4/20/2007

De Asnos e Burros

A argúcia do Moyle foi novamente posta à prova pela nossa sociedade/cultura/mercado falaciosos e estupidificantes e os resultados foram de suma cum laude, isto sem embandeirar em arco. Não serve este intróito nenhum propósito, parecendo apenas ficar bem aqui.
Chamou a atenção do Moyle um anúncio televisivo a uma conhecida instituição bancária, que tem merecido powerplay por parte dos vários canais de televisão portugueses, mostrando onde anda o dinheiro esmifrado aos tristes que apenas ambicionavam ter casa própria.
No referido anúncio vê-se que um serralheiro (pelo menos depreende-se ser esta a profissão do senhor pois o seu nome é Qualquer Coisa Faz-Cancelas) aparece montado num burro, que se recusa obedecer-lhe e a seguir para onde lhe é indicado e que dá pelo nome de Euribor (de facto, chamasse-se ele Défice e ninguém daria conta). Além da natural curiosidade provocada por ver um asno montado noutro, a atenção do Moyle focou-se nos notáveis paralelismos entre este e um outro episódio, que atingiu notoriedade em Portugal, ocorrido nos alvores da época futebolística.
De facto, o Moyle acredita ter sido o anúncio inspirado em Fernando Santos montado num burro, repetindo-se o esquema de um asno sobre outro, que recusava obedecer-lhe e encaminhar-se para onde o Sr. Engenheiro desejava, burro esse, por sua vez, denominado Losango.
As diferenças residem em pormenores, nomeadamente no facto de, na primeira situação descrita o “Asno Serralheiro” acabar montado num cavalo feito de pau, ao passo que, na segunda situação, o “Asno Engenheiro” ter transformado o burro num cavalo de pau feito, isto na óptica dos adversários.
No fim da época se verá qual das conclusões foi a mais acertada e quem é que afinal passou de cavalo para burro, ou se Fernando Santos não acaba debaixo do seu próprio cavalo, até porque Prognósticos só no fim.

4/15/2007

Está tudo no Marketing

Passou-se o dia 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, mas não passou a possibilidade de abordagem. É um dia muito bonito, principalmente para os gerentes de drogarias, floristas, ou, simplesmente de hipermercados. E tudo está relacionado com um bom director de Marketing. A verdade é que o S. Valentim tinha um excelente director ao contrário de, por exemplo, o que aconteceu ao S. Sebastião que continua todos os anos a sair à rua cravado de setas, com uma tanga, e atado a um tronco. Está mais que visto que isto não vende.

4/10/2007

Por favor, ajudem o Major

É uma vergonha o que estão a fazer com o Sr. Major Valentim, aquele senhor que saiu à rua de robe, que mais parecia uma zebra. O que com certeza as pessoas não sabem é que essa bonita peça de vestuário foi uma oferta da ex-esposa do Presidente do FêCêPê, de quando esta desfilava nas passerelles do Sr. Reinaldo Teles. Era na realidade o robe que ela usava sempre, da pista até ao camarim. Mas voltando ao Major, então não é que a justiça entendeu mal as palavras do Sr. Presidente da Câmara de Gondomar, da Assembleia-Geral da Liga de Clubes, do Metro do Porto, da Junta Metropolitana do Porto, (parece o nome do filho do Duque de Bragança). É que quando disse que queria ir a julgamento para limpar o seu bom-nome, é óbvio que ele se referia a um plebiscito local que tencionava fazer ao povo de Gondomar, depois de um jantar grátis nos bombeiros, com direito a café e xiripiti, a todos os cidadãos do concelho. Era durante esse jantar que ele queria promover o julgamento perante o povo e limpar o seu bom-nome. O juiz, como não sabia deste acto social a promover pelo Sr. Major, inventou uns 26 crimes para que ele fosse a julgamento limpar o seu bom-nome.
É preciso um juiz ter lata para fazer uma coisa destas. Um cidadão quase anónimo, que sempre primou pela correcção exemplar de um autarca, que é Major reformado quase desde a recruta por bons serviços prestados à Pátria (o Moyle não conseguiu averiguar se chegou a ser agraciado com a grande Cruz da Torre e Espada, mas se não foi devia), como por exemplo dirigir a messe, desviar géneros dessa messe para os vender fora dos serviços militares, entre outros serviços beneméritos que o Moyle é, apesar de tudo, demasiado pequeno para enumerar.
E agora vem uma qualquer magistrada com ar de louca, com a cara toda borratada, o cabelo mais pintado do que foi operada a cara do Michael Jackson, e um qualquer juiz de meia tigela, sentar no banco dos réus este digníssimo cidadão (ah, se fossem todos como ele, que belo país este seria!!!). O Moyle propõe elaborar um abaixo-assinado para revogar todos os crimes de que é acusado.
Por favor, ajudem o Sr. Major a limpar o seu bom-nome!

