Os autores abdicam de todas as responsabilidades sobre os conteúdos presentes neste blog... Porque não passam de tretas, por muito que desejem e achem o contrário. Não abdicamos, contudo, de todos e quaisquer direitos sobre esses mesmos conteúdos que se encontram protegidos pelas Leis de Protecção da Propriedade Intelectual em vigor (excepto na China e na Madeira). Assinado: O Alto, O Forte e o Moyle
12/11/2006
12/10/2006
Menino Jesus
Como estamos a chegar à época natalícia, o Moyle não podia nem deixar passar esta data incólume nem deixar de ajudar o “menino Jesus” a soprar as 2006 velas. O bolo já está encomendado e ficará ao lado do Benfica no livro do Guiness, como o maior bolo do mundo. Já agora, porque continuam a chamar-lhe “menino”? Com 2006 anos quase feitos era para lhe chamar velhinho ou, um politicamente correcto, idoso. Tal como na Páscoa, deviam levar a beijar uma versão mais recente do senhor. Porquê levar uma fotografia, ou uma imagem, Dele quando tinha acabado de nascer, curiosamente já com uma fralda, quando seria muito mais adequado aproveitar a fralda e arranjar um corpo de velhinho/idoso?
12/04/2006
MAX, o Cão Pedófilo
Mais um escândalo afecta a televisão portuguesa. O Alto, o Forte e o Moyle sabem, de fonte segura, que o protagonista da excitante série policial da TVI, “Max, o Cão Polícia”, se encontra detido no Estabelecimento Prisional Canino de Oeiras, (isto é o Canil Municipal), para prestar declarações no âmbito do processo de pedofilia actualmente em fase de investigação pela Polícia Judiciária.
Alguns comportamentos suspeitos foram detectados pelo elenco juvenil da série, quando notaram, com alguma repugnância, que o animal se abraçava às pernas dos garotos e se esfregava convulsivamente, num acto de nítida auto-satisfação sexual.
O agente da estrela canina da TVI já veio a público afirmar que se trata de mais uma atoarda lançada contra o seu representado, motivada pelas invejas causadas pelo estrondoso sucesso da série. Refere, inclusive, um malentendido com duas poodles que, por engano, foram confundidas com menores, engano esse motivado por serem de uma raça mais pequena que Max.
Já anteriormente envolvido em escândalos relacionados com orgias descontroladas e práticas sexuais moralmente condenáveis, Max já foi acusado de ter engravidado duas primas, tendo assediado a irmã e mesmo a avó. Agora, com mais este escândalo, parece que o melhor cão actor da televisão portuguesa pôs mesmo a pata na poça. No entanto, fontes contraditórias afirmam que tudo não passa de mais uma campanha promovida pela TVI para promover a série, sendo esta a única forma de o conseguir, uma vez que os dotes vocais de Max eram ainda piores do que os do FF. Este caso, para além de uma inteligente concorrência à Floribella, poderá fazer com que Max seja dentro em pouco o “cheira-cús” mais conhecido do planeta.
Alguns comportamentos suspeitos foram detectados pelo elenco juvenil da série, quando notaram, com alguma repugnância, que o animal se abraçava às pernas dos garotos e se esfregava convulsivamente, num acto de nítida auto-satisfação sexual.
O agente da estrela canina da TVI já veio a público afirmar que se trata de mais uma atoarda lançada contra o seu representado, motivada pelas invejas causadas pelo estrondoso sucesso da série. Refere, inclusive, um malentendido com duas poodles que, por engano, foram confundidas com menores, engano esse motivado por serem de uma raça mais pequena que Max.
Já anteriormente envolvido em escândalos relacionados com orgias descontroladas e práticas sexuais moralmente condenáveis, Max já foi acusado de ter engravidado duas primas, tendo assediado a irmã e mesmo a avó. Agora, com mais este escândalo, parece que o melhor cão actor da televisão portuguesa pôs mesmo a pata na poça. No entanto, fontes contraditórias afirmam que tudo não passa de mais uma campanha promovida pela TVI para promover a série, sendo esta a única forma de o conseguir, uma vez que os dotes vocais de Max eram ainda piores do que os do FF. Este caso, para além de uma inteligente concorrência à Floribella, poderá fazer com que Max seja dentro em pouco o “cheira-cús” mais conhecido do planeta.
11/23/2006
Futebol Português no Guiness
É verdade, o Glorioso conseguiu finalmente o maior título dos últimos 40 anos, provando que afinal o senhor Bela Gutman estava errado quando disse que o Benfica sem ele nunca mais ganharia uma competição internacional. O LFV levou o Benfica ao tão almejado título de “maior do mundo”, faltando só para o museu da luz o troféu dos arredores, a disputar em Tóquio no mês de Dezembro, e que vem substituir a Taça Intercontinental, passando a designar-se Taça Intergaláctica.
O próprio Real Madrid cedeu livremente o nome com que tinham apelidado os seus jogadores, desta forma, os galácticos deixaram de ser o Ronaldo, o Beckham, o Robinho, Roberto Carlos, VanNijstelroy e companhia. Agora, desde a última semana, os novos galácticos do futebol mundial passaram a ser as estrelas do Glorioso, como o Kikin, Petit, Paulo Jorge, Manu, ou o Mantorras, ou não fosse ele o jogador que quase se tornou a maior contratação do mundo, quando o LFV recusou a sua venda para o Barcelona por quase 18 milhões de contos, ainda no tempo do conto.
No entanto, por fontes próximas, o Moyle sabe que o Benfica pode não estar só no livro dos recordes, outros nomes do futebol português estão próximos de o conseguir, talvez durante esta época. O mais próximo será o Sporting, segundo as fontes, como o clube que quase ganhou mais títulos, pensa-se que o Guiness esteja somente à espera que o Sporting quase vença este campeonato, para dar entrada no prestigiado livro.
Também o FêCêPê pode estar a um passo do Guiness, segundo fontes directamente ligadas à questão e que garantiram faltar apenas corromper um árbitro para destronar o ex-presidente do Marselha, Bérnard Tapie. Todavia, e sem ter tido o alarido que aliás merecia, já Luís Campos, treinador de futebol, pertence a esta gala de famosos, quando numa só época conseguiu descer dois clubes de divisão, faltando apenas um jogo por um terceiro clube para conseguir o pleno. Parabéns, Luís Campos, apesar de atrasados!
O próprio Real Madrid cedeu livremente o nome com que tinham apelidado os seus jogadores, desta forma, os galácticos deixaram de ser o Ronaldo, o Beckham, o Robinho, Roberto Carlos, VanNijstelroy e companhia. Agora, desde a última semana, os novos galácticos do futebol mundial passaram a ser as estrelas do Glorioso, como o Kikin, Petit, Paulo Jorge, Manu, ou o Mantorras, ou não fosse ele o jogador que quase se tornou a maior contratação do mundo, quando o LFV recusou a sua venda para o Barcelona por quase 18 milhões de contos, ainda no tempo do conto.
No entanto, por fontes próximas, o Moyle sabe que o Benfica pode não estar só no livro dos recordes, outros nomes do futebol português estão próximos de o conseguir, talvez durante esta época. O mais próximo será o Sporting, segundo as fontes, como o clube que quase ganhou mais títulos, pensa-se que o Guiness esteja somente à espera que o Sporting quase vença este campeonato, para dar entrada no prestigiado livro.
Também o FêCêPê pode estar a um passo do Guiness, segundo fontes directamente ligadas à questão e que garantiram faltar apenas corromper um árbitro para destronar o ex-presidente do Marselha, Bérnard Tapie. Todavia, e sem ter tido o alarido que aliás merecia, já Luís Campos, treinador de futebol, pertence a esta gala de famosos, quando numa só época conseguiu descer dois clubes de divisão, faltando apenas um jogo por um terceiro clube para conseguir o pleno. Parabéns, Luís Campos, apesar de atrasados!
11/10/2006
Lei do Urinol
Porque é que os homens, em geral, quando frequentam durante um largo período de tempo o mesmo estabelecimento público, quando vão ao WC, fazem-no instintivamente no mesmo urinol?
É esta a questão que o Moyle tem para tentar dissecar desta vez. À primeira vista parece um acto instintivo, do qual os recônditos mais primitivos do nosso cérebro são os mandatários, mas recorrendo a uma análise mais pormenorizada o Moyle talvez tenha encontrado a resposta no direito civil e na lei do direito de propriedade. Ou seja, pensamos que o uso prolongado do mesmo objecto causa o sentimento de propriedade e talvez seja essa a razão deste acto, afinal não tão instintivo. Daí que o iremos tentar levar ao Governo Sócrates e tentar fazer aprovar a Lei do Urinol, que deverá assegurar a propriedade do urinol ao utilizador que o usar mais de 200 vezes. É claro que o Moyle também pensou na maneira de assegurar a fiabilidade da proposta de lei. Assim, à entrada do estabelecimento será entregue um cartão magnético que irá contabilizar as utilizações. Ao fim da 201ª o urinol passará a ser utilizado apenas pelo seu proprietário. Quando o proprietário estiver mais do que três dias úteis sem usufruir do seu urinol, deixa de ter direito ao seu uso exclusivo.
É esta a proposta de lei que o Moyle irá apresentar durante as próximas semanas na Assembleia da República. É esta a preocupação deste cidadão consciente, porque a quem é que isto nunca aconteceu? E não se trata de uma lei machista, porque poderá ser aplicada também às mulheres. A quem é que já não aconteceu ir àquilo que parece ser nosso e quando lá chegamos deparamo-nos com uma invasão de propriedade? É que na maioria das vezes ficamos tão desorientados que nos vamos embora sem sequer procurar um lugar vago.
É esta a questão que o Moyle tem para tentar dissecar desta vez. À primeira vista parece um acto instintivo, do qual os recônditos mais primitivos do nosso cérebro são os mandatários, mas recorrendo a uma análise mais pormenorizada o Moyle talvez tenha encontrado a resposta no direito civil e na lei do direito de propriedade. Ou seja, pensamos que o uso prolongado do mesmo objecto causa o sentimento de propriedade e talvez seja essa a razão deste acto, afinal não tão instintivo. Daí que o iremos tentar levar ao Governo Sócrates e tentar fazer aprovar a Lei do Urinol, que deverá assegurar a propriedade do urinol ao utilizador que o usar mais de 200 vezes. É claro que o Moyle também pensou na maneira de assegurar a fiabilidade da proposta de lei. Assim, à entrada do estabelecimento será entregue um cartão magnético que irá contabilizar as utilizações. Ao fim da 201ª o urinol passará a ser utilizado apenas pelo seu proprietário. Quando o proprietário estiver mais do que três dias úteis sem usufruir do seu urinol, deixa de ter direito ao seu uso exclusivo.
É esta a proposta de lei que o Moyle irá apresentar durante as próximas semanas na Assembleia da República. É esta a preocupação deste cidadão consciente, porque a quem é que isto nunca aconteceu? E não se trata de uma lei machista, porque poderá ser aplicada também às mulheres. A quem é que já não aconteceu ir àquilo que parece ser nosso e quando lá chegamos deparamo-nos com uma invasão de propriedade? É que na maioria das vezes ficamos tão desorientados que nos vamos embora sem sequer procurar um lugar vago.
11/01/2006
O Caso Mateus
As campanhas de intoxicação da opinião pública portuguesa sucedem-se a um ritmo alucinante, com os factos a serem trocados diariamente pelos mais inverosímeis desvarios. O mais recente é o denominado “Caso Mateus” que, como não podia deixar de ser, chegou ao público deturpado e quase tão despido de verdade como os orçamentos da coligação PSD/CDS, ou as promessas eleitorais do Eng. Sócrates.O jogador de futebol Mateus, que assinou pelo Gil Vicente, é, como se sabe, angolano. O que poucos sabem é que se envolveu emocionalmente com a filha de Cabral Ferreira, presidente d’Os Belenenses. O cerne da questão reside em certos e determinados estragos provocados pela “africanidade” de Mateus, em zonas algo sensíveis da infeliz. Ora, Cabral Ferreira, sentindo-se ofendido na sua dignidade pela separação do casal, condoendo-se dos pontos que a filha teve que levar e o embaraço inerente, magicou uma jigajoga pseudo-jurídica, para desviar as atenções do que se passou. Refira-se o engenho do raciocínio do belenense, na medida em que, enquanto “A Bola” e o “Record” falassem no assunto, “A Maria” e o “24 Horas”não meteriam o bedelho. E Cabral Ferreira sabia que o Conselho de Justiça iria reconhecer a sua incompetência no caso e reencaminhá-lo-iam para Dra. Marta Crawford e o caso morreria ali.
A coisa complicou-se e atingiu proporções imprevistas por dois motivos. O Leixões queixou-se à FIFA de que o Gil Vicente teria tirado partido de uma irregularidade para obter resultados desportivos, ou seja, jogou com um jogador com três pernas. A FIFA nunca daria andamento à coisa, caso contrário todas as selecções, equipas e jogadores africanos teriam de ser afastados do desporto-rei, o que seria obviamente uma catástrofe desportiva e humanitária. Por outro lado, especialistas da FIFA defendem que o “efeito tripé” (ou pé-de-galo) prejudica mais do que ajuda.
O segundo motivo que levou ao empolamento indesejado deveu-se ao facto da Federação Portuguesa de Futebol se ter metido barulho. Embora ninguém a tenha visto, muitos sabem que Gilberto Madaíl, presidente da FPF tem uma filha, um verdadeiro canhão. Diz-se que a pobre é a cara chapada do pai, barbicha inclusive. A pequena tem andado deprimida por ninguém lhe pôr a mão, pelo que o pai zeloso, ao saber das propriedades do jovem Mateus, tentou que ele desse o “jeitinho”, para ver se a filha arrebitava. Como o jogador não é parvo, nem pertence a nenhuma obra de caridade, recusou-se a fazer o tal “jeitinho” e daí advieram as ameaças desportivas ao Gil Vicente, como se tem visto.
