7/31/2007

As Sete Maravilhas e Meia de Portugal

A apresentação mediática das 7 Maravilhas de Portugal e do Mundo, levou o Moyle a deixar pousar as águas e a aguardar uma melhor altura para divulgar as verdadeiras maravilhas, aquelas com que os portugueses, não votando, se podem considerar dignamente representados. Reflecte esta lista o ecletismo de Moyle e a tentativa de equilíbrio coerente na escolha das maravilhas (as verdadeiras maravilhas) de Portugal. Poder-se-ia notar uma certa falta de ambição por esta ser uma escolha de maravilhas nacionais e não universais, mas a isso responde-se com duas posições axiológicas. Primeira, o que é bom em Portugal é-o em qualquer parte do planeta (até porque em qualquer ponto do planeta há portugueses). A segunda posição é que esta lista não é concorrente das duas listazecas que por aí correram em votação. Esta, repete-se, não é mais uma lista, esta é “A” lista.
Tentou-se a diversificação do leque de escolhas de forma a enquadrar o maior âmbito paramétrico possível, daí a escolha de lugares, objectos da reunião do antigo e do novo, da natureza à civilização.
Quanto ao resultado, pensa o Moyle que é uma redundância inequívoca, pela unanimidade consensual que irá gerar nos seus leitores.


- Reserva Natural da Ribeira dos Milagres
Exemplo paradigmático da relação simbiótica que as exigências civilizacionais podem estabelecer com a Natureza. Assiste-se, neste espaço privilegiado, à explosão de cores da natureza, que vão de uma paleta enorme de verdes, do miséria ao desmaiado, até ao cinza azulado, com umas pinceladas de puro preto, nas águas. Percebe-se, ostensivamente, o enriquecimento do ar com refinados aromas que gratuitamente as suiniculturas oferecem à Mãe Natureza, em reconhecimento das dádivas generosas desta. Sente-se esta dádiva de gratidão docemente ardendo nos pulmões. Além das cores e dos olfactos, percepciona-se uma mudança lenta, mas inexorável, na fauna local, devido à reconfiguração genética e dos habitats em curso, da qual Darwin ficaria orgulhoso e que os industriais leirienses graciosamente proporcionam. Por este motivo, aliás, pensa-se que a ribeira pode vir a ser o Loch Ness continental.
Pela poesia que infundiu no Moyle, por ser um monumento ao impudor, à falta de vergonha no assumir da relação entre civilização e natureza, a Reserva Natural da Ribeira dos Milagres consta como uma das inequívocas maravilhas nacionais.


- Cadeira do Doutor Oliveira Salazar
Há momentos, há lugares, há objectos que marcam decididamente não só uma mas muitas vidas.
A Cadeira da qual o Doutor Oliveira Salazar caiu em 3 de Agosto de 1968 é um desses objectos. A simbiose entre a sentatória e o sentado era tão profunda que este caiu daquela pela mesma razão que aquela deixou cair este: estavam ambos podres de velhos e tanto o mofo como o caruncho nunca foram famosos pela resistência a esforços. Está, ainda, este objecto associado directamente a um dos Piores Portugueses e a um dos Portugueses Mais Assim-Assim [ver Portugal Hoje - Os 10 Piores Portugueses 10.05.2007 e Portugal Hoje - Os 10 Portugueses Mais Assim-Assim 14.05.2007]. Por outro lado, a cadeira do Doutor Oliveira Salazar, foi directamente responsável pelo fim do resultado fisiológico de então, mas tem uma quota-parte de responsabilidades no resultado fisiológico em vigor. É caso, então, para dizer que mudaram as moscas mas a cadeira é a mesma.


- Balão que levou o Dino
O cor-de-laranja tornou-se tão odioso aos olhos dos portugueses que na Páscoa de 2006 a incidência de gripes e constipações, por falta de vitamina C, disparou astronomicamente para níveis a roçar o epidémico. Quem foi o responsável pela avitaminose que atacou os portugueses? Precisamente aquele “actor” com nome de pastilha elástica cuja personagem se chamava «Dino» na conhecida (mas não reconhecida) série infanto-juvenil-parvónica da TVI, «Morangos com Açúcar».
A entrada do Balão que levou a personagem sabe-se lá para onde (parece que não havia bilhete de regresso) nesta lista é uma questão de mera justiça. A saúde pública e o SNS agradecem, embora as farmacêuticas nem por isso.


- Águas Medicinais da Vialonga
Há mais de dois mil anos que o território actualmente português é reconhecido pelas qualidades (às vezes ditas miraculosas) das suas águas minerais e estâncias termais. São recorrentes em todo o território nacional os vestígios de termas e caldas, desde tempos romanos até ao presente.
Aqui prestamos homenagem a essa qualidade e tradição portuguesas com a escolha para esta lista do «Complexo Termal e Estância de Águas Medicinais da Vialonga». A qualidade das suas águas de cor âmbar tem sorrido em benesses aos portugueses há já longos anos. É absoluta a unanimidade em redor desta escolha, até porque 10 milhões de vezes foram pronunciadas as seguintes palavras exultantes, depois da ingestão da ditas águas: - Ahhh, que maravilha!


- Alheira de Mirandela
Numa lista das maravilhas nacionais preocupou-nos, como de resto mencionado na introdução, o ecletismo, sendo a nossa concepção de maravilha muito mais abrangente (ergo verdadeira) do que a estreiteza de vistas manipulativa dos concursos (melhor seria dizer, das campanhas publicitárias a agências de viagens) em decurso, demasiado positivistas e comerciais para serem credíveis. Assim se explica a escolha desta maravilha nacional. Não haverá português que discorde com a enorme qualidade das verdadeiras alheiras de Mirandela. Acresce ainda o facto de ser gastronomicamente polivalente, podendo ser consumida de várias maneiras. Porém, o mais extraordinário de tudo é que, e existe um estudo de altíssimo mérito científico da Universidade do Porto a comprová-lo, é que a Alheira de Mirandela só pode ser consumida se for previamente cozinhada.
É a ciência a corroborar as escolhas do Moyle.


- Baixo Alentejo durante a semana
Sendo a região menos densamente povoada de Portugal Continental, o Baixo Alentejo merece o epíteto de Maravilha. Os nossos leitores estarão a achar estranho? Têm a sensação de que vos está a escapar algo? Não se preocupem, acompanhem o raciocínio do Moyle. Como se poderá designar uma tão pequena concentração de portugueses? A resposta é simples e óbvia. Uma tão pequena concentração de portugueses só pode ser uma coisa: Uma Maravilha.
Eis, então, a razão da nossa escolha. Lógico, não?