4/02/2007

Dili no Cinema II

Como o Moyle anunciou há uns meses [ver PORTUGAL HOJE – Dili no Cinema 30.12.2006] aquando do início da rodagem do filme sobre Bruce Lee em Timor, parece que a película começa agora a entrar na fase final. Na cena final, que foi rodada nas últimas semanas, o Major Reinado tenta, com cerca de 30 homens, invadir a cidade à guarda da empresa de segurança Lee & Filho, composta por duas pessoas, o mítico Bruce Lee e também o seu filho, Brandon.
Obviamente, a Columbia Pictures não nos quis adiantar o desfecho da cena, mas adivinha-se muita porrada, pescoços partidos, saltos mortais, GNR a morfar camarão tigre à espera que a empresa de segurança resolva o problema, forças australianas a ameaçarem invadir o território se Bruce & Filho não conseguirem resolver o problema dentro do prazo estabelecido, enfim, esperemos para ver mais este sucesso de bilheteira, ou, se quisermos alinhar numa de pseudo-intelectual, blockbuster.

3/26/2007

Sede de Poder

Para quem diz que Mário Soares é um dependente de Poder, ficou provado, no dia 11 de Fevereiro, que, afinal não passam de difamadores os que dizem tais coisas. A verdadeira sede de poder demonstrou-a Jorge Sampaio que mal viu que havia uma vaga, lá foi ele para Presidente de Mesa de Voto. Sinceramente, enquanto o Dr. Mário Soares descansava na Fundação, estava o Dr. Jorge Sampaio outra vez agarrado ao poder numa escola primária e, ainda que só por um dia, não deixou de matar saudades.

3/19/2007

Evita Perón e Sócrates

O Presidente do Sindicato dos bancários acusou há já algum tempo o Governo de José Sócrates de ser peronista, devido ao anúncio de ultrajantes medidas que obrigariam os bancos a contribuírem para o país. Isto levanta duas questões.
Se Sócrates é Perón, quem será a Evita Sócrates? Lembramos só que a Madonna tem mais que fazer e demarcamo-nos desde já dos boatos sobre a sexualidade de Sócrates levantados durante a campanha eleitoral (até porque o Diogo não sabe cantar).
E quem será o Videla que vai derrubar o peronismo português e quando o fará?
Para quem acredita em coincidências históricas, aqui está algo em que pensar.

3/09/2007

Comunicado do Sporting

A Sporting Futebol SAD emitiu um comunicado há relativamente pouco tempo a anunciar que tinha chegado à conclusão de que finalmente encontraram o árbitro isento que procuravam há tantos anos (pensa-se que os primeiros estudos sobre o assunto, remontem ao ano de 1982). Assim, numa curta comunicação, informam:
“A Sporting Futebol SAD, informa a Liga Portuguesa de Clubes que, por motivos desportivos, requer ao mesmo organismo a presença do Sr. Duarte Gomes, árbitro de futebol, em todos os jogos oficiais e amigáveis em que o clube esteja presente. Agora que o jogador Ronny deixou o Paços de Ferreira, pensamos que só assim voltará a verdade desportiva.”
Segundo uma fonte oficial, a SAD do Sporting vai tentar interceder junto da UEFA, para conseguir a nomeação deste árbitro para os jogos europeus do Sporting, de modo a que Bueno se possa apoiar sobre os defesas em todos os jogos de forma regular.

3/02/2007

Catolicismo Pavloviano em Portugal

Neste tempo de referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez – não vamos falar de abortos porque poderia ser inconveniente para uma boa parte dos deputados portugueses – como, aliás, em todos os momentos que exigem votos, o Moyle é alertado, e vem agora alertar, para um aspecto que muitos preferem varrido para debaixo do tapete, enterrado a sete palmos, emparedado, ou mesmo, quem sabe, morto. Faz-se referência, obviamente, ao fundamentalismo cultural e religioso que grassa no nosso País, esse revivalismo integralista católico, qual cancro que mina e corrói a harmonia social encapotadamente.
Todos os que já foram votar repetiram um gesto mecânico de assinalar uma cruz aspada (vulgo um X) num quadradinho. Parece este simples gesto ao Moyle uma clara violação do direito das pessoas à sua própria confissão religiosa e, daí, parece igualmente uma tentativa tirânica e ditatorial raiada de laivos de totalitarismo, embora admitamos que bastante subtil, de impor símbolos e, com isso, esmagar as outras crenças com a supremacia crística do X. A coisa vai tão fundo que mesmo quem nunca votou sabe que, se o fizesse, o faria com uma cruz. Por aqui se vê quão longe vai o condicionamento mental nesta democracia.
O Moyle não acredita em teorias da conspiração por uma e apenas uma razão: não são teorias. A conspiração católica é real e vai bem fundo na sociedade portuguesa como podemos confirmar, até porque se atentarmos bem, o X é a cruz de St.o André, isto é, mesmo que se seja cristão é obrigatório acreditar em santos, ou seja, cristão não chega, é necessário ser-se católico.
Se o Moyle quisesse exercer o seu direito e dever cívico e desenhar no respectivo quadradinho um "Crescente", ou uma "Estrela de David" ou "Menorá", ou uma Serpente, ou um Pentagrama Invertido, ou um "Ankh", ou uma Águia com SLB em epígrafe, será que não poderia?
Por tudo isto está o Moyle em condições de afirmar que cada chamada às urnas é apenas mais uma forma de condicionamento psicossocial nesta teodemocracia de fantoches.
Atentai todos e tende cuidado.