10/25/2006
O Euro 2006
O Campeonato da Europa de Futebol de sub-21, realizado em Portugal, foi, à imagem do que já tinha acontecido em 2004, um enorme sucesso. Esta repetição vem demonstrar, mesmo aos mais cépticos de nós, que Portugal é um país com capacidade e empreendedor. Dissequemos brevemente este sucesso então.
Em termos de Organização, com todos os aspectos que o termo acarreta, a eficácia foi a palavra de ordem. Todos nos seus devidos lugares, em seu devido tempo, com custos controlados. Que mais se pode pedir? As falhas, que sempre existem, nunca podem ensombrar a qualidade atingida. Vemos então que Portugal pode, sem dúvida alguma, organizar qualquer evento de grandes, médias e pequenas dimensões. Contanto que a UEFA tome as rédeas claro.
Em segundo lugar, as Audiências televisivas. Toda a gente sabe que os portugueses são uns trouxas por bola… Nós sabemos, também somos e admitimos. Portanto neste aspecto tudo teria que correr bem. Porém a TVI teve um golpe de génio ao enfiar a publicidade ao evento no meio das telenovelas. Resultado prático? Até as mulheres de meia-idade viram futebol… Uma particularidade portuguesa contribuiu também para as grandes audiências registadas: os portistas. Fartos de serem acusados de pouco patriotas por diminuírem o seleccionador nacional L.F. Scolari, não perderam um segundo de cada jogo português para poderem, justificadamente, ou assim pensavam, dizer dele o que Maomé não disse do toucinho, por não ter convocado o Quaresma. Sucesso portanto.
A venda de Bilhetes surpreendeu mesmo os mais optimistas. Nem outra coisa seria de esperar. Madaíl conseguiu encher os estádios onde jogou Portugal porque, como dissemos, nós portugueses somos trouxas por bola, e os bilhetes foram vendidos como se a vitória estivesse garantida. Como o Madaíl está por dentro das negociatas futebolísticas, claro que acreditámos e não quisemos deixar de nos associar a tão grande vitória portuguesa. Dois pequenos reparos, Sr. Madaíl: 1º - Não se admire se choverem queixas na Deco por publicidade enganosa, 2º - Para a próxima (???) venda também os bilhetes aos adeptos estrangeiros como se eles já tivessem ganho, assim os estádios estão sempre repletos.
Muito particularmente para o Boavista foi um enorme sucesso. Acolheu a final no seu estádio, tendo por isso recebido os agradecimentos da FPF e da UEFA e, além disso, conseguido limpar o pó que estava nas cadeiras sem gastar um tusto com isso. Quem se lixou foram os espectadores que vieram com a merda agarrada às calças, mas festa é festa e ninguém reparou.
Finalmente, e mais importante, foi um verdadeiro sucesso Desportivo. A final inédita Holanda-Ucrânia, mostra-nos que a modalidade tem futuro assegurado, até pelas equipas de qualidade que foram arredadas. Belíssima e digna de registo foi, no entanto, a campanha da selecção ucraniana, que participou pela primeira vez. Mas devemos recordar que os ucranianos estavam já em estágio em Portugal havia largos meses. Tendo mesmo, alguns dos jovens ucranianos, assinado por Sociedades portuguesas. Aqui fica, então, uma lista das entidades patronais portuguesas onde militam esses jogadores. Somague (4 jogadores); Teixeira Duarte (4 jogadores); Soares da Costa (3 jogadores); Aecops (3 jogadores); Mota-Engil (3 jogadores); Pavicer, Construções Carrilho & Caldeira; Construtora Cunha, Granitos e Mármores Marujo Ld.a, Frisomat S.A., Zagope e Aluminium (1 jogador). Portugal, portanto, verdadeira terra da oportunidade. O Euro 2006 jogou-se e ganhou-se a diversos níveis. Sucesso indesmentível a nível desportivo (salvo a excepção de borrada completa dos anfitriões), organizativo, comercial e empresarial, assumindo-se como grande montra publicitária para a construção civil portuguesa.
Em termos de Organização, com todos os aspectos que o termo acarreta, a eficácia foi a palavra de ordem. Todos nos seus devidos lugares, em seu devido tempo, com custos controlados. Que mais se pode pedir? As falhas, que sempre existem, nunca podem ensombrar a qualidade atingida. Vemos então que Portugal pode, sem dúvida alguma, organizar qualquer evento de grandes, médias e pequenas dimensões. Contanto que a UEFA tome as rédeas claro.
Em segundo lugar, as Audiências televisivas. Toda a gente sabe que os portugueses são uns trouxas por bola… Nós sabemos, também somos e admitimos. Portanto neste aspecto tudo teria que correr bem. Porém a TVI teve um golpe de génio ao enfiar a publicidade ao evento no meio das telenovelas. Resultado prático? Até as mulheres de meia-idade viram futebol… Uma particularidade portuguesa contribuiu também para as grandes audiências registadas: os portistas. Fartos de serem acusados de pouco patriotas por diminuírem o seleccionador nacional L.F. Scolari, não perderam um segundo de cada jogo português para poderem, justificadamente, ou assim pensavam, dizer dele o que Maomé não disse do toucinho, por não ter convocado o Quaresma. Sucesso portanto.
A venda de Bilhetes surpreendeu mesmo os mais optimistas. Nem outra coisa seria de esperar. Madaíl conseguiu encher os estádios onde jogou Portugal porque, como dissemos, nós portugueses somos trouxas por bola, e os bilhetes foram vendidos como se a vitória estivesse garantida. Como o Madaíl está por dentro das negociatas futebolísticas, claro que acreditámos e não quisemos deixar de nos associar a tão grande vitória portuguesa. Dois pequenos reparos, Sr. Madaíl: 1º - Não se admire se choverem queixas na Deco por publicidade enganosa, 2º - Para a próxima (???) venda também os bilhetes aos adeptos estrangeiros como se eles já tivessem ganho, assim os estádios estão sempre repletos.
Muito particularmente para o Boavista foi um enorme sucesso. Acolheu a final no seu estádio, tendo por isso recebido os agradecimentos da FPF e da UEFA e, além disso, conseguido limpar o pó que estava nas cadeiras sem gastar um tusto com isso. Quem se lixou foram os espectadores que vieram com a merda agarrada às calças, mas festa é festa e ninguém reparou.
Finalmente, e mais importante, foi um verdadeiro sucesso Desportivo. A final inédita Holanda-Ucrânia, mostra-nos que a modalidade tem futuro assegurado, até pelas equipas de qualidade que foram arredadas. Belíssima e digna de registo foi, no entanto, a campanha da selecção ucraniana, que participou pela primeira vez. Mas devemos recordar que os ucranianos estavam já em estágio em Portugal havia largos meses. Tendo mesmo, alguns dos jovens ucranianos, assinado por Sociedades portuguesas. Aqui fica, então, uma lista das entidades patronais portuguesas onde militam esses jogadores. Somague (4 jogadores); Teixeira Duarte (4 jogadores); Soares da Costa (3 jogadores); Aecops (3 jogadores); Mota-Engil (3 jogadores); Pavicer, Construções Carrilho & Caldeira; Construtora Cunha, Granitos e Mármores Marujo Ld.a, Frisomat S.A., Zagope e Aluminium (1 jogador). Portugal, portanto, verdadeira terra da oportunidade. O Euro 2006 jogou-se e ganhou-se a diversos níveis. Sucesso indesmentível a nível desportivo (salvo a excepção de borrada completa dos anfitriões), organizativo, comercial e empresarial, assumindo-se como grande montra publicitária para a construção civil portuguesa.
10/09/2006
Liga a 10, ou menos!
É verdade, segundo as últimas informações, a liga portuguesa de futebol, bem como as restantes ligas europeias vão ser obrigadas a reduzir o número de clubes para um máximo de 10 clubes. Isto porque, depois do brilharete no Mundial, chegámos à conclusão de que poderíamos embandeirar em arco, e algumas das mentes brilhantes que temos no futebol, como o Sr. Fiúza, pensaram: “Eu tambuém posso ser o Guebara do Futebole, porque nuom soué nenhum pacóbio!” Assim, o pensou e assim o fez.
Mas o maior caso surge agora, quando os dirigentes do, alegado (pelos próprios), único clube realmente português, reivindicam a repetição de todos os jogos em que haja erros de arbitragem. Ora, como cada jornada vai ser repetida 2 ou 3 vezes, no mínimo, o campeonato das 16 equipas está fora de questão, uma vez que se prolongaria por várias épocas sem interrupção e com jogos à 4ª feira, o que colocava em causa a participação portuguesa nas competições europeias.
Sendo assim o campeonato português, como é o que tem mais casos, vai passar a contar apenas com 6 clubes, esperando-se que acabe até ao fim de Junho, esperando-se igualmente que a selecção falhe as qualificações para as fases finais das competições internacionais, para não prolongar o campeonato até Agosto.
No entanto, se esta medida seguir em frente fica a dúvida se terá ou não efeitos retroactivos, senão vejamos. Imaginemos que terão que ser repetidos todos os jogos em que houve erros de arbitragem. Lá teria o Jardel que regressar a Alvalade para marcar os penaltys que ficaram por marcar naquele célebre ano do “Porque será?”. E lá vai o Ricardo perder a melhor defesa que já fez com luvas, quando defendeu uma bola um metro dentro da baliza, evitando aquilo que seria um golo certo.
E o Porto vai ter que repetir os jogos quase todos das últimas duas décadas, o que por um lado até é bom sinal, pois voltaremos a ver em acção o André, o Jaime Magalhães, o Frasco, o Sousa, o Paulinho Santos, o Jorge Costa e isto é só para dar um cheirinho do que pode vir a acontecer, não esquecendo o grande João Pinto e o regresso das suas saudosas declarações.
No entanto, o clube que porventura será mais beneficiado será o Benfica, pois terá a oportunidade de finalmente vender o Eusébio, facto que lhe foi recusado pelo Sr. Presidente do Conselho, que quis fazer do Benfica o que Franco fez do Real Madrid, o que se revelou um profundo fracasso, pois sendo Portugal, na altura, um país muito maior do que a Espanha, o Real de Franco conseguiu vencer 6 Taças dos Campeões e o Glorioso apenas 2. E mais, mesmo que ninguém se lembre de quando o Benfica foi beneficiado, vão ter que repetir os jogos em que foram prejudicados, cujos resultados irão depender do estado de saúde dos jogadores da altura, que serão chamados para a repetição do jogo.
Por tudo isto, a RTP Memória já anunciou que vai acabar com as transmissões de jogos, aguardando pelas repetições não falseadas.
Quem deve estar aflito com estas notícias é o Sr. José Pratas, com medo de ter que fugir outra vez do Fernando Couto e do Paulinho Santos.
E vai ser este o futebol do futuro… um remaking
Mas o maior caso surge agora, quando os dirigentes do, alegado (pelos próprios), único clube realmente português, reivindicam a repetição de todos os jogos em que haja erros de arbitragem. Ora, como cada jornada vai ser repetida 2 ou 3 vezes, no mínimo, o campeonato das 16 equipas está fora de questão, uma vez que se prolongaria por várias épocas sem interrupção e com jogos à 4ª feira, o que colocava em causa a participação portuguesa nas competições europeias.
Sendo assim o campeonato português, como é o que tem mais casos, vai passar a contar apenas com 6 clubes, esperando-se que acabe até ao fim de Junho, esperando-se igualmente que a selecção falhe as qualificações para as fases finais das competições internacionais, para não prolongar o campeonato até Agosto.
No entanto, se esta medida seguir em frente fica a dúvida se terá ou não efeitos retroactivos, senão vejamos. Imaginemos que terão que ser repetidos todos os jogos em que houve erros de arbitragem. Lá teria o Jardel que regressar a Alvalade para marcar os penaltys que ficaram por marcar naquele célebre ano do “Porque será?”. E lá vai o Ricardo perder a melhor defesa que já fez com luvas, quando defendeu uma bola um metro dentro da baliza, evitando aquilo que seria um golo certo.
E o Porto vai ter que repetir os jogos quase todos das últimas duas décadas, o que por um lado até é bom sinal, pois voltaremos a ver em acção o André, o Jaime Magalhães, o Frasco, o Sousa, o Paulinho Santos, o Jorge Costa e isto é só para dar um cheirinho do que pode vir a acontecer, não esquecendo o grande João Pinto e o regresso das suas saudosas declarações.
No entanto, o clube que porventura será mais beneficiado será o Benfica, pois terá a oportunidade de finalmente vender o Eusébio, facto que lhe foi recusado pelo Sr. Presidente do Conselho, que quis fazer do Benfica o que Franco fez do Real Madrid, o que se revelou um profundo fracasso, pois sendo Portugal, na altura, um país muito maior do que a Espanha, o Real de Franco conseguiu vencer 6 Taças dos Campeões e o Glorioso apenas 2. E mais, mesmo que ninguém se lembre de quando o Benfica foi beneficiado, vão ter que repetir os jogos em que foram prejudicados, cujos resultados irão depender do estado de saúde dos jogadores da altura, que serão chamados para a repetição do jogo.
Por tudo isto, a RTP Memória já anunciou que vai acabar com as transmissões de jogos, aguardando pelas repetições não falseadas.
Quem deve estar aflito com estas notícias é o Sr. José Pratas, com medo de ter que fugir outra vez do Fernando Couto e do Paulinho Santos.
E vai ser este o futebol do futuro… um remaking
9/26/2006
Sócrates à Presidência da Liga!
