11/30/2009

11/25/2009

Arma(gedão)

O Moyle, muito honestamente, não compreende para quê tanto burburinho em redor de um padre de uma paróquia de Trás-os-Montes que traficava armas.
Já não é a primeira vez que se diz aqui e repete-se. Qual é a função de um padre? Não é providenciar que as almas se juntem ao Criador? Então, onde está a incoerência de um padre andar a fazer uns biscates que permitam acelerar todo o processo?
Este senhor sacerdote ama tanto a Deus, mas ama tanto, tanto, mas mesmo tanto, que mal pode esperar para lhe enviar fardos e fardos de almas novas para lhe fazerem companhia. É que não se pode acusar este representante de quem gosta de servir o senhor de joelhos de egoísmo, tentando agradar ao patrão. Muito pelo contrário pois, ao mesmo tempo que passa uma graxazinha nas sandálias do CEO divino, está a providenciar quanto ao futuro eterno de muitas alminhas. É que quem chega cedo ao espectáculo tem direito às filas da frente. Meus lindos, é assim a vida. E a morte também. E a vida depois da morte idem.

11/23/2009

Crime Dizem Eles


Como as Campanhas Negras faziam o PS colar-se muito ao Obama, uma decapitação é mesmo o que vem a calhar.

11/18/2009

Impecável Músculo Cardíaco

Até porque parece que não se ouve nada mais nos dias que correm, além do refrão «que perfeito coração», o Moyle acha tal repetição até à náusea extremamente ofensiva à memória do guarda-redes Robert Enke, que se autossuicidou a ele próprio há poucos dias. É que se a filha dele tivesse tido, lá está, um perfeito coração, todo o seu drama tinha sido evitado.

Um Leão Por Dia? Nem Sabe O Bem Que Lhe Faria!

O gajo careca da Quercus é que não deverá achar muita graça à ideia.

11/17/2009

Puerilidades

Esta semana, na TSF, quem escolhe a playlist que passa das 13h às 14h é o Paulo Pedroso. Até aqui tudo bem. No entanto, não foi sem alguma surpresa, que o Moyle constatou que o vereador de Almada não escolheu alguns dos seguintes temas:

Os Putos - Carlos do Carmo
Meninos do Huambo - Paulo de Carvalho
The Kids Are Alright - The Who
Menino D'Oiro - José Afonso
Children of the Korn - Korn

Isto além de outras de que eu sei que vós, nas vossas infinitas complacência e sabedoria, se lembrarão. Tais como:

Kids In America - Kim Wilde
When The Children Cry - White Lion
Coro de Stº Amaro de Oeiras
Children Of The Grave - Black Sabbath
Sweet Child Of Mine - Guns And Roses
Strange Kind Of Love - Peter Murphy
Children Of A Worthless God - Exodus
Dangerous But Worth The Risk - Ratt
It Sounds Like Love (but it looks like sex) - Zeromancer
Jack In The Crack - Revolting Cocks
Devil Cock - Revolting Cocks
Spit Or Swallow - KMFDM
Los Ninos Del Parque - KMFDM
All Children Go To Heaven - Retractor
All Victims Go To Heaven - Retractor (Sombra Um)
Kids - MGMT
Kids - Robbie Williams e Kylie Minogue (joãozinho)
Another Brick In The Wall (13)
Sugar Baby Love - The Rubettes
At Seventeen - Janis Ian (Teté).

Sois umas jóias.



11/12/2009

Conflito de Gerações. Uma perspectiva zeugmática

Há muitas coisas ligeiras e engraçadas sobre as quais deveria falar. Mas não me apetece.

Vou antes divagar (até porque não há motivos para ter pressa) sobre uma problemática extremamente traumática, cuja temática não apenas a gramática, mas também a matemática, uma postura antidogmática e toda a filosofia da Ática, poderão esclarecer.

