1/29/2007

Gregos e Estrelas de Futebol

Claro está que não podia o Moyle deixar passar em claro um dos assuntos mais escaldantes desta época futebolística. Serão os portugueses racistas e xenófobos? Serão os «brandos costumes», o «luso-tropicalismo» e a capacidade de integração da cultura portuguesa apenas devaneios coloniais do tempo da «outras senhora»? As opiniões são como as pilas, isto é, cada um tem uma, e o Moyle tem a sua.
O arquétipo cultural que defende a capacidade integradora portuguesa e a sua propensão cultural contrária ao racismo e à xenofobia é extremamente interessante porque apela a uma suposta maturidade da cultura portuguesa e dos portugueses em que todos gostamos, ou queremos, acreditar. Porém, como se justifica o comunicado emitido no site oficial do FCP em que os gregos são acusados de destruir o futebol à cacetada? Será xenofobia encapotada? Não, definitivamente não é. Depois de uma aturada investigação atingiram-se conclusões importantes quanto à postura dos gregos no futebol.
Grande tragédia do futebol mundial a queda do avião do Manchester United, na altura uma das melhores equipas do mundo, que vitimou quase toda a equipa em Munique em 1960 e que, pode ser adiantado de fonte segura, foi provocado por uma entrada de carrinho da hospedeira ao piloto, por este lhe ter apreciado o decote. Escusado será dizer a naturalidade da hospedeira. Era grega.
Outra grande tragédia, que vitimou a melhor equipa do mundo da década de ’40, foi a queda em 1949 do avião que transportava a equipa do Torino contra a basílica de Superga em Itália. O que poucos sabem é que o pároco de Superga era de origem grega e, portanto, com uma profunda aversão por grandes jogadores. Não se sabe como provocou a queda do avião, mas que o fez é indiscutível.
No Mundial de 1966, apesar do brilho indesmentível e da enorme categoria da Selecção Nacional portuguesa, devemos reconhecer que só eliminámos o Brasil devido à lesão infligida a Pelé por um grego. Como é óbvio, a Grécia não participou no Mundial de ’66, mas um adepto, ao correr para Pelé por um autógrafo, entrou a pés juntos e esmigalhou-lhe o joelho, o tornozelo e maltratou-lhe três tendões.
Soube o Moyle de fonte segura que, das seis operações a que o Pantera Negra foi submetido ao joelho direito, quatro foram motivadas por entradas perigosas de gregos que lhe foram destruindo a articulação. Podemos argumentar que o King raramente jogou contra gregos, mas a verdade é que foram vezes demais se atentarmos nas consequências. Não fossem os gregos e ainda Eusébio abrilhantaria o campeonato português.
Uma das maiores perdas do futebol moderno foi a carreira demasiado curta de Marco van Basten, cujas constantes lesões, provocadas por entradas perigosas de adversários, subtraíram aos adeptos o deleite de ver jogar aquele que terá sido um dos melhores pontas-de-lança de todos os tempos. O que poucos saberão é que foram sempre gregos a provocar essas lesões. Quer jogadores, quer simples transeuntes que não puderam suportar a enorme qualidade do extraordinário jogador, sendo o denominador comum entre ambos, o facto de serem gregos. Grandes catástrofes, não querendo abusar usando a expressão hecatombes – embora seja exactamente disso que se trata – foram as duas últimas manifestações anti-estrelas de futebol originadas por gregos. Dois dos galácticos do FCP, Lisandro e Anderson, foram, em anos consecutivos, barbaramente agredidos por gregos, num claro e inequívoco atentado de falta de fair-play e de respeito pela dignidade humana. A Comissão para a protecção dos Direitos Humanos, o Tribunal Penal Internacional em Haia e a Quercus estão já no terreno a investigar estas situações. Uma última palavra vai para Lucílio Baptista, que permitiu e pactuou com tão bárbaros atentados perpetrados por gregos, para referir a ascendência helénica do dito árbitro. De facto, depois de filologicamente descontruído, o nome do senhor revela, insofismavelmente, a influência helénica e, logo, corrobora a hipótese aventada pelo famoso comunicado.

1/22/2007

Futebol e Linguagem: introdução ao estudo de como é importante ouvir opiniões de indivíduos que embandeiram em arco, ou não.

Sendo um adepto incondicional de futebol, é preciso confessar que a parte que o Moyle mais aguarda num jogo de futebol é a flash-interview. No entanto, também durante o encontro, os grandes jornalistas e comentadores do futebol português oferecem excelentes momentos de entretenimento, especialmente quando o deixam a pensar um jogo inteiro sobre o significado de certas expressões que usam. Vejamos:
O que é um remate de trivela? O que é que isto quer dizer? Podem-me responder: ah e tal, é uma expressão brasileira. Pois é, então porque é que não deixamos de chamar guarda-redes e passamos a chamar goleiro (nem o Word aceita esta palavra)? Ou em vez de defesa central, passamos a chamar zagueiro, ou quando há um canto dizemos que é um escanteio. Quando muito poderíamos chamar um remate de candelabro de três velas (as velas que a mãe do Quaresma acende para ver se ele consegue marcar um golo de candelabro).
Uma outra expressão usada amiúde pelos jornalistas é: um tudo-nada. Esta expressão é ouvida cerca de 10/15 vezes por jogo com o sentido de dizer que alguma coisa passou muito perto de outra (por exemplo: a bola passou um tudo-nada entre as pernas do Ricardo). Mas é tudo ou é nada? Onde é que foram buscar esta expressão? O que é isto? Será que é mais um brasileirismo? Se é, agora começo a perceber porque é que contrataram a mulher do Jardel para apresentar um programa na SportTv (a primeira vez pensava que estava na SIC Radical e tinha voltado a dar o Nutícias).
A próxima expressão é decididamente a melhor: embandeirar em arco! Mesmo sendo o Moyle um não crente, é altura para perguntar a Deus o que é isto! Embandeirar quer dizer ornamentar de bandeiras. Assim, seria ornamentar um arco com bandeiras o que logicamente nunca foi visto num jogo de futebol, nem em lado nenhum porque só se embandeiram mastros. Esta expressão faria algum sentido se fosse embandeirar em varanda ou em janela, obviamente depois da chegada do Scolari.
Passando agora às flash-interview - porque dissecar cada expressão do futebol português faria do Moyle um verdadeiro expert na matéria e correria com isso o risco de pôr a carne-toda-no-assador - é sempre um prazer ouvir o Quaresma a citar sistematicamente Reinaldo Teles (quando este levava aqueles certos e determinados senhores ao mercado de abastecimento comprar fruta fresca), pois quer a equipa ganhe quer perca, há que levantar a cabeça e continuar a trabalhar.
Não podemos esquecer aquele senhor de risco ao meio, cujas análises futebolísticas são sempre autênticos tratados de desportivismo, e de direito, porque consegue inferir a justiça dos resultados de uma maneira deveras eloquente. É que a sua equipa faz sempre grandes exibições, até podia perder por 15-0 que o resultado seria absolutamente injusto porque dominámos o jogo e tivemos mais oportunidades que o adversário, foi pena ele ter concretizado 15 das 16 oportunidades. Merecíamos no mínimo ganhar 16-15.
Muito bom também é ouvir o Ricardo, esse grande guarda-redes, com a sua vozinha de quem sofreu um profundo corte no escroto. Recordemos, por exemplo, o último jogo com o FCP, em que o jornalista o interpelou sobre o galináceo que por lá apareceu na capoeira (já várias vezes confundida com a Lusiaves) vindo do nada, pergunta à qual o Ricardo deixou a resposta ao critério do jornalista. Ó Ricardo, pensa lá um bocadinho, se ele te estava a perguntar se tinhas responsabilidades no golo é porque já estava a dizer que era um… frango!
Arrepiante torna-se ver o Petit aparecer nas câmaras quando é entrevistado sem o açaime. Por acaso, sempre que vem ele à entrevista rápida é para pedir desculpa aos adeptos pelo resultado. O Moyle gostaria um dia de perguntar ao Petit (em vídeo-conferência) se ele antes dos jogos come favas? É que o desgraçado do João Ferreira (árbitro do jogo Boavista – Benfica) levou com um litro dessa leguminosa, parecendo-me mesmo, embora ao longe, tratar-se até de fava-cavalinha.
Por fim, temos que destacar o treinador do Paços de Ferreira, que nos deixa sempre na dúvida se é realmente o treinador da equipa de futebol ou se é um caixa ou repositor dos supermercados Plus.O Moyle, enfim, fica por aqui, neste breve estudo, prometendo novas investidas nesta área de investigação ainda tão primitiva…