2/25/2007

S.C.IURD.

Paulo Bento foi convidado para Bispo da IURD. Os poderes revelados ao convencer os sportinguistas de que jogam sempre muito bem – puro logro - levaram a que Paulo Bento recebesse este convite, não estando apurada a resposta, à data de fecho da edição do Moyle. Outra das características apreciadas pelos dirigentes da IURD é a capacidade que Bento tem de encarnar em si entes superiores, quando nas flash interviews se pronuncia sobre a (in)justiça dos resultados, sempre em favor do Sporting, de uma forma magnânime a roçar o majestático, arrastando assim os crentes.

Bidente ou Vidente?

O lugar da Maya na cartomancia nacional está posto em causa, isto porque o treinador do Porto, Jesualdo Ferreira é afinal o mais brilhante aprendiz do falecido Zandinga. Quando o “grego” Katsouranis lesionou Anderson, já Jesualdo sabia que isso ia acontecer, só não tendo conseguido descodificar se era o perónio direito ou o esquerdo. De acordo com a RTP, Jesualdo esteve apalavrado para o Telejornal do dia 1 de Janeiro para fazer as habituais previsões para o novo ano mas a coisa não se proporcionou, pois, por outro lado, circulam rumores na cidade do Porto, de que o Professor não é afinal vidente, que tudo não passa de uma patranha do Benfica para reinar às custas do FêCêPê, sendo quase certo que afinal as profecias não passam de ficção e que o senhor usa sim uma placa dentária, de modo a dissimular os seus últimos dois dentes.

A Culpa é do Alfaiate

Quando no início da época davam o Benfica como fora da luta pelo título, principalmente por causa do treinador Fernando Santos, a verdade é que muito pouca gente sabia o que realmente se passava.
O Moyle faz um apelo: reparem no Fernando Santos durante as transmissões dos jogos e vejam a quantidade de vezes que ele puxa as calças. Como é que um treinador se pode concentrar no jogo se quando se levanta corre o risco de ficar em ceroulas perante os milhares de adeptos que vão ao estádio, e perante os milhões que vêem o jogo pela TV?

2/19/2007

Rescaldo do Referendo

Este fim-de-semana fica marcado pelo referendo e pelo último aborto clandestino, um dia antes da consulta popular.
Vamos começar pelo referendo. É gratificante ver o Bloco de Esquerda e o PCP regozijarem-se com esta vitória eleitoral, mas também é verdade que era impossível não ganharem. Vejamos, desde 1976 que o PCP não tem uma única derrota em eleições, estando com um recorde já muito difícil de alcançar, uma vez que o segundo classificado é, nesta altura, o Chelsea com apenas três anos sem derrotas em casa. A verdade é que os líderes do PCP conseguem ver sempre os resultados positivos, mesmo que baixem 10 ou 20% dos votos, para eles continua a ser uma vitória, ou seja, é sempre vitória ainda conseguirem ter votos. Por outro lado, o BE também já aprendeu com a “velha guarda” e de tudo retira uma vitória política, o que pensamos estar relacionado com as últimas visitas à Colômbia de uma delegação deste partido, por altura do Natal.
Contudo, deve-se salientar que também os defensores do “Não” conseguiram festejar vitória, principalmente os católicos, que conseguiram dignificar a camisola e garantir, assim, um lugar no paraíso, com uma simples cruz no quadradinho de baixo, ao lado de Torquemada, Inácio de Loyola, entre outros Santos e benfeitores da Santa Igreja.
A verdade é que nenhum partido político deveria ficar contente, porque o único vencedor deste referendo foi o PDA (Partido Da Abstenção), pois duvidamos que sem abortos alguém vote nos nossos políticos.
Por fim, uma referência ao último aborto clandestino realizado em Portugal Continental, que foi detectado por elementos da Judite, naquela que ficou conhecida como “Operação Ciaotassa”, por volta das 22 horas de Sábado na Póvoa do Varzim.

2/12/2007

10 Perguntas a João Paulo II

O Alto, o Forte e o Moyle (AFM) – Muito obrigado por ter aceite o nosso convite para uma conversa. Sentimo-nos muito honrados agora que, finalmente, a Vossa Santíssima agenda permitiu esta oportunidade.

João Paulo II (JPII) – Eu é que agradeço o vosso venerável convite. Quando soube das vossas legiões de fiéis – leitores – senti imediatamente que queria fazer parte deste fenómeno.

AFM – Dizei-nos, então, é correcto afirmar que Sua Santidade (SS) é um verdadeiro apreciador de Portugal e dos portugueses?

JPII – Bem, pode-se dizer que sim. No Vaticano é que me davam pouca margem de manobra, senão teria passado boa parte do meu tempo no vosso augusto país.

AFM – O que foi que vos atraiu, ao longo da vida e mesmo agora, para esta pequena e periférica nação?