- Aldeia da Luz I
Ao observarmos as reacções dos moradores à transferência para a Aldeia da Luz II, o Moyle é levado a crer que a Aldeia da Luz I (a original, agora submersa) seria o paraíso português na Terra. Senão vejamos.
A aldeia da Luz II tem água canalizada; cada casa tem água quente; instalações sanitárias; cozinhas equipadas; paredes e telhados sólidos; equipamentos sociais de vária ordem; arruamentos alcatroados e mobiliário urbano; um cemitério digno de 1º mundo. Porém, escândalo dos escândalos, não custaram um cêntimo aos moradores, todas estas benfeitorias.
Se o protesto e descontentamento, a insatisfação e as reclamações não cessam, podemos apenas vagamente imaginar como seria a Aldeia da Luz I. O facto da incidência da luz solar na povoação não respeitar completamente os pontos cardeais originais é apenas um fait divers, que apenas se vem juntar à magia, à beleza, ao encanto, a tudo o que fazia da Aldeia da Luz I uma autêntica maravilha.

- Ponte Hintze Ribeiro
Marco de um tempo, de uma visão do mundo, de um estádio de desenvolvimento da engenharia, a ponte Hintze Ribeiro, sobre o Rio Douro, em Entre-os-Rios vem completar a nossa lista de maravilhas. Símbolo, neste momento, da polivalência da oferta turística portuguesa, esta ponte serve agora como referência do chamado turismo de tragédia e da arqueologia industrial da desgraça.
Porém, por motivos óbvios, o acrescento que vem trazer a este rol será sobretudo simbólico. Daí que aqui esteja como uma meia maravilha.

7/10/2007

Enganos e Enganados

Ultimamente, as preocupações com os avanços da extrema-direita surgem com alguma frequência, principalmente através dos meios de comunicação social.
O primeiro facto registado foi a estrondosa vitória de Salazar nas eleições democráticas do melhor português de sempre. A grande preocupação vem do facto de as eleições serem democráticas, pois se ele nunca tinha ganho eleições e esteve no poder quase 40 anos, agora que ganhou…
Segundo facto, grupos de extrema-direita à conquista das associações de estudantes. Este ainda é mais preocupante, pois se há 30 anos o Durão Barroso era um activista de extrema-esquerda, isto quer dizer, por analogia, que daqui a outros 30 anos o Presidente da Comissão Europeia vai ser uma pessoa ligada ao centro-esquerda. Ou seja, tipo um Sócrates mas de centro-esquerda.
Terceiro facto: o cartaz do PNR. É preocupante ver um cartaz daqueles, principalmente se tivermos em conta que aquele senhor, que porventura será um burguês de direita, quer mandar embora do país aqueles que lhe garantem não ter que trabalhar. Reparem, se ele mandasse embora os africanos e os imigrantes de Leste, quem é que lhe construía a casa, com garagem, e reconstruía o monte alentejano que finalmente conseguiu recuperar depois da Reforma Agrária que tinha desapropriado os pais que tinham explorado meio Alentejo? Não o estou a ver a chapar massa, ou a rebocar paredes! Ahh! Pedia à DGS que lhe arranjasse uns quantos burgueses esquerdistas. Pois, só podia!
Quarto facto: o regresso de Paulo Portas. Apesar de não terem sido umas eleições tão democráticas como as do Mestre, mesmo assim, o Paulinho das Feiras conseguiu o regresso à ditadura. Sim é verdade, ele é o dirigente totalitarista de um partido. Vejamos isto através de um silogismo: Paulo é Presidente do PP, Paulo é totalitarista, logo o Paulo é presidente totalitarista do PP. Claro como água.
Quinto facto: as claques neofascistas do Sporting. Mais propriamente a Juventude Leonina. Mas isto é uma distracção das nossas forças policiais. Reparem bem, o Sporting é o clube dos ricos. Só assim pode ser um clube grande ganhando 2 campeonatos nos últimos 27 anos, já a contar com este. O que são os ricos? Conservadores. Os conservadores são de Direita. O que são os filhos dos conservadores de Direita? Radicais de Direita. E o que são radicais de Direita? Extrema-Direita. E onde é que os conservadores de Direita inscrevem os seus filhos para crescerem com os valores contra-revolucionários? Nas juventudes. Qual é a juventude onde os pais ricos do Sporting inscrevem os seus filhos para lhes inculcarem os valores de Direita? Na Juventude Leonina. Falta de atenção da PJ.
Sexto facto: a questão do Museu de Salazar. Afinal o que é que é uma provocação: os seguidores de Salazar fazerem uma romagem ao seu jazigo, ou as pessoas do movimento anti-fascista irem protestar para Santa Comba? Afinal ainda estamos num país democrático, e Salazar ganhou as eleições. O Moyle acha normal querer-se construir um museu sobre o melhor português de sempre. Com certeza que os espanhóis têm um museu sobre os melhores espanhóis, os franceses sobre os melhores franceses. Agora os espanhóis não escolheram por telefone Francisco Franco como o melhor espanhol, nem os franceses o general Pétain como o melhor francês.
Sétimo, e último, facto: a reeleição de Alberto João Jardim. Houve alguém, supõe o Moyle que era o candidato do partido de Manuel Monteiro, que disse que o eterno vencedor das “eleições” na Madeira era um devedor de Marcelo Caetano. Ora, vindo de quem vem, (o Moyle acredita, porque parece alguém a reivindicar aquilo que acha que lhe pertence), parece credível. Mas realmente as semelhanças são muito mais profundas. Os mais velhos devem recordar-se: o que fez Marcelo Caetano para obter do povo português a aprovação da política ultramarina, em 1969? Convocou eleições e concorreu sozinho, quase sozinho. O que fez Alberto João Jardim para obter do povo madeirense a aprovação da sua política ultramarina? Demitiu-se e recandidatou-se sozinho, ou quase sozinho. Não há dúvida, o partido de Manuel Monteiro está bem informado (o Moyle chama-lhe o partido de Manuel Monteiro porque se vai chamar pelas siglas PND ninguém o conhece).
Este surto da extrema-direita preocupa o Moyle, não só por causa destes factos, mas porque a TVI parece estar a perceber as potencialidades deste tema e parece querer incutir nos seus jornalistas um espírito nacionalista de direita conservadora, saudosista. Foi com grande surpresa que o Moyle assistiu a um programa informativo de hora de almoço no dia das eleições em França, no dito canal, e ouviu a jornalista a dizer que os votos dos territórios ultramarinos, franceses claro está, eram muito importantes para decidir o resultado da descarga. Isto colocou uma dúvida existencial ao Moyle: afinal enganaram-nos e só nós é que fizemos a descolonização. Só pode ser. Por isso é que qualquer jogador de futebol pode jogar pela selecção francesa. Está-se a fazer luz. Zidane, Vieira, Desailly, Thuram, e o capitão era o colonialista do Deschamps. E nós fomos atrás dos Ventos de História e demos a independência aos nossos territórios ultramarinos. Hoje podíamos ter o Zé d’Angola a jogar na selecção, ou o Zé Kalanga e, claro, o grande Mantorras.
Das duas uma, ou a TVI está enganada e anda a contratar jornalistas formados na Independente, ou Portugal foi enganado pelo Mundo.

