5/18/2008

National Moylographic

Tem muita piada as pessoas derreterem-se a ver os documentários sobre a vida selvagem e dizerem que as águias-reais são muito lindas, que os ursos pardos são majestosos e coisas que tal.
Ora, isso é que é uma admiração do caraças! Então se os bichos só comem salmão, estavam à espera que tivessem um aspecto rançoso? Mas alguém com aspecto rançoso come lá salmão?!

5/14/2008

Uma Fumarada do Caracas


Ajoelha-te e Ri

«O reitor do Santuário de Fátima diz que as famílias estão a ser alvo da "invasão da mentira". No editorial do jornal ‘A Voz da Fátima’, monsenhor Luciano Guerra afirma que "as intervenções públicas não passam de mentiras para tapar buracos".»

O senhor Luciano tem toda a razão quando refere isto mas o Moyle quer lembrar-lhe, na remotíssima hipóteses de ele aqui botar aquele olho com 385 dioptrias, de que nem tudo é mau, pois há por aí pessoal com uma imaginação e um sentido de humor brilhantes.
É mesmo de bradar aos céus.

5/13/2008

A Ida e a Volta

Isto de andar com um terço no porta-luvas dá um jeitão do caraças. Há uns dias fui à Cova d'Iria, para ver se via uma Nossa Senhora mas quando lá cheguei vi logo que, afinal, tinha ido à Senhora da Asneira.
Assim como assim, aproveitei para rezar um rosariozito pela salvação dos pescadores.

5/12/2008

Colóquio dos Simples

No passado dia 3 de Maio de 2008 realizou-se, também em Portugal, uma marcha pela legalização da Marijuana. Ora, o Moyle, por um segundo apenas, viu imanar da Humanidade uma ténue luz de esperança, reflexo de um gesto de bondade. Afinal era a primeira vez que o Mundo se unia para manifestar a sua posição quanto à imigração, nomeadamente exigindo a legalização dos imigrantes ilegais.

Ora bem, tal não passou de uma luz pífia e de uma credulidade abjecta aqui do Moyle – o que até nem faz nada o seu estilo em termos de postura perante a Humanidade – pois a Marijuana não se tratava de uma qualquer imigrante ilegal provinda da América do Sul.

Só depois de prestar atenção ao que realmente se passava o Moyle percebeu que a manifestação era para se tornar legal o direito de fumar ervas aromáticas e, entre elas, a Marijuana.

Mas continua a haver algo que provoca no Moyle uma sensação de prurido na parte de trás do umbigo. Mas por que raio de razão se há-de pedir autorização – e ainda por cima fazer manifestações para tal – para fumar ervas aromáticas? Mas alguém me pode proibir de ir pela borda da estrada e apanhar um raminho de orégãos e esfumaçá-los todos? E se for subtrair à minha avó o alecrim benzido do Domingo de Ramos para esse efeito, alguém tem alguma coisa que ver com isso? Parece-me que não. Isto, afinal de contas, não passa tudo de uma mistificação pois, se é legal pôr as folhas de louro na comida, por que não haveria eu de as poder fumar? Onde está isso previsto na lei? Não está, claro que não está…

Está-me cá a parecer que, mais uma vez, estamos perante uma campanha, muito mal amanhada, de divulgação de predutes estrangeiros em detrimento da belíssima – e de qualidade – produção nacional. Que tem a Marijuana a mais que o rosmaninho? Nada, imagina o Moyle. Portanto, antes que saia daqui uma nova Depuralina, não será melhor deixarmo-nos estar com a produção nacional, de comprovada qualidade?

5/09/2008

Traduttore, Non Traditore II

Não há muito tempo o Moyle levantou aqui a questão das pessoas certas para os lugares, quando se referiu àquela porca gorda para fazer o papel de Porca Gorda.
Para não correr o risco de ter tropeçado numa mera coincidência e, com isso, ver diminuído o seu mérito intelectual, apresenta aqui, em primeira mão, um novo conjunto de personagens que seriam perfeitas para algumas peças.
«Quem faz uma panela faz o testo para ela!», reza a sabedoria popular. Vejamos, então, alguns desses testos:
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Se por acaso conhecem as peças e acham que as sugestões moylísticas não fazem o mínimo sentido em relação ao texto, então, nesse caso, o Moyle só pode dizer uma coisa... paciência.

5/07/2008

Aborto Ortográfico

Ao passar na rua, o Moyle ouviu uma velhota dizer «Framácia» e, sobrepondo-se à sensação de estranheza inicial, foi envolvido por uma sensação de angústia e de sincera preocupação por uma velha estar mais informada do que o Moyle. Afinal, o Moyle carrega aos ombros o doce fardo das suas legiões de leitores, que habituou a, legitimamente, exigirem sempre o melhor.
As negociações estão concluídas (ou quase) e o Acordo Ortográfico vai mesmo avançar. A língua portuguesa, sobretudo escrita, vai sofrer alterações que não podem ser menosprezadas. Estatisticamente, julga-se que 16 em cada 1000 palavras do português europeu vão ser alteradas, uma taxa de mudança muito superior à do português falado por outras populações lusófonas. Isto significa que em Portugal apenas os monges da Cartuxa de Évora, a população indígena da Madeira, dos Açores e 97% da população da Damaia e do Bairro do Cerco no Porto não serão afectados (os 3% que faltam são os polícias).
O Moyle poderia levantar aqui a seguinte questão: “Se os portugueses inventaram a língua, a divulgaram e é em algumas regiões de Portugal que se fala o que é considerado o padrão linguístico português, porque raio hão os portugueses de mudar mais palavras no léxico do que os outros falantes de português?” Mas o Moyle não fará tal pergunta porque poderia ser confrontado com respostas do tipo: “Porque os brasileiros são ignorantes e estúpidos!” e o Moyle não admite tais iniquidades e injustiças preconceituosas.
Passemos então ao que interessa e ver alguns exemplos de mudanças na linguagem a que o Moyle teve acesso, directamente do caixote do lixo do maiores filólogos portugueses.