JPII – Razões sentimentais, claro, acima de tudo o resto. De facto, foi em Portugal que encontrei um rumo para toda a minha vida e a inspiração para a minha carreira.

AFM – Referis-vos à Nossa Senhora de Fátima, seus milagres e aparições? Pelo menos é o que somos levados a deduzir.

JPII – Não, nada disso. O que me liga a Portugal é o feitiço que a Irmã Lúcia me lançou. Desde a primeira vez que a vi que fiquei taralhouco. Até Grego comecei a falar e não dava uma para a caixa. Tudo por causa daquela maluca. Era uma tesuda que nem vos digo nada. Eu bem sei que andaram a dizer que andava a rebolar na palha com a madre Teresa de Calcutá. Admito que era bem jeitosa, mas não fazia muito o meu género. Mas o pior eram aqueles emplastros vestidos de vermelho, os…os…

AFM – Cardeais?

JPII – Isso mesmo, cardeais. Obrigado. Esses bichonas impotentes não deslargavam por um segundo. Uns verdadeiros estraga… vocês sabem.

AFM – Perdoai-nos as nossas expressões, mas estamos perfeitamente siderados. Não fazíamos a mais pequena ideia. Imaginamos que a vossa relação fosse difícil…

JPII – Não era nada difícil, por acaso. Ela subia para um genuflexório, eu levanta as minhas vestes e ela as dela e… pontapé para a frente e fé em Deus. As oportunidades, isso sim, eram escassas.

AFM – Boa alegoria, muito apropriada. Agora que se fala nisso, gostais de futebol?

JPII – Muito! Sempre apreciei muito. Tem momentos menos agradáveis, por exemplo quando um dirigente vosso, nem me lembra qual, se lembrou de me ir lambuzar o anel. Tirando esses fait-divers… Acho mesmo uma injustiça que o futebol seja o “Desporto Rei” e não o “Desporto Papa”, e afirmo-o com toda a propriedade como se vê claramente, e nesse aspecto o futebol português está na vanguarda.

AFM – Eis um ponto de vista extremamente interessante. Porque dizeis isso?

JPII – Comparem, então. É uma actividade de multidões, com romarias constantes, recheadas de messias e salvadores. Largas tradições e profunda implantação social. Movimenta rios de dinheiro e de atenção. É multilingue e plurirracial.

AFM - É realmente uma boa comparação entre o futebol e a religião.

JPII – Mas o melhor ainda está para vir. O futebol e a Igreja servem ambos para o mesmo, isto é, nada.

AFM – Mas, se bem percebemos, SS (Sua Santidade. Não confundir com a tropa de choque de Hitler) está a sugerir que a Igreja não tem razão de existir, que o seu papel social é irrelevante, ou nulo?

JPII – Eu, a sugerir? De maneira nenhuma. Estou a afirmar inequivocamente. A Igreja, assim como o futebol, não servem para nada. Mas tem um piadão enorme a energia, atenção e devoção que as pessoas dedicam às duas coisas. Digo-vos já, por vezes rio-me tanto a pensar nisso como a ver o elenco da Floribella a tentar representar. É de gritos.

AFM – Mas, não nos haveis dito que gostáveis de futebol?

JPII – Claro que disse e mantenho. É impossível a alguém não se deleitar com a beleza intrínseca dos gestos técnicos, a negação permanente das leis da física, as sublimes nuances tácticas… Estou a brincar, obviamente, e peço perdão por isso, mas não pude evitar. Gosto mesmo é de confusão, do conflito. Se houver violência nas bancadas, já dou o tempo por bem empregue, mas se for no relvado… Aí perco mesmo o controlo e praticamente deliro. Adoro “batatada”, como vocês dizem. Por mim tanto o Zebedeu [ver Portugal Hoje – Matar o Borrego de 5/8/2006], como o Paulinho Santos já tinham sido canonizados.

AFM – Mas essa postura não é um contra-senso? Afinal, SS (outra vez alertamos para a possível confusão) pregou a paz na Terra e o amor fraternal durante toda a vossa vida.

JPII – Tudo isso está muito certo e é muito bonito, mas assim que saí do escritório o trabalho ficou lá. Quando era mineiro não andava a abrir buracos aqui e além só porque me apetecia. Só para melhor compreenderem onde quero chegar, não foi por ter andado de vestido quase toda a vida que sou o Castelo-Branco.

AFM – Agradecemos desde já a disponibilidade e a amabilidade de SS (não tem mesmo nada a ver com as Schutz Staffel) em aceder a falar connosco, gostaríamos de vos colocar um última questão, que nos têm atormentado a nós e a todos os nosso leitores. SS (ver em cima) utilizava vestuário por baixo da batina e restantes vestes?

JPII – Eu é que vos agradeço e devo confessar que fiquei muito agradavelmente surpreendido com o vosso convite. Quanto à vossa questão, a resposta, no meu caso pessoal, é afirmativa. Usava uns calções apertadíssimos, que me cortavam a circulação, para me manter controlado. Acontecia, por vezes, eu pôr-me a pensar na Lúcia e andava nos corredores do Vaticano a parecer uma tenda de circo, o que era algo inconveniente. Eu fiquei marreco por andar inclinado para a frente a disfarçar, imaginem. O Bentinho XVI não sei se usa, mas imagino que não, porque ouvi dizer que “urina para os pés”, se me estão a perceber.