7/02/2007

A Cruz da Cornélia

O Inferno parece não ter fim para Carlos Cruz. As últimas informações conhecidas – estar em segredo de justiça nunca foi impedimento e não ia começar a ser agora – apontam para novas queixas de assédio sexual. A queixosa é a Cornélia – trata-se da filha porque a mãe não enquadra o perfil do acusado – que veio acusar o apresentador, que, lembremos, até teve direito a um boneco da Rua Sésamo, de, e citamos, – «me espremer as tetas descarada e impunemente nos intervalos das gravações, dizendo que tinha sede».

6/25/2007

Na vanguarda

O Moyle tem constatado que nos últimos tempos, devido ao encerramento de algumas maternidades, que alguns partos têm ocorrido nas ambulâncias a caminho da maternidade menos longe. Perante este facto, o Moyle pensou: e então qual será a naturalidade destas crianças quando forem registadas?
A resposta é simples, em vez da freguesia deve passar a ser apontado pelo condutor da ambulância o quilómetro da estrada onde aconteceu o parto. O que nas auto-estradas até é bastante fácil, uma vez que aparecem até os hectómetros, o que dá uma maior precisão à naturalidade do sujeito. E, bem vistas as coisas, é muito mais preciso do que o nome da freguesia.
Imaginemos uma criança que nasce na freguesia de S. Pedro do Estoril. Ora, isto é muito vago. Agora uma criança que nasce entre o nó das Alhadas e o de Montemor-o-Velho, ao quilómetro 7 da A14, demonstra a precisão dos novos nascimentos. Só é preciso dar umas formações aos condutores das ambulâncias para conseguirem apontar os quilómetros enquanto conduzem.
Portugal na vanguarda!


P.S. – O que é curioso é que, agora que se lembraram de encerrar as maternidades e pôr as mulheres a darem à luz nas ambulâncias, é que arranjaram forma de registar as crianças nas maternidades e evitar as sempre aborrecidas idas ao registo civil. Falta, claro está, arranjar funcionários de atendimento móvel que acompanhem os novos nascimentos em andamento. Um verdadeiro Simplex à nascença.
Que sorte têm as crianças do futuro, um país desburocratizado, onde é fácil viver e trabalhar, com que nós todos sonhamos!

6/18/2007

Ela Era Uma Drogada

É verdade, Pinto da Costa só o soube agora, mas a verdade é que Carolina era uma drogada. E não eram umas ganzas de vez em quando, nem uma ervazinha para os nervos. Não, esta senhora, que Mourinho conhecia como a Srª. Pinto da Costa, dava na Coca e chegava a gastar diariamente, segundo um dos seus namorados, cerca de 250 euros. E mais, segundo o autor deste novo best-seller, ela foi paga pelo presidente do SL Benfica para escrever o livro, o que não deixa de ser esquisito, uma vez que foi o próprio Pinto da Costa a oferecer-se para escrever o prefácio e, inclusivamente, pagar a edição da obra.
Ora, perante estes factos, se fizermos umas continhas, podemos chegar a algumas conclusões. Pois bem, com o que é que Luís Filipe Vieira recauchutava os pneus? Exactamente, com o pagamento a Carolina Salgado. Porque é que Pinto da Costa não pagou a edição? Porque não tinha dinheiro. Porque é Carolina Salgado escreveu o livro? Porque não tinha dinheiro. Porque é que o amante da Carolina escreveu o livro? Porque não tinha dinheiro. Porque é que o FCP vai ser campeão com a melhor equipa do campeonato apenas com uns míseros pontos de avanço? Porque não tinha dinheiro. Porque é que o livro foi um recorde de vendas? Porque os portugueses estão cheios de dinheiro e podem gastá-lo para alimentar estes pobretanas: proxenetas e respectivas funcionárias.
Assim, de quem é a culpa? Da Manuela Ferreira Leite, porque não aumentou os impostos o suficiente para não haver dinheiro para comprar o livro da Carolina.

6/10/2007

Portusismos

Há uma dúvida que assalta o Moyle frequentemente, latejando no fundo da consciência, exactamente onde o super ego dita as regras e a fronteira do controlo racional foi há bastante ultrapassada. É um daqueles imbróglios mentais, uma dor de alma, algo tão dilacerante que roçará o que o Inferno dos cristãos deve ser. Mais, magoa claramente, corrói as entranhas, nunca ninguém o haver perguntado antes. Aqui vai: se Portugal se chamasse Portusal, os Tugas passariam a Tusas?

6/04/2007

Apoio Incondicional a Salazar

As televisões têm anunciado cada vez mais notícias de apoio a Salazar. Pois bem, o Moyle, para não se ficar atrás, vem prestar esta homenagem ao estadista e ao ditador. Primeiro, pela sua bonita vitória no maravilhoso programa dos grandes portugueses. Houve, no entanto, duas personalidades/personagens que não se enquadraram na votação: Mário Soares e Álvaro Cunhal. Mário Soares porque ainda há bem pouco tempo perdeu as eleições para Cavaco Silva. Se nem ao Cavaco ele ganhou, como é que queria ganhar ao Salazar? Álvaro Cunhal porque nunca ganhou nada que se visse, a não ser umas borracheiras no Avante. Por esta ordem de ideias, até o Santana Lopes podia estar na corrida dos «10 Grandes Portugueses».
Mas, voltando a Salazar, o Moyle gostava de afirmar aqui o seu apoio, agora que está morto, de modo a que não volte. O Moyle apoia-o no cargo que ocupa actualmente, pois está a fazer um trabalho brilhante à frente do Jazigo de família. Parabéns Salazar, demorou a perceber qual era o seu verdadeiro lugar, mas depois da demanda, qual Cálice Sagrado, encontrou-o, esperemos que perpetuamente. Viva Salazar (agora)!