Não, o Moyle não quer que Sócrates abandone a chefia do Governo desta maravilhosa República, muito pelo contrário, o Moyle rejubila com os consecutivos sucessos governativos do Sr. Eng.º e Companhia.
O que importa ao Moyle é a resolução do caso Mateus, este maldito caso que impediu o Glorioso de jogar a primeira jornada do campeonato português, e neste sentido julgamos que a presença do Sr. Eng.º à frente dos destinos da Liga seria a panaceia para a resolução de todos os problemas, inclusive o problema maior chamado Mateus.
Este caso só aparece porque um tal jogador chamado Mateus iniciou a época num clube chamado Felgueiras (exacto dessa terra que vocês estão a pensar – ela está em todas), que acabou por dispensar este jogador que veio a assinar contrato com um clube qualquer amador. O clube pode nem ser amador, ou seja, lá porque não entra nas competições da Liga é amador. Quanto ao Sr. Mateus, foi obrigado a arranjar outro emprego para ser um amador do futebol, pois não podia trabalhar a tempo inteiro no clube, porque isso o tornava profissional? O Moyle acha que não.
Em Janeiro, o Gil Vicente, certo de que era este o Maradona escondido no amadorismo que ia salvar o clube da descida de divisão, contratou-o. O problema aqui é que um jogador em Portugal não se pode tornar profissional assim, do pé para a mão. Para se tornar profissional é preciso esperar um ano, um ano!!?? É isso mesmo, e ninguém sabe bem porquê, no entanto, o Moyle depois de muito pensar sobre o assunto nas areias do Algarve, chegou à conclusão que tudo se deve à não adopção pela Liga do famoso Simplex emanado pelo generoso Governo do Eng.º Sócrates. Ou seja, esse ano é simplesmente o tempo que o papel demora a passar por todas as instâncias competentes até chegar ao Dalai Lama do futebol português, esse mesmo, o Sr. Major. É que entre viagens ao Brasil e umas idas às frutas e aos caramelos, o papel demora exactamente um ano a ganhar vida nas mãos milagrosas do Sr. Major.
É com este intuito que o Moyle aparece na tentativa de solucionar o caso, principalmente para que os sportinguistas não percam esta oportunidade, até agora, quase única (até podia dizer única que eles já nem se lembram da última) de ver o seu clube na Liga dos Campeões. E também para que a Europa não passe sem ver o famoso penteado do Paulo Bento. Seria imperdoável não aparecer nos ecrãs de TV de toda a Europa. E por último para que finalmente os 6 milhões acabem com o tédio das suas vidas, ou seja, sem nada para discutir, sem ser a contratação do Miguelito.
Assim, pedimos que, ou o Sr. Eng.º Sócrates tome posse como presidente da Liga, despromovendo o Hermínio, ou que o Sr. Major adopte o Simplex imediatamente. Sendo que a primeira opção seria a que mais nos agradaria, até porque esse tal ex-secretário de estado do Desporto, segundo consta, nem sequer tem uma patente do exército, e depois de tantos anos a chamar o Presidente da Liga por Sr. Major, aguarda-nos um vazio muito grande.
O que importa ao Moyle é a resolução do caso Mateus, este maldito caso que impediu o Glorioso de jogar a primeira jornada do campeonato português, e neste sentido julgamos que a presença do Sr. Eng.º à frente dos destinos da Liga seria a panaceia para a resolução de todos os problemas, inclusive o problema maior chamado Mateus.
Este caso só aparece porque um tal jogador chamado Mateus iniciou a época num clube chamado Felgueiras (exacto dessa terra que vocês estão a pensar – ela está em todas), que acabou por dispensar este jogador que veio a assinar contrato com um clube qualquer amador. O clube pode nem ser amador, ou seja, lá porque não entra nas competições da Liga é amador. Quanto ao Sr. Mateus, foi obrigado a arranjar outro emprego para ser um amador do futebol, pois não podia trabalhar a tempo inteiro no clube, porque isso o tornava profissional? O Moyle acha que não.
Em Janeiro, o Gil Vicente, certo de que era este o Maradona escondido no amadorismo que ia salvar o clube da descida de divisão, contratou-o. O problema aqui é que um jogador em Portugal não se pode tornar profissional assim, do pé para a mão. Para se tornar profissional é preciso esperar um ano, um ano!!?? É isso mesmo, e ninguém sabe bem porquê, no entanto, o Moyle depois de muito pensar sobre o assunto nas areias do Algarve, chegou à conclusão que tudo se deve à não adopção pela Liga do famoso Simplex emanado pelo generoso Governo do Eng.º Sócrates. Ou seja, esse ano é simplesmente o tempo que o papel demora a passar por todas as instâncias competentes até chegar ao Dalai Lama do futebol português, esse mesmo, o Sr. Major. É que entre viagens ao Brasil e umas idas às frutas e aos caramelos, o papel demora exactamente um ano a ganhar vida nas mãos milagrosas do Sr. Major.
É com este intuito que o Moyle aparece na tentativa de solucionar o caso, principalmente para que os sportinguistas não percam esta oportunidade, até agora, quase única (até podia dizer única que eles já nem se lembram da última) de ver o seu clube na Liga dos Campeões. E também para que a Europa não passe sem ver o famoso penteado do Paulo Bento. Seria imperdoável não aparecer nos ecrãs de TV de toda a Europa. E por último para que finalmente os 6 milhões acabem com o tédio das suas vidas, ou seja, sem nada para discutir, sem ser a contratação do Miguelito.
Assim, pedimos que, ou o Sr. Eng.º Sócrates tome posse como presidente da Liga, despromovendo o Hermínio, ou que o Sr. Major adopte o Simplex imediatamente. Sendo que a primeira opção seria a que mais nos agradaria, até porque esse tal ex-secretário de estado do Desporto, segundo consta, nem sequer tem uma patente do exército, e depois de tantos anos a chamar o Presidente da Liga por Sr. Major, aguarda-nos um vazio muito grande.
Ainda nos resta o Sargentão, ao menos isso!!!
8/23/2006
Será que o Vítor Norte e a Sofia Alves participam?
Quando se lêem livros de guerra fica-se sempre na dúvida se estamos mesmo a ler um livro de guerra ou um qualquer livro sobre teatro.
Primeiro, as tropas não fazem a guerra, elas levam a cabo actuações. Quando vão nalguma missão, na gíria militar, diz-se, por exemplo: “a nossa Companhia vai actuar na Fronteira, seguindo depois para Oeste…” A primeira coisa em que eu pensaria ao ouvir estas palavras, seria numa companhia de teatro em digressão e que iria a começar em Vilar Formoso, viria pelo IP5, fazendo actuações até Aveiro.
Por coincidência, ou não, o local onde actuam as tropas também se chama teatro, só que em vez dos tradicionais Sá da Bandeira, Tivoli, S. Carlos, etc., chama-se “de Operações”. Mais… O pano de fundo de ambos tem também o mesmo nome: cenário.
Com tudo isto, eu já não sei se a tropa não passará de um grupo de saltimbancos. Afinal o que é que andam eles a fazer nas guerras? É que já agora podiam mudar o nome às forças militares, e em vez de hoste poderiam chamar-se elenco.
Assim, por exemplo, na guerra do Iraque, o cartaz seria mais ou menos este:
Encenação: George W. Bush
Argumento: co-autoria George W. Bush e Tony Blair
Produtor: Donald Rumsfeld
Actores Principais: George W. Bush, Tony Blair, Condoleeza Rice, Donald Rumsfeld, Ariel Sharon, Saddam Hussein, Ossama Bin Laden e Al-Zarkawi nos papéis de vilões. Conta ainda com a participação de Durão Barroso no papel de Emplastro.
Cenários por Tomahawk
Primeiro, as tropas não fazem a guerra, elas levam a cabo actuações. Quando vão nalguma missão, na gíria militar, diz-se, por exemplo: “a nossa Companhia vai actuar na Fronteira, seguindo depois para Oeste…” A primeira coisa em que eu pensaria ao ouvir estas palavras, seria numa companhia de teatro em digressão e que iria a começar em Vilar Formoso, viria pelo IP5, fazendo actuações até Aveiro.
Por coincidência, ou não, o local onde actuam as tropas também se chama teatro, só que em vez dos tradicionais Sá da Bandeira, Tivoli, S. Carlos, etc., chama-se “de Operações”. Mais… O pano de fundo de ambos tem também o mesmo nome: cenário.
Com tudo isto, eu já não sei se a tropa não passará de um grupo de saltimbancos. Afinal o que é que andam eles a fazer nas guerras? É que já agora podiam mudar o nome às forças militares, e em vez de hoste poderiam chamar-se elenco.
Assim, por exemplo, na guerra do Iraque, o cartaz seria mais ou menos este:
Encenação: George W. Bush
Argumento: co-autoria George W. Bush e Tony Blair
Produtor: Donald Rumsfeld
Actores Principais: George W. Bush, Tony Blair, Condoleeza Rice, Donald Rumsfeld, Ariel Sharon, Saddam Hussein, Ossama Bin Laden e Al-Zarkawi nos papéis de vilões. Conta ainda com a participação de Durão Barroso no papel de Emplastro.
Cenários por Tomahawk
Em exibição num Teatro de Operações perto de si!
8/13/2006
Mutilação ou Tradição?
Há bem poucos meses vimos na TV o terceiro mundismo de alguns povos africanos, quando foi salva uma criança de sexo feminino da mutilação dos seus órgãos genitais. Acontecimento que, pasme-se, foi uma grande escandaleira aqui na quintarola.
Mas, pergunto eu, o que é que fazem os judeus? «Ah, isso é tipo uma tradição!» – respondem-me. Tradição uma ova, para não dizer outra coisa. Então pegar num puto com uns meses e cortar-lhe um bocado da pilinha (com uns meses de vida é esta a designação aceite pela sociedade para o...coiso) é tradição!!! Se fossem miúdos com os seus 5/6 anos compreendia-se, porque os pais poderiam ficar fartos de comprar tampas de sanita, mas agora com uns meses? Só se for para acertar melhor na zona absorvente da fralda e não escorrer para a virilha, para não provocar assaduras, porque o Lauroderm está caro, etc, etc, etc.
Tradição, sim, era quando os mancebos iam às inspecções e tinham que ir, obrigatoriamente, às meninas, isso sim era tradição. Agora cortar o coiso? Coa' breca, não parece ser uma tradição muito vantajosa, até porque se quem faz o corte bebeu uns copos antes, pode criar uma situação embaraçosa para o puto quando este crescer. É que, a menos que seja de raça negra, e aí ficará apenas sem o mito, o puto arrisca-se a ficar mesmo mais do que apenas ligeiramente mutilado. Situação que só iria agradar ao filho do ex-jogador do Benfica, Nené, que conseguiria realizar o seu sonho pagando apenas umas quantas imperiais ao “circuncisador”. Qualquer dia até se lembram de cortar mais qualquer coisa, para evitar micoses no escroto quando em idade de as terem.
Pelo menos com os católicos, é mais fácil. O único a quem o... coiso foi cortado foi o Salvador, o Messias e, vejam bem, agora comem-no sempre que vão à missa, em forma de placas de parabéns dos bolos de aniversário. No máximo, a única coisa a que os putos católicos se habilitam é a apanharem uns princípios de constipação se a água benta estiver muito fria no Inverno.
Mas, pergunto eu, o que é que fazem os judeus? «Ah, isso é tipo uma tradição!» – respondem-me. Tradição uma ova, para não dizer outra coisa. Então pegar num puto com uns meses e cortar-lhe um bocado da pilinha (com uns meses de vida é esta a designação aceite pela sociedade para o...coiso) é tradição!!! Se fossem miúdos com os seus 5/6 anos compreendia-se, porque os pais poderiam ficar fartos de comprar tampas de sanita, mas agora com uns meses? Só se for para acertar melhor na zona absorvente da fralda e não escorrer para a virilha, para não provocar assaduras, porque o Lauroderm está caro, etc, etc, etc.
Tradição, sim, era quando os mancebos iam às inspecções e tinham que ir, obrigatoriamente, às meninas, isso sim era tradição. Agora cortar o coiso? Coa' breca, não parece ser uma tradição muito vantajosa, até porque se quem faz o corte bebeu uns copos antes, pode criar uma situação embaraçosa para o puto quando este crescer. É que, a menos que seja de raça negra, e aí ficará apenas sem o mito, o puto arrisca-se a ficar mesmo mais do que apenas ligeiramente mutilado. Situação que só iria agradar ao filho do ex-jogador do Benfica, Nené, que conseguiria realizar o seu sonho pagando apenas umas quantas imperiais ao “circuncisador”. Qualquer dia até se lembram de cortar mais qualquer coisa, para evitar micoses no escroto quando em idade de as terem.
Pelo menos com os católicos, é mais fácil. O único a quem o... coiso foi cortado foi o Salvador, o Messias e, vejam bem, agora comem-no sempre que vão à missa, em forma de placas de parabéns dos bolos de aniversário. No máximo, a única coisa a que os putos católicos se habilitam é a apanharem uns princípios de constipação se a água benta estiver muito fria no Inverno.
8/05/2006
Matar o Borrego
Começam a tornar-se deveras irritantes as sucessivas derrotas, ou melhor, as consecutivas vitórias morais contra o raio dos franceses nas competições internacionais de futebol sénior. Como estas vitórias morais não sabem ao mesmo, resolvemos propor ao Exmo. Sr. Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Dr. Gilberto Madaíl, ao Exmo. Sr. Treinador e Seleccionador nacional Luiz Filipe Scolari, ao Ministério da Administração Interna e a quem mais de direito, a naturalização dos jogadores da equipa nacional francesa, para tentar resolver esta malapata e, finalmente, matar o borrego.