§ Húmido passa a Úmido
§ Facto passa a Fato
§ Óptimo passa a Ótimo
§ Exacto passa a Exato
§ Baptismo passa a Batismo
§ Cancro passa a Cancâro
§ Farmácia passa a Framácia
§ Programa passa a Pograma
§ Treze passa a Treuze
§ Aliás passa a Áliás
§ Eucalipto passa a Encaliptre
§ Colesterol passa a Castrol®
§ Ideólogo passa a Idiota
§ Obrigado passa a Obrigados
§ Estupidez passa a Estupideza (observado por Calminha)
§ Auricular passa a Irocular (observado pelo Poeta Acácio)
§ Agradecimento passa a Agardecimento (observado por Sorrisos em Alta)

Isto entre muitos outros exemplos de que se escusa a transcrição para não causar fastio aos milhares de milhões de leitores desta nova Sagrada Escritura que é o Moyle - e que têm causado séria apreensão em mui iluminadas figuras da nossa azinhaga (dizer aqui "praça" era abusar de uma parolice reservada aos comentadores profissionais).
Resta ao Moyle desejar uma pirâmide do Egito pelo reto acima aos idiotas que pogramaram este aborto.

5/06/2008

As Searas da Ira II

A escalada de preços do arroz só tem dois culpados e nenhum deles inclui os grupos financeiros que especulam com bens alimentares.
A culpa é dos chineses e dos japoneses por andarem a fazer aguardente de arroz em vez de o comerem. Já viram a aguardente que é necessária para mais de 1 bilião e 500 milhões de pessoas? Isto mesmo que cada um beba um décimo do que bebe, em média, um português.O outro culpado são os velhos, e homens de meia-idade portugueses, que insistem em querer arroz doce – porque faz lembrar a saudosa infância – quando já toda a gente enjoou dessa porcaria.


(E já nem se fala nas batatas para o Vodka, milho para a Tequilla e Whisky, etc. Qualquer dia não se pode beber nada. E andam todos preocupados com a alimentação. Cambada de inconscientes!)

5/04/2008

As Searas da Ira I

Ou esta gente anda toda a fumar alecrim benzido no “Domingo de Ramos” ou o Moyle é o único neste planeta com uma noção da realidade.
Fome, racionamento, inflação – e o cortejo que a segue de menor poder de compra, maior custo de vida, meses mais compridos e salários mais curtos – é o que preocupa as pessoas, enche jornais, ocupa os telejornais, pulula nas rádios, infesta a Internet, por causa do aumento dos cereais.
Mas será que ninguém se lembra do preço a que ficará a cerveja se a escalada de preços atingir a cevada também?

5/02/2008

Condecorações da Moylarquia

Quando, há dois posts atrás, o Moyle se referiu a uma condecoração da "Ordem de Santa Quitéria com a Chave no bolso" as sua legiões de ávidos leitores abanaram a cabeça em reprovação e pensaram, de si para consigo:
- «Este gajo joga com um baralho de 50 cartas!»
Porém, apesar da justeza do raciocínio, ninguém sabia que o Moyle se preparava para anunciar a sua proposta de reforma das condecorações da República Portuguesa, de maneira a que estas respondam às exigências de um futuro muito próximo. E que futuro é esse?
Ora bem, sabei já e em primeira mão - roam-se Reuters, France Presse e Amigo do Povo - que quando a Revolução Moyle conhecer a luz do dia um novo Portugal nascerá e, com ele, a Moylarquia Lusitana e, por isso, como novo regime que se preze, a primeira coisa a pensar é nas condecorações a distribuir por quem calha - mas nada de rebaldarias como o cenourinha em S. Bento.
Contemplai, vós de pouca fé, a medalha de mérito da:
«ORDEM DE SANTA QUITÉRIA COM A CHAVE NO BOLSO»

5/01/2008

Falsas Identidades Falsas

A SIC noticiou há uns tempos o caso de um cidadão de Setúbal que foi renovar o BI e trouxe metade do Bilhete de Identidade correcto e a outra metade com os dados de alguém que dá pelo nome de Gisela Francisco.
Porque carga de água foi este acontecimento uma notícia? Alguém pode explicar ao Moyle? Horário nobre por um gajo que agora se chama Gisela Francisco? Que tem isto de estranho? Mais estranho do que um erro administrativo é o caso daqueloutro cidadão que à noite se chama Catherine Deneuve. Não é estranho mudar de identidade só à noite? Dá assim um toque de Dr. Jekill, mas em louro aos caracóis.
E notícias sobre isto? Népias…