6/01/2007

Um Ano de Moyle

Tendo em consideração os aspectos significantes e operativos que caracterizam axiologicamente aquilo a que se convencionou chamar, levianamente sugeriríamos, “cultura” portuguesa, cremos ter algo a acrescentar a esse mesmos aspectos.
Sintomaticamente lúgubre, soturna e, só por logro, carnavalesca, essa nossa “cultura” precisa de um tsunami e nós queremos ser o seu Martunis.
No que concerne a uma eventual rotulação do nosso/este trabalho/proposta criativa, lembraríamos que os silogismos são frequentemente falaciosos, razão pela qual, queremos afirmá-lo, somos apenas “Moyle”. Esta pequena palavra, etimologicamente hebraica e ligada ao acto de cortar, reflecte, antes de mais, um estado de espírito que, pela sua abrangência e dimensão universal, queremos divulgar como profetas de um proselitismo da incongruência axiomática e de um universalismo militante. Um velho exemplo da sabedoria popular portuguesa, esse profundíssimo repositória de máximas marcantes, em que o significado nem sempre é o significante e vice-versa, lembra-nos a história daquele infeliz que chorava todos os dias por uma bicicleta e que, ao não ser atendido no seu clamor, desesperado com a vida, deixou de comer laranjas.
Veja-se, a partir do previamente enunciado, que é este o nicho ecológico/cultural que queremos ocupar. Queremos a bicicleta, mas não desprezamos laranjas.
Vimos, então, por este meio, sugerir/propor a Vossas Excelências, nas vossas infinitas: bondade, capacidade de visão, bem, talvez alguma pena, e espíritos crítico e empreendedor, que nos concedam um lapso do vosso tempo, a ser animado por nós, de forma a participarmos em conjunto, nós e vós, os criadores do Moyle e a vossa atenção, num mesmo movimento, numa imensa e poderosa vaga de revolução na “cultura” portuguesa. Garantimo-lo, a revolução que pretendemos não mudará absolutamente nada, por ser sobre absolutamente nada.

5/20/2007

A linguagem virtualmente virtual de alguém virtual, que virtualiza a virtualidade

O Moyle gostava que alguém dissesse ao Sr. Primeiro-Ministro, o pseudo-engenheiro Sócrates, que a língua portuguesa não se muda como o Durão Barroso mudou de ideologia. Quando o Moyle ouviu o pseudo-engenheiro a dizer a palavra «bota-abaixistas», pensou que estava a falar dos seus pseudo-colegas que reconstruíram a zona do Bota-Abaixo em Coimbra. Mas não, ele referia-se aos maldizentes, cujo termo popular é os do “bota-abaixo”. Elevando este termo a ideologia ou corrente seguida por outras pessoas, o pseudo-engenheiro classificou, ex nihilo, essa corrente de pensamento. Mas será que Edite Estrela vai aprovar este acrescento à língua portuguesa? Bota-abaixismo, hummmmm, talvez não.
Sr. pseudo-engenheiro, tenha cuidado com a linguagem, pois as pessoas podem começar a acreditar que a sua licenciatura é mesmo uma fraude. Será? E o Sr. Dr., ou melhor, Prof. Doutor Arouca, esse professor brilhante, será que não lhe ensinou língua portuguesa? Ah! Pois, essa era uma das 2 cadeiras que ele não leccionava, na Universidade. O Moyle propõe que o Sr. pseudo-engenheiro, nos seus tempos livres, possa participar na construção de uma nova televisão pública, com a reedição da série As Lições do Tonecas, desta feita com o Sr. Sócrates no papel do actor Luís Aleluia. Devia ser bonito! E não era preciso gastar tempo em guiões, bastava que o Sr. pseudo-engenheiro falasse. Que belos serões na televisão pública!

5/14/2007

Os 10 Portugueses mais Assim-Assim

Esta lista, pela tectónica matricial em que se compreende a sua sustentação axiológica, é, efectivamente, a ilustração representativa do “portuguesismo”. Os portugueses são, na realidade, mestres na arte do não comprometimento – que elevaram, aliás, a filosofia nacional – fruto de séculos de aprendizagem e de luta passiva contra o estruturalismo das conjunturas anunciadas, sobretudo se estas forem depressivas.
Eis, portanto, que, muito para além da esterilidade maniqueísta imanente ao dualismo Melhor vs Pior, que não deixa de ser um exercício dialéctico curioso, oferecemos a listagem de “Os Portugueses”, eivada que está do dualismo bom/mau, que redunda num, retumbantemente português, TALVEZ. Assim se encontraram os portugueses Assim-Assim, os que oferecem mais dúvidas, os indefiníveis, em suma, os que mais perfeitamente se enquadram num inequívoco e afirmativo TALVEZ.

10º
Sertório
– Sendo um Ícone, entre outros, da resistência lusitana à invasão e opressão, numa época em que nem sequer havia ainda Portugal (sendo um enorme manifesto da predestinação histórica portuguesa), um dos primeiros heróis portugueses não era português, nem era grande herói pois desertou daqueles que passou a combater. Vira-casacas avant garde


Infante D. Henrique
– Visionário, ofereceu a Portugal a independência financeira através do comércio transoceânico, no que poderia ser considerado um dos génios protectores de Portugal. Mas, por outro lado, morrer velho, solteiro, dado à religião e, ao mesmo tempo andar a sonhar acordado com marinheiros, não quererá dizer alguma coisa acerca desta figura histórica?


Amália Rodrigues
– Além de não dever ter continuado a cantar para lá dos 40 anos, não é que a voz do regime, que o fazia vibrar com melodiosos trinados estava, afinal, de panelinha com a vermelhice e o Barreirinhas? Quem diria… Quem disse que não se pode servir Deus e o Diabo ao mesmo tempo?



