
Os autores abdicam de todas as responsabilidades sobre os conteúdos presentes neste blog... Porque não passam de tretas, por muito que desejem e achem o contrário. Não abdicamos, contudo, de todos e quaisquer direitos sobre esses mesmos conteúdos que se encontram protegidos pelas Leis de Protecção da Propriedade Intelectual em vigor (excepto na China e na Madeira). Assinado: O Alto, O Forte e o Moyle
5/21/2009
5/14/2009
5/13/2009
Rabichice Legal
O Direito em Portugal é uma mariquice. Mariquice no sentido de Cláudio Ramos e não no sentido de ter a importância social do “Preço Certo”. O rabichismo legal é gritante e, no entanto, ninguém parece reparar. Valha-nos o Moyle para detectar estas coisas.
Por causa do enriquecimento ilícito, levantou-se uma enorme questão em redor do “ónus da prova”. Vejam este conceito lógico aplicado ao Direito, por exemplo. Tem um nome poderoso, sonante, másculo, imperativo até. Podia ser o nome, ou o título, de um imperador. Imaginem o arauto a anunciá-lo ao som de trombetas:
- Sua Majestade, o Ónus da Prova!
Ora, sabem o que pretendem fazer-lhe? Invertê-lo!
Isto começa a surpreender pouco nos dias que correm mas continua a indignar. Resta saber como se pretende obter esse efeito de inversão. Vão vestir o “ónus da prova” de látex rosa, ou veludo fuchsia? Fazer-lhe umas madeixas acobreadas no Eduardo Beauté? Inscrevê-lo como sócio do Sporting? Obrigá-lo a ver as fotos da operação às mamas da Maya? Apresentá-lo ao Goucha? Tudo isto encerra níveis perfeitamente inauditos de tortura que não podem ser tolerados, mesmo falando de um conceito jurídico.
Mas o arrebichanamento legal não termina por aqui, contudo. Outro exemplo gritante – e aqui gritante não relativo ao tom de voz do Paulo Portas nos debates quinzenais – é o que pretendem fazer ao Direito Penal, isto é, aplicar-lhe retroactividade. Com tanta coisa que podiam fazer ao Direito tinham que lhe dar actividade retro – que em latim significa atrás? Mas já não há decoro? Estamos entregues à bicharada, ou melhor, à bichanice, isto para não falar nos riscos que a retroactividade penal significa em termos de direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Continuando assim, rapidamente será o Direito Penal a fazer aos cidadãos o que lhe querem fazer agora.