1/12/2007

No País da Fantasia

Dois momentos, que talvez tenham passado despercebidos à maioria, revelaram-se ao Moyle como dois axiomas matriciais do que é Portugal.
O primeiro foi a demolição da Azinhaga dos Besouros, um bairro da lata em Sintra. O segundo momento foi a entrada de Luís Filipe Menezes ao som da banda sonora da bi-trilogia Star Wars, para um almoço/comício em Gaia. O que sugere tudo isto? Bem, vivemos no país da Fantasia.
O nome do bairro da lata demolido, por si só, é revelador. Parece, ou não parece, um nome retirado de uma qualquer rua do Spirou e Fantásio, por exemplo? Claro que parece, a questão era retórica. Se fizermos o mesmo exercício com outros aspectos da vida portuguesa chegamos a conclusões, no mínimo, curiosas.
A cultura em Portugal é, com poucas diferenças, o país dos Estrumpfes. Pequenino, monocromático e onde toda a gente vive no seu pequeno cogumelo. Os Estrumpfes da cultura portuguesa andam há anos a fugir de um Gargamel e do seu gato Azrael, que não existem, e os querem usar para fazer ouro, embora não se saiba muito bem como. A principal diferença é que no caso português são todos Resmungões e não há Estrumpfinas.
As finanças públicas são como o Tom Sawyer. Há sempre um Sid, muito atinadinho, que faz os trabalhos de casa, mas Tom foge sempre para ir brincar com os amigos e nadar para o rio, entrando e saindo pela janela para ninguém se aperceber. Mas a Tia Polly lá está para lhe dar uns açoites, chamando-o à atenção, que tem que se emendar. Mas no dia seguinte arranja-se mais um esquema para fugir de novo.
Já o Governo funciona como a Branca de Neve e os Sete Anões. Estes andam a esburacar tudo o que podem em busca de ouro para que a Branca de Neve enterre de novo, mas em aeroportos e em CUPMR (Comboios Um Pouco Mais Rápidos). Agora que chegou o Príncipe Encantado à presidência tudo corre bem, ainda para mais quando a Bruxinha Má da Oposição tem maçãs mas não tem veneno.
O futebol português varia consoante o ângulo de observação. Para Pimenta Machado, autor da célebre máxima «O que hoje é verdade manhã é mentira», o futebol português é os Transformers, para os empresários e os dirigentes será mais As Maravilhosas Cidades de Ouro, para quem acompanha o processo Apito Dourado será o He-Man, sendo que o Príncipe Adam (Luís Filipe Vieira) tenta defender o Planeta Eternia (Verdade Desportiva) do terrível Skeleton (Pinto da Costa). E quem não fica tentado em ver no Ministro da saúde um autêntico Dr. Cão? E não será Mário Lino, ministro das obras públicas, um autêntico Bob, o Construtor? E não deverá ser a Antram a defender os interesses de Noddy? Novamente questões retóricas de resposta obviamente afirmativa.
Já no segundo dos aspectos, a entrada de Menezes ao som do tema de Star Wars, leva-nos a divagações quiçá interessantes. Se Luís Filipe Menezes é um cavaleiro Jedi, Marques Mendes será um Ewok – que são engraçados mas não servem para nada – Santana Lopes, representando o lado negro da Força, Darth Vader, devido à sua capacidade de constatar o óbvio, diplomacia e aspecto luzidio, Marcelo Rebelo de Sousa daria um interessante 3PO e, não fora a diferença de tamanho, Cavaco Silva daria um extraordinário Mestre Yoda, rígido, detentor da verdade e da Força, mastigando um bocado as palavras, mas que se revela felino quando as circunstâncias a isso obrigam. À imaginação dos nossos leitores deixaremos a atribuição do lugar do senador Palpatine, da Princesa Leia, da Rainha Amidala e de Chewbacca.Por tudo isto e pela quantidade de vezes que as pessoas vão dizendo «não é possível», «isto é inacreditável», «não lembraria nem ao Diabo», julga o Moyle que tocou, verdadeiramente, num aspecto central para a compreensão daquilo que é mesmo Portugal. A única diferença entre Portugal e a Fantasia é que por aqui normalmente não acaba sempre tudo bem, e os vilões acabam sempre por ganhar.