Fernando Pessoa
O génio de Fernando Pessoa manifesta-se em não se manifestar. Estas palavras de Almada Negreiros, por si só, justificam a entrada do visado por elas nesta lista, até porque nem são sim, nem sopas Tudo bem que o senhor era um génio, e tal… Mas aquela “história” com o Mário Sá-Carneiro continua mal contada. Mas tudo isto, se calhar, são boatos e o Moyle está a ser injusto. Talvez Fernando Pessoa não tivesse nada a ver com o assunto e fosse o Álvaro de Campos a gostar de iogurte quente nas costas


Jorge Sampaio
– Provavelmente, o último político português de rosto humano (reparem na ambiguidade paradoxal desta afirmação) nas muitas décadas que estão para vir. Parece que foi Assim para o Santana Lopes e Assado para o Ferro Rodrigues. Em Off-record: Linchou o putanheiro e o pedófilo, e foi buscar o paneleiro (isto pelo que dizem, que o Moyle não alinha em desmandos gratuitos com a vida privada das pessoas).


D. Miguel de Vasconcellos
– Esconder-se no armário valeu-lhe, totalmente de bónus, uma defenestração. Não havia no século XVII sindicatos bancários, seguradoras, TVI, nem Beira-Mar, mas já havia gajos que aproveitavam a cunha para entrar na administração espanhola, tudo em nome dos interesses, únicos e exclusivos, dos portugueses, claro. O Moyle aprecia as vanguardas, sobretudo as com três séculos e meio de avanço. A dúvida consistiu entre esta personagem e Pina Moura, mas optámos pelo original, em detrimento da cópia.


Paulo Portas
– De manhã uma palmadinha no ombro, à tarde uma facada nas costas (tanta prosápia e não serviu de nada, pois não Marcelo?) e à noite uns loiros caracóis a ondular no jardim do marido da Rainha Vitória. Não poderíamos deixar passar em claro aquele timbre de voz e a dentição à Catarina de novo, e ao ataque. E os três submarinos comprados para o Museu da Marinha? Um verdadeiro homem de cultura…


D. Sebastião
– Se não fosse D. João IV, constaria da lista dos “10 Melhores Portugueses”, pois foi o primeiro verdadeiro sindicalista do mundo, mesmo muito antes de Marx e companhia, uma vez que foi o que começou a luta para que hoje tivéssemos um ordenado mínimo de quase o dobro do que temos, e a culpa, repetimo-lo foi do D. João IV, que se armou em patriota. Para além disso, não consta desta lista por se preconceptualizar, à boca pequena, a sua possível bichanice (o que faria dele imediatamente uma figura Assim-Assim). Deu, antes do tempo, o retrato de Portugal. Um gajo competente, mas que a partir de certa altura notou que só “lá fora” é que tinha e hipótese de fazer vida, dando o valioso exemplo para o futuro. O senão é que os que não foram ficaram a arder com a conta


Alberto João Jardim
– Antigo estudante de Coimbra, tinha a obrigação de conhecer o texto de Antero Quental Bom Senso e Bom Gosto (os 10 anos que lá passou davam perfeitamente, e como de certeza que não estava a estudar…), que pelo título parece ter sido escrito expressamente a pensar no Presidente ad aeternum da RAM. Mas, por outro lado, chamar bastardos, perdão, filhos da puta, aos jornalistas e governantes portugueses diz-nos que dentro daquelas cuecas no Carnaval não anda só banha acumulada. Ele merecia o primeiro lugar, mas para os nossos leitores não pensarem que o padrinho tinha tido alguma influência na votação, o que seria mais uma escandaleira no Continente, nós pedimos-lhe permissão para o colocar em segundo lugar.


O Tão Esperado maior português de sempre (por ser assim-assim):
Marcello Caetano
Evolução na Continuidade? Mas em que raio estaria Marcello Caetano a pensar? Era a gozar não era? Talvez só para experimentar a reacção do pessoal? Para umas gargalhadas ministeriais? Marcello (estes gajos eram tão patriotas que até acrescentavam consoantes aos nomes verdadeiros para não se saber no estrangeiro que eram portugueses) conseguiu aquilo que todos os políticos depois da Evolução, perdão, Revolução, tentaram mas não conseguiram, ou seja, fazer merda na governação e ser recompensado com uma reforma dourada num paraíso tropical, sendo que, os políticos actuais só conseguem 50% desse objectivo.

5/12/2007

Os 10 Melhores Portugueses

Este conjunto de Personalidades sintetiza a psique colectiva portuguesa, sendo que o facto de apenas constarem duas mulheres não faz desmerecer a representatividade do mesmo. Em Portugal, as mulheres são mais machistas do que os homens, seja lá o que for o que esta expressão quer dizer.
O Moyle poder-se-ia escudar numa expressão enigmática como grupo de amostragem, de forma a não se comprometer, mas não é esse o caso. Esta é a lista que melhor, mais correcta e completamente preenche os critérios aprioristicamente estabelecidos.
Pedimos, então, aos portugueses, que façam um esforço de subjectivação objectivante e relacionem os traços característicos das personalidades escolhidas com os factores identificadores da luso-idiossincrasia, isto é, o ser/estar dos portugueses no mundo, e vejam se as correspondências não são gritantes.

10º
Carolina Salgado
– O carequita mirrado, que mora numa ilha com nome amaricado em Espanha, ganhou o Nobel com a 4ª classe e foi a apoteose. E a Carolina? Não ganhando (nem a isso arriscando) qualquer prémio, conseguiu dois feitos notáveis que o vaidoso canário nunca conseguirá. Em primeiro, a alegria de seis milhões (ou mais, bem mais) de pessoas e, em segundo, calar a irritante verborreia do antigo director da secção de hóquei do FCP (que até agora nunca ninguém tinha conseguido/arriscado fazer). Tudo isto vindo da profissão mais antiga do mundo, sendo menos considerada, mas mais importante que a daquele tipógrafo comunista. De referir que não fomos subornados para prejudicar Carolina Salgado. Desmentimos com todos os dentes que temos na boca que não recebemos qualquer tipo de fruta fresquinha, ou café com leite, porque o Moyle disse logo ao Sr. Araújo que não apreciava muito brasileiras ou africanas, principalmente de cor. Talvez uma cerejita moldava…


D. João V
– O homem mais rico da Europa do seu tempo, senhor e mandador absoluto, com um “quintal” que ia de Mafra a Copacabana, cujas moradias eram absolutos palácios. Longos caracóis, sedas e salto alto são pormenores de um verdadeiro macho que se pelava por papos de anjo, e não estamos a falar de pastelaria. O gostinho especial do monarca por freiras, com a inegável reciprocidade (que o diga a Madre Paula de Odivelas), deu sentido ao que não tinha sentido, que é o desperdício voluntário e impune de mulheres.


