquetebol americana (para os mais desatentos).
Que ingenuidade! – dirão alguns; Que originalidade! – ironizarão outros; Que estupidez pegada! – objectarão ainda uns terceiros. O problema, afirma inequivocamente o Moyle, são as vistas curtas de quem gere o desporto em Portugal. Para imitar os bons exemplos para que diabo é necessário começar pelo mais complicado? É o típico comportamento português.
Porque não começar, então, pela forma como os estadunidenses nomeiam as suas equipas? Isto é, o nome de cada equipa reflecte, na maioria dos casos, particularidades locais, que distinguem a região de implantação da equipa. Por exemplo, os «Detroit Pistons», por ser esta a cidade tradicional da construção automóvel; os «Miami Heat», por a Florida ser uma região de praia e sol; os «Philadelphia 76ers», por ter sido em 1776 que foi assinada na dita cidade a Constituição Americana; os «Boston Celtics», devido à presença poderosa de uma enorme comunidade originária da Irlanda, e por aí adiante.
Porque não tentar o mesmo em Portugal? O Moyle está disposto a sugerir, gratuitamente, alguns exemplos a serem explorados e exportados, internacionalizando as equipas e marcas desportivas portuguesas, daí a sua versão já em inglês: “Gondomar Godfathers”; “Oporto Golden Whistles”; “Trafaria Camels”; “Felgueiras Blue Bags”; “Braganza Mothers”; “Alvalade Toilet Tiles”; “Sintra Bald Eagles”; “Monsaraz 5 Litters Red”; “Covilhã Engineers”; “St.ª Comba Boots”, “Caldas Dicks”, "Aveiro Soft Eggs", entre outras possibilidades.
O Moyle, genuinamente desinteressado materialmente, oferece, leram bem, oferece uma proposta verdadeiramente significativa e, esta sim, potencialmente decisiva para fazer evoluir o desporto português em particular e os clubes de futebol em geral. Se alguém opina só para obter vantagens, sem sentido de altruísmo, então «fuck him», parafraseando comendatárias palavras.
A proposta do Moyle é aproximar o futebol português dos conceitos que tão extraordinários resultados têm dado na NBA, a liga de basquetebol americana (para os mais desatentos).
Que ingenuidade! – dirão alguns; Que originalidade! – ironizarão outros; Que estupidez pegada! – objectarão ainda uns terceiros. O problema, afirma inequivocamente o Moyle, são as vistas curtas de quem gere o desporto em Portugal. Para imitar os bons exemplos para que diabo é necessário começar pelo mais complicado? É o típico comportamento português.
Porque não começar, então, pela forma como os estadunidenses nomeiam as suas equipas? Isto é, o nome de cada equipa reflecte, na maioria dos casos, particularidades locais, que distinguem a região de implantação da equipa. Por exemplo, os «Detroit Pistons», por ser esta a cidade tradicional da construção automóvel; os «Miami Heat», por a Florida ser uma região de praia e sol; os «Philadelphia 76ers», por ter sido em 1776 que foi assinada na dita cidade a Constituição Americana; os «Boston Celtics», devido à presença poderosa de uma enorme comunidade originária da Irlanda, e por aí adiante.
Porque não tentar o mesmo em Portugal? O Moyle está disposto a sugerir, gratuitamente, alguns exemplos a serem explorados e exportados, internacionalizando as equipas e marcas desportivas portuguesas, daí a sua versão já em inglês: “Gondomar Godfathers”; “Oporto Golden Whistles”; “Trafaria Camels”; “Felgueiras Blue Bags”; “Braganza Mothers”; “Alvalade Toilet Tiles”; “Sintra Bald Eagles”; “Monsaraz 5 Litters Red”; “Covilhã Engineers”; “St.ª Comba Boots”, “Caldas Dicks”, "Aveiro Soft Eggs", entre outras possibilidades.
9/11/2007
10 perguntas ao Todo-Poderoso
Para júbilo dos nossos leitores, apresentamos a entrevista com a personalidade mais importante da história da Humanidade, do Mundo, do Universo… escolham. Ou melhor, uma entrevista com A Personalidade, o Alfa e o Ómega, o Princípio e o Fim de todas as coisas, etc. Como imaginarão, esta entrevista causa, obviamente, algum embaraço, até porque não há protocolo quanto às fórmulas de tratamento, daí termos optado pela majestática segunda pessoa do plural (Vós para os mais distraídos) e por um, mais simpático e carinhoso Todo-Poderoso e, por outro lado, ninguém imagina como é difícil arranjar óculos de soldador num lapso de tempo muito curto. Mas pôrra, se a filha do Raul Solnado disse que conseguiu, porque não haveria o Moyle de conseguir. Foi com esse espírito que demos início ao nosso diálogo.
Todo-Poderoso [TP]: - Não têm de quê, até porque é muito agradável conviver com pessoas. Bem, agradável talvez não seja a expressão mais correcta, devido ao cheiro a suor que emanam ou, pior, tentam disfarçar com perfumes, desodorizantes, creolina e outras porcarias do género. Sim, podem e não se preocupem que já estou mais que habituado.
Alto, Forte e Moyle [AFM]: - Ahhhh… Pedimos desculpa por estarmos boquiabertos e ligeiramente catatónicos, mas tínhamo-nos esquecido que sabeis tudo e estais em todo o lado ao mesmo tempo. Íamos agradecer a Vossa excelsa presença entre nós, pelo que nos sentimos extremamente honrados, extáticos até, com semelhante privilégio. Trata-se verdadeiramente de uma epifania. Podemos tratar-Vos por Todo-Poderoso?
TP: - Eu sei, eu sei. Não pensem mais nisso, embora saiba perfeitamente que o farão. É também um mau hábito da minha parte, do género vulgar display of power, mas ao qual não resisto. A maior parte das vezes em que não estou ocupado com coisas importantes vejo as novelas do Tozé Brito e programas dos anos 80 na Rtp Memória e, depois de seis dias muito intensos, descanso.
AFM: - Pois, íamos exactamente perguntar como costumais ocupar o Vossos tempos livres, que certamente serão imensos. Lamentamos mas isto requer uma certa habituação.
TP: - Não peçam, eu compreendo. Acho que talvez seja um pouco lento. Só para acender a luz demoro um dia inteiro e, se quiser tomar banho, só no dia seguinte a acender a luz é que ponho água a correr. Para vos dar um exemplo de como o meu quotidiano é rotineiro, se quiser comer um bom peixinho apenas quatro dias depois de acender a luz é que tenho o peixe e se for um bom veado com castanhas são cinco dias, desde o acender a luz. Como vêm não é propriamente fácil, mas eu sou uma pessoa de rotinas.
Todo-Poderoso [TP]: - Não têm de quê, até porque é muito agradável conviver com pessoas. Bem, agradável talvez não seja a expressão mais correcta, devido ao cheiro a suor que emanam ou, pior, tentam disfarçar com perfumes, desodorizantes, creolina e outras porcarias do género. Sim, podem e não se preocupem que já estou mais que habituado.
Alto, Forte e Moyle [AFM]: - Ahhhh… Pedimos desculpa por estarmos boquiabertos e ligeiramente catatónicos, mas tínhamo-nos esquecido que sabeis tudo e estais em todo o lado ao mesmo tempo. Íamos agradecer a Vossa excelsa presença entre nós, pelo que nos sentimos extremamente honrados, extáticos até, com semelhante privilégio. Trata-se verdadeiramente de uma epifania. Podemos tratar-Vos por Todo-Poderoso?
TP: - Eu sei, eu sei. Não pensem mais nisso, embora saiba perfeitamente que o farão. É também um mau hábito da minha parte, do género vulgar display of power, mas ao qual não resisto. A maior parte das vezes em que não estou ocupado com coisas importantes vejo as novelas do Tozé Brito e programas dos anos 80 na Rtp Memória e, depois de seis dias muito intensos, descanso.
AFM: - Pois, íamos exactamente perguntar como costumais ocupar o Vossos tempos livres, que certamente serão imensos. Lamentamos mas isto requer uma certa habituação.
TP: - Não peçam, eu compreendo. Acho que talvez seja um pouco lento. Só para acender a luz demoro um dia inteiro e, se quiser tomar banho, só no dia seguinte a acender a luz é que ponho água a correr. Para vos dar um exemplo de como o meu quotidiano é rotineiro, se quiser comer um bom peixinho apenas quatro dias depois de acender a luz é que tenho o peixe e se for um bom veado com castanhas são cinco dias, desde o acender a luz. Como vêm não é propriamente fácil, mas eu sou uma pessoa de rotinas.
AFM: - Exacto, era isso mesmo que queríamos saber, isto é, se nos poderia descrever um pouco a Vossa Excelsa rotina. E pedir novamente perdão por formular as questões depois de respondidas, mas é uma forma de não deixar os nossos leitores à toa.