1/05/2007

Sócrates vs São Pedro

As enormes chuvadas caídas nos últimos meses de Outubro e Novembro motivaram uma reacção, mais ou menos generalizada, que pode perturbar os menos atentos pela sua aparente falta de bom senso. É por essa reacção que podemos verificar que a sociedade portuguesa tem inferido que as mortes, inundações, derrocadas, destruições, naturais prejuízos e demais notícias de abertura do Jornal Nacional foram, de uma maneira ou de outra, culpa do Governo de José Sócrates. Claro que as pessoas afectas ao PS reagem atónitas, incapazes de perceber que relação existe entre a governação de um país, por pior que essa seja, e os fenómenos naturais, incontroláveis por definição. Esquecem, essas pessoas, um dos pilares da cultura portuguesa, isto é, a sabedoria popular. Se atentassem na expressão Vox Populi Vox Dei perceberiam que anda Mouro na costa. Passamos a explicar.
De onde vem a chuva? Do céu. E quem gere a Secretaria Celestial da Dispersão de Recursos Hídricos (SCDRH)? São Pedro. O Moyle, ao entrevistar tão excelsa figura [a publicar num futuro relativamente próximo, ou talvez nem tanto], soube, em primeira-mão, que a culpa das cheias é de facto do Governo e de José Sócrates. Senão vejamos. Uma das principais acusações feitas ao actual Executivo é a de que tem governado contra os funcionários públicos, nomeadamente aqueles que não assinam o Acção Socialista. Partindo deste conhecimento a priori, que função pode ser mais pública que a de S. Pedro? Ao sentir o Governo a ir-lhe à bolsa (pois as túnicas não têm bolsos) e sendo um funcionário que gosta de se considerar exemplar, decidiu manifestar-se de uma forma diferente. Em vez de interromper funções (greves clássicas), levou a sua função a peito e tem feito greve de zelo. – Não podia deixar passar incólume esta machadada nos meus direitos adquiridos. É que aqui no céu tudo é multiplicado por mil e ao aumentar a idade de reforma para os 65 anos, aumentaram a minha para os 65 mil anos. Eh pá, eu tenho aspirações, não é por ser imortal que posso ser explorado, confidenciou angustiado. Queixei-me ao meu director – Deus – e ele disse-me apenas que não queria ter nada a ver com isso, senão qualquer dia era Ele a ter o Sócrates à perna e não estava para macacadas na idade d’Ele.
Conclui-se, portanto, que enquanto não mudar radicalmente a política do governo em relação à função pública, podemos esperar ainda mais chuvas, tempestades e pessoas a babarem-se enquanto bebem o café pela manhã. Como é mais fácil o Ministro da Economia cumprir limites de velocidade do que Sócrates mudar de opinião, bem nos podemos preparar para mais cacimba, mesmo alguma precipitação talvez elevada, ou seja, muita chuva, e às vezes da grossa.

12/30/2006

Dili no Cinema

Afinal as notícias que dão conta de confrontos entre grupos de artes marciais rivais em Dili, é apenas um boato já explicado nas últimas horas por fontes seguras, curiosamente provenientes de Hollywood.
A verdade é que é em Dili que está a ser rodado o filme biográfico de Bruce Lee, diga-se que com grande intensidade e com muito realismo, o que terá enganado até os membros da (co) missão portuguesa da GNR no local.
A história afinal conta-se em poucas linhas. Estavam os militares da GNR a petiscar uma mariscada na zona do porto, quando foram alertados para uma luta ente grupos rivais de artes marciais. Como a travessa tinha acabado de ser servida e as canecas estavam cheias, foi decidido pelo oficial superior que a ocorrência só seria atendida depois de acabarem o expediente no restaurante, nomeadamente o camarão e a cerveja.
Dois dias depois, quando chegaram ao local dos confrontos, ou seja, das filmagens, entraram no estúdio na hora de almoço do pessoal do filme e só encontraram rastos de sangue, o que foi transmitido para Portugal, tal como a notícia de dois mortos que afinal não passavam do actor principal, que fazia o papel de Bruce Lee, e do seu duplo, ambos mortos na sequência das filmagens, porque o realizador quis levar à letra a vida do grande mestre e as balas são verdadeiras e não de pólvora seca.
A rodagem do filme parou agora por uns dias enquanto se procura novo actor principal, tendo já sido efectuados contactos com a Al-Qaeda para disponibilizarem um bombista suicida que saiba artes marciais, negociações que a falharem deverão levar a recorrer ao mercado palestiniano, mais barato mas mais fraco qualitativamente. Isto porque as duas vezes que rodaram a cena da morte de Lee, o realizador disse corta quando o tiro já tinha sido disparado, ficando a cena incompleta.

12/10/2006

Menino Jesus

Como estamos a chegar à época natalícia, o Moyle não podia nem deixar passar esta data incólume nem deixar de ajudar o “menino Jesus” a soprar as 2006 velas. O bolo já está encomendado e ficará ao lado do Benfica no livro do Guiness, como o maior bolo do mundo. Já agora, porque continuam a chamar-lhe “menino”? Com 2006 anos quase feitos era para lhe chamar velhinho ou, um politicamente correcto, idoso. Tal como na Páscoa, deviam levar a beijar uma versão mais recente do senhor. Porquê levar uma fotografia, ou uma imagem, Dele quando tinha acabado de nascer, curiosamente já com uma fralda, quando seria muito mais adequado aproveitar a fralda e arranjar um corpo de velhinho/idoso?

12/04/2006

MAX, o Cão Pedófilo

Mais um escândalo afecta a televisão portuguesa. O Alto, o Forte e o Moyle sabem, de fonte segura, que o protagonista da excitante série policial da TVI, “Max, o Cão Polícia”, se encontra detido no Estabelecimento Prisional Canino de Oeiras, (isto é o Canil Municipal), para prestar declarações no âmbito do processo de pedofilia actualmente em fase de investigação pela Polícia Judiciária.
Alguns comportamentos suspeitos foram detectados pelo elenco juvenil da série, quando notaram, com alguma repugnância, que o animal se abraçava às pernas dos garotos e se esfregava convulsivamente, num acto de nítida auto-satisfação sexual.
O agente da estrela canina da TVI já veio a público afirmar que se trata de mais uma atoarda lançada contra o seu representado, motivada pelas invejas causadas pelo estrondoso sucesso da série. Refere, inclusive, um malentendido com duas poodles que, por engano, foram confundidas com menores, engano esse motivado por serem de uma raça mais pequena que Max.
Já anteriormente envolvido em escândalos relacionados com orgias descontroladas e práticas sexuais moralmente condenáveis, Max já foi acusado de ter engravidado duas primas, tendo assediado a irmã e mesmo a avó. Agora, com mais este escândalo, parece que o melhor cão actor da televisão portuguesa pôs mesmo a pata na poça. No entanto, fontes contraditórias afirmam que tudo não passa de mais uma campanha promovida pela TVI para promover a série, sendo esta a única forma de o conseguir, uma vez que os dotes vocais de Max eram ainda piores do que os do FF. Este caso, para além de uma inteligente concorrência à Floribella, poderá fazer com que Max seja dentro em pouco o “cheira-cús” mais conhecido do planeta.

11/23/2006

Futebol Português no Guiness

É verdade, o Glorioso conseguiu finalmente o maior título dos últimos 40 anos, provando que afinal o senhor Bela Gutman estava errado quando disse que o Benfica sem ele nunca mais ganharia uma competição internacional. O LFV levou o Benfica ao tão almejado título de “maior do mundo”, faltando só para o museu da luz o troféu dos arredores, a disputar em Tóquio no mês de Dezembro, e que vem substituir a Taça Intercontinental, passando a designar-se Taça Intergaláctica.
O próprio Real Madrid cedeu livremente o nome com que tinham apelidado os seus jogadores, desta forma, os galácticos deixaram de ser o Ronaldo, o Beckham, o Robinho, Roberto Carlos, VanNijstelroy e companhia. Agora, desde a última semana, os novos galácticos do futebol mundial passaram a ser as estrelas do Glorioso, como o Kikin, Petit, Paulo Jorge, Manu, ou o Mantorras, ou não fosse ele o jogador que quase se tornou a maior contratação do mundo, quando o LFV recusou a sua venda para o Barcelona por quase 18 milhões de contos, ainda no tempo do conto.
No entanto, por fontes próximas, o Moyle sabe que o Benfica pode não estar só no livro dos recordes, outros nomes do futebol português estão próximos de o conseguir, talvez durante esta época. O mais próximo será o Sporting, segundo as fontes, como o clube que quase ganhou mais títulos, pensa-se que o Guiness esteja somente à espera que o Sporting quase vença este campeonato, para dar entrada no prestigiado livro.
Também o FêCêPê pode estar a um passo do Guiness, segundo fontes directamente ligadas à questão e que garantiram faltar apenas corromper um árbitro para destronar o ex-presidente do Marselha, Bérnard Tapie. Todavia, e sem ter tido o alarido que aliás merecia, já Luís Campos, treinador de futebol, pertence a esta gala de famosos, quando numa só época conseguiu descer dois clubes de divisão, faltando apenas um jogo por um terceiro clube para conseguir o pleno. Parabéns, Luís Campos, apesar de atrasados!