Vivemos numa sociedade apática, burocrática na sua organização, dependente de uma cultura cinemática de divinização mediática da mediocridade. A ameaça autocrática está aí, à espreita em cada medida antidemocrática que a acrobática legislativa faz aprovar. Na assembleia, policromática na forma, mas acromática no conteúdo, catedrática e cerimoniática na imagem que transmite, o poder exerce-se de forma errática e, valham- nos todos os deuses, fleumática, sobre uma população asnática, de propensão dogmática e com uma preferência sintomática pela ostentação asiática de uma pseudoelite com uma atitude forçadamente dramática e apenas aparentemente diplomática. O topo desta hierarquia marasmática é ocupado não pelo primeiro cidadão, garantia sistemática da liberdade democrática, mas por uma múmia hierática, conivente com a desconstrução tecnocrática, levada a cabo pela camarilha socrática. A política é, por isso, uma actividade iniciática, encapotadamente aristocrática, que se esforça por criar uma aura simpática e empática, para com a mole, bovina e acromática na sua capacidade de escolha.

Esta é a realidade esquemática do nosso tempo, o zeitgeist para usar uma expressão idiomática, da pátria hanseática. Não é uma mera afirmação melodramática. É uma posição pragmática, que realça a mesquinhez estática que nos rodeia. Aqui no extremo da península eurasiática, desminta-o quem puder, vigora a lei selvática, situação paradigmática de uma gente reumática e neuropática.

Sem qualquer agenda programática nem nenhuma intenção enigmática o Moyle o diz. Apenas em tom de constatação opiniática. Talvez tudo isto que se observa não seja uma coisa negativa afinal, talvez seja meramente uma questão idiossincrática ou, quem sabe, psicossomática. Talvez seja da condição climática. Talvez excesso, talvez falta, de ligação informática. Possivelmente a portugalidade será demasiado beática, embora felizmente não teocrática. Talvez a visão portuguesa do mundo seja naturalmente psicopática. Talvez esta seja uma ideia simpática. Mas o Moyle não vai nisso. A verdade axiomática é que a falta de autoconfiança dos portugueses é automática, daí a sua dependência de qualquer figura vagamente carismática, de teatralidade operática e pronúncia enfática, mesmo que de qualquer treta, desde que pareça magistrática.

No entanto, nada disto interessa para o que nos trouxe aqui hoje. O problema é o conflito de gerações. Esse cancro que corrói o tecido social e a solidariedade pessoal. Já reparam que grande parte dos dantescos conflitos entre gerações poderia ser resolvida se os da geração anterior deixassem de usar a irritante expressão: “Ainda tu não eras nascido e já eu…”?

Mas que raio de conversa é esta? Isso é que é um cometimento homérico ter feito qualquer coisa antes de mim por ter nascido antes! No shit Sherlock! Enfim, o ressentimento que provoca nas gerações mais novas é tão grande que, menos de 10 anos depois de o ouvirem elas, as ouviremos repetir esta linha de raciocínio brilhante.

Qualquer dia vemos a putalhada da 1ª classe (agora é primeiro ano do ensino básico), a dizer para os da creche (agora já deve haver pré-escolas e coisas assim): - Quando tu nasceste já eu comia cereais de chocolate com leite!, e a multidão de comedores de Cerelac espantar-se-á em uníssono: - OHHHHH, de chocolate! Mais ridículo será ouvir um velhote de 90 anos a dizer a um de 80: - Quando tu nasceste, já eu comia broa com azeitonas ao almoço! Sabem lá estes cachopos o que era a vida!

Portanto, vejam lá se se deixam destas merdas porque este flagelo horrível, que nos consome enquanto sociedade, tem que terminar.

11/05/2009

Genealogia Animal

Alguém sabe como se chama ao filho de uma orca?

Chama-se eitão!

11/02/2009

Speculum Mundi

Quando precisamos de tomar uma decisão, mas mesmo uma daquelas coisas realmente importantes, como por exemplo admitir perante os amigos que se é lagarto ou coisas trágicas do género, o ideal é reflectir muito e bem sobre o assunto. O que me leva à brilhante conclusão de que, em matéria de reflectir muito e bem, o conselheiro ideal é um espelho.