2/05/2007

Chuva e Trânsito

Porque será que sempre que chove as regras do Código da Estrada deixam de ser aplicadas? Será que existe um regime de excepção de que não estamos a par?
Será que STOP quer dizer «Pare obrigatoriamente sempre que esteja tempo seco»? E se estiver tempo seco mas a estrada estiver molhada?
Será que a prioridade deixa de ser à direita? Como em Inglaterra chove muito e a circulação se faz pela esquerda, aplicam-se as regras de trânsito conforme as condições atmosféricas?
Será que as distâncias de segurança deixam de se aplicar? Como está a chover andar em «comboio» torna a circulação automóvel mais fácil?
Quem é poderá pensar que por buzinar o trânsito circulará mais depressa? Imaginam que o barulho que fazem irrita as nuvens e afasta a água da estrada?
E o que é mais curioso é que a chuva é o mais ameaçador agente da Polícia de Trânsito, pois nunca ninguém cumpre limites de velocidade, mas quando chove todos são respeitados com reverência. Porque será? Desidratação dos cérebros de quem conduz, que só percebe a sinalização quando chove?
O Direito dos peões atravessarem as estradas cessa temporariamente quando há precipitação?
A explicação mais lógica para tudo isto é a dicotomia calor/sede. Ou seja, se se conduz melhor com tempo seco, logo o tempo seco significa mais calor, o calor provoca securas, nomeadamente na boca. A maneira mais fácil de acabar com as securas é beber. Como os portugueses são apreciadores da qualidade, bebem o que de melhor há em Portugal: vinho e cerveja. Logo, como conclusão, a bebida alcoólica, ao contrário do que é dito, provoca grandes melhorias na condução. Requeremos assim que as multas sejam passadas a quem vai sóbrio, sendo a tabela de multas de: 0,00 - 0,50 (recebe 35 € para gastar na tasca mais próxima); 0,51 – 1,20 (recebe 15€ para completar a embriaguez); 1,20 – 3,00 (Viagem para duas pessoas durante um fim-de-semana a uma região demarcada à escolha ou Kit Sócio Benfica); mais do que 3,00 (Condecoração no Palácio de Belém com a Ordem do Infante).
Concluímos por chamar à colação Descartes de forma a valorizar este conjunto de questões com a sua máxima Penso, Logo Existo.

1/29/2007

Gregos e Estrelas de Futebol

Claro está que não podia o Moyle deixar passar em claro um dos assuntos mais escaldantes desta época futebolística. Serão os portugueses racistas e xenófobos? Serão os «brandos costumes», o «luso-tropicalismo» e a capacidade de integração da cultura portuguesa apenas devaneios coloniais do tempo da «outras senhora»? As opiniões são como as pilas, isto é, cada um tem uma, e o Moyle tem a sua.
O arquétipo cultural que defende a capacidade integradora portuguesa e a sua propensão cultural contrária ao racismo e à xenofobia é extremamente interessante porque apela a uma suposta maturidade da cultura portuguesa e dos portugueses em que todos gostamos, ou queremos, acreditar. Porém, como se justifica o comunicado emitido no site oficial do FCP em que os gregos são acusados de destruir o futebol à cacetada? Será xenofobia encapotada? Não, definitivamente não é. Depois de uma aturada investigação atingiram-se conclusões importantes quanto à postura dos gregos no futebol.
Grande tragédia do futebol mundial a queda do avião do Manchester United, na altura uma das melhores equipas do mundo, que vitimou quase toda a equipa em Munique em 1960 e que, pode ser adiantado de fonte segura, foi provocado por uma entrada de carrinho da hospedeira ao piloto, por este lhe ter apreciado o decote. Escusado será dizer a naturalidade da hospedeira. Era grega.
Outra grande tragédia, que vitimou a melhor equipa do mundo da década de ’40, foi a queda em 1949 do avião que transportava a equipa do Torino contra a basílica de Superga em Itália. O que poucos sabem é que o pároco de Superga era de origem grega e, portanto, com uma profunda aversão por grandes jogadores. Não se sabe como provocou a queda do avião, mas que o fez é indiscutível.
No Mundial de 1966, apesar do brilho indesmentível e da enorme categoria da Selecção Nacional portuguesa, devemos reconhecer que só eliminámos o Brasil devido à lesão infligida a Pelé por um grego. Como é óbvio, a Grécia não participou no Mundial de ’66, mas um adepto, ao correr para Pelé por um autógrafo, entrou a pés juntos e esmigalhou-lhe o joelho, o tornozelo e maltratou-lhe três tendões.
Soube o Moyle de fonte segura que, das seis operações a que o Pantera Negra foi submetido ao joelho direito, quatro foram motivadas por entradas perigosas de gregos que lhe foram destruindo a articulação. Podemos argumentar que o King raramente jogou contra gregos, mas a verdade é que foram vezes demais se atentarmos nas consequências. Não fossem os gregos e ainda Eusébio abrilhantaria o campeonato português.
Uma das maiores perdas do futebol moderno foi a carreira demasiado curta de Marco van Basten, cujas constantes lesões, provocadas por entradas perigosas de adversários, subtraíram aos adeptos o deleite de ver jogar aquele que terá sido um dos melhores pontas-de-lança de todos os tempos. O que poucos saberão é que foram sempre gregos a provocar essas lesões. Quer jogadores, quer simples transeuntes que não puderam suportar a enorme qualidade do extraordinário jogador, sendo o denominador comum entre ambos, o facto de serem gregos. Grandes catástrofes, não querendo abusar usando a expressão hecatombes – embora seja exactamente disso que se trata – foram as duas últimas manifestações anti-estrelas de futebol originadas por gregos. Dois dos galácticos do FCP, Lisandro e Anderson, foram, em anos consecutivos, barbaramente agredidos por gregos, num claro e inequívoco atentado de falta de fair-play e de respeito pela dignidade humana. A Comissão para a protecção dos Direitos Humanos, o Tribunal Penal Internacional em Haia e a Quercus estão já no terreno a investigar estas situações. Uma última palavra vai para Lucílio Baptista, que permitiu e pactuou com tão bárbaros atentados perpetrados por gregos, para referir a ascendência helénica do dito árbitro. De facto, depois de filologicamente descontruído, o nome do senhor revela, insofismavelmente, a influência helénica e, logo, corrobora a hipótese aventada pelo famoso comunicado.