11/10/2006

Lei do Urinol

Porque é que os homens, em geral, quando frequentam durante um largo período de tempo o mesmo estabelecimento público, quando vão ao WC, fazem-no instintivamente no mesmo urinol?
É esta a questão que o Moyle tem para tentar dissecar desta vez. À primeira vista parece um acto instintivo, do qual os recônditos mais primitivos do nosso cérebro são os mandatários, mas recorrendo a uma análise mais pormenorizada o Moyle talvez tenha encontrado a resposta no direito civil e na lei do direito de propriedade. Ou seja, pensamos que o uso prolongado do mesmo objecto causa o sentimento de propriedade e talvez seja essa a razão deste acto, afinal não tão instintivo. Daí que o iremos tentar levar ao Governo Sócrates e tentar fazer aprovar a Lei do Urinol, que deverá assegurar a propriedade do urinol ao utilizador que o usar mais de 200 vezes. É claro que o Moyle também pensou na maneira de assegurar a fiabilidade da proposta de lei. Assim, à entrada do estabelecimento será entregue um cartão magnético que irá contabilizar as utilizações. Ao fim da 201ª o urinol passará a ser utilizado apenas pelo seu proprietário. Quando o proprietário estiver mais do que três dias úteis sem usufruir do seu urinol, deixa de ter direito ao seu uso exclusivo.
É esta a proposta de lei que o Moyle irá apresentar durante as próximas semanas na Assembleia da República. É esta a preocupação deste cidadão consciente, porque a quem é que isto nunca aconteceu? E não se trata de uma lei machista, porque poderá ser aplicada também às mulheres. A quem é que já não aconteceu ir àquilo que parece ser nosso e quando lá chegamos deparamo-nos com uma invasão de propriedade? É que na maioria das vezes ficamos tão desorientados que nos vamos embora sem sequer procurar um lugar vago.

11/01/2006

O Caso Mateus

As campanhas de intoxicação da opinião pública portuguesa sucedem-se a um ritmo alucinante, com os factos a serem trocados diariamente pelos mais inverosímeis desvarios. O mais recente é o denominado “Caso Mateus” que, como não podia deixar de ser, chegou ao público deturpado e quase tão despido de verdade como os orçamentos da coligação PSD/CDS, ou as promessas eleitorais do Eng. Sócrates.
O jogador de futebol Mateus, que assinou pelo Gil Vicente, é, como se sabe, angolano. O que poucos sabem é que se envolveu emocionalmente com a filha de Cabral Ferreira, presidente d’Os Belenenses. O cerne da questão reside em certos e determinados estragos provocados pela “africanidade” de Mateus, em zonas algo sensíveis da infeliz. Ora, Cabral Ferreira, sentindo-se ofendido na sua dignidade pela separação do casal, condoendo-se dos pontos que a filha teve que levar e o embaraço inerente, magicou uma jigajoga pseudo-jurídica, para desviar as atenções do que se passou. Refira-se o engenho do raciocínio do belenense, na medida em que, enquanto “A Bola” e o “Record” falassem no assunto, “A Maria” e o “24 Horas”não meteriam o bedelho. E Cabral Ferreira sabia que o Conselho de Justiça iria reconhecer a sua incompetência no caso e reencaminhá-lo-iam para Dra. Marta Crawford e o caso morreria ali.
A coisa complicou-se e atingiu proporções imprevistas por dois motivos. O Leixões queixou-se à FIFA de que o Gil Vicente teria tirado partido de uma irregularidade para obter resultados desportivos, ou seja, jogou com um jogador com três pernas. A FIFA nunca daria andamento à coisa, caso contrário todas as selecções, equipas e jogadores africanos teriam de ser afastados do desporto-rei, o que seria obviamente uma catástrofe desportiva e humanitária. Por outro lado, especialistas da FIFA defendem que o “efeito tripé” (ou pé-de-galo) prejudica mais do que ajuda.
O segundo motivo que levou ao empolamento indesejado deveu-se ao facto da Federação Portuguesa de Futebol se ter metido barulho. Embora ninguém a tenha visto, muitos sabem que Gilberto Madaíl, presidente da FPF tem uma filha, um verdadeiro canhão. Diz-se que a pobre é a cara chapada do pai, barbicha inclusive. A pequena tem andado deprimida por ninguém lhe pôr a mão, pelo que o pai zeloso, ao saber das propriedades do jovem Mateus, tentou que ele desse o “jeitinho”, para ver se a filha arrebitava. Como o jogador não é parvo, nem pertence a nenhuma obra de caridade, recusou-se a fazer o tal “jeitinho” e daí advieram as ameaças desportivas ao Gil Vicente, como se tem visto.