Em vez de procurar soluções mirabolantes e arriscar com Liedsons e afins, porque não lusificar os jogadores da selecção francesa? Até porque, para mais, estes dão garantias de competência. Daí este nosso projecto, ao qual, para maior facilidade do processo de integração dos jogadores, juntamos as seguintes sugestões de lusitanificação:
Fabien Barthez – Fábio Bartolomeu
Lillian Thuram – Liliano Torrão
Willy Sagnol – Gui Sanhudo
William Gallas – Guilherme Balas
Eric Abidal – Eurico Alguidar
Claude Makelele – Cláudio Vaca Lelé
Frank Ribery – Chico Ribeirinho
Patrick Vieira – Patrício Vieira
Zinedine Zidane – Zeferino Zebedeu
Thierry Henry – Henrique Torres
David Trezeguet – David Traz-o-gato
Sylvain Wiltord – Vítor Silva
Mikael Silvestre – Miguel Silvestre
Gael Givet – Joel Gaveta
Mickael Laundreau – Miguel Ladrão
Sidney Gouvou – Celino Kuduro
Louis Saha – Luís Saia
Jean-alain Boumsong – João Alves Bom Som
Pascal Chimbonda – Pascoal Chibarro
Gregory Coupet – Gregório Cortez
Vikash Dhorasoo – Vigas Adora-o-sol [apropriado para um estrangeiro naturalizado]
Florent Malouda – Florêncio Mal-o-dá [até porque quando o dá aceitam logo e pimba]
Alou Diarra – Paulo Pissarra [não íamos estragar a vida ao senhor]
Achámos que era conveniente meditar sobre este assunto e decidimos, dessa forma, trazê-lo a público para que os portugueses se pronunciem, maduramente (como só os portugueses sabem e conseguem) sobre a matéria.
Os detractores apontarão sempre «A FIFA não os deixa jogar, porque já alinharam pela equipa francesa». A isso respondemos, simplesmente, que não os queremos para jogar por nós, mas para não jogar contra nós e, além disso, um presunto da Beira, umas alheiras de Mirandela, um queijo da Serra e um tinto do Redondo dão a volta à cabeça de muita gente, mesmo da FIFA. É preciso ter atenção, aí sim, aos direitos de imagem da Sra. Do Caravaggio como padroeira da equipa de quase todos nós (nós não sabemos quem são o quase, mas o Scolari disse que era um cineasta, um filho de um escritor conhecido e um filho de ricos qualquer) e assegurar que estão garantidos, para a respectiva francesa de Lourdes não vir fazer reclamações.
Quanto ao Raymond Domenech, depois de um curso intensivo sobre o que é fair-play, pode aportuguesar-se, e sugerimos Raimundo Domingos Cromeleque, deixar crescer o bigode, deixar os óculos abichanados e vir treinar o Lusitano de Vila Real de Santo António.
Em vez de procurar soluções mirabolantes e arriscar com Liedsons e afins, porque não lusificar os jogadores da selecção francesa? Até porque, para mais, estes dão garantias de competência. Daí este nosso projecto, ao qual, para maior facilidade do processo de integração dos jogadores, juntamos as seguintes sugestões de lusitanificação:
Fabien Barthez – Fábio Bartolomeu
Lillian Thuram – Liliano Torrão
Willy Sagnol – Gui Sanhudo
William Gallas – Guilherme Balas
Eric Abidal – Eurico Alguidar
Claude Makelele – Cláudio Vaca Lelé
Frank Ribery – Chico Ribeirinho
Patrick Vieira – Patrício Vieira
Zinedine Zidane – Zeferino Zebedeu
Thierry Henry – Henrique Torres
David Trezeguet – David Traz-o-gato
Sylvain Wiltord – Vítor Silva
Mikael Silvestre – Miguel Silvestre
Gael Givet – Joel Gaveta
Mickael Laundreau – Miguel Ladrão
Sidney Gouvou – Celino Kuduro
Louis Saha – Luís Saia
Jean-alain Boumsong – João Alves Bom Som
Pascal Chimbonda – Pascoal Chibarro
Gregory Coupet – Gregório Cortez
Vikash Dhorasoo – Vigas Adora-o-sol [apropriado para um estrangeiro naturalizado]
Florent Malouda – Florêncio Mal-o-dá [até porque quando o dá aceitam logo e pimba]
Alou Diarra – Paulo Pissarra [não íamos estragar a vida ao senhor]
Achámos que era conveniente meditar sobre este assunto e decidimos, dessa forma, trazê-lo a público para que os portugueses se pronunciem, maduramente (como só os portugueses sabem e conseguem) sobre a matéria.
Os detractores apontarão sempre «A FIFA não os deixa jogar, porque já alinharam pela equipa francesa». A isso respondemos, simplesmente, que não os queremos para jogar por nós, mas para não jogar contra nós e, além disso, um presunto da Beira, umas alheiras de Mirandela, um queijo da Serra e um tinto do Redondo dão a volta à cabeça de muita gente, mesmo da FIFA. É preciso ter atenção, aí sim, aos direitos de imagem da Sra. Do Caravaggio como padroeira da equipa de quase todos nós (nós não sabemos quem são o quase, mas o Scolari disse que era um cineasta, um filho de um escritor conhecido e um filho de ricos qualquer) e assegurar que estão garantidos, para a respectiva francesa de Lourdes não vir fazer reclamações.
Quanto ao Raymond Domenech, depois de um curso intensivo sobre o que é fair-play, pode aportuguesar-se, e sugerimos Raimundo Domingos Cromeleque, deixar crescer o bigode, deixar os óculos abichanados e vir treinar o Lusitano de Vila Real de Santo António.
7/30/2006
Fiel ou Infiel?
Porque é que as mulheres ficam realmente chateadas quando o respectivo olha, de soslaio ou não, para outra mulher?
Se elas acham isso traição, pois bem mais valia não se comprometerem, porque irão ser traídas todos os dias e mais do que uma vez por dia. E não digo só duas ou três vezes, digo mesmo... várias.
Reparando bem, nós, os homens, não fazemos nada de mal, é que nem sequer é preciso usar a grandemente imaginação. Acho que não é preciso ser um qualquer Zandinga, ou mesmo um Alexandrino, para adivinhar o que está lá, nem mesmo imaginar. Pelo menos no Verão, é tão óbvio que a imaginação é absolutamente dispensável.
Na verdade, pode ser por ao olharmos para as outras lhes estarmos a dar atenção. Mas a verdade é que para a nossa já não é preciso olhar, já não há grandes novidades. Aliás, quanto menos olharmos melhor, evita desgaste.
E qual é o mal de olhar? Os olhos penetram? Há possibilidade de engravidar com os olhos? Qualquer dia têm que inventar um preservativo para os olhos, ou uma pílula anti-olho. Quando muito, e realço, quando muito, o membro poderá dar um ligeiro sinal, tipo tique nervoso que, quando em público, deverá ser convenientemente camuflado.
Então porque se sentem elas tão mal com estes olhares? O compromisso assumido exige-nos que as únicas mulheres para quem podemos olhar sejam a nossa mãe, a sogra (para esta podemos olhar todas as vezes que quisermos, mas, sinceramente, quanto menos melhor) e, para além delas, só... freiras (se lessem as cartas da Mariana Alcoforado não tinham uma opinião tão ligeira acerca das freiras)?
Deixem-nos olhar à vontade! Uma boa relação com os olhos não tira apetite nenhum, muito pelo contrário, e com isso lucramos todos.
Se elas acham isso traição, pois bem mais valia não se comprometerem, porque irão ser traídas todos os dias e mais do que uma vez por dia. E não digo só duas ou três vezes, digo mesmo... várias.
Reparando bem, nós, os homens, não fazemos nada de mal, é que nem sequer é preciso usar a grandemente imaginação. Acho que não é preciso ser um qualquer Zandinga, ou mesmo um Alexandrino, para adivinhar o que está lá, nem mesmo imaginar. Pelo menos no Verão, é tão óbvio que a imaginação é absolutamente dispensável.
Na verdade, pode ser por ao olharmos para as outras lhes estarmos a dar atenção. Mas a verdade é que para a nossa já não é preciso olhar, já não há grandes novidades. Aliás, quanto menos olharmos melhor, evita desgaste.
E qual é o mal de olhar? Os olhos penetram? Há possibilidade de engravidar com os olhos? Qualquer dia têm que inventar um preservativo para os olhos, ou uma pílula anti-olho. Quando muito, e realço, quando muito, o membro poderá dar um ligeiro sinal, tipo tique nervoso que, quando em público, deverá ser convenientemente camuflado.
Então porque se sentem elas tão mal com estes olhares? O compromisso assumido exige-nos que as únicas mulheres para quem podemos olhar sejam a nossa mãe, a sogra (para esta podemos olhar todas as vezes que quisermos, mas, sinceramente, quanto menos melhor) e, para além delas, só... freiras (se lessem as cartas da Mariana Alcoforado não tinham uma opinião tão ligeira acerca das freiras)?
Deixem-nos olhar à vontade! Uma boa relação com os olhos não tira apetite nenhum, muito pelo contrário, e com isso lucramos todos.
7/26/2006
10 Perguntas a Nossa Senhora de Fátima
Para os nossos atentos leitores temos, desta vez, uma conversa extremamente interessante e informal com uma das mais importantes, e controversas, figuras da Humanidade. Vejamos como Nossa Senhora de Fátima se sente como peixe na água em vários, e alguns deles muito sensíveis, temas da actualidade.
O Alto, o Forte e o Moyle – Boa tarde! Desde já agradecemos a disponibilidade em aceitar conversar connosco. Imaginamos que seja uma pessoa muito ocupada, principalmente no Verão.
Nossa Senhora de Fátima – Ora essa, o prazer é todo meu. É pena não ser mais vezes solicitada para estes momentos, mas acho que as pessoas têm uma ideia errada sobre nós, as celebridades.
AFM – Eis, então, um bom ponto de partida. O que acha de ser uma estrela do Jet Set, uma celebridade?
NSF – Se quer mesmo saber, até que não é desagradável. As festas, os eventos sociais. É tudo muito bonito. Adoro festas populares e arraiais, ando é sempre a cheirar a sardinha e a tinto. Estou é aborrecida com o José Eduardo Moniz, por não me ter ainda convidado para uma dessas coisas das celebridades, gostei muito da quinta, fez-me lembrar quando nasceu o meu Jesus.
AFM – Importa-se de nos explicar porquê? Estamos certos que as nossas legiões de leitores iriam gostar de saber.
NSF – Houve uma altura em que eu não sabia bem como lidar com a fama. Sabe, isto do nosso filho ser o Messias é complicado. E não era só isso, é que o meu filho é meu pai e pai dele próprio e veste-se de pomba. Não é fácil. Às vezes é uma confusão lá em casa! Veja lá que, de um dia para o outro, passei de dona de casa, mulher de um carpinteiro, a filha, amante e mãe de Deus. Foi tudo menos fácil, posso garantir-lhe. Enquanto isto me acontecia, formou-se uma multidão de fãs incrível. Tive que arranjar dezenas de pseudónimos, senão não podia atender a todos.
AFM – Exactamente! Na verdade, como prefere ser conhecida? “Nossa Senhora” é bastante formal, ao passo que “Fátima”, ou qualquer um dos outros nomes, é demasiado familiar.
NSF – Para mim é-me verdadeiramente indiferente. Tem uma certa razão quanto ao “Nossa Senhora”, mas os fãs estão habituados. Eu aprecio bastante um “Do Rosário”, “dos Aflitos”, até “Do Ó”. Já não gosto tanto de “Nossa Senhora do Leite”, faz-me lembrar uma leiteira que andou a arrastar a asa ao meu José, grande vaca. Fora isso, é-me indiferente.
AFM – Mas como estava a dizer, acerca dos problemas que teve com a fama…
NSF – Pois! Eu criei na altura um certo afastamento, chamemos-lhe um afastamento presente, e, a partir daí, os fãs começaram a pôr-me… Como hei de dizer? A pôr-me num pedestal, a reverenciar-me à distância. Eu ressenti-me bastante, porque adoro gente. Sou uma verdadeira “Party Animal”. Custou-me que me começassem a tratar como se eu fosse uma “Vaca Sagrada”.
AFM – Acha que o facto do seu filho ser uma estrela ajudou a catapultar a sua imagem?
NSF – Talvez tenha contribuído um pouco, mas prefiro acreditar que foi o meu espírito, o meu bom gosto para vestir, o meu intelecto, que me tornaram conhecida e popular. Terei que agradecer, acima de tudo à empresa que trata da minha imagem. De facto, a Companhia de Jesus – Ideias Criativas S.A. teve um papel fundamental na minha divulgação, o que tenho, nunca é demais repeti-lo, de agradecer. Se não fossem eles, há largos anos já, eu não passaria “daquela”, da mulher do carpinteiro.
AFM – Pelo que nos é dado a ver, seria verdadeiramente injusto, pois se até a mãe do Ronaldinho faz publicidade, por que não deveria ser reconhecida aquela que é, de facto, a mãe do “Salvador da Humanidade”. Mas deixemos de parte estas questões de marketing e gestão de imagem. O que acha da situação política internacional?
NSF – Eu não tenho grande opinião, até porque já há uns tempos que não vejo o Nuno Rogeiro e estou bastante desactualizada. O que posso dizer é que acho, muito honestamente, que o mundo, depois da queda do muro, está uma confusão. Parece a luta pela permanência na Liga BetandWin nos corredores da Praça da Alegria. E depois há aquela questão de Israel, com a terra prometida. É que isso é tudo mentira, houve sim uma ocasião em que o meu catraio disse ao Cabude Sachoberg, um dos jornaleiros que andava por conta do meu Zé, sovina como o meu amante o dá, e disse-lhe que ele havia de ter a sua terra, ele e os outros como ele. Mas ele referia-se só a umas leivas de terra, nunca àquele bocado todo.