1/22/2007

Futebol e Linguagem: introdução ao estudo de como é importante ouvir opiniões de indivíduos que embandeiram em arco, ou não.

Sendo um adepto incondicional de futebol, é preciso confessar que a parte que o Moyle mais aguarda num jogo de futebol é a flash-interview. No entanto, também durante o encontro, os grandes jornalistas e comentadores do futebol português oferecem excelentes momentos de entretenimento, especialmente quando o deixam a pensar um jogo inteiro sobre o significado de certas expressões que usam. Vejamos:
O que é um remate de trivela? O que é que isto quer dizer? Podem-me responder: ah e tal, é uma expressão brasileira. Pois é, então porque é que não deixamos de chamar guarda-redes e passamos a chamar goleiro (nem o Word aceita esta palavra)? Ou em vez de defesa central, passamos a chamar zagueiro, ou quando há um canto dizemos que é um escanteio. Quando muito poderíamos chamar um remate de candelabro de três velas (as velas que a mãe do Quaresma acende para ver se ele consegue marcar um golo de candelabro).
Uma outra expressão usada amiúde pelos jornalistas é: um tudo-nada. Esta expressão é ouvida cerca de 10/15 vezes por jogo com o sentido de dizer que alguma coisa passou muito perto de outra (por exemplo: a bola passou um tudo-nada entre as pernas do Ricardo). Mas é tudo ou é nada? Onde é que foram buscar esta expressão? O que é isto? Será que é mais um brasileirismo? Se é, agora começo a perceber porque é que contrataram a mulher do Jardel para apresentar um programa na SportTv (a primeira vez pensava que estava na SIC Radical e tinha voltado a dar o Nutícias).
A próxima expressão é decididamente a melhor: embandeirar em arco! Mesmo sendo o Moyle um não crente, é altura para perguntar a Deus o que é isto! Embandeirar quer dizer ornamentar de bandeiras. Assim, seria ornamentar um arco com bandeiras o que logicamente nunca foi visto num jogo de futebol, nem em lado nenhum porque só se embandeiram mastros. Esta expressão faria algum sentido se fosse embandeirar em varanda ou em janela, obviamente depois da chegada do Scolari.
Passando agora às flash-interview - porque dissecar cada expressão do futebol português faria do Moyle um verdadeiro expert na matéria e correria com isso o risco de pôr a carne-toda-no-assador - é sempre um prazer ouvir o Quaresma a citar sistematicamente Reinaldo Teles (quando este levava aqueles certos e determinados senhores ao mercado de abastecimento comprar fruta fresca), pois quer a equipa ganhe quer perca, há que levantar a cabeça e continuar a trabalhar.
Não podemos esquecer aquele senhor de risco ao meio, cujas análises futebolísticas são sempre autênticos tratados de desportivismo, e de direito, porque consegue inferir a justiça dos resultados de uma maneira deveras eloquente. É que a sua equipa faz sempre grandes exibições, até podia perder por 15-0 que o resultado seria absolutamente injusto porque dominámos o jogo e tivemos mais oportunidades que o adversário, foi pena ele ter concretizado 15 das 16 oportunidades. Merecíamos no mínimo ganhar 16-15.
Muito bom também é ouvir o Ricardo, esse grande guarda-redes, com a sua vozinha de quem sofreu um profundo corte no escroto. Recordemos, por exemplo, o último jogo com o FCP, em que o jornalista o interpelou sobre o galináceo que por lá apareceu na capoeira (já várias vezes confundida com a Lusiaves) vindo do nada, pergunta à qual o Ricardo deixou a resposta ao critério do jornalista. Ó Ricardo, pensa lá um bocadinho, se ele te estava a perguntar se tinhas responsabilidades no golo é porque já estava a dizer que era um… frango!
Arrepiante torna-se ver o Petit aparecer nas câmaras quando é entrevistado sem o açaime. Por acaso, sempre que vem ele à entrevista rápida é para pedir desculpa aos adeptos pelo resultado. O Moyle gostaria um dia de perguntar ao Petit (em vídeo-conferência) se ele antes dos jogos come favas? É que o desgraçado do João Ferreira (árbitro do jogo Boavista – Benfica) levou com um litro dessa leguminosa, parecendo-me mesmo, embora ao longe, tratar-se até de fava-cavalinha.
Por fim, temos que destacar o treinador do Paços de Ferreira, que nos deixa sempre na dúvida se é realmente o treinador da equipa de futebol ou se é um caixa ou repositor dos supermercados Plus.O Moyle, enfim, fica por aqui, neste breve estudo, prometendo novas investidas nesta área de investigação ainda tão primitiva…