TP: - É um país curiosíssimo. Os portugueses são interessantes mas assim a atirar para o enfadonho. Não Me guardam respeito nenhum, mas reverenciam esses figurões vestidos de vermelho e preto que dizem trabalhar para mim. Isto de ser Todo-Poderoso também tem o seu lado chato, há sempre um montão de pessoal a querer colar-se. E outra coisa interessante, mas de uma maneira deprimente, acerca dos portugueses, é que passam os dias a avisarem-se mutuamente de que Eu não durmo. Pudera, à quantidade de vezes que chamam por mim.
AFM: - Muito interessante. Ah, como é óbvio íamos perguntar o que achava de Portugal e, sobretudo, dos portugueses.
TP: - Não tenho propriamente uma opinião formada, mas tenho alguns candidatos de que não gosto minimamente. Aquele caixa d’óculos de bigodinho, por exemplo, é detestável. Não tinha nada que vir dizer que o Espírito Santo, caso não saibam é o meu papagaio e não um pombo, sujava as cadeiras lá no céu. E que tem ele contra as minhas barbas? O António Variações também tinha barba e fizeram-lhe um projecto de homenagem. Eu gosto de hippies, que quer ele? Acho alguma piada àquele da peruca com os caracolitos brancos. Só de me lembrar que enfiou os jesuítas todos num barco e os mandou para Roma parto o caco a rir. E o melhor é que eu sabia antes dele o fazer, o que ainda tem mais piada [ri convulsivamente].
AFM: - O que achou Vossa Potestade do programa da RTP «Grandes Portugueses»?
TP: - Existe verdadeiramente e é um porreiraço. Se não fosse ele quem é que Me fazia companhia? A Minha esposa, que vocês até já entrevistaram [Ver CONVERSAS COM DEUS - 10 Perguntas a Nossa Senhora de Fátima de 26/7/2006] corre todasas festas da socialite. O Meu papagaio diverte-se a brincar com fósforos e a baralhar as línguas das pessoas até elas não se entenderem e desatarem à bofetada. Sei tudo e posso fazer quase tudo, portanto que Me resta? Só aquele folião de vermelho é que vai aparecendo para jogar às cartas. Houve uma altura em que a coisa andou um bocado de candeias às avessas, ele começou a querer arrebitar o nariz e Eu tive que o pôr fora de Minha casa para ele "abrir a pestana". Foi precisamente na altura em que caiu em desgraça. Claro que explico. Caiu nas escadas de minha casa e partiu um “corno” como se costuma dizer. Tudo isto porque as freiras, car*** as f***, andam lá sempre de joelhos e poliram tanto o chão que aquilo ficou a parecer a pista de gelo que montaram em Lisboa no Natal, e que ficava lá tão bem como o bairro de Alfama ficaria em Nova Iorque. Foi uma desgraça a dobrar. Primeiro, magoou-se, e todos os SAP daquela zona já tinham sido encerrados, depois, por causa daquele incidente, fixou-se a ideia de que o Luís tinha chifres.
AFM: - Para quem está completamente de fora, passamos a explicar. Primeiro íamos perguntar se Satanás existia e, em segundo lugar, se a «queda em desgraça» da mitologia cristã era real e como tinha sucedido.
TP: - Sim, é Luís Ferro Santana. Os lafarúzios dos monges é que, não sabendo escrever, lhe arranjaram um monte de nomes esquisitos. Até de Belzebu se lembraram, só por ele um dia ter dito “benze-o tu” acerca de um carpinteirozeco ali no Médio Oriente. As pessoas apanham assim as palavras pelo ar e nem sequer se esforçam por contextualizá-las. Esses monges sempre foram uma cambada de oportunistas. A história do anjo caído é a mesma coisa. Como já sabem, o Luís caiu e por eu dizer frequentemente que ele era um anjo de pessoa, bem, o resto é conhecido de todos.
AFM: - Exactamente, achámos interessante tê-lo tratado por Luís e estávamos curiosos por saber qual o seu verdadeiro nome.
TP: - Percebo que não seja fácil, mas tentem compreender que isto de ser Deus é muito entediante. Já inventei o livre arbítrio para me divertir um bocado, mas rapidamente as gargalhadas perderam fulgor. Inventei a metafísica e se, de início, era engraçado ver toda a gente à procura do gato preto numa sala escura sem ele lá estar, há muito perdeu o gozo. Vou suportando o tédio sendo o mais humano que consigo. Às vezes ainda apareço aqui e além e correm logo todos atrás de Mim. Isso é que ainda vai tendo piada.
AFM: - Estava-nos, realmente, a ficar na retina que o Vosso comportamento era, talvez, demasiado humano para o que esperávamos, mas agora tudo faz mais sentido.
TP: -Pois, Eu sabia que iam perguntar isso. Sim, é verdade, eu não consigo fazer tudo. O meu maior desgosto é não poder ter filhos. Ainda por cima ter-me-ia dado um jeitão enorme para Eu lhe passar a responsabilidade, agora que ando aborrecido, para Ele continuar o negócio de família. Imagino que tenha sido por não ter tido pais, isto é, ter surgido por geração espontânea da minha própria vontade que agora não consigo repetir o processo. A Fátima ainda me tentou ajudar, mas como também tinha pouco tempo…
AFM: -Não pudemos deixar de reparar que Vós haveis mencionado antes que podíeis fazer quase tudo. O que é que não podeis fazer?
TP: -Bom, o prazer foi todo meu. Devo confessar que foi muito agradável, até por desfastio, falar convosco. Sei que não levaram a mal o monólogo, mas isto de saber tudo é um hábito difícil de perder e que se pode tornar chato para os outros.
AFM: -Queremos agradecer a presença e a disponibilidade manifestada e, já agora (porque não?), agradecer também as nossas existências, por míseras e mesquinhas que possam parecer.
9/01/2007
Esquim Neves
Já o Papa do Douro Atlântico (Pinto da Costa para os amigos, imprensa, fornecedores de fruta e PJ) se queixou há uns tempos e o Moyle vê-se na contingência, em nome da justiça, de lhe dar razão (que pelo menos desta vez Sua Santidade tenha a justiça ao lado e não atrás dele). É este o Estado democrático ganho com tanto sofrimento (bom, pelo menos algum) pelo «25 de Abril»? Onde foi parar a «Revolução»? Ou, ao menos, a «Evolução» (sejamos condescendentes com os simples de espírito)?
Portugal é, neste momento, um Estado policial e persecutório de cuja invenção Orwell não desdenharia. Além de ser “orwelliano” ao jeito de «1984», também nesta “quinta” são os “porcos” a dominar o Poder há muito tempo, tratando os outros como… bem, como aquilo que eles são, animais!
Para além destas divagações infrutíferas, a fundamentação da nossa afirmação inicial é a que se segue. Foi visto por todos a mega operação montada pela Polícia para perseguir um grupo de rapazes, tudo isto sem qualquer tipo de respeito pelas regras democráticas, violando flagrantemente os direitos, liberdades e garantias enunciados, supostamente, na Constituição Portuguesa (isto até o CDS decidir que são um anacronismo comunista resultante do PREC).
Pensem com o Moyle e vejam se existe fundamento para tamanha perseguição a uma associação só por causa do nome dos seus membros.
Porque motivo perseguem estes rapazes de aspecto tão asseadinho e higiénico, o que pode ver pelos cabelos completamente rapados (fazem muito bem porque os autocarros são autênticas armadilhas de apanhar piolhos)? Será por serem amantes da arte e a sentirem na pele (como se pode inferir das belas tatuagens que ostentam)? Será por gostarem de cães? Os cãezinhos pareciam bastante bem tratados, alimentados e em segurança, como se via pelas trelas (se pensarmos bem, até o Benfica tem um «Pitbull»). Será porque têm a mania do coleccionismo? Qual é o problema de coleccionar armas de fogos e armas brancas? Será por gostarem de Basebol? Se for por isso prendam todos os americanos e cubanos. Será por usarem botas militares? Se eles querem, ou gostam de partilhar uma camarata com dezenas de maganos, o problema é deles.
A única explicação plausível que o Moyle encontra para esta intolerável atitude persecutória é o nome daqueles meninos amorosos, isto é, Joaquim Neves. Por alguma razão o nome, na sua forma popular «Esquim Neves» não caiu no goto a alguém, porque na TV não se fala noutra coisa senão nos «Esquim Neves», para aqui e nos «Esquim Neves» para ali. Basta de perseguições! Deixem estes meninos em paz, eles só querem jogar à bola e beber uma cervejita por outra (é natural, estão na fase da curiosidade. Desde que não comecem a fumar…). Queremos clareza, Justiça e Democracia.
Portugal é, neste momento, um Estado policial e persecutório de cuja invenção Orwell não desdenharia. Além de ser “orwelliano” ao jeito de «1984», também nesta “quinta” são os “porcos” a dominar o Poder há muito tempo, tratando os outros como… bem, como aquilo que eles são, animais!
Para além destas divagações infrutíferas, a fundamentação da nossa afirmação inicial é a que se segue. Foi visto por todos a mega operação montada pela Polícia para perseguir um grupo de rapazes, tudo isto sem qualquer tipo de respeito pelas regras democráticas, violando flagrantemente os direitos, liberdades e garantias enunciados, supostamente, na Constituição Portuguesa (isto até o CDS decidir que são um anacronismo comunista resultante do PREC).