AFM – Mas… A senhora não é judia??
NSF – Se considerarmos bem, eu sou uma cidadã do mundo, apesar da costela brasileira do meu filho ser muito evidente. E atenção que não nasci na Judeia, tive que dar à luz numa maternidade egípcia devido aos cortes orçamentais, uns seguranças privados contratados pelo estado judaico mataram o meu filho. Por aqui pode ver que poucos laços me ligam a essa gente. Sou tão judia como o Roberto Leal é português! De resto, como já disse, o meu filho e marido e pai disse que não prometeu aquela terra a ninguém, portanto, quem chegou primeiro reclama posse. Quanto à política internacional, o Bush é um pobre incompreendido, o Durão Barroso é uma pessoa que respira competência, o Putin é um fofo que não faz mal a ninguém e o Wen Jiabao, da China, um verdadeiro querido, um amor em todos os aspectos.
AFM – Sabemos que é uma verdadeira amante de Portugal e dos portugueses, o que fica patente, nomeadamente, na sua grande intimidade com a irmã Lúcia. O que acha da situação do país?
NSF – Quero deixar esclarecido, de uma vez por todas, que apesar do nosso desentendimento em 1980 [ver Camarate Revelado!], a nossa amizade nunca esteve em causa. De resto ela vai lá a casa frequentemente. Em relação a Portugal, realmente a situação não é muito favorável, mas com o bom resultado que Portugal obteve no mundial, os recursos humanos do futebol português vão valorizar e a balança comercial vai ser equilibrada com o aumento das exportações. Se o Governo português negociar com os timorenses uns barrizitos de petróleo por troca com os soldados da GNR, então aí era “superavit“ pela certa. Acho contudo que se deve apostar mais na educação, sobretudo na educação sexual. Se as crianças se entusiasmarem com a escola o rendimento escolar aumenta e em menos de uma geração o Choque Tecnológico irá chocar efectivamente, mas pela positiva, isto é se alguém o chegar a encontrar.
AFM – Como sabemos que um dos seus nomes é “Da Luz”, diga-nos: o que acha da contratação de Fernando Santos para treinar o Benfica?
NSF – Nesse aspecto não tenho grande opinião, eu até sou da Académica de Coimbra. O que eu gostaria era de lançar um apelo sério e sentido: Por favor, deixem jogar o Mantorras!
AFM – Planos para férias, já tem?
NSF – Este ano, curiosamente, estou a pensar em fazer férias em Portugal, talvez na região do Oeste. Caldas, Bombarral, Ericeira. O clima é óptimo e vai dar para passear e ver monumentos, Mafra, Óbidos, talvez vá até Sintra. Se puder vou também a Fátima. É um sítio onde nunca estive e, embora pessoalmente seja céptica, aprecio muito as manifestações de religiosidade popular. Por outro lado, ainda há o artesanato, a gastronomia, o vinho, é tudo muito bom, só é pena é o bento.
AFM – Com certeza queria dizer vento…
NSF – Não. Pena é o Bento, o comandante da BT que está sempre à saída das discotecas quando uma pessoa vem de lá já um bocadito tocada, com o grão na asa.
AFM – Desde já despedindo-nos e novamente agradecendo a honra e o prazer que foi esta conversa queremos colocar-lhe uma última questão? É leitora assídua do nosso blog, «oaltooforteeomoyle»?
NSF – Blog? Mas isto não é para a Ana + Atrevida? Peço desculpa por esta situação embaraçosa. Sinceramente nunca tinha ouvido falar de vocês, mas tenho a dizer que são muito simpáticos e espero verdadeiramente que possamos falar de novo no futuro. Obrigado e o meu pai, marido e filho os abençoe.
O Alto, o Forte e o Moyle – Boa tarde! Desde já agradecemos a disponibilidade em aceitar conversar connosco. Imaginamos que seja uma pessoa muito ocupada, principalmente no Verão.
Nossa Senhora de Fátima – Ora essa, o prazer é todo meu. É pena não ser mais vezes solicitada para estes momentos, mas acho que as pessoas têm uma ideia errada sobre nós, as celebridades.
AFM – Eis, então, um bom ponto de partida. O que acha de ser uma estrela do Jet Set, uma celebridade?
NSF – Se quer mesmo saber, até que não é desagradável. As festas, os eventos sociais. É tudo muito bonito. Adoro festas populares e arraiais, ando é sempre a cheirar a sardinha e a tinto. Estou é aborrecida com o José Eduardo Moniz, por não me ter ainda convidado para uma dessas coisas das celebridades, gostei muito da quinta, fez-me lembrar quando nasceu o meu Jesus.
AFM – Importa-se de nos explicar porquê? Estamos certos que as nossas legiões de leitores iriam gostar de saber.
NSF – Houve uma altura em que eu não sabia bem como lidar com a fama. Sabe, isto do nosso filho ser o Messias é complicado. E não era só isso, é que o meu filho é meu pai e pai dele próprio e veste-se de pomba. Não é fácil. Às vezes é uma confusão lá em casa! Veja lá que, de um dia para o outro, passei de dona de casa, mulher de um carpinteiro, a filha, amante e mãe de Deus. Foi tudo menos fácil, posso garantir-lhe. Enquanto isto me acontecia, formou-se uma multidão de fãs incrível. Tive que arranjar dezenas de pseudónimos, senão não podia atender a todos.
AFM – Exactamente! Na verdade, como prefere ser conhecida? “Nossa Senhora” é bastante formal, ao passo que “Fátima”, ou qualquer um dos outros nomes, é demasiado familiar.
NSF – Para mim é-me verdadeiramente indiferente. Tem uma certa razão quanto ao “Nossa Senhora”, mas os fãs estão habituados. Eu aprecio bastante um “Do Rosário”, “dos Aflitos”, até “Do Ó”. Já não gosto tanto de “Nossa Senhora do Leite”, faz-me lembrar uma leiteira que andou a arrastar a asa ao meu José, grande vaca. Fora isso, é-me indiferente.
AFM – Mas como estava a dizer, acerca dos problemas que teve com a fama…
NSF – Pois! Eu criei na altura um certo afastamento, chamemos-lhe um afastamento presente, e, a partir daí, os fãs começaram a pôr-me… Como hei de dizer? A pôr-me num pedestal, a reverenciar-me à distância. Eu ressenti-me bastante, porque adoro gente. Sou uma verdadeira “Party Animal”. Custou-me que me começassem a tratar como se eu fosse uma “Vaca Sagrada”.
AFM – Acha que o facto do seu filho ser uma estrela ajudou a catapultar a sua imagem?
NSF – Talvez tenha contribuído um pouco, mas prefiro acreditar que foi o meu espírito, o meu bom gosto para vestir, o meu intelecto, que me tornaram conhecida e popular. Terei que agradecer, acima de tudo à empresa que trata da minha imagem. De facto, a Companhia de Jesus – Ideias Criativas S.A. teve um papel fundamental na minha divulgação, o que tenho, nunca é demais repeti-lo, de agradecer. Se não fossem eles, há largos anos já, eu não passaria “daquela”, da mulher do carpinteiro.
AFM – Pelo que nos é dado a ver, seria verdadeiramente injusto, pois se até a mãe do Ronaldinho faz publicidade, por que não deveria ser reconhecida aquela que é, de facto, a mãe do “Salvador da Humanidade”. Mas deixemos de parte estas questões de marketing e gestão de imagem. O que acha da situação política internacional?
NSF – Eu não tenho grande opinião, até porque já há uns tempos que não vejo o Nuno Rogeiro e estou bastante desactualizada. O que posso dizer é que acho, muito honestamente, que o mundo, depois da queda do muro, está uma confusão. Parece a luta pela permanência na Liga BetandWin nos corredores da Praça da Alegria. E depois há aquela questão de Israel, com a terra prometida. É que isso é tudo mentira, houve sim uma ocasião em que o meu catraio disse ao Cabude Sachoberg, um dos jornaleiros que andava por conta do meu Zé, sovina como o meu amante o dá, e disse-lhe que ele havia de ter a sua terra, ele e os outros como ele. Mas ele referia-se só a umas leivas de terra, nunca àquele bocado todo.
AFM – Mas… A senhora não é judia??
NSF – Se considerarmos bem, eu sou uma cidadã do mundo, apesar da costela brasileira do meu filho ser muito evidente. E atenção que não nasci na Judeia, tive que dar à luz numa maternidade egípcia devido aos cortes orçamentais, uns seguranças privados contratados pelo estado judaico mataram o meu filho. Por aqui pode ver que poucos laços me ligam a essa gente. Sou tão judia como o Roberto Leal é português! De resto, como já disse, o meu filho e marido e pai disse que não prometeu aquela terra a ninguém, portanto, quem chegou primeiro reclama posse. Quanto à política internacional, o Bush é um pobre incompreendido, o Durão Barroso é uma pessoa que respira competência, o Putin é um fofo que não faz mal a ninguém e o Wen Jiabao, da China, um verdadeiro querido, um amor em todos os aspectos.
AFM – Sabemos que é uma verdadeira amante de Portugal e dos portugueses, o que fica patente, nomeadamente, na sua grande intimidade com a irmã Lúcia. O que acha da situação do país?
NSF – Quero deixar esclarecido, de uma vez por todas, que apesar do nosso desentendimento em 1980 [ver Camarate Revelado!], a nossa amizade nunca esteve em causa. De resto ela vai lá a casa frequentemente. Em relação a Portugal, realmente a situação não é muito favorável, mas com o bom resultado que Portugal obteve no mundial, os recursos humanos do futebol português vão valorizar e a balança comercial vai ser equilibrada com o aumento das exportações. Se o Governo português negociar com os timorenses uns barrizitos de petróleo por troca com os soldados da GNR, então aí era “superavit“ pela certa. Acho contudo que se deve apostar mais na educação, sobretudo na educação sexual. Se as crianças se entusiasmarem com a escola o rendimento escolar aumenta e em menos de uma geração o Choque Tecnológico irá chocar efectivamente, mas pela positiva, isto é se alguém o chegar a encontrar.
AFM – Como sabemos que um dos seus nomes é “Da Luz”, diga-nos: o que acha da contratação de Fernando Santos para treinar o Benfica?
NSF – Nesse aspecto não tenho grande opinião, eu até sou da Académica de Coimbra. O que eu gostaria era de lançar um apelo sério e sentido: Por favor, deixem jogar o Mantorras!
AFM – Planos para férias, já tem?
NSF – Este ano, curiosamente, estou a pensar em fazer férias em Portugal, talvez na região do Oeste. Caldas, Bombarral, Ericeira. O clima é óptimo e vai dar para passear e ver monumentos, Mafra, Óbidos, talvez vá até Sintra. Se puder vou também a Fátima. É um sítio onde nunca estive e, embora pessoalmente seja céptica, aprecio muito as manifestações de religiosidade popular. Por outro lado, ainda há o artesanato, a gastronomia, o vinho, é tudo muito bom, só é pena é o bento.
AFM – Com certeza queria dizer vento…
NSF – Não. Pena é o Bento, o comandante da BT que está sempre à saída das discotecas quando uma pessoa vem de lá já um bocadito tocada, com o grão na asa.
AFM – Desde já despedindo-nos e novamente agradecendo a honra e o prazer que foi esta conversa queremos colocar-lhe uma última questão? É leitora assídua do nosso blog, «oaltooforteeomoyle»?
NSF – Blog? Mas isto não é para a Ana + Atrevida? Peço desculpa por esta situação embaraçosa. Sinceramente nunca tinha ouvido falar de vocês, mas tenho a dizer que são muito simpáticos e espero verdadeiramente que possamos falar de novo no futuro. Obrigado e o meu pai, marido e filho os abençoe.
7/22/2006
Ir ao Stand
Para os homens, as mulheres e os carros têm um valor sentimental muito semelhante, ou pelo menos ocupam um espaço afectivo e prioridades (sobretudo orçamentais) muito próximas. Comparemos:
Primeiro pensamos todos nos grandes bólides, novos modelos, topo de gama, que vêm nas revistas da especialidade e imaginamos: Gostava de ter um avião destes! Bela viatura! É a máquina dos meus sonhos!. O problema é quando se chega à parte de «encostar a barriga ao balcão», e aí só uma minoria consegue sustentar este gosto pela alta cilindrada.
Não dando para um topo de gama, procura-se depois na gama média alta, ou seja, jipes, carros familiares, de passeio, talvez um cabriolet. Embora sendo máquinas mais acessíveis, não deixam de ter os seus custos, e mesmo em 2ª mão, têm uma manutenção muito dispendiosa para a maioria.
A partir daqui, se queremos novo, tem que ser um utilitário. Uma coisa para usar todos os dias, que não nos deixe ficar mal nas piores alturas e que consuma pouco, o que já não será mau, dentro das possibilidades.
É claro que se pode sempre recorrer aos stands de carros usados, sendo que aí é melhor escolher de origem alemã ou sueca que aguentam mais rodagem, pois, caso contrário, corre-se sempre o risco de comprar algo muito batido mas bem maquilhado, o que poderá ser sempre uma carga de trabalhos, com muitas idas ao arranjo. Deve evitar-se ao máximo espaços destes com muitas bandeirinhas e floreados do género, nunca é bom sinal escolher nesse locais.
O que é muito raro acontecer, é cair-nos no colo o que procuramos, por exemplo, ser-nos oferecido. Esta é sem dúvida a melhor das situações, mas que acarreta, no entanto, uma bela dose de sorte e de conhecimentos e, eventualmente, alguma desconfiança sobre o produto. Mas como é oferecido…
Pena é que já não seja como antigamente, em que a máquina era oferecida e, com um bocado de sorte, ainda se recebia dinheiro para rodar nela.