10/25/2006

O Euro 2006

O Campeonato da Europa de Futebol de sub-21, realizado em Portugal, foi, à imagem do que já tinha acontecido em 2004, um enorme sucesso. Esta repetição vem demonstrar, mesmo aos mais cépticos de nós, que Portugal é um país com capacidade e empreendedor. Dissequemos brevemente este sucesso então.
Em termos de Organização, com todos os aspectos que o termo acarreta, a eficácia foi a palavra de ordem. Todos nos seus devidos lugares, em seu devido tempo, com custos controlados. Que mais se pode pedir? As falhas, que sempre existem, nunca podem ensombrar a qualidade atingida. Vemos então que Portugal pode, sem dúvida alguma, organizar qualquer evento de grandes, médias e pequenas dimensões. Contanto que a UEFA tome as rédeas claro.
Em segundo lugar, as Audiências televisivas. Toda a gente sabe que os portugueses são uns trouxas por bola… Nós sabemos, também somos e admitimos. Portanto neste aspecto tudo teria que correr bem. Porém a TVI teve um golpe de génio ao enfiar a publicidade ao evento no meio das telenovelas. Resultado prático? Até as mulheres de meia-idade viram futebol… Uma particularidade portuguesa contribuiu também para as grandes audiências registadas: os portistas. Fartos de serem acusados de pouco patriotas por diminuírem o seleccionador nacional L.F. Scolari, não perderam um segundo de cada jogo português para poderem, justificadamente, ou assim pensavam, dizer dele o que Maomé não disse do toucinho, por não ter convocado o Quaresma. Sucesso portanto.
A venda de Bilhetes surpreendeu mesmo os mais optimistas. Nem outra coisa seria de esperar. Madaíl conseguiu encher os estádios onde jogou Portugal porque, como dissemos, nós portugueses somos trouxas por bola, e os bilhetes foram vendidos como se a vitória estivesse garantida. Como o Madaíl está por dentro das negociatas futebolísticas, claro que acreditámos e não quisemos deixar de nos associar a tão grande vitória portuguesa. Dois pequenos reparos, Sr. Madaíl: 1º - Não se admire se choverem queixas na Deco por publicidade enganosa, 2º - Para a próxima (???) venda também os bilhetes aos adeptos estrangeiros como se eles já tivessem ganho, assim os estádios estão sempre repletos.
Muito particularmente para o Boavista foi um enorme sucesso. Acolheu a final no seu estádio, tendo por isso recebido os agradecimentos da FPF e da UEFA e, além disso, conseguido limpar o pó que estava nas cadeiras sem gastar um tusto com isso. Quem se lixou foram os espectadores que vieram com a merda agarrada às calças, mas festa é festa e ninguém reparou.
Finalmente, e mais importante, foi um verdadeiro sucesso Desportivo. A final inédita Holanda-Ucrânia, mostra-nos que a modalidade tem futuro assegurado, até pelas equipas de qualidade que foram arredadas. Belíssima e digna de registo foi, no entanto, a campanha da selecção ucraniana, que participou pela primeira vez. Mas devemos recordar que os ucranianos estavam já em estágio em Portugal havia largos meses. Tendo mesmo, alguns dos jovens ucranianos, assinado por Sociedades portuguesas. Aqui fica, então, uma lista das entidades patronais portuguesas onde militam esses jogadores. Somague (4 jogadores); Teixeira Duarte (4 jogadores); Soares da Costa (3 jogadores); Aecops (3 jogadores); Mota-Engil (3 jogadores); Pavicer, Construções Carrilho & Caldeira; Construtora Cunha, Granitos e Mármores Marujo Ld.a, Frisomat S.A., Zagope e Aluminium (1 jogador). Portugal, portanto, verdadeira terra da oportunidade. O Euro 2006 jogou-se e ganhou-se a diversos níveis. Sucesso indesmentível a nível desportivo (salvo a excepção de borrada completa dos anfitriões), organizativo, comercial e empresarial, assumindo-se como grande montra publicitária para a construção civil portuguesa.

10/09/2006

Liga a 10, ou menos!

É verdade, segundo as últimas informações, a liga portuguesa de futebol, bem como as restantes ligas europeias vão ser obrigadas a reduzir o número de clubes para um máximo de 10 clubes. Isto porque, depois do brilharete no Mundial, chegámos à conclusão de que poderíamos embandeirar em arco, e algumas das mentes brilhantes que temos no futebol, como o Sr. Fiúza, pensaram: “Eu tambuém posso ser o Guebara do Futebole, porque nuom soué nenhum pacóbio!” Assim, o pensou e assim o fez.
Mas o maior caso surge agora, quando os dirigentes do, alegado (pelos próprios), único clube realmente português, reivindicam a repetição de todos os jogos em que haja erros de arbitragem. Ora, como cada jornada vai ser repetida 2 ou 3 vezes, no mínimo, o campeonato das 16 equipas está fora de questão, uma vez que se prolongaria por várias épocas sem interrupção e com jogos à 4ª feira, o que colocava em causa a participação portuguesa nas competições europeias.
Sendo assim o campeonato português, como é o que tem mais casos, vai passar a contar apenas com 6 clubes, esperando-se que acabe até ao fim de Junho, esperando-se igualmente que a selecção falhe as qualificações para as fases finais das competições internacionais, para não prolongar o campeonato até Agosto.
No entanto, se esta medida seguir em frente fica a dúvida se terá ou não efeitos retroactivos, senão vejamos. Imaginemos que terão que ser repetidos todos os jogos em que houve erros de arbitragem. Lá teria o Jardel que regressar a Alvalade para marcar os penaltys que ficaram por marcar naquele célebre ano do “Porque será?”. E lá vai o Ricardo perder a melhor defesa que já fez com luvas, quando defendeu uma bola um metro dentro da baliza, evitando aquilo que seria um golo certo.
E o Porto vai ter que repetir os jogos quase todos das últimas duas décadas, o que por um lado até é bom sinal, pois voltaremos a ver em acção o André, o Jaime Magalhães, o Frasco, o Sousa, o Paulinho Santos, o Jorge Costa e isto é só para dar um cheirinho do que pode vir a acontecer, não esquecendo o grande João Pinto e o regresso das suas saudosas declarações.
No entanto, o clube que porventura será mais beneficiado será o Benfica, pois terá a oportunidade de finalmente vender o Eusébio, facto que lhe foi recusado pelo Sr. Presidente do Conselho, que quis fazer do Benfica o que Franco fez do Real Madrid, o que se revelou um profundo fracasso, pois sendo Portugal, na altura, um país muito maior do que a Espanha, o Real de Franco conseguiu vencer 6 Taças dos Campeões e o Glorioso apenas 2. E mais, mesmo que ninguém se lembre de quando o Benfica foi beneficiado, vão ter que repetir os jogos em que foram prejudicados, cujos resultados irão depender do estado de saúde dos jogadores da altura, que serão chamados para a repetição do jogo.
Por tudo isto, a RTP Memória já anunciou que vai acabar com as transmissões de jogos, aguardando pelas repetições não falseadas.
Quem deve estar aflito com estas notícias é o Sr. José Pratas, com medo de ter que fugir outra vez do Fernando Couto e do Paulinho Santos.
E vai ser este o futebol do futuro… um remaking

9/26/2006

Sócrates à Presidência da Liga!