Pensem com o Moyle e vejam se existe fundamento para tamanha perseguição a uma associação só por causa do nome dos seus membros.
Porque motivo perseguem estes rapazes de aspecto tão asseadinho e higiénico, o que pode ver pelos cabelos completamente rapados (fazem muito bem porque os autocarros são autênticas armadilhas de apanhar piolhos)? Será por serem amantes da arte e a sentirem na pele (como se pode inferir das belas tatuagens que ostentam)? Será por gostarem de cães? Os cãezinhos pareciam bastante bem tratados, alimentados e em segurança, como se via pelas trelas (se pensarmos bem, até o Benfica tem um «Pitbull»). Será porque têm a mania do coleccionismo? Qual é o problema de coleccionar armas de fogos e armas brancas? Será por gostarem de Basebol? Se for por isso prendam todos os americanos e cubanos. Será por usarem botas militares? Se eles querem, ou gostam de partilhar uma camarata com dezenas de maganos, o problema é deles.
A única explicação plausível que o Moyle encontra para esta intolerável atitude persecutória é o nome daqueles meninos amorosos, isto é, Joaquim Neves. Por alguma razão o nome, na sua forma popular «Esquim Neves» não caiu no goto a alguém, porque na TV não se fala noutra coisa senão nos «Esquim Neves», para aqui e nos «Esquim Neves» para ali. Basta de perseguições! Deixem estes meninos em paz, eles só querem jogar à bola e beber uma cervejita por outra (é natural, estão na fase da curiosidade. Desde que não comecem a fumar…). Queremos clareza, Justiça e Democracia.
Cada Macaco Episcopal no seu Galho
A reunião dos bispos portugueses há uns tempos para se queixarem do Governo português levanta algumas lebres que o Moyle passa a caçar.
Se os bispos estão contra o Governo é porque, afinal, Sócrates não deve ser tão mau como isso.
Por outro lado, se estão tão preocupados com as políticas governamentais de protecção social e de apoio aos pobres e desfavorecidos, por que razão estão a enterrar 60 milhões de euros em Fátima? Essa quantia em equipamentos sociais verdadeiramente úteis faria certamente a diferença. Além do mais, dantes os queixumes estavam guardados só para quem era estropiado diariamente pelos imponentes impostos a que estamos sujeitos. Por isso o Moyle sugere a suspensão do direito dos bispos a reclamar até pagarem impostos.
Se os bispos estão contra o Governo é porque, afinal, Sócrates não deve ser tão mau como isso.
Por outro lado, se estão tão preocupados com as políticas governamentais de protecção social e de apoio aos pobres e desfavorecidos, por que razão estão a enterrar 60 milhões de euros em Fátima? Essa quantia em equipamentos sociais verdadeiramente úteis faria certamente a diferença. Além do mais, dantes os queixumes estavam guardados só para quem era estropiado diariamente pelos imponentes impostos a que estamos sujeitos. Por isso o Moyle sugere a suspensão do direito dos bispos a reclamar até pagarem impostos.
P.D.M. Lunar
Dennis Hope, americano do Nevada, esteve recentemente em Portugal para vender terrenos na Lua, dos quais tem o direito de propriedade por se ter auto nomeado «Presidente do Governo Galáctico» (assim ao jeito das eleições da lagartagem).
Como sempre, em Portugal, as rodas estão em movimento e MST (é Miguel Sousa Tavares e não uma qualquer doença infecto-contagiosa sexualmente transmissível, embora por vezes…) já veio denunciar o favorecimento da CMLL (Câmara Municipal de Lisboa Lunar) ao SLB (Sport Lua e Benfica, único sítio onde não existe uma casa do Benfica neste momento e por enquanto) e ao SCPL (Sporting Clube de Portugal na Lua) nos negócios com terrenos para a construção do Estádio da Lua e da Alvaláxia (previdente a lagartice, não é?), para a realização do «Luna 2104».
Por outro lado, Pinto da Costa (o Papa do Douro Atlântico) já está a ser alvo de uma investigação pela PJ (Judite) pelos favores que se sabe irá o CFPL (Clube de Futebol do Porto Lunar) irá receber dentro de um século. A ver vamos como será com o Centro de Estágio, porque não está prevista nenhuma Gaia para a Lua (o Moyle ouviu dizer que era por causa do Meneses ter entrado naquele jantar ao som da banda sonora da Guerra das Estrelas) e, dessa forma, não haverá quem ofereça um novo “Olival” ao CFPL.
Como sempre, em Portugal, as rodas estão em movimento e MST (é Miguel Sousa Tavares e não uma qualquer doença infecto-contagiosa sexualmente transmissível, embora por vezes…) já veio denunciar o favorecimento da CMLL (Câmara Municipal de Lisboa Lunar) ao SLB (Sport Lua e Benfica, único sítio onde não existe uma casa do Benfica neste momento e por enquanto) e ao SCPL (Sporting Clube de Portugal na Lua) nos negócios com terrenos para a construção do Estádio da Lua e da Alvaláxia (previdente a lagartice, não é?), para a realização do «Luna 2104».
Por outro lado, Pinto da Costa (o Papa do Douro Atlântico) já está a ser alvo de uma investigação pela PJ (Judite) pelos favores que se sabe irá o CFPL (Clube de Futebol do Porto Lunar) irá receber dentro de um século. A ver vamos como será com o Centro de Estágio, porque não está prevista nenhuma Gaia para a Lua (o Moyle ouviu dizer que era por causa do Meneses ter entrado naquele jantar ao som da banda sonora da Guerra das Estrelas) e, dessa forma, não haverá quem ofereça um novo “Olival” ao CFPL.
Juntas Lobotómicas
O Moyle está em condições de desvendar, em primeiríssima mão, a razão que levou uma Junta Médica a negar a aposentação a uma professora do Porto que, devido ao cancro na laringe, desenvolveu problemas auditivos e uma deformação na dentição e à qual foi sugerido lavasse os ouvidos, fosse ao dentista e que voltasse ao trabalho.
Esta atitude foi motivada única e exclusivamente por despeito, pois os médicos e membro da Caixa Geral de Aposentações viram recusado o seu pedido de baixa para se submeterem a uma lobotomia, de que urgentemente carecem.Não há incompetência, não há economicismo, há apenas o sentido protesto de quem se sente discriminado.
Esta atitude foi motivada única e exclusivamente por despeito, pois os médicos e membro da Caixa Geral de Aposentações viram recusado o seu pedido de baixa para se submeterem a uma lobotomia, de que urgentemente carecem.Não há incompetência, não há economicismo, há apenas o sentido protesto de quem se sente discriminado.
Maddie McCann
Uma vez que a polícia portuguesa não consegue dar com a pequenita inglesa, o Moyle vem cumprir a sua obrigação e ajudar a polícia a encontrar a menina. Chegou aos nossos ouvidos que a criança estará junto de Rui Pedro, aqueloutra criança (esta portuguesa) que a polícia se esforçou tanto por encontrar e para a descoberta da qual mobilizou mundos e fundos.
Sócrates assumiu
Foi com muita expectativa que o Moyle assistiu às notícias das últimas duas semanas de Junho. De facto, como num «crescendo», acumulou-se continuamente a excitação pela aproximação do momento histórico que vinha sendo exaustivamente anunciado, marcado para dia 1 de Julho.
Para além de ter assumido a Presidência da EU (o resto da Europa nem sonha em que é que se está a meter), facto completamente irrelevante para as nossas vidas, o Moyle continua à espera que Sócrates assuma. Esperávamos que assumisse qualquer coisa, nem que fosse o fogacho com o Diogo, mas nem isso…
Para além de ter assumido a Presidência da EU (o resto da Europa nem sonha em que é que se está a meter), facto completamente irrelevante para as nossas vidas, o Moyle continua à espera que Sócrates assuma. Esperávamos que assumisse qualquer coisa, nem que fosse o fogacho com o Diogo, mas nem isso…
O "Vigor" da Fé
O escândalo rebentou quando, nos mapas do Santuário de Fátima e estruturas adjacentes, surgiram dois anúncios a estimulantes sexuais. O Moyle atreve-se a perguntar: - Escândalo porquê?
A questão resume-se, de qualquer ângulo que se olhe para ela, a uma só palavra, FÉ. De facto, em redor de toda esta situação, houve muita FÉ mas, sobretudo, Má FÉ. Passa-se a explicar.
Que vão as pessoas fazer a Fátima? Por que razão percorrem, a pé, centenas de quilómetros? A resposta é simples, é pela FÉ, para fortalecer a sua FÉ, para revigorar a sua FÉ.
Eis desvendado o cerne da questão. Se toda a gente está naquele local para se revigorar espiritualmente, qual a razão de tanto alarido pela publicidade a produtos cujo objectivo é, precisamente, Revigorar? Será uma reacção corporativa dos vendedores de tónicos espirituais, como as lojas de rosários, imagens de plástico fluorescente da Senhora de Fátima, estampas de qualidade estética discutível? Mas o assunto não se esgota por aqui.