Primeiro pensamos todos nos grandes bólides, novos modelos, topo de gama, que vêm nas revistas da especialidade e imaginamos: Gostava de ter um avião destes! Bela viatura! É a máquina dos meus sonhos!. O problema é quando se chega à parte de «encostar a barriga ao balcão», e aí só uma minoria consegue sustentar este gosto pela alta cilindrada.
Não dando para um topo de gama, procura-se depois na gama média alta, ou seja, jipes, carros familiares, de passeio, talvez um cabriolet. Embora sendo máquinas mais acessíveis, não deixam de ter os seus custos, e mesmo em 2ª mão, têm uma manutenção muito dispendiosa para a maioria.
A partir daqui, se queremos novo, tem que ser um utilitário. Uma coisa para usar todos os dias, que não nos deixe ficar mal nas piores alturas e que consuma pouco, o que já não será mau, dentro das possibilidades.
É claro que se pode sempre recorrer aos stands de carros usados, sendo que aí é melhor escolher de origem alemã ou sueca que aguentam mais rodagem, pois, caso contrário, corre-se sempre o risco de comprar algo muito batido mas bem maquilhado, o que poderá ser sempre uma carga de trabalhos, com muitas idas ao arranjo. Deve evitar-se ao máximo espaços destes com muitas bandeirinhas e floreados do género, nunca é bom sinal escolher nesse locais.
O que é muito raro acontecer, é cair-nos no colo o que procuramos, por exemplo, ser-nos oferecido. Esta é sem dúvida a melhor das situações, mas que acarreta, no entanto, uma bela dose de sorte e de conhecimentos e, eventualmente, alguma desconfiança sobre o produto. Mas como é oferecido…
Pena é que já não seja como antigamente, em que a máquina era oferecida e, com um bocado de sorte, ainda se recebia dinheiro para rodar nela.
A Crise Israelo-Libanesa
Não vale a pena confiar na televisão. Além de potencialmente perigoso é demasiado secante porque, por exemplo na TVI, passam o jornal todo a anunciar a última notícia, que é da morte de não sei quem. Se tomarmos como exemplo a crise do Médio Oriente vemos que andam sempre ali a enrolar e não se desem-merdam para lado nenhum.
Os bombardeados mostram sempre putos sujos e esfarrapados e mulheres de lenço aos gritos (ninguém que já tenha ido a uma feira ali para Viseu, ou assistir ao desporto escolar em Marrazes, se impressiona com isso). Depois, filmam sempre uma poça de sangue, que tanto pode ser de uma transeunte desprevenida, como de alguém que olhou para o traseiro da mulher de outro alguém e este topou.
Para os bombardeadores foi sempre um sucesso. Arrasaram 3 quartéis-generais, 7 baterias anti-aéreas e bunkers e outras instalações do género. Não mostram, nunca, os 28 palheiros, as latrinas ao ar livre (verdadeiras armas biológicas) e os milhares de pombais e tanques de lavar roupa que rebentam por engano. É sempre um sucesso táctico.
A este jogo de casados e solteiros bélico acrescenta-se, em Portugal, o tédio irritante de ouvir sempre os mesmos a comentar aquilo que não conhecem. É o Professor, aquele murcão com a mania que é o Eça, e o Rogério, aquele do cabelo comprido, com penteado à Juventude Popular, para não usar outra expressão. Lamento desiludir os admiradores destas personagens, mas não dão uma para a caixa. Os supostos antecedentes históricos e implicações políticas sobre os quais divagam são uma completa aldrabice pegada e que serve para manter colados ao monitor da TV tanto os ignorantes, como os pseudo-intelectuais.
Passamos a explicar, o que alguns não percebem ou não querem perceber. Quando o rei Salomão mandou construir a Casa de Deus, o famoso Templo de Salomão (e que lhe deu tanta chatice como a Expo ’98 e foi igualmente um balúrdio, só não tiveram o Mega Ferreira a contratar paquetes para ficarem vazios), mandou vir de fora do seu reino, grosso modo Israel actualmente, materiais de construção e artífices, pela sua escassez local. Ora, das frondosas e lendárias florestas de cedros do Líbano, ainda hoje representadas na bandeira (não, aquilo não é cannabis e os gajos não são bloquistas-anarquistas-ninguém-sabe-bem-o-quê), provieram todas as madeiras, ainda por cima perfumadas, necessárias à construção, desde vigas, barrotes e tabiques de andaimes, etc.
Aqui reside o cerne (não é o cherne, esse desta vez ainda não posou) da questão. O ministério das finanças de Salomão deixou andar, mas o Tribunal de contas vetou a obra, depois dela terminada, logo o rei não pode proceder ao pagamento dos madeiramentos. Desde essa altura que tem sido adiado o pagamento. No Líbano, madeireiros indignados deram origem a um movimento de restituição, não extremista religioso como dizem, chamado Hezbollah que reclama o pagamento das dívidas. Contactado o líder do movimento em Portugal, com secretaria na Cruz Quebrada, Yussuf ibn Xab Regaz, afirmou que Hezbollah quer, literalmente, dizer «Paguem as Ripas».
Conclui-se, então, que os comentadores estão na TV por outras razões, sobretudo comerciais. O Professor vai angariando alunos para a sua Universidade, sobretudo oxigenadas da Linha que querem ter aulas com um chique da «Nova Gente»; o fã do Eça vai arranjando maneira de promover o calhamaço; quanto ao Rogério, sinceramente, não sabemos, mas suspeitamos de uma permanente na Lúcia Piloto.
Gostaríamos também de salientar a estranheza por ninguém ter reparado na urgência que o Governo português teve em tirar os portugueses do Líbano. Consta que os serviços secretos israelitas avisaram o Gabinete português de que se preparava uma onda anti-portuguesa no Líbano, porque alguns encarregados da obra do Templo, que eram portugueses, desviaram madeiras para fazer as suas vivendas, subornando libaneses analfabetos com garrafões de aguardente, feita no alambique da terra. Prevendo o aumento do preço do crude produzido por países muçulmanos, para retaliar contra Portugal, o governo sacou os portugueses de fininho para ninguém dar por nada. É que se o petróleo aumentasse, as contas do défice e as previsões de crescimento iam ser, citando oficiosamente o nosso P.M., uma bosta das grandes (pelo menos não fala à boca cheia).
Os bombardeados mostram sempre putos sujos e esfarrapados e mulheres de lenço aos gritos (ninguém que já tenha ido a uma feira ali para Viseu, ou assistir ao desporto escolar em Marrazes, se impressiona com isso). Depois, filmam sempre uma poça de sangue, que tanto pode ser de uma transeunte desprevenida, como de alguém que olhou para o traseiro da mulher de outro alguém e este topou.
Para os bombardeadores foi sempre um sucesso. Arrasaram 3 quartéis-generais, 7 baterias anti-aéreas e bunkers e outras instalações do género. Não mostram, nunca, os 28 palheiros, as latrinas ao ar livre (verdadeiras armas biológicas) e os milhares de pombais e tanques de lavar roupa que rebentam por engano. É sempre um sucesso táctico.
A este jogo de casados e solteiros bélico acrescenta-se, em Portugal, o tédio irritante de ouvir sempre os mesmos a comentar aquilo que não conhecem. É o Professor, aquele murcão com a mania que é o Eça, e o Rogério, aquele do cabelo comprido, com penteado à Juventude Popular, para não usar outra expressão. Lamento desiludir os admiradores destas personagens, mas não dão uma para a caixa. Os supostos antecedentes históricos e implicações políticas sobre os quais divagam são uma completa aldrabice pegada e que serve para manter colados ao monitor da TV tanto os ignorantes, como os pseudo-intelectuais.
Passamos a explicar, o que alguns não percebem ou não querem perceber. Quando o rei Salomão mandou construir a Casa de Deus, o famoso Templo de Salomão (e que lhe deu tanta chatice como a Expo ’98 e foi igualmente um balúrdio, só não tiveram o Mega Ferreira a contratar paquetes para ficarem vazios), mandou vir de fora do seu reino, grosso modo Israel actualmente, materiais de construção e artífices, pela sua escassez local. Ora, das frondosas e lendárias florestas de cedros do Líbano, ainda hoje representadas na bandeira (não, aquilo não é cannabis e os gajos não são bloquistas-anarquistas-ninguém-sabe-bem-o-quê), provieram todas as madeiras, ainda por cima perfumadas, necessárias à construção, desde vigas, barrotes e tabiques de andaimes, etc.
Aqui reside o cerne (não é o cherne, esse desta vez ainda não posou) da questão. O ministério das finanças de Salomão deixou andar, mas o Tribunal de contas vetou a obra, depois dela terminada, logo o rei não pode proceder ao pagamento dos madeiramentos. Desde essa altura que tem sido adiado o pagamento. No Líbano, madeireiros indignados deram origem a um movimento de restituição, não extremista religioso como dizem, chamado Hezbollah que reclama o pagamento das dívidas. Contactado o líder do movimento em Portugal, com secretaria na Cruz Quebrada, Yussuf ibn Xab Regaz, afirmou que Hezbollah quer, literalmente, dizer «Paguem as Ripas».
Conclui-se, então, que os comentadores estão na TV por outras razões, sobretudo comerciais. O Professor vai angariando alunos para a sua Universidade, sobretudo oxigenadas da Linha que querem ter aulas com um chique da «Nova Gente»; o fã do Eça vai arranjando maneira de promover o calhamaço; quanto ao Rogério, sinceramente, não sabemos, mas suspeitamos de uma permanente na Lúcia Piloto.
Gostaríamos também de salientar a estranheza por ninguém ter reparado na urgência que o Governo português teve em tirar os portugueses do Líbano. Consta que os serviços secretos israelitas avisaram o Gabinete português de que se preparava uma onda anti-portuguesa no Líbano, porque alguns encarregados da obra do Templo, que eram portugueses, desviaram madeiras para fazer as suas vivendas, subornando libaneses analfabetos com garrafões de aguardente, feita no alambique da terra. Prevendo o aumento do preço do crude produzido por países muçulmanos, para retaliar contra Portugal, o governo sacou os portugueses de fininho para ninguém dar por nada. É que se o petróleo aumentasse, as contas do défice e as previsões de crescimento iam ser, citando oficiosamente o nosso P.M., uma bosta das grandes (pelo menos não fala à boca cheia).
6/29/2006
A Crise de Timor-Leste
Graças a um acaso feliz, ao mesmo tempo que inacreditável, uma troca de linhas permitiu que ouvíssemos uma conversa secreta e absolutamente extraordinária. O telefonema era proveniente do Palácio das Cinzas, em Díli, estando do outro lado da linha António Costa, ministro português da Administração Interna e Joaquim de Oliveira, accionista maioritário da SportTv. Devido às obrigações que temos perante os nossos fidelíssimos leitores divulgaremos esta informação secreta e inédita.
Em poucas palavras se explica a gravíssima crise que tem assolado Timor-Leste. De facto, ao tentar impedir a transmissão dos jogos do Campeonato do Mundo de futebol que se está a realizar na Alemanha em cafés, restaurantes, tascas e afins, a SportTv tem fortes responsabilidades na instabilidade pré-guerra civil que se vive no mais recente país do mundo.
Quando os jornais portugueses chegaram a Díli, três dias depois de terem sido publicados em Portugal, a população amotinou-se, pois viu ameaçadas as suas possibilidades de assistir aos jogos. Ao mesmo tempo, o descontentamento generalizou-se porque no palácio presidencial e no gabinete do Primeiro-Ministro, foram instaladas à última hora receptores que permitiam aos responsáveis políticos e seus apaniguados acompanhar o desporto-rei.
O representante, não oficial, e principal orquestrador das violentas manifestações que assolaram a capital do país, Joaquim Makratipan Arapuak, terá iniciado negociações com a Indonésia para a entrega do poder no território timorense. A contrapartida do acordo previa a transmissão gratuita do actual e dos próximos 2 Campeonatos do Mundo de Futebol, dos próximos 2 campeonatos europeus de futebol, as 5 próximas finais da Champions League (e todas aquelas em que o Benfica jogar, sem número discriminado) e, se possível, a transmissão dos jogos da fase final ca competição em Pólo Aquático, nos próximos Jogos Olímpicos de Pequim.
Por sua vez, no seu tom pausado a roçar um gaguejo senil, o Presidente, ex-guarda redes da Académica de Díli e actual estudante da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Xanana Gusmão, pediu imediatamente ajuda a Portugal, para fazer face a esta crise aguda. Lembremos que os australianos, tendo em vista a venda de camisolas, entraram imediatamente em cena para montar os meios de transmissão dos jogos, somente, dos «Socceroos», o que foi recusado a toda a linha pelos rebeldes. A Onu voluntariou-se para enviar batalhões de técnicos munidos de material e ferramentas, para montar uma antena e um receptor por cada 20 palhotas, mas apenas a partir de 10 de Julho, o que se veio a provar ser totalmente inaceitável por ser demasiado tarde. Nada, enfim, que surpreenda nas actuações da ONU.
Demonstrando o seu tacto negocial, António Costa, conseguiu despachar umas centenas de GNR’s, por tempo indeterminado, para o território timorense (parecendo mesmo ter comentado: “De qualquer maneira aqui também não fazem nada!”), desagravando assim o orçamento do seu ministério.
Contudo, a situação só seria desbloqueada junto de Joaquim Oliveira, através da cedência à Olivedesportos dos direitos de exploração de publicidade estática em redor de monumentos nacionais, estando em conclusão as negociações para os funcionários da administração pública passarem a usar vestuário com alusões à SportTv, nomeadamente as cores e logótipo, durante os horários de expediente nas respectivas repartições.