1/12/2007

No País da Fantasia

Dois momentos, que talvez tenham passado despercebidos à maioria, revelaram-se ao Moyle como dois axiomas matriciais do que é Portugal.
O primeiro foi a demolição da Azinhaga dos Besouros, um bairro da lata em Sintra. O segundo momento foi a entrada de Luís Filipe Menezes ao som da banda sonora da bi-trilogia Star Wars, para um almoço/comício em Gaia. O que sugere tudo isto? Bem, vivemos no país da Fantasia.
O nome do bairro da lata demolido, por si só, é revelador. Parece, ou não parece, um nome retirado de uma qualquer rua do Spirou e Fantásio, por exemplo? Claro que parece, a questão era retórica. Se fizermos o mesmo exercício com outros aspectos da vida portuguesa chegamos a conclusões, no mínimo, curiosas.
A cultura em Portugal é, com poucas diferenças, o país dos Estrumpfes. Pequenino, monocromático e onde toda a gente vive no seu pequeno cogumelo. Os Estrumpfes da cultura portuguesa andam há anos a fugir de um Gargamel e do seu gato Azrael, que não existem, e os querem usar para fazer ouro, embora não se saiba muito bem como. A principal diferença é que no caso português são todos Resmungões e não há Estrumpfinas.
As finanças públicas são como o Tom Sawyer. Há sempre um Sid, muito atinadinho, que faz os trabalhos de casa, mas Tom foge sempre para ir brincar com os amigos e nadar para o rio, entrando e saindo pela janela para ninguém se aperceber. Mas a Tia Polly lá está para lhe dar uns açoites, chamando-o à atenção, que tem que se emendar. Mas no dia seguinte arranja-se mais um esquema para fugir de novo.
Já o Governo funciona como a Branca de Neve e os Sete Anões. Estes andam a esburacar tudo o que podem em busca de ouro para que a Branca de Neve enterre de novo, mas em aeroportos e em CUPMR (Comboios Um Pouco Mais Rápidos). Agora que chegou o Príncipe Encantado à presidência tudo corre bem, ainda para mais quando a Bruxinha Má da Oposição tem maçãs mas não tem veneno.
O futebol português varia consoante o ângulo de observação. Para Pimenta Machado, autor da célebre máxima «O que hoje é verdade manhã é mentira», o futebol português é os Transformers, para os empresários e os dirigentes será mais As Maravilhosas Cidades de Ouro, para quem acompanha o processo Apito Dourado será o He-Man, sendo que o Príncipe Adam (Luís Filipe Vieira) tenta defender o Planeta Eternia (Verdade Desportiva) do terrível Skeleton (Pinto da Costa). E quem não fica tentado em ver no Ministro da saúde um autêntico Dr. Cão? E não será Mário Lino, ministro das obras públicas, um autêntico Bob, o Construtor? E não deverá ser a Antram a defender os interesses de Noddy? Novamente questões retóricas de resposta obviamente afirmativa.
Já no segundo dos aspectos, a entrada de Menezes ao som do tema de Star Wars, leva-nos a divagações quiçá interessantes. Se Luís Filipe Menezes é um cavaleiro Jedi, Marques Mendes será um Ewok – que são engraçados mas não servem para nada – Santana Lopes, representando o lado negro da Força, Darth Vader, devido à sua capacidade de constatar o óbvio, diplomacia e aspecto luzidio, Marcelo Rebelo de Sousa daria um interessante 3PO e, não fora a diferença de tamanho, Cavaco Silva daria um extraordinário Mestre Yoda, rígido, detentor da verdade e da Força, mastigando um bocado as palavras, mas que se revela felino quando as circunstâncias a isso obrigam. À imaginação dos nossos leitores deixaremos a atribuição do lugar do senador Palpatine, da Princesa Leia, da Rainha Amidala e de Chewbacca.Por tudo isto e pela quantidade de vezes que as pessoas vão dizendo «não é possível», «isto é inacreditável», «não lembraria nem ao Diabo», julga o Moyle que tocou, verdadeiramente, num aspecto central para a compreensão daquilo que é mesmo Portugal. A única diferença entre Portugal e a Fantasia é que por aqui normalmente não acaba sempre tudo bem, e os vilões acabam sempre por ganhar.