Não, o Moyle não quer que Sócrates abandone a chefia do Governo desta maravilhosa República, muito pelo contrário, o Moyle rejubila com os consecutivos sucessos governativos do Sr. Eng.º e Companhia.
O que importa ao Moyle é a resolução do caso Mateus, este maldito caso que impediu o Glorioso de jogar a primeira jornada do campeonato português, e neste sentido julgamos que a presença do Sr. Eng.º à frente dos destinos da Liga seria a panaceia para a resolução de todos os problemas, inclusive o problema maior chamado Mateus.
Este caso só aparece porque um tal jogador chamado Mateus iniciou a época num clube chamado Felgueiras (exacto dessa terra que vocês estão a pensar – ela está em todas), que acabou por dispensar este jogador que veio a assinar contrato com um clube qualquer amador. O clube pode nem ser amador, ou seja, lá porque não entra nas competições da Liga é amador. Quanto ao Sr. Mateus, foi obrigado a arranjar outro emprego para ser um amador do futebol, pois não podia trabalhar a tempo inteiro no clube, porque isso o tornava profissional? O Moyle acha que não.
Em Janeiro, o Gil Vicente, certo de que era este o Maradona escondido no amadorismo que ia salvar o clube da descida de divisão, contratou-o. O problema aqui é que um jogador em Portugal não se pode tornar profissional assim, do pé para a mão. Para se tornar profissional é preciso esperar um ano, um ano!!?? É isso mesmo, e ninguém sabe bem porquê, no entanto, o Moyle depois de muito pensar sobre o assunto nas areias do Algarve, chegou à conclusão que tudo se deve à não adopção pela Liga do famoso Simplex emanado pelo generoso Governo do Eng.º Sócrates. Ou seja, esse ano é simplesmente o tempo que o papel demora a passar por todas as instâncias competentes até chegar ao Dalai Lama do futebol português, esse mesmo, o Sr. Major. É que entre viagens ao Brasil e umas idas às frutas e aos caramelos, o papel demora exactamente um ano a ganhar vida nas mãos milagrosas do Sr. Major.
É com este intuito que o Moyle aparece na tentativa de solucionar o caso, principalmente para que os sportinguistas não percam esta oportunidade, até agora, quase única (até podia dizer única que eles já nem se lembram da última) de ver o seu clube na Liga dos Campeões. E também para que a Europa não passe sem ver o famoso penteado do Paulo Bento. Seria imperdoável não aparecer nos ecrãs de TV de toda a Europa. E por último para que finalmente os 6 milhões acabem com o tédio das suas vidas, ou seja, sem nada para discutir, sem ser a contratação do Miguelito.
Assim, pedimos que, ou o Sr. Eng.º Sócrates tome posse como presidente da Liga, despromovendo o Hermínio, ou que o Sr. Major adopte o Simplex imediatamente. Sendo que a primeira opção seria a que mais nos agradaria, até porque esse tal ex-secretário de estado do Desporto, segundo consta, nem sequer tem uma patente do exército, e depois de tantos anos a chamar o Presidente da Liga por Sr. Major, aguarda-nos um vazio muito grande.
Ainda nos resta o Sargentão, ao menos isso!!!

8/23/2006

Será que o Vítor Norte e a Sofia Alves participam?

Quando se lêem livros de guerra fica-se sempre na dúvida se estamos mesmo a ler um livro de guerra ou um qualquer livro sobre teatro.
Primeiro, as tropas não fazem a guerra, elas levam a cabo actuações. Quando vão nalguma missão, na gíria militar, diz-se, por exemplo: “a nossa Companhia vai actuar na Fronteira, seguindo depois para Oeste…” A primeira coisa em que eu pensaria ao ouvir estas palavras, seria numa companhia de teatro em digressão e que iria a começar em Vilar Formoso, viria pelo IP5, fazendo actuações até Aveiro.
Por coincidência, ou não, o local onde actuam as tropas também se chama teatro, só que em vez dos tradicionais Sá da Bandeira, Tivoli, S. Carlos, etc., chama-se “de Operações”. Mais… O pano de fundo de ambos tem também o mesmo nome: cenário.
Com tudo isto, eu já não sei se a tropa não passará de um grupo de saltimbancos. Afinal o que é que andam eles a fazer nas guerras? É que já agora podiam mudar o nome às forças militares, e em vez de hoste poderiam chamar-se elenco.

Assim, por exemplo, na guerra do Iraque, o cartaz seria mais ou menos este:

Encenação: George W. Bush
Argumento: co-autoria George W. Bush e Tony Blair
Produtor: Donald Rumsfeld
Actores Principais: George W. Bush, Tony Blair, Condoleeza Rice, Donald Rumsfeld, Ariel Sharon, Saddam Hussein, Ossama Bin Laden e Al-Zarkawi nos papéis de vilões. Conta ainda com a participação de Durão Barroso no papel de Emplastro.
Cenários por Tomahawk

Em exibição num Teatro de Operações perto de si!

8/13/2006

Mutilação ou Tradição?

Há bem poucos meses vimos na TV o terceiro mundismo de alguns povos africanos, quando foi salva uma criança de sexo feminino da mutilação dos seus órgãos genitais. Acontecimento que, pasme-se, foi uma grande escandaleira aqui na quintarola.
Mas, pergunto eu, o que é que fazem os judeus? «Ah, isso é tipo uma tradição!» – respondem-me. Tradição uma ova, para não dizer outra coisa. Então pegar num puto com uns meses e cortar-lhe um bocado da pilinha (com uns meses de vida é esta a designação aceite pela sociedade para o...coiso) é tradição!!! Se fossem miúdos com os seus 5/6 anos compreendia-se, porque os pais poderiam ficar fartos de comprar tampas de sanita, mas agora com uns meses? Só se for para acertar melhor na zona absorvente da fralda e não escorrer para a virilha, para não provocar assaduras, porque o Lauroderm está caro, etc, etc, etc.
Tradição, sim, era quando os mancebos iam às inspecções e tinham que ir, obrigatoriamente, às meninas, isso sim era tradição. Agora cortar o coiso? Coa' breca, não parece ser uma tradição muito vantajosa, até porque se quem faz o corte bebeu uns copos antes, pode criar uma situação embaraçosa para o puto quando este crescer. É que, a menos que seja de raça negra, e aí ficará apenas sem o mito, o puto arrisca-se a ficar mesmo mais do que apenas ligeiramente mutilado. Situação que só iria agradar ao filho do ex-jogador do Benfica, Nené, que conseguiria realizar o seu sonho pagando apenas umas quantas imperiais ao “circuncisador”. Qualquer dia até se lembram de cortar mais qualquer coisa, para evitar micoses no escroto quando em idade de as terem.
Pelo menos com os católicos, é mais fácil. O único a quem o... coiso foi cortado foi o Salvador, o Messias e, vejam bem, agora comem-no sempre que vão à missa, em forma de placas de parabéns dos bolos de aniversário. No máximo, a única coisa a que os putos católicos se habilitam é a apanharem uns princípios de constipação se a água benta estiver muito fria no Inverno.

8/05/2006

Matar o Borrego

Começam a tornar-se deveras irritantes as sucessivas derrotas, ou melhor, as consecutivas vitórias morais contra o raio dos franceses nas competições internacionais de futebol sénior. Como estas vitórias morais não sabem ao mesmo, resolvemos propor ao Exmo. Sr. Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Dr. Gilberto Madaíl, ao Exmo. Sr. Treinador e Seleccionador nacional Luiz Filipe Scolari, ao Ministério da Administração Interna e a quem mais de direito, a naturalização dos jogadores da equipa nacional francesa, para tentar resolver esta malapata e, finalmente, matar o borrego.
Em vez de procurar soluções mirabolantes e arriscar com Liedsons e afins, porque não lusificar os jogadores da selecção francesa? Até porque, para mais, estes dão garantias de competência. Daí este nosso projecto, ao qual, para maior facilidade do processo de integração dos jogadores, juntamos as seguintes sugestões de lusitanificação:

Fabien Barthez – Fábio Bartolomeu
Lillian Thuram – Liliano Torrão
Willy Sagnol – Gui Sanhudo
William Gallas – Guilherme Balas
Eric Abidal – Eurico Alguidar
Claude Makelele – Cláudio Vaca Lelé
Frank Ribery – Chico Ribeirinho
Patrick Vieira – Patrício Vieira
Zinedine Zidane – Zeferino Zebedeu
Thierry Henry – Henrique Torres
David Trezeguet – David Traz-o-gato
Sylvain Wiltord – Vítor Silva
Mikael Silvestre – Miguel Silvestre
Gael Givet – Joel Gaveta
Mickael Laundreau – Miguel Ladrão
Sidney Gouvou – Celino Kuduro
Louis Saha – Luís Saia
Jean-alain Boumsong – João Alves Bom Som
Pascal Chimbonda – Pascoal Chibarro
Gregory Coupet – Gregório Cortez
Vikash Dhorasoo – Vigas Adora-o-sol [apropriado para um estrangeiro naturalizado]
Florent Malouda – Florêncio Mal-o-dá [até porque quando o dá aceitam logo e pimba]
Alou Diarra – Paulo Pissarra [não íamos estragar a vida ao senhor]