Numa época de maledicência gratuita e de veiculação facciosa de informação politicamente orientada contra o governo, ou mesmo de contra-informação, cremos não ser descabido apresentar aqui um voto de louvor pelos esforços e tacto negocial revelados pelos portugueses na assistência, desinteressada como é patente, a um povo que se pode considerar irmão, embora um irmão mais novo, rodeado que está de tubarões.
Em poucas palavras se explica a gravíssima crise que tem assolado Timor-Leste. De facto, ao tentar impedir a transmissão dos jogos do Campeonato do Mundo de futebol que se está a realizar na Alemanha em cafés, restaurantes, tascas e afins, a SportTv tem fortes responsabilidades na instabilidade pré-guerra civil que se vive no mais recente país do mundo.
Quando os jornais portugueses chegaram a Díli, três dias depois de terem sido publicados em Portugal, a população amotinou-se, pois viu ameaçadas as suas possibilidades de assistir aos jogos. Ao mesmo tempo, o descontentamento generalizou-se porque no palácio presidencial e no gabinete do Primeiro-Ministro, foram instaladas à última hora receptores que permitiam aos responsáveis políticos e seus apaniguados acompanhar o desporto-rei.
O representante, não oficial, e principal orquestrador das violentas manifestações que assolaram a capital do país, Joaquim Makratipan Arapuak, terá iniciado negociações com a Indonésia para a entrega do poder no território timorense. A contrapartida do acordo previa a transmissão gratuita do actual e dos próximos 2 Campeonatos do Mundo de Futebol, dos próximos 2 campeonatos europeus de futebol, as 5 próximas finais da Champions League (e todas aquelas em que o Benfica jogar, sem número discriminado) e, se possível, a transmissão dos jogos da fase final ca competição em Pólo Aquático, nos próximos Jogos Olímpicos de Pequim.
Por sua vez, no seu tom pausado a roçar um gaguejo senil, o Presidente, ex-guarda redes da Académica de Díli e actual estudante da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Xanana Gusmão, pediu imediatamente ajuda a Portugal, para fazer face a esta crise aguda. Lembremos que os australianos, tendo em vista a venda de camisolas, entraram imediatamente em cena para montar os meios de transmissão dos jogos, somente, dos «Socceroos», o que foi recusado a toda a linha pelos rebeldes. A Onu voluntariou-se para enviar batalhões de técnicos munidos de material e ferramentas, para montar uma antena e um receptor por cada 20 palhotas, mas apenas a partir de 10 de Julho, o que se veio a provar ser totalmente inaceitável por ser demasiado tarde. Nada, enfim, que surpreenda nas actuações da ONU.
Demonstrando o seu tacto negocial, António Costa, conseguiu despachar umas centenas de GNR’s, por tempo indeterminado, para o território timorense (parecendo mesmo ter comentado: “De qualquer maneira aqui também não fazem nada!”), desagravando assim o orçamento do seu ministério.
Contudo, a situação só seria desbloqueada junto de Joaquim Oliveira, através da cedência à Olivedesportos dos direitos de exploração de publicidade estática em redor de monumentos nacionais, estando em conclusão as negociações para os funcionários da administração pública passarem a usar vestuário com alusões à SportTv, nomeadamente as cores e logótipo, durante os horários de expediente nas respectivas repartições.
Numa época de maledicência gratuita e de veiculação facciosa de informação politicamente orientada contra o governo, ou mesmo de contra-informação, cremos não ser descabido apresentar aqui um voto de louvor pelos esforços e tacto negocial revelados pelos portugueses na assistência, desinteressada como é patente, a um povo que se pode considerar irmão, embora um irmão mais novo, rodeado que está de tubarões.
6/22/2006
Por favor, entreguem sempre o manual de instruções!
Não me querendo fazer passar por um qualquer representante de classe, conotado com quaisquer interesses que possam encontrar neste desabafo, sei que, no entanto, não estou a falar a título individual, porque é impossível haver algum homem que tenha conseguido descobrir os segredos, e não estou a falar dos três segredos que a virgem contou à falecida Lúcia.
Os segredos de que estou a falar resumem-se a uma única palavra: mulheres. Por acreditar que nenhum homem logrou até hoje conhecer todos os segredos de uma mulher, venho, por este meio, fazer um apelo a todas as mães que tenham filhas, para escreverem um manual de instruções das vossas filhas, nem que seja apenas uma sebenta.
A minha ideia é a seguinte, durante o crescimento das vossas filhas, vão anotando tudo o que diga respeito à catraia, as coisas de que realmente gosta – qual o melhor presente – e o que não gosta. Se gostava de ser rica ou remediada. Enfim, tudo o que diga respeito ao futuro relacionamento com o sexo oposto, tudo isto para quando nós entrarmos em cena não andarmos à nora, e, digamos, que a vocês – mães – não vos custa nada ir arrepiando caminho a alguns dos vossos possíveis genros.
Mesmo que tenham uma vida muito atarefada, há sempre um bocadinho entre uma telenovela e outra ou antes de ir para a cama, será como lavar os dentes, e, depois para nós, será como limpar o cotovelo a um menino... (esta não é assim, ajudem-me que eu não me lembro como é). O que quero dizer é que facilitem a nossa vida, já que fizeram um ser tão complicado também vos compete ensinar quem o vai utilizar no futuro.
Por exemplo, se uma máquina de lavar traz manual de instruções e tem, vá, 3 ou 4 botões, é só meter a roupa lá para dentro e ela faz o resto, para que é preciso o manual? Às mulheres não basta "meter a roupa lá para dentro", há sempre qualquer coisa mais que é preciso. Se uma televisão traz manual de instruções e toda a gente sabe trabalhar com o aparelho, porque não enviam um com as mulheres? Até os rádios trazem sempre o bendito manual e para quê? Toda a gente sabe onde está e para que serve o Play, o Stop, o Forward, o Rewind, o Pause, etc., mas expliquem-nos onde é que as vossas filhas têm esses botões, pelo menos o Play e o Stop (este até dava jeito para quando vão ás compras).
Agora não me peçam é para desmontar e montar o aparelho para ver como é que funciona, porque até isso pode não ser suficiente. E mais, nunca vi ninguém ir comprar uma televisão, e quem diz uma televisão diz uma máquina de café, ou um outro qualquer aparelho que traga manual de instruções, e o fabricante pedir ao cliente: olhe, sim senhor, nós fizemos a Televisão, agora escreva você o manual!
Os segredos de que estou a falar resumem-se a uma única palavra: mulheres. Por acreditar que nenhum homem logrou até hoje conhecer todos os segredos de uma mulher, venho, por este meio, fazer um apelo a todas as mães que tenham filhas, para escreverem um manual de instruções das vossas filhas, nem que seja apenas uma sebenta.
A minha ideia é a seguinte, durante o crescimento das vossas filhas, vão anotando tudo o que diga respeito à catraia, as coisas de que realmente gosta – qual o melhor presente – e o que não gosta. Se gostava de ser rica ou remediada. Enfim, tudo o que diga respeito ao futuro relacionamento com o sexo oposto, tudo isto para quando nós entrarmos em cena não andarmos à nora, e, digamos, que a vocês – mães – não vos custa nada ir arrepiando caminho a alguns dos vossos possíveis genros.
Mesmo que tenham uma vida muito atarefada, há sempre um bocadinho entre uma telenovela e outra ou antes de ir para a cama, será como lavar os dentes, e, depois para nós, será como limpar o cotovelo a um menino... (esta não é assim, ajudem-me que eu não me lembro como é). O que quero dizer é que facilitem a nossa vida, já que fizeram um ser tão complicado também vos compete ensinar quem o vai utilizar no futuro.
Por exemplo, se uma máquina de lavar traz manual de instruções e tem, vá, 3 ou 4 botões, é só meter a roupa lá para dentro e ela faz o resto, para que é preciso o manual? Às mulheres não basta "meter a roupa lá para dentro", há sempre qualquer coisa mais que é preciso. Se uma televisão traz manual de instruções e toda a gente sabe trabalhar com o aparelho, porque não enviam um com as mulheres? Até os rádios trazem sempre o bendito manual e para quê? Toda a gente sabe onde está e para que serve o Play, o Stop, o Forward, o Rewind, o Pause, etc., mas expliquem-nos onde é que as vossas filhas têm esses botões, pelo menos o Play e o Stop (este até dava jeito para quando vão ás compras).
Agora não me peçam é para desmontar e montar o aparelho para ver como é que funciona, porque até isso pode não ser suficiente. E mais, nunca vi ninguém ir comprar uma televisão, e quem diz uma televisão diz uma máquina de café, ou um outro qualquer aparelho que traga manual de instruções, e o fabricante pedir ao cliente: olhe, sim senhor, nós fizemos a Televisão, agora escreva você o manual!
6/18/2006
Obrigado, Alfredo Barreiros!
Este cidadão, anónimo até há bem poucas semanas atrás, é hoje um ícone da televisão por cabo em Portugal. Lojista de profissão, na sua meia idade, Alfredo Barreiros decidiu pôr fim à sua condição de mais um anónimo e apresentar-se ao público português como uma figura ímpar da televisão por cabo, em apenas 30 segundos de grande inspiração. Se cada mortal tem direito a 5 minutos de fama, e muitos deles passam e não deixam marca, continuam a sua vida de sempre, Alfredo Barreiros precisou apenas de um singelo meio minuto para deixar bem vincada a sua personalidade a todos os telespectadores do, unanimemente considerado, melhor canal da televisão por cabo em Portugal, SIC Notícias.
Quando foi aceite a sua participação no fórum Opinião Pública deste canal, o director de programa estava longe de pensar que estava a imortalizar uma personagem que ficará para sempre ligada a este canal e, talvez, à própria estação televisiva. A sorte de Alfredo em conseguir a participação valeu-lhe um dos melhores momentos televisivos da história das televisões em Portugal, rivalizando com outros grandes momentos, como a saudosa participação no festival Eurovisão da canção da musa da música portuguesa Dora, ou até com o melhor programa de entretenimento jamais passado na televisão portuguesa e que colocou João Baião no estrelato nacional, falo obviamente do Big Show SIC.
A SIC conseguiu, com apenas 30 segundos de antena, imortalizar mais uma figura ímpar da nossa modesta sociedade. Quando Alfredo Barreiros, pleno de convicção, se declarou de uma forma nunca antes vista na televisão portuguesa, à pivot do programa (Sónia Atalaya), exprimindo tudo o que lhe ia na alma (e na mão), fazendo corar a própria em directo, de modo a que esta não conseguisse resistir à sua tirada inesperada. De tão imprevisível a senhora ficou obviamente acanhada (compreensível), mas não conseguiu esconder a afectividade para com a declaração de Alfredo, um verdadeiro expert no acto de conquistar mulheres.
A frase “és boa como o milho!!!” ficará para sempre na memória de quem ouviu a voz de Barreiros em directo. Na realidade esta frase passará a figurar em todos os compêndios de “como engatar uma garina” aparecendo já novas edições levadas à estampa propositadamente depois da brilhante revelação de Alfredo Barreiros.
Para mim, que sou um admirador confesso deste senhor da TV por cabo portuguesa, fica apenas um senão à sua irrepreensível declaração. Porque é que ele perguntou se podia “bater uma punheta” enquanto falava ao telefone? É este o motivo porque Alfredo ainda não atingiu a notoriedade internacional.
Na verdade, de que estava ele à espera? Que a pivot respondesse em directo no programa? Sim senhor, masturba-te à vontade à minha custa. Se preferires eu posso até ajudar-te tirando a blusa e o soutien! Vou até deixar a SIC e trabalhar para o Viver/Vivir! Já agora aponta o meu número de telemóvel para a gente combinar qualquer coisa para logo. Queres que me masturbe também? Se era isto que Alfredo estava à espera de ouvir, então a questão faz sentido, mas se não era isto que esperava ouvir, porque perguntou? Podia simplesmente afirmar com um estou e não utilizar o posso.
Ó Alfredo, que raio de pergunta!! Para a próxima não perguntes, mais vale gemeres! Mesmo assim, continua.
O céu é o limite.
Quando foi aceite a sua participação no fórum Opinião Pública deste canal, o director de programa estava longe de pensar que estava a imortalizar uma personagem que ficará para sempre ligada a este canal e, talvez, à própria estação televisiva. A sorte de Alfredo em conseguir a participação valeu-lhe um dos melhores momentos televisivos da história das televisões em Portugal, rivalizando com outros grandes momentos, como a saudosa participação no festival Eurovisão da canção da musa da música portuguesa Dora, ou até com o melhor programa de entretenimento jamais passado na televisão portuguesa e que colocou João Baião no estrelato nacional, falo obviamente do Big Show SIC.
A SIC conseguiu, com apenas 30 segundos de antena, imortalizar mais uma figura ímpar da nossa modesta sociedade. Quando Alfredo Barreiros, pleno de convicção, se declarou de uma forma nunca antes vista na televisão portuguesa, à pivot do programa (Sónia Atalaya), exprimindo tudo o que lhe ia na alma (e na mão), fazendo corar a própria em directo, de modo a que esta não conseguisse resistir à sua tirada inesperada. De tão imprevisível a senhora ficou obviamente acanhada (compreensível), mas não conseguiu esconder a afectividade para com a declaração de Alfredo, um verdadeiro expert no acto de conquistar mulheres.
A frase “és boa como o milho!!!” ficará para sempre na memória de quem ouviu a voz de Barreiros em directo. Na realidade esta frase passará a figurar em todos os compêndios de “como engatar uma garina” aparecendo já novas edições levadas à estampa propositadamente depois da brilhante revelação de Alfredo Barreiros.