A maioria das pessoas deixou passar em branco um pormenor de suma importância para todo este debate. Celebra-se, este ano, o nonagésimo aniversário das Aparições (antes de mais, Parabéns), o que nos leva a uma outra perspectiva. No fim de contas, são nove décadas de grande intensidade e extremo fervor, portanto, é natural que comece a surgir algum “esmorecimento”. Quais são as formas de resolver o problema de “esmorecimento” e devolver o “vigor” a um nonagenário? Apenas duas, Afrodisíacos e muita FÉ.Ora aqui está a explicação para a desnecessidade de tanto regabofe. Agora, não se queixem de que é ofensivo e insultuoso que a solução para o problema seja publicitada para todos verem.
A questão resume-se, de qualquer ângulo que se olhe para ela, a uma só palavra, FÉ. De facto, em redor de toda esta situação, houve muita FÉ mas, sobretudo, Má FÉ. Passa-se a explicar.
Que vão as pessoas fazer a Fátima? Por que razão percorrem, a pé, centenas de quilómetros? A resposta é simples, é pela FÉ, para fortalecer a sua FÉ, para revigorar a sua FÉ.
Eis desvendado o cerne da questão. Se toda a gente está naquele local para se revigorar espiritualmente, qual a razão de tanto alarido pela publicidade a produtos cujo objectivo é, precisamente, Revigorar? Será uma reacção corporativa dos vendedores de tónicos espirituais, como as lojas de rosários, imagens de plástico fluorescente da Senhora de Fátima, estampas de qualidade estética discutível? Mas o assunto não se esgota por aqui.
A maioria das pessoas deixou passar em branco um pormenor de suma importância para todo este debate. Celebra-se, este ano, o nonagésimo aniversário das Aparições (antes de mais, Parabéns), o que nos leva a uma outra perspectiva. No fim de contas, são nove décadas de grande intensidade e extremo fervor, portanto, é natural que comece a surgir algum “esmorecimento”. Quais são as formas de resolver o problema de “esmorecimento” e devolver o “vigor” a um nonagenário? Apenas duas, Afrodisíacos e muita FÉ.Ora aqui está a explicação para a desnecessidade de tanto regabofe. Agora, não se queixem de que é ofensivo e insultuoso que a solução para o problema seja publicitada para todos verem.
Caridade para o Zé
Este jardinzinho à beira-mar plantado (tendo em conta a quantidade de nabos será até mais um horta que um jardim) é injusto para os seus rebentos. Nada de novo, portanto! O Moyle não pode, contudo, deixar passar certas injustiças gritantes, mesmo que sejam habituais.
Todos se têm envolvido numa sanha persecutória contra Manuel Caridade, pobre e triste cidadão que apenas exteriorizou a sua vocação para o sacerdócio sem ter sido previamente certificado para o efeito. Não bastava a sua infelicidade de ter por vocação ser Padre, ainda o perseguem por a ter exercido. Mas afinal, não há falta de padres? Se ele sabe de cor aquelas ladainhas intermináveis, o que é que o separa dos outros padres? Dentro do espírito das Novas Oportunidades, a Igreja bem que podia reconhecer as competências do Sr. Manuel da Caridade, aumentado assim o seu nível de qualificação para que ele pudesse ascender profissionalmente. Mas a continuar assim está a vista o futuro da Igreja. Que Deus lhe fale na alma!
Mas não foi este o motivo que levou o Moyle a insurgir-se contra esta perseguição. A questão é pura e simplesmente a injustiça da mesma. Isto é. Perseguem um senhor por exercer uma função para a qual não revela as competências necessárias. Até aqui tudo bem. Mas, porquê especificamente este?
O bachar…, perdão, o licen…, perdão, o engenheiro José Sócrates também não revelou competências prévias para exercer o cargo de PM num país democrático e fá-lo impunemente (da maneira que se vê, aliás). Ninguém o persegue?
Da última vez que perguntaram ao ministro Correia de Campos o que ele achava das mortes e dos partos dentro das ambulâncias a caminho dos hospitais ou centros de saúde mais próximos consta-se que terá respondido: - «O Queijo Limiano é fabricado com a mesma receita desde há 50 anos». Ou seja, pode não saber nada de política, saúde, políticas de saúde e mesmo democracia e regras democráticas, mas saberá tudo sobre um qualquer “Queijo Limiano”. Ninguém o persegue?
Quando indagaram junto de Mário Lino porque razão era a Ota o local mais vantajoso para o Governo para colocar o novo aeroporto de Lisboa, quando uma razoável quantidade de estudos aponta outras localizações como mais baratas, eficientes e ecológicas, ele terá respondido: - «Peruque sim!» Ninguém o persegue?
Ao ser confrontada com a morte de dois professores praticamente dentro da sala de aula por lhe não ter sido concedida a reforma por graves problemas de saúde (que não só sofriam mas ostentavam para quem os quisesse ver), a reacção da Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, comenta-se que terá sido aos berros, tentando superar em volume de decibéis os jornalistas que a rodeavam, o trânsito em redor, e mesmo dois caças da Força Aérea que passavam naquele momento. Ninguém a persegue?
Para controlar a oposição interna tem que se pôr em “bicos dos pés”, não ganha um debate na assembleia desde as últimas eleições legislativas, não tem “estatura” para ser líder de uma oposição que não consegue fazer porque gostaria de estar a tomar as medidas que um governo de esquerda (!) está a tomar (não deixa de ser impressionante que a única oposição que este governo tem é aquela que faz a si próprio), não será muita da responsabilidade do se vive actualmente do Dr. Marques Mendes? Ninguém o persegue?
Se o país está cheio de “Manuéis Caridades”, porque raio só perseguem um? Tenham dó, ou melhor, caridade para com o Zé...
Todos se têm envolvido numa sanha persecutória contra Manuel Caridade, pobre e triste cidadão que apenas exteriorizou a sua vocação para o sacerdócio sem ter sido previamente certificado para o efeito. Não bastava a sua infelicidade de ter por vocação ser Padre, ainda o perseguem por a ter exercido. Mas afinal, não há falta de padres? Se ele sabe de cor aquelas ladainhas intermináveis, o que é que o separa dos outros padres? Dentro do espírito das Novas Oportunidades, a Igreja bem que podia reconhecer as competências do Sr. Manuel da Caridade, aumentado assim o seu nível de qualificação para que ele pudesse ascender profissionalmente. Mas a continuar assim está a vista o futuro da Igreja. Que Deus lhe fale na alma!
Mas não foi este o motivo que levou o Moyle a insurgir-se contra esta perseguição. A questão é pura e simplesmente a injustiça da mesma. Isto é. Perseguem um senhor por exercer uma função para a qual não revela as competências necessárias. Até aqui tudo bem. Mas, porquê especificamente este?
O bachar…, perdão, o licen…, perdão, o engenheiro José Sócrates também não revelou competências prévias para exercer o cargo de PM num país democrático e fá-lo impunemente (da maneira que se vê, aliás). Ninguém o persegue?
Da última vez que perguntaram ao ministro Correia de Campos o que ele achava das mortes e dos partos dentro das ambulâncias a caminho dos hospitais ou centros de saúde mais próximos consta-se que terá respondido: - «O Queijo Limiano é fabricado com a mesma receita desde há 50 anos». Ou seja, pode não saber nada de política, saúde, políticas de saúde e mesmo democracia e regras democráticas, mas saberá tudo sobre um qualquer “Queijo Limiano”. Ninguém o persegue?
Quando indagaram junto de Mário Lino porque razão era a Ota o local mais vantajoso para o Governo para colocar o novo aeroporto de Lisboa, quando uma razoável quantidade de estudos aponta outras localizações como mais baratas, eficientes e ecológicas, ele terá respondido: - «Peruque sim!» Ninguém o persegue?
Ao ser confrontada com a morte de dois professores praticamente dentro da sala de aula por lhe não ter sido concedida a reforma por graves problemas de saúde (que não só sofriam mas ostentavam para quem os quisesse ver), a reacção da Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, comenta-se que terá sido aos berros, tentando superar em volume de decibéis os jornalistas que a rodeavam, o trânsito em redor, e mesmo dois caças da Força Aérea que passavam naquele momento. Ninguém a persegue?
Para controlar a oposição interna tem que se pôr em “bicos dos pés”, não ganha um debate na assembleia desde as últimas eleições legislativas, não tem “estatura” para ser líder de uma oposição que não consegue fazer porque gostaria de estar a tomar as medidas que um governo de esquerda (!) está a tomar (não deixa de ser impressionante que a única oposição que este governo tem é aquela que faz a si próprio), não será muita da responsabilidade do se vive actualmente do Dr. Marques Mendes? Ninguém o persegue?
Se o país está cheio de “Manuéis Caridades”, porque raio só perseguem um? Tenham dó, ou melhor, caridade para com o Zé...