1/05/2007

Sócrates vs São Pedro

As enormes chuvadas caídas nos últimos meses de Outubro e Novembro motivaram uma reacção, mais ou menos generalizada, que pode perturbar os menos atentos pela sua aparente falta de bom senso. É por essa reacção que podemos verificar que a sociedade portuguesa tem inferido que as mortes, inundações, derrocadas, destruições, naturais prejuízos e demais notícias de abertura do Jornal Nacional foram, de uma maneira ou de outra, culpa do Governo de José Sócrates. Claro que as pessoas afectas ao PS reagem atónitas, incapazes de perceber que relação existe entre a governação de um país, por pior que essa seja, e os fenómenos naturais, incontroláveis por definição. Esquecem, essas pessoas, um dos pilares da cultura portuguesa, isto é, a sabedoria popular. Se atentassem na expressão Vox Populi Vox Dei perceberiam que anda Mouro na costa. Passamos a explicar.
De onde vem a chuva? Do céu. E quem gere a Secretaria Celestial da Dispersão de Recursos Hídricos (SCDRH)? São Pedro. O Moyle, ao entrevistar tão excelsa figura [a publicar num futuro relativamente próximo, ou talvez nem tanto], soube, em primeira-mão, que a culpa das cheias é de facto do Governo e de José Sócrates. Senão vejamos. Uma das principais acusações feitas ao actual Executivo é a de que tem governado contra os funcionários públicos, nomeadamente aqueles que não assinam o Acção Socialista. Partindo deste conhecimento a priori, que função pode ser mais pública que a de S. Pedro? Ao sentir o Governo a ir-lhe à bolsa (pois as túnicas não têm bolsos) e sendo um funcionário que gosta de se considerar exemplar, decidiu manifestar-se de uma forma diferente. Em vez de interromper funções (greves clássicas), levou a sua função a peito e tem feito greve de zelo. – Não podia deixar passar incólume esta machadada nos meus direitos adquiridos. É que aqui no céu tudo é multiplicado por mil e ao aumentar a idade de reforma para os 65 anos, aumentaram a minha para os 65 mil anos. Eh pá, eu tenho aspirações, não é por ser imortal que posso ser explorado, confidenciou angustiado. Queixei-me ao meu director – Deus – e ele disse-me apenas que não queria ter nada a ver com isso, senão qualquer dia era Ele a ter o Sócrates à perna e não estava para macacadas na idade d’Ele.
Conclui-se, portanto, que enquanto não mudar radicalmente a política do governo em relação à função pública, podemos esperar ainda mais chuvas, tempestades e pessoas a babarem-se enquanto bebem o café pela manhã. Como é mais fácil o Ministro da Economia cumprir limites de velocidade do que Sócrates mudar de opinião, bem nos podemos preparar para mais cacimba, mesmo alguma precipitação talvez elevada, ou seja, muita chuva, e às vezes da grossa.

12/30/2006

Dili no Cinema

Afinal as notícias que dão conta de confrontos entre grupos de artes marciais rivais em Dili, é apenas um boato já explicado nas últimas horas por fontes seguras, curiosamente provenientes de Hollywood.
A verdade é que é em Dili que está a ser rodado o filme biográfico de Bruce Lee, diga-se que com grande intensidade e com muito realismo, o que terá enganado até os membros da (co) missão portuguesa da GNR no local.
A história afinal conta-se em poucas linhas. Estavam os militares da GNR a petiscar uma mariscada na zona do porto, quando foram alertados para uma luta ente grupos rivais de artes marciais. Como a travessa tinha acabado de ser servida e as canecas estavam cheias, foi decidido pelo oficial superior que a ocorrência só seria atendida depois de acabarem o expediente no restaurante, nomeadamente o camarão e a cerveja.
Dois dias depois, quando chegaram ao local dos confrontos, ou seja, das filmagens, entraram no estúdio na hora de almoço do pessoal do filme e só encontraram rastos de sangue, o que foi transmitido para Portugal, tal como a notícia de dois mortos que afinal não passavam do actor principal, que fazia o papel de Bruce Lee, e do seu duplo, ambos mortos na sequência das filmagens, porque o realizador quis levar à letra a vida do grande mestre e as balas são verdadeiras e não de pólvora seca.
A rodagem do filme parou agora por uns dias enquanto se procura novo actor principal, tendo já sido efectuados contactos com a Al-Qaeda para disponibilizarem um bombista suicida que saiba artes marciais, negociações que a falharem deverão levar a recorrer ao mercado palestiniano, mais barato mas mais fraco qualitativamente. Isto porque as duas vezes que rodaram a cena da morte de Lee, o realizador disse corta quando o tiro já tinha sido disparado, ficando a cena incompleta.