Para mim, que sou um admirador confesso deste senhor da TV por cabo portuguesa, fica apenas um senão à sua irrepreensível declaração. Porque é que ele perguntou se podia “bater uma punheta” enquanto falava ao telefone? É este o motivo porque Alfredo ainda não atingiu a notoriedade internacional.
Na verdade, de que estava ele à espera? Que a pivot respondesse em directo no programa? Sim senhor, masturba-te à vontade à minha custa. Se preferires eu posso até ajudar-te tirando a blusa e o soutien! Vou até deixar a SIC e trabalhar para o Viver/Vivir! Já agora aponta o meu número de telemóvel para a gente combinar qualquer coisa para logo. Queres que me masturbe também? Se era isto que Alfredo estava à espera de ouvir, então a questão faz sentido, mas se não era isto que esperava ouvir, porque perguntou? Podia simplesmente afirmar com um estou e não utilizar o posso.
Ó Alfredo, que raio de pergunta!! Para a próxima não perguntes, mais vale gemeres! Mesmo assim, continua.
O céu é o limite.
6/08/2006
Critérios Comportamentais de Avaliação da Sexualidade Masculina
Hoje, há um problema para os homens que atingem uma certa idade e não têm qualquer tipo de relacionamento com um espécime do sexo oposto. Eu defino essa idade como o período em que se começa a trabalhar, depois de acabar a faculdade, o que ronda entre os 24 e os 27 anos, podendo mesmo atingir a casa dos 30 no caso das mentes mais brilhantes, que continuam a espalhar sabedoria pelos corredores das faculdades.
Pois bem, meus amigos, a partir desse momento, se continuam a apreciar as vantagens de uma bela saída à noite em que podem olhar à descarada para uns belos pares de nádegas e afins sem sofrer qualquer repreensão, a não ser que façam um olhar à espanhola e sejam mesmo agredidos fisicamente, se querem continuar a malhar umas louras sem terem que se preocupar com o bafo, cuidado, porque qualquer pequeno gesto que tenham pode ser considerado... abichanado. Concretizando, se não tens namorada, ou no mínimo se não és vulgarmente acompanhado por uma mulher, és susceptível de ser gay.
Actos como, olhar para a televisão e fazer um comentário sobre a telenovela pode ser considerado como tal (vendo bem, um comentário sobre uma telenovela não deixa dúvidas). Mas se tivessem uma mulher, deixavam de ser gay para serem um dos que simplesmente não tem Sporttv e está à espera que acabe o raio da telenovela para ver se finalmente lhe apetece ir copular.
Mas atenção, ver futebol pode ir do mais machão que há, ao mais amaricado possível. Se forem um dos que foram caçados antes do tempo, ver futebol e beber umas cervejas é um ritual e ela deixa-vos fazer isso porque durante 90 minutos nunca caem na tentação de olhar para outra (porque à hora de jogo nunca está nenhuma no café a beber cerveja e a comer empalhadas, ou mesmo só tremoços, ou se está, meus amigos mais vale olhar para a televisão). No entanto, se ainda não foram anilhados, cuidado, porque ver futebol pode ser considerado gay, pois é uma excelente ocasião para ver 22 pares de pernas musculadas (excepto as do Alcides). Não contando com equipa de arbitragem, por ser demasiado perverso (não sei se alguém seria capaz de olhar para o Martins dos Santos com esses propósitos, ou mesmo para o Isidoro Rodrigues).
Mas há mais, usar uma mala a tiracolo pode ser um pau de dois bicos (esta expressão não foi nada feliz). Se estiverem conotados como uns verdadeiros barrascos, usar uma é considerado um sinal de alguma maturidade e até de um certo estilo, mas se não forem um desses tais barrascos, não há nada mais gay do que usar uma mala a tiracolo (se tiver brilhantes não têm hipótese, porque são mesmo).
Ir beber café também pode ser um pretexto para abichanação. Se pertencerem ao grupo dos que decidiram pôr fim à liberdade, podem pedir a vontade um café e uma água (mesmo com sabores) que ninguém põe em causa a vossa virilidade, no entanto, se ainda estão do lado da liberdade, e para evitar mal entendidos, peçam sempre um café com um digestivo, desde que não seja Pisang Ambom, Safari ou Bailey's, de preferência uma aguardente velha ou, se conseguirem, um bagaço, isso não deixará dúvidas. Evitem sempre as águas com sabores, principalmente com sabor a morango e mesmo a figo. Para os mais economicistas optem pela cerveja, é intemporal e na maior parte das vezes símbolo de machismo, mas evitar a cerveja sem álcool, que pode não ser muito conveniente. Nos estádios, para não serem apanhados desprevenidos, apanhem sempre a bezana antes de entrar. Também não esquecer o vinho tinto que, dentro de certos parâmetros, contempla uma margem de virilidade, isto se for escolhido vinho com mais de 14º ou um bom “ Lutador”, “Chicote” ou “Repolho” (acreditem, é preciso ser um homem com “coglionne” para conseguir beber vinho destas castas tão bem seleccionadas).
Outra coisa a evitar são os lenços de papel, principalmente se ainda trouxerem o maço. Para evitar esses mal entendidos optem por pedir um emprestado (não convém devolver), ou vai ao WC e retira um bom pedaço de papel higiénico, de preferência sem ser de dupla folha, e quando chegares à mesa ou ao balcão utilizem-no da maneira mais espalhafatosa possível. Se conseguirem, o ideal mesmo são ainda os lenços de pano, que dão para várias utilizações, bastando deixar secar. Mesmo que as secreções, ou mucos, nasais contenham substância, deixem sempre secar que o substrato acaba sempre por cair de tão seco.
Mesmo ao olhar descaradamente para uma mulher, utilizem sempre qualquer tipo de linguagem, barulho ou grunhido que demonstre a vossa virilidade, pois um simples olhar sem qualquer referência vocal pode ser considerado desprezo pelas formas do sexo oposto. Claro que os comprometidos não podem fazer barulho sob pena de ficarem proibidos de utilizar as formas que estão ao seu dispor.
Tentem evitar dizer o que estiveram a ver na tv, para não serem apanhados em ratoeiras. Documentários, se bem que são “cultura” para os comprometidos, para os outros de nós podem ser um rótulo de larilice. Se vos descair a língua (cuidado senão estão logo na merda), tenham sempre pronta uma afirmação do género: era um documentário, mas sobre bate-chapas, ou mesmo era sobre a pisa do vinho na região demarcada de Dão-Lafões, etc. Uma referência ao Canal 13 (ex-18), pode também funcionar bem como dissuasor de comentários sobre uma vossa eventual “apanha do sabonete”, em balneários públicos.
Muita atenção, igualmente, a um outro pormenor. Fazer apostas é de macho. Para os já “amarrados” serão criancices e eles não entram nessas paroladas. Para os outros, não entrar numa aposta é pura rabetice. Atentem, contudo, aos teores apostados. O ideal é sempre apostar copos. Bebedeira, ainda por cima por aposta, é de homem viril, sempre e indiscutivelmente.
Finalmente, a roupa que vestem. Um gajo que tenha namorada que use uma camisola sobre os ombros, vista um pólo ou camisa cor-de-rosa tem estilo e é esteticamente evoluído. Os outros… Quanto aos outros arriscam-se a ser a Rosa Amélia, ou, pior, tidos por aparentados com o Castelo Branco. Atenção, então, aos laranjas, verdes fluorescentes, amarelos e outras cores berrantes. No Carnaval, não vistam roupa de mulher, nunca. É certo que ninguém leva a mal, mas também é certo que ninguém se vai esquecer e umas fotos, menos felizes, poderão tornar-se um purgatório terreno.
Pois bem, meus amigos, a partir desse momento, se continuam a apreciar as vantagens de uma bela saída à noite em que podem olhar à descarada para uns belos pares de nádegas e afins sem sofrer qualquer repreensão, a não ser que façam um olhar à espanhola e sejam mesmo agredidos fisicamente, se querem continuar a malhar umas louras sem terem que se preocupar com o bafo, cuidado, porque qualquer pequeno gesto que tenham pode ser considerado... abichanado. Concretizando, se não tens namorada, ou no mínimo se não és vulgarmente acompanhado por uma mulher, és susceptível de ser gay.
Actos como, olhar para a televisão e fazer um comentário sobre a telenovela pode ser considerado como tal (vendo bem, um comentário sobre uma telenovela não deixa dúvidas). Mas se tivessem uma mulher, deixavam de ser gay para serem um dos que simplesmente não tem Sporttv e está à espera que acabe o raio da telenovela para ver se finalmente lhe apetece ir copular.
Mas atenção, ver futebol pode ir do mais machão que há, ao mais amaricado possível. Se forem um dos que foram caçados antes do tempo, ver futebol e beber umas cervejas é um ritual e ela deixa-vos fazer isso porque durante 90 minutos nunca caem na tentação de olhar para outra (porque à hora de jogo nunca está nenhuma no café a beber cerveja e a comer empalhadas, ou mesmo só tremoços, ou se está, meus amigos mais vale olhar para a televisão). No entanto, se ainda não foram anilhados, cuidado, porque ver futebol pode ser considerado gay, pois é uma excelente ocasião para ver 22 pares de pernas musculadas (excepto as do Alcides). Não contando com equipa de arbitragem, por ser demasiado perverso (não sei se alguém seria capaz de olhar para o Martins dos Santos com esses propósitos, ou mesmo para o Isidoro Rodrigues).
Mas há mais, usar uma mala a tiracolo pode ser um pau de dois bicos (esta expressão não foi nada feliz). Se estiverem conotados como uns verdadeiros barrascos, usar uma é considerado um sinal de alguma maturidade e até de um certo estilo, mas se não forem um desses tais barrascos, não há nada mais gay do que usar uma mala a tiracolo (se tiver brilhantes não têm hipótese, porque são mesmo).
Ir beber café também pode ser um pretexto para abichanação. Se pertencerem ao grupo dos que decidiram pôr fim à liberdade, podem pedir a vontade um café e uma água (mesmo com sabores) que ninguém põe em causa a vossa virilidade, no entanto, se ainda estão do lado da liberdade, e para evitar mal entendidos, peçam sempre um café com um digestivo, desde que não seja Pisang Ambom, Safari ou Bailey's, de preferência uma aguardente velha ou, se conseguirem, um bagaço, isso não deixará dúvidas. Evitem sempre as águas com sabores, principalmente com sabor a morango e mesmo a figo. Para os mais economicistas optem pela cerveja, é intemporal e na maior parte das vezes símbolo de machismo, mas evitar a cerveja sem álcool, que pode não ser muito conveniente. Nos estádios, para não serem apanhados desprevenidos, apanhem sempre a bezana antes de entrar. Também não esquecer o vinho tinto que, dentro de certos parâmetros, contempla uma margem de virilidade, isto se for escolhido vinho com mais de 14º ou um bom “ Lutador”, “Chicote” ou “Repolho” (acreditem, é preciso ser um homem com “coglionne” para conseguir beber vinho destas castas tão bem seleccionadas).
Outra coisa a evitar são os lenços de papel, principalmente se ainda trouxerem o maço. Para evitar esses mal entendidos optem por pedir um emprestado (não convém devolver), ou vai ao WC e retira um bom pedaço de papel higiénico, de preferência sem ser de dupla folha, e quando chegares à mesa ou ao balcão utilizem-no da maneira mais espalhafatosa possível. Se conseguirem, o ideal mesmo são ainda os lenços de pano, que dão para várias utilizações, bastando deixar secar. Mesmo que as secreções, ou mucos, nasais contenham substância, deixem sempre secar que o substrato acaba sempre por cair de tão seco.
Mesmo ao olhar descaradamente para uma mulher, utilizem sempre qualquer tipo de linguagem, barulho ou grunhido que demonstre a vossa virilidade, pois um simples olhar sem qualquer referência vocal pode ser considerado desprezo pelas formas do sexo oposto. Claro que os comprometidos não podem fazer barulho sob pena de ficarem proibidos de utilizar as formas que estão ao seu dispor.
Tentem evitar dizer o que estiveram a ver na tv, para não serem apanhados em ratoeiras. Documentários, se bem que são “cultura” para os comprometidos, para os outros de nós podem ser um rótulo de larilice. Se vos descair a língua (cuidado senão estão logo na merda), tenham sempre pronta uma afirmação do género: era um documentário, mas sobre bate-chapas, ou mesmo era sobre a pisa do vinho na região demarcada de Dão-Lafões, etc. Uma referência ao Canal 13 (ex-18), pode também funcionar bem como dissuasor de comentários sobre uma vossa eventual “apanha do sabonete”, em balneários públicos.
Muita atenção, igualmente, a um outro pormenor. Fazer apostas é de macho. Para os já “amarrados” serão criancices e eles não entram nessas paroladas. Para os outros, não entrar numa aposta é pura rabetice. Atentem, contudo, aos teores apostados. O ideal é sempre apostar copos. Bebedeira, ainda por cima por aposta, é de homem viril, sempre e indiscutivelmente.
Finalmente, a roupa que vestem. Um gajo que tenha namorada que use uma camisola sobre os ombros, vista um pólo ou camisa cor-de-rosa tem estilo e é esteticamente evoluído. Os outros… Quanto aos outros arriscam-se a ser a Rosa Amélia, ou, pior, tidos por aparentados com o Castelo Branco. Atenção, então, aos laranjas, verdes fluorescentes, amarelos e outras cores berrantes. No Carnaval, não vistam roupa de mulher, nunca. É certo que ninguém leva a mal, mas também é certo que ninguém se vai esquecer e umas fotos, menos felizes, poderão tornar-se um purgatório terreno.
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