O 11º Mandamento
A surpresa foi geral e o espanto genuíno quando o Vaticano anunciou 10 novos Mandamentos aplicados exclusivamente aos comportamentos na estrada.
Sendo que o Moyle está sempre um passo à frente, quer anunciar aqui que a aplaudida originalidade vaticana não é assim tão original, nem sequer assim tão vaticana.
De facto, poucos sabem que as tábuas da Lei entregues por Deus a Moisés continham 11 e não 10 Mandamentos, sendo estes a base de toda a moralidade e matriz civilizacional judaico-cristã de que o mundo ocidental é herdeiro.
O que aconteceu ao 11º Mandamento? Com o passar dos tempos, este preceito foi sendo esquecido, obliviado pelo impiedoso acumular dos séculos. E, se à época era fundamental para a vida das comunidades hebraicas, pois evitava enormes conflitos, foi perdendo actualidade até aos dias de hoje.
Como os nossos leitores devem estar em pulgas para saber qual era, afinal, o Mandamento, o Moyle revela:
XI – Não conduzirás as ovelhas pela esquerda dos caminhos
Duas notas finais impõem-se quanto a este Mandamento perdido, sendo ambas relativas ao Porco.
Em primeiro lugar, este Mandamento da Lei de Deus caiu em desuso devido à vitória do lobby da carne de porco, há cerca de 3.5 mil anos. O boicote à bifana e ao coirato, levado a cabo pelo lobby ovino, ainda hoje se verifica no povo judeu, tendo, no entanto, a maioria da população alinhado pelo toucinho, o que levou ao abandono progressivo daquela regra divina.
Segundo, a recuperação do Mandamento Perdido pelo Vaticano deve-se, novamente, aos suínos. Isto é, devido ao comportamento dos condutores nas estradas de todo o Mundo que não terá outra adjectivação possível que não a de suínos.
Sendo que o Moyle está sempre um passo à frente, quer anunciar aqui que a aplaudida originalidade vaticana não é assim tão original, nem sequer assim tão vaticana.
De facto, poucos sabem que as tábuas da Lei entregues por Deus a Moisés continham 11 e não 10 Mandamentos, sendo estes a base de toda a moralidade e matriz civilizacional judaico-cristã de que o mundo ocidental é herdeiro.
O que aconteceu ao 11º Mandamento? Com o passar dos tempos, este preceito foi sendo esquecido, obliviado pelo impiedoso acumular dos séculos. E, se à época era fundamental para a vida das comunidades hebraicas, pois evitava enormes conflitos, foi perdendo actualidade até aos dias de hoje.
Como os nossos leitores devem estar em pulgas para saber qual era, afinal, o Mandamento, o Moyle revela:
XI – Não conduzirás as ovelhas pela esquerda dos caminhos
Duas notas finais impõem-se quanto a este Mandamento perdido, sendo ambas relativas ao Porco.
Em primeiro lugar, este Mandamento da Lei de Deus caiu em desuso devido à vitória do lobby da carne de porco, há cerca de 3.5 mil anos. O boicote à bifana e ao coirato, levado a cabo pelo lobby ovino, ainda hoje se verifica no povo judeu, tendo, no entanto, a maioria da população alinhado pelo toucinho, o que levou ao abandono progressivo daquela regra divina.
Segundo, a recuperação do Mandamento Perdido pelo Vaticano deve-se, novamente, aos suínos. Isto é, devido ao comportamento dos condutores nas estradas de todo o Mundo que não terá outra adjectivação possível que não a de suínos.
7/31/2007
As Sete Maravilhas e Meia de Portugal
A apresentação mediática das 7 Maravilhas de Portugal e do Mundo, levou o Moyle a deixar pousar as águas e a aguardar uma melhor altura para divulgar as verdadeiras maravilhas, aquelas com que os portugueses, não votando, se podem considerar dignamente representados. Reflecte esta lista o ecletismo de Moyle e a tentativa de equilíbrio coerente na escolha das maravilhas (as verdadeiras maravilhas) de Portugal. Poder-se-ia notar uma certa falta de ambição por esta ser uma escolha de maravilhas nacionais e não universais, mas a isso responde-se com duas posições axiológicas. Primeira, o que é bom em Portugal é-o em qualquer parte do planeta (até porque em qualquer ponto do planeta há portugueses). A segunda posição é que esta lista não é concorrente das duas listazecas que por aí correram em votação. Esta, repete-se, não é mais uma lista, esta é “A” lista.
Tentou-se a diversificação do leque de escolhas de forma a enquadrar o maior âmbito paramétrico possível, daí a escolha de lugares, objectos da reunião do antigo e do novo, da natureza à civilização.
Quanto ao resultado, pensa o Moyle que é uma redundância inequívoca, pela unanimidade consensual que irá gerar nos seus leitores.
- Reserva Natural da Ribeira dos Milagres
Exemplo paradigmático da relação simbiótica que as exigências civilizacionais podem estabelecer com a Natureza. Assiste-se, neste espaço privilegiado, à explosão de cores da natureza, que vão de uma paleta enorme de verdes, do miséria ao desmaiado, até ao cinza azulado, com umas pinceladas de puro preto, nas águas. Percebe-se, ostensivamente, o enriquecimento do ar com refinados aromas que gratuitamente as suiniculturas oferecem à Mãe Natureza, em reconhecimento das dádivas generosas desta. Sente-se esta dádiva de gratidão docemente ardendo nos pulmões. Além das cores e dos olfactos, percepciona-se uma mudança lenta, mas inexorável, na fauna local, devido à reconfiguração genética e dos habitats em curso, da qual Darwin ficaria orgulhoso e que os industriais leirienses graciosamente proporcionam. Por este motivo, aliás, pensa-se que a ribeira pode vir a ser o Loch Ness continental.
Pela poesia que infundiu no Moyle, por ser um monumento ao impudor, à falta de vergonha no assumir da relação entre civilização e natureza, a Reserva Natural da Ribeira dos Milagres consta como uma das inequívocas maravilhas nacionais.
- Cadeira do Doutor Oliveira Salazar
Há momentos, há lugares, há objectos que marcam decididamente não só uma mas muitas vidas.
A Cadeira da qual o Doutor Oliveira Salazar caiu em 3 de Agosto de 1968 é um desses objectos. A simbiose entre a sentatória e o sentado era tão profunda que este caiu daquela pela mesma razão que aquela deixou cair este: estavam ambos podres de velhos e tanto o mofo como o caruncho nunca foram famosos pela resistência a esforços. Está, ainda, este objecto associado directamente a um dos Piores Portugueses e a um dos Portugueses Mais Assim-Assim [ver Portugal Hoje - Os 10 Piores Portugueses 10.05.2007 e Portugal Hoje - Os 10 Portugueses Mais Assim-Assim 14.05.2007]. Por outro lado, a cadeira do Doutor Oliveira Salazar, foi directamente responsável pelo fim do resultado fisiológico de então, mas tem uma quota-parte de responsabilidades no resultado fisiológico em vigor. É caso, então, para dizer que mudaram as moscas mas a cadeira é a mesma.
- Balão que levou o Dino
O cor-de-laranja tornou-se tão odioso aos olhos dos portugueses que na Páscoa de 2006 a incidência de gripes e constipações, por falta de vitamina C, disparou astronomicamente para níveis a roçar o epidémico. Quem foi o responsável pela avitaminose que atacou os portugueses? Precisamente aquele “actor” com nome de pastilha elástica cuja personagem se chamava «Dino» na conhecida (mas não reconhecida) série infanto-juvenil-parvónica da TVI, «Morangos com Açúcar».
A entrada do Balão que levou a personagem sabe-se lá para onde (parece que não havia bilhete de regresso) nesta lista é uma questão de mera justiça. A saúde pública e o SNS agradecem, embora as farmacêuticas nem por isso.
- Águas Medicinais da Vialonga
Há mais de dois mil anos que o território actualmente português é reconhecido pelas qualidades (às vezes ditas miraculosas) das suas águas minerais e estâncias termais. São recorrentes em todo o território nacional os vestígios de termas e caldas, desde tempos romanos até ao presente.
Aqui prestamos homenagem a essa qualidade e tradição portuguesas com a escolha para esta lista do «Complexo Termal e Estância de Águas Medicinais da Vialonga». A qualidade das suas águas de cor âmbar tem sorrido em benesses aos portugueses há já longos anos. É absoluta a unanimidade em redor desta escolha, até porque 10 milhões de vezes foram pronunciadas as seguintes palavras exultantes, depois da ingestão da ditas águas: - Ahhh, que maravilha!
- Alheira de Mirandela
Numa lista das maravilhas nacionais preocupou-nos, como de resto mencionado na introdução, o ecletismo, sendo a nossa concepção de maravilha muito mais abrangente (ergo verdadeira) do que a estreiteza de vistas manipulativa dos concursos (melhor seria dizer, das campanhas publicitárias a agências de viagens) em decurso, demasiado positivistas e comerciais para serem credíveis. Assim se explica a escolha desta maravilha nacional. Não haverá português que discorde com a enorme qualidade das verdadeiras alheiras de Mirandela. Acresce ainda o facto de ser gastronomicamente polivalente, podendo ser consumida de várias maneiras. Porém, o mais extraordinário de tudo é que, e existe um estudo de altíssimo mérito científico da Universidade do Porto a comprová-lo, é que a Alheira de Mirandela só pode ser consumida se for previamente cozinhada.