Brites de Almeida
– A padeira de Aljubarrota é uma figura obrigatória, embora politicamente incorrecta nestes tempos de iberismo disfarçado, ou nem sequer isso. Foi escolhida precisamente por matar castelhanos e outras defecações assim. Não fez aquilo que facilmente poderia ter feito, até por maioria de razão, que era levantar o saiote e alçar o rabinho e que é, precisamente, o que governantes e empresários portugueses fazem hoje, com um sorriso. Mudam-se os tempos…


Manuel Luís Goucha
– Herói nacional, de cada vez que aparece a Teresa Guilherme na televisão merece mais um bocadinho esta distinção. Ufanam-se os portugueses da sua coragem, ora aí está ela levada ao paroxismo. Olhando actualmente para esta figura, não podemos deixar de considerar, porém, que os danos terão sido efectivamente irreversíveis. Toma Manuel, este totalmente merecido doce sem açúcar que te oferece o Moyle.


Gajo Careca da Quercus
– Se o cão é o melhor amigo do Homem, este homem é o melhor amigo do Sobreiro. Liderar uma organização chamada Quer cus e ter uma cabeça a lembrar um falo não é desprimor para ninguém. Viaja muito, passa a vida na TV, para onde é convidado (não se cola a dar opinião como a maioria) e manda mais que qualquer PM, porque mesmo o bach… Engenheiro baixa a bolinha perante os EIA (Estudos de Impacte Ambiental).


Nando
- Muitos se interrogam: quem é o Nando? O Moyle considera-o digno de abrir o Top 5 dos “10 Melhores Portugueses”. Pois bem Nando, é possuidor da maior verruga que se conhece em Portugal e a segunda maior do mundo, atrás de Lemmy, o vocalista da banda de Hard Rock, Motörhead. Para além disso, Nando é a pessoa que dá mais entrevistas sobre futebol em Portugal, tendo por isso acesso gratuito a todos os estádios deste país. Dizem que ele é maluco. Realmente é a única pessoa que hoje ainda era capaz de beijar o Fernando Santos, e se calhar com mais intensidade e com mais língua que a própria esposa. Nando é o emplastro, e malucos somos nós…


D. Duarte Pio
– Toda a gente em Portugal tem a mania que é da fidalguia por origem. Este senhor tem a certeza, para além da dúvida razoável. Os portugueses têm alma de agricultor, como se pode ver pela maioria dos comportamentos sócio-culturais. Esta personalidade faz da agricultura modo de vida, com licenciatura e tudo. O bigodinho luso não falta. Mas não é por essa razão que consta tão insigne personalidade na lista dos melhores portugueses, mas sim pelos seus verdadeiros e menosprezados méritos. Com 50 anos, 3 filhos (sem gémeos) em coisa de 6 meses é obra, o que lhe assegurou a entrada no Hall of Fame.


Bocage
– Única figura profana a ter uma mitologia própria, o ecletismo de Bocage fica perfeitamente vincado no facto de haver anedotas e historietas sobre o poeta que se passam durante o Estado Novo. Além dos méritos avaliados teleologicamente, há que realçar as virtudes desta figura ainda em vida que, qual Cristiano Ronaldo da Língua Portuguesa, exprimiu da seguinte maneira:
[…] Lavre-me este epitáfio mão piedosa:
Aqui dorme Bocage, o putanheiro;
Passou vida folgada e milagrosa;
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.
Sendo Modelo de vida, escreveu como se vivendo sob o governo Sócrates. Visionário, portanto.


Zezé Camarinha
– Justificação? São aos milhares e de dezenas de nacionalidades. O role model dos Homens portugueses (bigodinho incluído), faz pela vida, “fazendo-o” pela vida fora. O direito de antena que muitas vezes recebe é justificadíssimo e se alguém fez por merecer foi o Zezé. Este criativo da língua (deu à expressão puta crime novos e mais abrangentes horizontes), fez mais pela promoção do Algarve que as dezenas de milhões enterradas no Vá para fora cá dentro. Para além disso, na História, é o único português que conseguiu comer inglesas e encornar os ingleses, coisa que eles nos têm vindo a fazer desde o tratado de Windsor, pelo menos.


E, finalmente, o melhor português de todos…

Pinto da Costa
– Manda, pode, faz, diz, põe, dispõe, dirige, presidenta, reina, impera, doutrina, comenta, ironiza e, finamente, declama… Mais adjectivos para quê? Para viver não é preciso saber, é preciso o número de quem sabe. E a Judite do Porto é que sabe (isto falando de buscas e detenções). Odiado por muitos, o papa do Douro Atlântico, é invejado exactamente pelo mesmo número de pessoas que não desdenhariam ser como o objecto odiado (é tipo Síndroma de Estocolmo, claro que sem qualquer ligação entre as duas coisas). E não é que a cereja romena é mesmo melhor que a moldava?!!