Achámos que era conveniente meditar sobre este assunto e decidimos, dessa forma, trazê-lo a público para que os portugueses se pronunciem, maduramente (como só os portugueses sabem e conseguem) sobre a matéria.
Os detractores apontarão sempre «A FIFA não os deixa jogar, porque já alinharam pela equipa francesa». A isso respondemos, simplesmente, que não os queremos para jogar por nós, mas para não jogar contra nós e, além disso, um presunto da Beira, umas alheiras de Mirandela, um queijo da Serra e um tinto do Redondo dão a volta à cabeça de muita gente, mesmo da FIFA. É preciso ter atenção, aí sim, aos direitos de imagem da Sra. Do Caravaggio como padroeira da equipa de quase todos nós (nós não sabemos quem são o quase, mas o Scolari disse que era um cineasta, um filho de um escritor conhecido e um filho de ricos qualquer) e assegurar que estão garantidos, para a respectiva francesa de Lourdes não vir fazer reclamações.
Quanto ao Raymond Domenech, depois de um curso intensivo sobre o que é fair-play, pode aportuguesar-se, e sugerimos Raimundo Domingos Cromeleque, deixar crescer o bigode, deixar os óculos abichanados e vir treinar o Lusitano de Vila Real de Santo António.

7/30/2006

Fiel ou Infiel?

Porque é que as mulheres ficam realmente chateadas quando o respectivo olha, de soslaio ou não, para outra mulher?
Se elas acham isso traição, pois bem mais valia não se comprometerem, porque irão ser traídas todos os dias e mais do que uma vez por dia. E não digo só duas ou três vezes, digo mesmo... várias.
Reparando bem, nós, os homens, não fazemos nada de mal, é que nem sequer é preciso usar a grandemente imaginação. Acho que não é preciso ser um qualquer Zandinga, ou mesmo um Alexandrino, para adivinhar o que está lá, nem mesmo imaginar. Pelo menos no Verão, é tão óbvio que a imaginação é absolutamente dispensável.
Na verdade, pode ser por ao olharmos para as outras lhes estarmos a dar atenção. Mas a verdade é que para a nossa já não é preciso olhar, já não há grandes novidades. Aliás, quanto menos olharmos melhor, evita desgaste.
E qual é o mal de olhar? Os olhos penetram? Há possibilidade de engravidar com os olhos? Qualquer dia têm que inventar um preservativo para os olhos, ou uma pílula anti-olho. Quando muito, e realço, quando muito, o membro poderá dar um ligeiro sinal, tipo tique nervoso que, quando em público, deverá ser convenientemente camuflado.
Então porque se sentem elas tão mal com estes olhares? O compromisso assumido exige-nos que as únicas mulheres para quem podemos olhar sejam a nossa mãe, a sogra (para esta podemos olhar todas as vezes que quisermos, mas, sinceramente, quanto menos melhor) e, para além delas, só... freiras (se lessem as cartas da Mariana Alcoforado não tinham uma opinião tão ligeira acerca das freiras)?
Deixem-nos olhar à vontade! Uma boa relação com os olhos não tira apetite nenhum, muito pelo contrário, e com isso lucramos todos.

7/26/2006

10 Perguntas a Nossa Senhora de Fátima

Para os nossos atentos leitores temos, desta vez, uma conversa extremamente interessante e informal com uma das mais importantes, e controversas, figuras da Humanidade. Vejamos como Nossa Senhora de Fátima se sente como peixe na água em vários, e alguns deles muito sensíveis, temas da actualidade.

O Alto, o Forte e o Moyle – Boa tarde! Desde já agradecemos a disponibilidade em aceitar conversar connosco. Imaginamos que seja uma pessoa muito ocupada, principalmente no Verão.

Nossa Senhora de Fátima – Ora essa, o prazer é todo meu. É pena não ser mais vezes solicitada para estes momentos, mas acho que as pessoas têm uma ideia errada sobre nós, as celebridades.

AFM – Eis, então, um bom ponto de partida. O que acha de ser uma estrela do Jet Set, uma celebridade?

NSF – Se quer mesmo saber, até que não é desagradável. As festas, os eventos sociais. É tudo muito bonito. Adoro festas populares e arraiais, ando é sempre a cheirar a sardinha e a tinto. Estou é aborrecida com o José Eduardo Moniz, por não me ter ainda convidado para uma dessas coisas das celebridades, gostei muito da quinta, fez-me lembrar quando nasceu o meu Jesus.

AFM – Importa-se de nos explicar porquê? Estamos certos que as nossas legiões de leitores iriam gostar de saber.

NSF – Houve uma altura em que eu não sabia bem como lidar com a fama. Sabe, isto do nosso filho ser o Messias é complicado. E não era só isso, é que o meu filho é meu pai e pai dele próprio e veste-se de pomba. Não é fácil. Às vezes é uma confusão lá em casa! Veja lá que, de um dia para o outro, passei de dona de casa, mulher de um carpinteiro, a filha, amante e mãe de Deus. Foi tudo menos fácil, posso garantir-lhe. Enquanto isto me acontecia, formou-se uma multidão de fãs incrível. Tive que arranjar dezenas de pseudónimos, senão não podia atender a todos.

AFM – Exactamente! Na verdade, como prefere ser conhecida? “Nossa Senhora” é bastante formal, ao passo que “Fátima”, ou qualquer um dos outros nomes, é demasiado familiar.

NSF – Para mim é-me verdadeiramente indiferente. Tem uma certa razão quanto ao “Nossa Senhora”, mas os fãs estão habituados. Eu aprecio bastante um “Do Rosário”, “dos Aflitos”, até “Do Ó”. Já não gosto tanto de “Nossa Senhora do Leite”, faz-me lembrar uma leiteira que andou a arrastar a asa ao meu José, grande vaca. Fora isso, é-me indiferente.

AFM – Mas como estava a dizer, acerca dos problemas que teve com a fama…

NSF – Pois! Eu criei na altura um certo afastamento, chamemos-lhe um afastamento presente, e, a partir daí, os fãs começaram a pôr-me… Como hei de dizer? A pôr-me num pedestal, a reverenciar-me à distância. Eu ressenti-me bastante, porque adoro gente. Sou uma verdadeira “Party Animal”. Custou-me que me começassem a tratar como se eu fosse uma “Vaca Sagrada”.

AFM – Acha que o facto do seu filho ser uma estrela ajudou a catapultar a sua imagem?