É a ciência a corroborar as escolhas do Moyle.
- Baixo Alentejo durante a semana
Sendo a região menos densamente povoada de Portugal Continental, o Baixo Alentejo merece o epíteto de Maravilha. Os nossos leitores estarão a achar estranho? Têm a sensação de que vos está a escapar algo? Não se preocupem, acompanhem o raciocínio do Moyle. Como se poderá designar uma tão pequena concentração de portugueses? A resposta é simples e óbvia. Uma tão pequena concentração de portugueses só pode ser uma coisa: Uma Maravilha.
Eis, então, a razão da nossa escolha. Lógico, não?
- Aldeia da Luz I
Ao observarmos as reacções dos moradores à transferência para a Aldeia da Luz II, o Moyle é levado a crer que a Aldeia da Luz I (a original, agora submersa) seria o paraíso português na Terra. Senão vejamos.
A aldeia da Luz II tem água canalizada; cada casa tem água quente; instalações sanitárias; cozinhas equipadas; paredes e telhados sólidos; equipamentos sociais de vária ordem; arruamentos alcatroados e mobiliário urbano; um cemitério digno de 1º mundo. Porém, escândalo dos escândalos, não custaram um cêntimo aos moradores, todas estas benfeitorias.
Se o protesto e descontentamento, a insatisfação e as reclamações não cessam, podemos apenas vagamente imaginar como seria a Aldeia da Luz I. O facto da incidência da luz solar na povoação não respeitar completamente os pontos cardeais originais é apenas um fait divers, que apenas se vem juntar à magia, à beleza, ao encanto, a tudo o que fazia da Aldeia da Luz I uma autêntica maravilha.
- Ponte Hintze Ribeiro
Marco de um tempo, de uma visão do mundo, de um estádio de desenvolvimento da engenharia, a ponte Hintze Ribeiro, sobre o Rio Douro, em Entre-os-Rios vem completar a nossa lista de maravilhas. Símbolo, neste momento, da polivalência da oferta turística portuguesa, esta ponte serve agora como referência do chamado turismo de tragédia e da arqueologia industrial da desgraça.
Porém, por motivos óbvios, o acrescento que vem trazer a este rol será sobretudo simbólico. Daí que aqui esteja como uma meia maravilha.
Tentou-se a diversificação do leque de escolhas de forma a enquadrar o maior âmbito paramétrico possível, daí a escolha de lugares, objectos da reunião do antigo e do novo, da natureza à civilização.
Quanto ao resultado, pensa o Moyle que é uma redundância inequívoca, pela unanimidade consensual que irá gerar nos seus leitores.
- Reserva Natural da Ribeira dos Milagres
Exemplo paradigmático da relação simbiótica que as exigências civilizacionais podem estabelecer com a Natureza. Assiste-se, neste espaço privilegiado, à explosão de cores da natureza, que vão de uma paleta enorme de verdes, do miséria ao desmaiado, até ao cinza azulado, com umas pinceladas de puro preto, nas águas. Percebe-se, ostensivamente, o enriquecimento do ar com refinados aromas que gratuitamente as suiniculturas oferecem à Mãe Natureza, em reconhecimento das dádivas generosas desta. Sente-se esta dádiva de gratidão docemente ardendo nos pulmões. Além das cores e dos olfactos, percepciona-se uma mudança lenta, mas inexorável, na fauna local, devido à reconfiguração genética e dos habitats em curso, da qual Darwin ficaria orgulhoso e que os industriais leirienses graciosamente proporcionam. Por este motivo, aliás, pensa-se que a ribeira pode vir a ser o Loch Ness continental.
Pela poesia que infundiu no Moyle, por ser um monumento ao impudor, à falta de vergonha no assumir da relação entre civilização e natureza, a Reserva Natural da Ribeira dos Milagres consta como uma das inequívocas maravilhas nacionais.
- Cadeira do Doutor Oliveira Salazar
Há momentos, há lugares, há objectos que marcam decididamente não só uma mas muitas vidas.
A Cadeira da qual o Doutor Oliveira Salazar caiu em 3 de Agosto de 1968 é um desses objectos. A simbiose entre a sentatória e o sentado era tão profunda que este caiu daquela pela mesma razão que aquela deixou cair este: estavam ambos podres de velhos e tanto o mofo como o caruncho nunca foram famosos pela resistência a esforços. Está, ainda, este objecto associado directamente a um dos Piores Portugueses e a um dos Portugueses Mais Assim-Assim [ver Portugal Hoje - Os 10 Piores Portugueses 10.05.2007 e Portugal Hoje - Os 10 Portugueses Mais Assim-Assim 14.05.2007]. Por outro lado, a cadeira do Doutor Oliveira Salazar, foi directamente responsável pelo fim do resultado fisiológico de então, mas tem uma quota-parte de responsabilidades no resultado fisiológico em vigor. É caso, então, para dizer que mudaram as moscas mas a cadeira é a mesma.
- Balão que levou o Dino
O cor-de-laranja tornou-se tão odioso aos olhos dos portugueses que na Páscoa de 2006 a incidência de gripes e constipações, por falta de vitamina C, disparou astronomicamente para níveis a roçar o epidémico. Quem foi o responsável pela avitaminose que atacou os portugueses? Precisamente aquele “actor” com nome de pastilha elástica cuja personagem se chamava «Dino» na conhecida (mas não reconhecida) série infanto-juvenil-parvónica da TVI, «Morangos com Açúcar».
A entrada do Balão que levou a personagem sabe-se lá para onde (parece que não havia bilhete de regresso) nesta lista é uma questão de mera justiça. A saúde pública e o SNS agradecem, embora as farmacêuticas nem por isso.
- Águas Medicinais da Vialonga
Há mais de dois mil anos que o território actualmente português é reconhecido pelas qualidades (às vezes ditas miraculosas) das suas águas minerais e estâncias termais. São recorrentes em todo o território nacional os vestígios de termas e caldas, desde tempos romanos até ao presente.
Aqui prestamos homenagem a essa qualidade e tradição portuguesas com a escolha para esta lista do «Complexo Termal e Estância de Águas Medicinais da Vialonga». A qualidade das suas águas de cor âmbar tem sorrido em benesses aos portugueses há já longos anos. É absoluta a unanimidade em redor desta escolha, até porque 10 milhões de vezes foram pronunciadas as seguintes palavras exultantes, depois da ingestão da ditas águas: - Ahhh, que maravilha!
- Alheira de Mirandela
Numa lista das maravilhas nacionais preocupou-nos, como de resto mencionado na introdução, o ecletismo, sendo a nossa concepção de maravilha muito mais abrangente (ergo verdadeira) do que a estreiteza de vistas manipulativa dos concursos (melhor seria dizer, das campanhas publicitárias a agências de viagens) em decurso, demasiado positivistas e comerciais para serem credíveis. Assim se explica a escolha desta maravilha nacional. Não haverá português que discorde com a enorme qualidade das verdadeiras alheiras de Mirandela. Acresce ainda o facto de ser gastronomicamente polivalente, podendo ser consumida de várias maneiras. Porém, o mais extraordinário de tudo é que, e existe um estudo de altíssimo mérito científico da Universidade do Porto a comprová-lo, é que a Alheira de Mirandela só pode ser consumida se for previamente cozinhada.
É a ciência a corroborar as escolhas do Moyle.
- Baixo Alentejo durante a semana
Sendo a região menos densamente povoada de Portugal Continental, o Baixo Alentejo merece o epíteto de Maravilha. Os nossos leitores estarão a achar estranho? Têm a sensação de que vos está a escapar algo? Não se preocupem, acompanhem o raciocínio do Moyle. Como se poderá designar uma tão pequena concentração de portugueses? A resposta é simples e óbvia. Uma tão pequena concentração de portugueses só pode ser uma coisa: Uma Maravilha.
Eis, então, a razão da nossa escolha. Lógico, não?
- Aldeia da Luz I
Ao observarmos as reacções dos moradores à transferência para a Aldeia da Luz II, o Moyle é levado a crer que a Aldeia da Luz I (a original, agora submersa) seria o paraíso português na Terra. Senão vejamos.
A aldeia da Luz II tem água canalizada; cada casa tem água quente; instalações sanitárias; cozinhas equipadas; paredes e telhados sólidos; equipamentos sociais de vária ordem; arruamentos alcatroados e mobiliário urbano; um cemitério digno de 1º mundo. Porém, escândalo dos escândalos, não custaram um cêntimo aos moradores, todas estas benfeitorias.