5/10/2007

Os 10 piores portugueses

É verdade, o Moyle vai proceder à apresentação dos 10 piores portugueses de sempre, escolhidos de entre um leque de escolhas absolutamente único a nível mundial. Aliás, pensamos mesmo que os piores portugueses estão para nós como os jogadores de futebol estão para o Brasil. Daí que tenha sido muito difícil fazer esta escolha e por isso esclarecemos desde já os métodos avaliativos, que se baseiam unicamente num método altamente sofisticado, ao nível do CSI – Miami, em que a única diferença está, precisamente, no método. Assim, o processo avaliativo assenta no conceito de mau e daí derivando para os “piores”.
Não nos queremos alongar em mais explicações técnicas sobre os métodos de avaliação, que provavelmente os nossos leitores não conseguirão compreender, pela sua especificidade. Vamos então começar pela apresentação.
10º:
- Gomes da Costa: por obrigar 8 mil militares a peregrinar de Braga até Fátima e não saber o caminho. Só parou quando chegou a Lisboa e percebeu que a Assembleia da República não era a Capela das Aparições.
9º:
- D. João I: por ter começado a Guerra Colonial, porque não foi só o Salazar. Ah, e tal o Salazar é que mandou o pessoal para o ultramar. Ele é inocente, porque só mandou o pessoal para lá porque havia colónias, se não houvesse não os tinha mandado para lá. E quem é que começou a expansão? Coijo.
8º:
- Salazar: para não se ficar a rir do D. João I. Mas também por ter caído da cadeira e ter ficado incapacitado por essa queda. Andava a jogar à Cabra Cega, ou quê? Se era para cair assim que tivesse caído em 1927.
7º:
- Mário Soares: também para não se ficar a rir do Salazar. E, principalmente, por querer participar no Dakar na classe de tartarugas, tendo inclusive o Estado português patrocinado um treino intensivo nas Galápagos, acabando por desistir antes mesmo da prova.
6º:
- Irmã Lúcia: por ter sido a pessoa que no mundo mais tempo levou para largar a dependência de drogas alucinogénicas. Esteve enclausurada durante toda a vida, tendo mesmo recebido a visita do Papa para a convencer a largar as drogas, tudo sem sucesso.
5º:
- Maradona: (por falar em drogas), a escolha é feita precisamente por não ser português. (A personalidade que era para ficar neste lugar era José Castelo Branco, mas não pode entrar no concurso por haver grande probabilidade de não ser português(a), na verdade é mesmo impossível que ele(a) seja português(a)).
4º:
- Spínola: é o mais fuinha de todos os portugueses, de sempre. O cúmulo era nunca comprar armação para os óculos e ainda, para poupar mais um bocado, comprava só uma lente.
3º:
- Otelo Saraiva de Carvalho: por ter oferecido cursos completos sobre terrorismo aplicado ao Bombismo, ou vice-versa, ou não.
2º:
- Odete Santos: por ter abraçado a carreira política em detrimento de uma promissora carreira como modelo. (Cremos que teria sido melhor modelo do que política).
E o pior de todos os portugueses é (suspense):
1º:
Secretário: por unanimidade Carlos Secretário, o ex-futebolista do Real Madrid, que chegou a jogar no FC Porto e há mesmo provas de que jogou na Selecção Nacional. A escolha recaiu pelo seu contributo internacional, mais propriamente no Extremo-Oriente, para a degradação do homem português, na sua virilidade de macho-latino, é verdade que a Paula não era nenhuma modelo, mas daí a ficar-se nas covas

5/06/2007

Os 10 Grandes Portugueses

Considerando-se uma opinião válida sobre Portugal e os Portugueses em geral e o Mundo em particular, O Moyle não podia deixar em claro esta oportunidade de manifestar a sua posição sobre um assunto que tem trazido o país em polvorosa, e vai daí talvez nem tanto, muito pelo contrário. O assunto é, como não podia deixar de ser, o “concurso” Grandes Portugueses.
Parte-se do princípio de que logo o título é errado. Tirando uma ou outra notável excepção, os portugueses são pequenos (e podem começar a extrapolar a partir daqui). É parte da definição etimológica de Portugal. Por isso, o Moyle oferecerá a visão definitiva sobre o assunto, apresentando três listas diferentes de portugueses alinhados pelos critérios, agora sim válidos, de “Melhores Portugueses”, “Piores Portugueses” e “Portugueses Assim-Assim”. Ao chamar ao programa “Grandes Portugueses”, ficou manifesta, precisamente, a vontade de não comprometimento que caracteriza os portugueses.

Deus é bom, mas o Diabo também não é mau de todo.

O Hino Nacional dever-se-ia intitular Mas, em vez de um ambíguo A Portuguesa, sendo que o refrão/mote passaria a ser ...se calhar, em vez de ...às armas. Mesmo a bandeira parece estranhamente arrojada para o portuguesismo, fruto claro de época de arrebatamento inconsciente. Um pano branco (cor que não pode ser associada a grande coisa) seria a bandeira ideal se fosse escolhida hoje. Talvez umas reticências a meio, se não fosse demasiado conspícuo, ou se calhar daqui a uns anos, em fundo azul, umas setas amarelas a apontar para o centro do pano, quando aparecer o D. Sebastião montado por algum garanhão negro…
Não precisando de se justificar, o Moyle apresenta os seus critérios de escolha para que sejam clarificados os meandros do processo da mesma. Estes critérios assentaram, precisa e basicamente, na falta deles, do que resultaram escolhas tão criteriosas como a apresentada pela RTP. Este top ten foi escolhido pela maioria democrática e qualificada das massas com telefone, ao passo que o escol do Moyle é igualmente desprovido de coerência, tanto interna como externa.
As três listas serão apresentadas por ordem crescente de representatividade do que foi convencionado empiricamente considerar-se o portuguesismo, a psique colectiva lusa, a nacional consciência, o que lhe queiram chamar. Portanto, começaremos pelos 10 piores portugueses, seguindo-se os 10 melhores portugueses e, finalmente, os mais portugueses de todos, os 10 portugueses assim-assim, e que por isso são também os melhores portugueses.

4/26/2007

O Barrete Chileno (Baseado em Factos Verídicos)

Ao visionar um jogo de futebol da Liga Fantástica (a espanhola claro), entre o Real Madrid e o Gimnástic de Tarragona deu-se o seguinte “diálogo” entre os comentadores da Sporttv e os pensamentos do Moyle, que passaremos a transcrever.
Ao referirem, os comentadores, a presença em campo de um jogador chamado Pinilla, o Moyle pensou:
- Será o gajo que esteve no Sporting C.P.?
Pouco tempo decorrido, disseram os comentadores que Pinilla era seguramente um dos melhores elementos do Nástic, ao que o Moyle, em pensamento, reagiu:
- Não, não é ele de certeza!
E não era mesmo.