NSF – Talvez tenha contribuído um pouco, mas prefiro acreditar que foi o meu espírito, o meu bom gosto para vestir, o meu intelecto, que me tornaram conhecida e popular. Terei que agradecer, acima de tudo à empresa que trata da minha imagem. De facto, a Companhia de Jesus – Ideias Criativas S.A. teve um papel fundamental na minha divulgação, o que tenho, nunca é demais repeti-lo, de agradecer. Se não fossem eles, há largos anos já, eu não passaria “daquela”, da mulher do carpinteiro.

AFM – Pelo que nos é dado a ver, seria verdadeiramente injusto, pois se até a mãe do Ronaldinho faz publicidade, por que não deveria ser reconhecida aquela que é, de facto, a mãe do “Salvador da Humanidade”. Mas deixemos de parte estas questões de marketing e gestão de imagem. O que acha da situação política internacional?

NSF – Eu não tenho grande opinião, até porque já há uns tempos que não vejo o Nuno Rogeiro e estou bastante desactualizada. O que posso dizer é que acho, muito honestamente, que o mundo, depois da queda do muro, está uma confusão. Parece a luta pela permanência na Liga BetandWin nos corredores da Praça da Alegria. E depois há aquela questão de Israel, com a terra prometida. É que isso é tudo mentira, houve sim uma ocasião em que o meu catraio disse ao Cabude Sachoberg, um dos jornaleiros que andava por conta do meu Zé, sovina como o meu amante o dá, e disse-lhe que ele havia de ter a sua terra, ele e os outros como ele. Mas ele referia-se só a umas leivas de terra, nunca àquele bocado todo.

AFM – Mas… A senhora não é judia??

NSF – Se considerarmos bem, eu sou uma cidadã do mundo, apesar da costela brasileira do meu filho ser muito evidente. E atenção que não nasci na Judeia, tive que dar à luz numa maternidade egípcia devido aos cortes orçamentais, uns seguranças privados contratados pelo estado judaico mataram o meu filho. Por aqui pode ver que poucos laços me ligam a essa gente. Sou tão judia como o Roberto Leal é português! De resto, como já disse, o meu filho e marido e pai disse que não prometeu aquela terra a ninguém, portanto, quem chegou primeiro reclama posse. Quanto à política internacional, o Bush é um pobre incompreendido, o Durão Barroso é uma pessoa que respira competência, o Putin é um fofo que não faz mal a ninguém e o Wen Jiabao, da China, um verdadeiro querido, um amor em todos os aspectos.

AFM – Sabemos que é uma verdadeira amante de Portugal e dos portugueses, o que fica patente, nomeadamente, na sua grande intimidade com a irmã Lúcia. O que acha da situação do país?

NSF – Quero deixar esclarecido, de uma vez por todas, que apesar do nosso desentendimento em 1980 [ver Camarate Revelado!], a nossa amizade nunca esteve em causa. De resto ela vai lá a casa frequentemente. Em relação a Portugal, realmente a situação não é muito favorável, mas com o bom resultado que Portugal obteve no mundial, os recursos humanos do futebol português vão valorizar e a balança comercial vai ser equilibrada com o aumento das exportações. Se o Governo português negociar com os timorenses uns barrizitos de petróleo por troca com os soldados da GNR, então aí era “superavit“ pela certa. Acho contudo que se deve apostar mais na educação, sobretudo na educação sexual. Se as crianças se entusiasmarem com a escola o rendimento escolar aumenta e em menos de uma geração o Choque Tecnológico irá chocar efectivamente, mas pela positiva, isto é se alguém o chegar a encontrar.

AFM – Como sabemos que um dos seus nomes é “Da Luz”, diga-nos: o que acha da contratação de Fernando Santos para treinar o Benfica?

NSF – Nesse aspecto não tenho grande opinião, eu até sou da Académica de Coimbra. O que eu gostaria era de lançar um apelo sério e sentido: Por favor, deixem jogar o Mantorras!

AFM – Planos para férias, já tem?

NSF – Este ano, curiosamente, estou a pensar em fazer férias em Portugal, talvez na região do Oeste. Caldas, Bombarral, Ericeira. O clima é óptimo e vai dar para passear e ver monumentos, Mafra, Óbidos, talvez vá até Sintra. Se puder vou também a Fátima. É um sítio onde nunca estive e, embora pessoalmente seja céptica, aprecio muito as manifestações de religiosidade popular. Por outro lado, ainda há o artesanato, a gastronomia, o vinho, é tudo muito bom, só é pena é o bento.

AFM – Com certeza queria dizer vento…

NSF – Não. Pena é o Bento, o comandante da BT que está sempre à saída das discotecas quando uma pessoa vem de lá já um bocadito tocada, com o grão na asa.

AFM – Desde já despedindo-nos e novamente agradecendo a honra e o prazer que foi esta conversa queremos colocar-lhe uma última questão? É leitora assídua do nosso blog, «oaltooforteeomoyle»?

NSF – Blog? Mas isto não é para a Ana + Atrevida? Peço desculpa por esta situação embaraçosa. Sinceramente nunca tinha ouvido falar de vocês, mas tenho a dizer que são muito simpáticos e espero verdadeiramente que possamos falar de novo no futuro. Obrigado e o meu pai, marido e filho os abençoe.

7/22/2006

Ir ao Stand

Para os homens, as mulheres e os carros têm um valor sentimental muito semelhante, ou pelo menos ocupam um espaço afectivo e prioridades (sobretudo orçamentais) muito próximas. Comparemos:
Primeiro pensamos todos nos grandes bólides, novos modelos, topo de gama, que vêm nas revistas da especialidade e imaginamos: Gostava de ter um avião destes! Bela viatura! É a máquina dos meus sonhos!. O problema é quando se chega à parte de «encostar a barriga ao balcão», e aí só uma minoria consegue sustentar este gosto pela alta cilindrada.
Não dando para um topo de gama, procura-se depois na gama média alta, ou seja, jipes, carros familiares, de passeio, talvez um cabriolet. Embora sendo máquinas mais acessíveis, não deixam de ter os seus custos, e mesmo em 2ª mão, têm uma manutenção muito dispendiosa para a maioria.
A partir daqui, se queremos novo, tem que ser um utilitário. Uma coisa para usar todos os dias, que não nos deixe ficar mal nas piores alturas e que consuma pouco, o que já não será mau, dentro das possibilidades.
É claro que se pode sempre recorrer aos stands de carros usados, sendo que aí é melhor escolher de origem alemã ou sueca que aguentam mais rodagem, pois, caso contrário, corre-se sempre o risco de comprar algo muito batido mas bem maquilhado, o que poderá ser sempre uma carga de trabalhos, com muitas idas ao arranjo. Deve evitar-se ao máximo espaços destes com muitas bandeirinhas e floreados do género, nunca é bom sinal escolher nesse locais.
O que é muito raro acontecer, é cair-nos no colo o que procuramos, por exemplo, ser-nos oferecido. Esta é sem dúvida a melhor das situações, mas que acarreta, no entanto, uma bela dose de sorte e de conhecimentos e, eventualmente, alguma desconfiança sobre o produto. Mas como é oferecido…
Pena é que já não seja como antigamente, em que a máquina era oferecida e, com um bocado de sorte, ainda se recebia dinheiro para rodar nela.