Se o protesto e descontentamento, a insatisfação e as reclamações não cessam, podemos apenas vagamente imaginar como seria a Aldeia da Luz I. O facto da incidência da luz solar na povoação não respeitar completamente os pontos cardeais originais é apenas um fait divers, que apenas se vem juntar à magia, à beleza, ao encanto, a tudo o que fazia da Aldeia da Luz I uma autêntica maravilha.
- Ponte Hintze Ribeiro
Marco de um tempo, de uma visão do mundo, de um estádio de desenvolvimento da engenharia, a ponte Hintze Ribeiro, sobre o Rio Douro, em Entre-os-Rios vem completar a nossa lista de maravilhas. Símbolo, neste momento, da polivalência da oferta turística portuguesa, esta ponte serve agora como referência do chamado turismo de tragédia e da arqueologia industrial da desgraça.
Porém, por motivos óbvios, o acrescento que vem trazer a este rol será sobretudo simbólico. Daí que aqui esteja como uma meia maravilha.
7/10/2007
Enganos e Enganados
Ultimamente, as preocupações com os avanços da extrema-direita surgem com alguma frequência, principalmente através dos meios de comunicação social.
O primeiro facto registado foi a estrondosa vitória de Salazar nas eleições democráticas do melhor português de sempre. A grande preocupação vem do facto de as eleições serem democráticas, pois se ele nunca tinha ganho eleições e esteve no poder quase 40 anos, agora que ganhou…
Segundo facto, grupos de extrema-direita à conquista das associações de estudantes. Este ainda é mais preocupante, pois se há 30 anos o Durão Barroso era um activista de extrema-esquerda, isto quer dizer, por analogia, que daqui a outros 30 anos o Presidente da Comissão Europeia vai ser uma pessoa ligada ao centro-esquerda. Ou seja, tipo um Sócrates mas de centro-esquerda.
Terceiro facto: o cartaz do PNR. É preocupante ver um cartaz daqueles, principalmente se tivermos em conta que aquele senhor, que porventura será um burguês de direita, quer mandar embora do país aqueles que lhe garantem não ter que trabalhar. Reparem, se ele mandasse embora os africanos e os imigrantes de Leste, quem é que lhe construía a casa, com garagem, e reconstruía o monte alentejano que finalmente conseguiu recuperar depois da Reforma Agrária que tinha desapropriado os pais que tinham explorado meio Alentejo? Não o estou a ver a chapar massa, ou a rebocar paredes! Ahh! Pedia à DGS que lhe arranjasse uns quantos burgueses esquerdistas. Pois, só podia!
Quarto facto: o regresso de Paulo Portas. Apesar de não terem sido umas eleições tão democráticas como as do Mestre, mesmo assim, o Paulinho das Feiras conseguiu o regresso à ditadura. Sim é verdade, ele é o dirigente totalitarista de um partido. Vejamos isto através de um silogismo: Paulo é Presidente do PP, Paulo é totalitarista, logo o Paulo é presidente totalitarista do PP. Claro como água.
Quinto facto: as claques neofascistas do Sporting. Mais propriamente a Juventude Leonina. Mas isto é uma distracção das nossas forças policiais. Reparem bem, o Sporting é o clube dos ricos. Só assim pode ser um clube grande ganhando 2 campeonatos nos últimos 27 anos, já a contar com este. O que são os ricos? Conservadores. Os conservadores são de Direita. O que são os filhos dos conservadores de Direita? Radicais de Direita. E o que são radicais de Direita? Extrema-Direita. E onde é que os conservadores de Direita inscrevem os seus filhos para crescerem com os valores contra-revolucionários? Nas juventudes. Qual é a juventude onde os pais ricos do Sporting inscrevem os seus filhos para lhes inculcarem os valores de Direita? Na Juventude Leonina. Falta de atenção da PJ.
Sexto facto: a questão do Museu de Salazar. Afinal o que é que é uma provocação: os seguidores de Salazar fazerem uma romagem ao seu jazigo, ou as pessoas do movimento anti-fascista irem protestar para Santa Comba? Afinal ainda estamos num país democrático, e Salazar ganhou as eleições. O Moyle acha normal querer-se construir um museu sobre o melhor português de sempre. Com certeza que os espanhóis têm um museu sobre os melhores espanhóis, os franceses sobre os melhores franceses. Agora os espanhóis não escolheram por telefone Francisco Franco como o melhor espanhol, nem os franceses o general Pétain como o melhor francês.
Sétimo, e último, facto: a reeleição de Alberto João Jardim. Houve alguém, supõe o Moyle que era o candidato do partido de Manuel Monteiro, que disse que o eterno vencedor das “eleições” na Madeira era um devedor de Marcelo Caetano. Ora, vindo de quem vem, (o Moyle acredita, porque parece alguém a reivindicar aquilo que acha que lhe pertence), parece credível. Mas realmente as semelhanças são muito mais profundas. Os mais velhos devem recordar-se: o que fez Marcelo Caetano para obter do povo português a aprovação da política ultramarina, em 1969? Convocou eleições e concorreu sozinho, quase sozinho. O que fez Alberto João Jardim para obter do povo madeirense a aprovação da sua política ultramarina? Demitiu-se e recandidatou-se sozinho, ou quase sozinho. Não há dúvida, o partido de Manuel Monteiro está bem informado (o Moyle chama-lhe o partido de Manuel Monteiro porque se vai chamar pelas siglas PND ninguém o conhece).
Este surto da extrema-direita preocupa o Moyle, não só por causa destes factos, mas porque a TVI parece estar a perceber as potencialidades deste tema e parece querer incutir nos seus jornalistas um espírito nacionalista de direita conservadora, saudosista. Foi com grande surpresa que o Moyle assistiu a um programa informativo de hora de almoço no dia das eleições em França, no dito canal, e ouviu a jornalista a dizer que os votos dos territórios ultramarinos, franceses claro está, eram muito importantes para decidir o resultado da descarga. Isto colocou uma dúvida existencial ao Moyle: afinal enganaram-nos e só nós é que fizemos a descolonização. Só pode ser. Por isso é que qualquer jogador de futebol pode jogar pela selecção francesa. Está-se a fazer luz. Zidane, Vieira, Desailly, Thuram, e o capitão era o colonialista do Deschamps. E nós fomos atrás dos Ventos de História e demos a independência aos nossos territórios ultramarinos. Hoje podíamos ter o Zé d’Angola a jogar na selecção, ou o Zé Kalanga e, claro, o grande Mantorras.
Das duas uma, ou a TVI está enganada e anda a contratar jornalistas formados na Independente, ou Portugal foi enganado pelo Mundo.
O primeiro facto registado foi a estrondosa vitória de Salazar nas eleições democráticas do melhor português de sempre. A grande preocupação vem do facto de as eleições serem democráticas, pois se ele nunca tinha ganho eleições e esteve no poder quase 40 anos, agora que ganhou…
Segundo facto, grupos de extrema-direita à conquista das associações de estudantes. Este ainda é mais preocupante, pois se há 30 anos o Durão Barroso era um activista de extrema-esquerda, isto quer dizer, por analogia, que daqui a outros 30 anos o Presidente da Comissão Europeia vai ser uma pessoa ligada ao centro-esquerda. Ou seja, tipo um Sócrates mas de centro-esquerda.
Terceiro facto: o cartaz do PNR. É preocupante ver um cartaz daqueles, principalmente se tivermos em conta que aquele senhor, que porventura será um burguês de direita, quer mandar embora do país aqueles que lhe garantem não ter que trabalhar. Reparem, se ele mandasse embora os africanos e os imigrantes de Leste, quem é que lhe construía a casa, com garagem, e reconstruía o monte alentejano que finalmente conseguiu recuperar depois da Reforma Agrária que tinha desapropriado os pais que tinham explorado meio Alentejo? Não o estou a ver a chapar massa, ou a rebocar paredes! Ahh! Pedia à DGS que lhe arranjasse uns quantos burgueses esquerdistas. Pois, só podia!
Quarto facto: o regresso de Paulo Portas. Apesar de não terem sido umas eleições tão democráticas como as do Mestre, mesmo assim, o Paulinho das Feiras conseguiu o regresso à ditadura. Sim é verdade, ele é o dirigente totalitarista de um partido. Vejamos isto através de um silogismo: Paulo é Presidente do PP, Paulo é totalitarista, logo o Paulo é presidente totalitarista do PP. Claro como água.
Quinto facto: as claques neofascistas do Sporting. Mais propriamente a Juventude Leonina. Mas isto é uma distracção das nossas forças policiais. Reparem bem, o Sporting é o clube dos ricos. Só assim pode ser um clube grande ganhando 2 campeonatos nos últimos 27 anos, já a contar com este. O que são os ricos? Conservadores. Os conservadores são de Direita. O que são os filhos dos conservadores de Direita? Radicais de Direita. E o que são radicais de Direita? Extrema-Direita. E onde é que os conservadores de Direita inscrevem os seus filhos para crescerem com os valores contra-revolucionários? Nas juventudes. Qual é a juventude onde os pais ricos do Sporting inscrevem os seus filhos para lhes inculcarem os valores de Direita? Na Juventude Leonina. Falta de atenção da PJ.