4/20/2007

De Asnos e Burros

A argúcia do Moyle foi novamente posta à prova pela nossa sociedade/cultura/mercado falaciosos e estupidificantes e os resultados foram de suma cum laude, isto sem embandeirar em arco. Não serve este intróito nenhum propósito, parecendo apenas ficar bem aqui.
Chamou a atenção do Moyle um anúncio televisivo a uma conhecida instituição bancária, que tem merecido powerplay por parte dos vários canais de televisão portugueses, mostrando onde anda o dinheiro esmifrado aos tristes que apenas ambicionavam ter casa própria.
No referido anúncio vê-se que um serralheiro (pelo menos depreende-se ser esta a profissão do senhor pois o seu nome é Qualquer Coisa Faz-Cancelas) aparece montado num burro, que se recusa obedecer-lhe e a seguir para onde lhe é indicado e que dá pelo nome de Euribor (de facto, chamasse-se ele Défice e ninguém daria conta). Além da natural curiosidade provocada por ver um asno montado noutro, a atenção do Moyle focou-se nos notáveis paralelismos entre este e um outro episódio, que atingiu notoriedade em Portugal, ocorrido nos alvores da época futebolística.
De facto, o Moyle acredita ter sido o anúncio inspirado em Fernando Santos montado num burro, repetindo-se o esquema de um asno sobre outro, que recusava obedecer-lhe e encaminhar-se para onde o Sr. Engenheiro desejava, burro esse, por sua vez, denominado Losango.
As diferenças residem em pormenores, nomeadamente no facto de, na primeira situação descrita o “Asno Serralheiro” acabar montado num cavalo feito de pau, ao passo que, na segunda situação, o “Asno Engenheiro” ter transformado o burro num cavalo de pau feito, isto na óptica dos adversários.
No fim da época se verá qual das conclusões foi a mais acertada e quem é que afinal passou de cavalo para burro, ou se Fernando Santos não acaba debaixo do seu próprio cavalo, até porque Prognósticos só no fim.

4/15/2007

Está tudo no Marketing

Passou-se o dia 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, mas não passou a possibilidade de abordagem. É um dia muito bonito, principalmente para os gerentes de drogarias, floristas, ou, simplesmente de hipermercados. E tudo está relacionado com um bom director de Marketing. A verdade é que o S. Valentim tinha um excelente director ao contrário de, por exemplo, o que aconteceu ao S. Sebastião que continua todos os anos a sair à rua cravado de setas, com uma tanga, e atado a um tronco. Está mais que visto que isto não vende.

4/10/2007

Por favor, ajudem o Major

É uma vergonha o que estão a fazer com o Sr. Major Valentim, aquele senhor que saiu à rua de robe, que mais parecia uma zebra. O que com certeza as pessoas não sabem é que essa bonita peça de vestuário foi uma oferta da ex-esposa do Presidente do FêCêPê, de quando esta desfilava nas passerelles do Sr. Reinaldo Teles. Era na realidade o robe que ela usava sempre, da pista até ao camarim. Mas voltando ao Major, então não é que a justiça entendeu mal as palavras do Sr. Presidente da Câmara de Gondomar, da Assembleia-Geral da Liga de Clubes, do Metro do Porto, da Junta Metropolitana do Porto, (parece o nome do filho do Duque de Bragança). É que quando disse que queria ir a julgamento para limpar o seu bom-nome, é óbvio que ele se referia a um plebiscito local que tencionava fazer ao povo de Gondomar, depois de um jantar grátis nos bombeiros, com direito a café e xiripiti, a todos os cidadãos do concelho. Era durante esse jantar que ele queria promover o julgamento perante o povo e limpar o seu bom-nome. O juiz, como não sabia deste acto social a promover pelo Sr. Major, inventou uns 26 crimes para que ele fosse a julgamento limpar o seu bom-nome.
É preciso um juiz ter lata para fazer uma coisa destas. Um cidadão quase anónimo, que sempre primou pela correcção exemplar de um autarca, que é Major reformado quase desde a recruta por bons serviços prestados à Pátria (o Moyle não conseguiu averiguar se chegou a ser agraciado com a grande Cruz da Torre e Espada, mas se não foi devia), como por exemplo dirigir a messe, desviar géneros dessa messe para os vender fora dos serviços militares, entre outros serviços beneméritos que o Moyle é, apesar de tudo, demasiado pequeno para enumerar.
E agora vem uma qualquer magistrada com ar de louca, com a cara toda borratada, o cabelo mais pintado do que foi operada a cara do Michael Jackson, e um qualquer juiz de meia tigela, sentar no banco dos réus este digníssimo cidadão (ah, se fossem todos como ele, que belo país este seria!!!). O Moyle propõe elaborar um abaixo-assinado para revogar todos os crimes de que é acusado.
Por favor, ajudem o Sr. Major a limpar o seu bom-nome!

4/02/2007

Dili no Cinema II

Como o Moyle anunciou há uns meses [ver PORTUGAL HOJE – Dili no Cinema 30.12.2006] aquando do início da rodagem do filme sobre Bruce Lee em Timor, parece que a película começa agora a entrar na fase final. Na cena final, que foi rodada nas últimas semanas, o Major Reinado tenta, com cerca de 30 homens, invadir a cidade à guarda da empresa de segurança Lee & Filho, composta por duas pessoas, o mítico Bruce Lee e também o seu filho, Brandon.
Obviamente, a Columbia Pictures não nos quis adiantar o desfecho da cena, mas adivinha-se muita porrada, pescoços partidos, saltos mortais, GNR a morfar camarão tigre à espera que a empresa de segurança resolva o problema, forças australianas a ameaçarem invadir o território se Bruce & Filho não conseguirem resolver o problema dentro do prazo estabelecido, enfim, esperemos para ver mais este sucesso de bilheteira, ou, se quisermos alinhar numa de pseudo-intelectual, blockbuster.

3/26/2007

Sede de Poder

Para quem diz que Mário Soares é um dependente de Poder, ficou provado, no dia 11 de Fevereiro, que, afinal não passam de difamadores os que dizem tais coisas. A verdadeira sede de poder demonstrou-a Jorge Sampaio que mal viu que havia uma vaga, lá foi ele para Presidente de Mesa de Voto. Sinceramente, enquanto o Dr. Mário Soares descansava na Fundação, estava o Dr. Jorge Sampaio outra vez agarrado ao poder numa escola primária e, ainda que só por um dia, não deixou de matar saudades.

3/19/2007

Evita Perón e Sócrates

O Presidente do Sindicato dos bancários acusou há já algum tempo o Governo de José Sócrates de ser peronista, devido ao anúncio de ultrajantes medidas que obrigariam os bancos a contribuírem para o país. Isto levanta duas questões.
Se Sócrates é Perón, quem será a Evita Sócrates? Lembramos só que a Madonna tem mais que fazer e demarcamo-nos desde já dos boatos sobre a sexualidade de Sócrates levantados durante a campanha eleitoral (até porque o Diogo não sabe cantar).
E quem será o Videla que vai derrubar o peronismo português e quando o fará?
Para quem acredita em coincidências históricas, aqui está algo em que pensar.