Sexto facto: a questão do Museu de Salazar. Afinal o que é que é uma provocação: os seguidores de Salazar fazerem uma romagem ao seu jazigo, ou as pessoas do movimento anti-fascista irem protestar para Santa Comba? Afinal ainda estamos num país democrático, e Salazar ganhou as eleições. O Moyle acha normal querer-se construir um museu sobre o melhor português de sempre. Com certeza que os espanhóis têm um museu sobre os melhores espanhóis, os franceses sobre os melhores franceses. Agora os espanhóis não escolheram por telefone Francisco Franco como o melhor espanhol, nem os franceses o general Pétain como o melhor francês.
Sétimo, e último, facto: a reeleição de Alberto João Jardim. Houve alguém, supõe o Moyle que era o candidato do partido de Manuel Monteiro, que disse que o eterno vencedor das “eleições” na Madeira era um devedor de Marcelo Caetano. Ora, vindo de quem vem, (o Moyle acredita, porque parece alguém a reivindicar aquilo que acha que lhe pertence), parece credível. Mas realmente as semelhanças são muito mais profundas. Os mais velhos devem recordar-se: o que fez Marcelo Caetano para obter do povo português a aprovação da política ultramarina, em 1969? Convocou eleições e concorreu sozinho, quase sozinho. O que fez Alberto João Jardim para obter do povo madeirense a aprovação da sua política ultramarina? Demitiu-se e recandidatou-se sozinho, ou quase sozinho. Não há dúvida, o partido de Manuel Monteiro está bem informado (o Moyle chama-lhe o partido de Manuel Monteiro porque se vai chamar pelas siglas PND ninguém o conhece).
Este surto da extrema-direita preocupa o Moyle, não só por causa destes factos, mas porque a TVI parece estar a perceber as potencialidades deste tema e parece querer incutir nos seus jornalistas um espírito nacionalista de direita conservadora, saudosista. Foi com grande surpresa que o Moyle assistiu a um programa informativo de hora de almoço no dia das eleições em França, no dito canal, e ouviu a jornalista a dizer que os votos dos territórios ultramarinos, franceses claro está, eram muito importantes para decidir o resultado da descarga. Isto colocou uma dúvida existencial ao Moyle: afinal enganaram-nos e só nós é que fizemos a descolonização. Só pode ser. Por isso é que qualquer jogador de futebol pode jogar pela selecção francesa. Está-se a fazer luz. Zidane, Vieira, Desailly, Thuram, e o capitão era o colonialista do Deschamps. E nós fomos atrás dos Ventos de História e demos a independência aos nossos territórios ultramarinos. Hoje podíamos ter o Zé d’Angola a jogar na selecção, ou o Zé Kalanga e, claro, o grande Mantorras.
Das duas uma, ou a TVI está enganada e anda a contratar jornalistas formados na Independente, ou Portugal foi enganado pelo Mundo.
7/02/2007
A Cruz da Cornélia
O Inferno parece não ter fim para Carlos Cruz. As últimas informações conhecidas – estar em segredo de justiça nunca foi impedimento e não ia começar a ser agora – apontam para novas queixas de assédio sexual. A queixosa é a Cornélia – trata-se da filha porque a mãe não enquadra o perfil do acusado – que veio acusar o apresentador, que, lembremos, até teve direito a um boneco da Rua Sésamo, de, e citamos, – «me espremer as tetas descarada e impunemente nos intervalos das gravações, dizendo que tinha sede».
6/25/2007
Na vanguarda
O Moyle tem constatado que nos últimos tempos, devido ao encerramento de algumas maternidades, que alguns partos têm ocorrido nas ambulâncias a caminho da maternidade menos longe. Perante este facto, o Moyle pensou: e então qual será a naturalidade destas crianças quando forem registadas?
A resposta é simples, em vez da freguesia deve passar a ser apontado pelo condutor da ambulância o quilómetro da estrada onde aconteceu o parto. O que nas auto-estradas até é bastante fácil, uma vez que aparecem até os hectómetros, o que dá uma maior precisão à naturalidade do sujeito. E, bem vistas as coisas, é muito mais preciso do que o nome da freguesia.
Imaginemos uma criança que nasce na freguesia de S. Pedro do Estoril. Ora, isto é muito vago. Agora uma criança que nasce entre o nó das Alhadas e o de Montemor-o-Velho, ao quilómetro 7 da A14, demonstra a precisão dos novos nascimentos. Só é preciso dar umas formações aos condutores das ambulâncias para conseguirem apontar os quilómetros enquanto conduzem.
Portugal na vanguarda!
P.S. – O que é curioso é que, agora que se lembraram de encerrar as maternidades e pôr as mulheres a darem à luz nas ambulâncias, é que arranjaram forma de registar as crianças nas maternidades e evitar as sempre aborrecidas idas ao registo civil. Falta, claro está, arranjar funcionários de atendimento móvel que acompanhem os novos nascimentos em andamento. Um verdadeiro Simplex à nascença.
Que sorte têm as crianças do futuro, um país desburocratizado, onde é fácil viver e trabalhar, com que nós todos sonhamos!
A resposta é simples, em vez da freguesia deve passar a ser apontado pelo condutor da ambulância o quilómetro da estrada onde aconteceu o parto. O que nas auto-estradas até é bastante fácil, uma vez que aparecem até os hectómetros, o que dá uma maior precisão à naturalidade do sujeito. E, bem vistas as coisas, é muito mais preciso do que o nome da freguesia.
Imaginemos uma criança que nasce na freguesia de S. Pedro do Estoril. Ora, isto é muito vago. Agora uma criança que nasce entre o nó das Alhadas e o de Montemor-o-Velho, ao quilómetro 7 da A14, demonstra a precisão dos novos nascimentos. Só é preciso dar umas formações aos condutores das ambulâncias para conseguirem apontar os quilómetros enquanto conduzem.
Portugal na vanguarda!
P.S. – O que é curioso é que, agora que se lembraram de encerrar as maternidades e pôr as mulheres a darem à luz nas ambulâncias, é que arranjaram forma de registar as crianças nas maternidades e evitar as sempre aborrecidas idas ao registo civil. Falta, claro está, arranjar funcionários de atendimento móvel que acompanhem os novos nascimentos em andamento. Um verdadeiro Simplex à nascença.
Que sorte têm as crianças do futuro, um país desburocratizado, onde é fácil viver e trabalhar, com que nós todos sonhamos!
6/18/2007
Ela Era Uma Drogada
É verdade, Pinto da Costa só o soube agora, mas a verdade é que Carolina era uma drogada. E não eram umas ganzas de vez em quando, nem uma ervazinha para os nervos. Não, esta senhora, que Mourinho conhecia como a Srª. Pinto da Costa, dava na Coca e chegava a gastar diariamente, segundo um dos seus namorados, cerca de 250 euros. E mais, segundo o autor deste novo best-seller, ela foi paga pelo presidente do SL Benfica para escrever o livro, o que não deixa de ser esquisito, uma vez que foi o próprio Pinto da Costa a oferecer-se para escrever o prefácio e, inclusivamente, pagar a edição da obra.
Ora, perante estes factos, se fizermos umas continhas, podemos chegar a algumas conclusões. Pois bem, com o que é que Luís Filipe Vieira recauchutava os pneus? Exactamente, com o pagamento a Carolina Salgado. Porque é que Pinto da Costa não pagou a edição? Porque não tinha dinheiro. Porque é Carolina Salgado escreveu o livro? Porque não tinha dinheiro. Porque é que o amante da Carolina escreveu o livro? Porque não tinha dinheiro. Porque é que o FCP vai ser campeão com a melhor equipa do campeonato apenas com uns míseros pontos de avanço? Porque não tinha dinheiro. Porque é que o livro foi um recorde de vendas? Porque os portugueses estão cheios de dinheiro e podem gastá-lo para alimentar estes pobretanas: proxenetas e respectivas funcionárias.
Assim, de quem é a culpa? Da Manuela Ferreira Leite, porque não aumentou os impostos o suficiente para não haver dinheiro para comprar o livro da Carolina.
Ora, perante estes factos, se fizermos umas continhas, podemos chegar a algumas conclusões. Pois bem, com o que é que Luís Filipe Vieira recauchutava os pneus? Exactamente, com o pagamento a Carolina Salgado. Porque é que Pinto da Costa não pagou a edição? Porque não tinha dinheiro. Porque é Carolina Salgado escreveu o livro? Porque não tinha dinheiro. Porque é que o amante da Carolina escreveu o livro? Porque não tinha dinheiro. Porque é que o FCP vai ser campeão com a melhor equipa do campeonato apenas com uns míseros pontos de avanço? Porque não tinha dinheiro. Porque é que o livro foi um recorde de vendas? Porque os portugueses estão cheios de dinheiro e podem gastá-lo para alimentar estes pobretanas: proxenetas e respectivas funcionárias.
Assim, de quem é a culpa? Da Manuela Ferreira Leite, porque não aumentou os impostos o suficiente para não haver dinheiro para comprar o livro da Carolina.
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