2/25/2007

S.C.IURD.

Paulo Bento foi convidado para Bispo da IURD. Os poderes revelados ao convencer os sportinguistas de que jogam sempre muito bem – puro logro - levaram a que Paulo Bento recebesse este convite, não estando apurada a resposta, à data de fecho da edição do Moyle. Outra das características apreciadas pelos dirigentes da IURD é a capacidade que Bento tem de encarnar em si entes superiores, quando nas flash interviews se pronuncia sobre a (in)justiça dos resultados, sempre em favor do Sporting, de uma forma magnânime a roçar o majestático, arrastando assim os crentes.

Bidente ou Vidente?

O lugar da Maya na cartomancia nacional está posto em causa, isto porque o treinador do Porto, Jesualdo Ferreira é afinal o mais brilhante aprendiz do falecido Zandinga. Quando o “grego” Katsouranis lesionou Anderson, já Jesualdo sabia que isso ia acontecer, só não tendo conseguido descodificar se era o perónio direito ou o esquerdo. De acordo com a RTP, Jesualdo esteve apalavrado para o Telejornal do dia 1 de Janeiro para fazer as habituais previsões para o novo ano mas a coisa não se proporcionou, pois, por outro lado, circulam rumores na cidade do Porto, de que o Professor não é afinal vidente, que tudo não passa de uma patranha do Benfica para reinar às custas do FêCêPê, sendo quase certo que afinal as profecias não passam de ficção e que o senhor usa sim uma placa dentária, de modo a dissimular os seus últimos dois dentes.

A Culpa é do Alfaiate

Quando no início da época davam o Benfica como fora da luta pelo título, principalmente por causa do treinador Fernando Santos, a verdade é que muito pouca gente sabia o que realmente se passava.
O Moyle faz um apelo: reparem no Fernando Santos durante as transmissões dos jogos e vejam a quantidade de vezes que ele puxa as calças. Como é que um treinador se pode concentrar no jogo se quando se levanta corre o risco de ficar em ceroulas perante os milhares de adeptos que vão ao estádio, e perante os milhões que vêem o jogo pela TV?

2/19/2007

Rescaldo do Referendo

Este fim-de-semana fica marcado pelo referendo e pelo último aborto clandestino, um dia antes da consulta popular.
Vamos começar pelo referendo. É gratificante ver o Bloco de Esquerda e o PCP regozijarem-se com esta vitória eleitoral, mas também é verdade que era impossível não ganharem. Vejamos, desde 1976 que o PCP não tem uma única derrota em eleições, estando com um recorde já muito difícil de alcançar, uma vez que o segundo classificado é, nesta altura, o Chelsea com apenas três anos sem derrotas em casa. A verdade é que os líderes do PCP conseguem ver sempre os resultados positivos, mesmo que baixem 10 ou 20% dos votos, para eles continua a ser uma vitória, ou seja, é sempre vitória ainda conseguirem ter votos. Por outro lado, o BE também já aprendeu com a “velha guarda” e de tudo retira uma vitória política, o que pensamos estar relacionado com as últimas visitas à Colômbia de uma delegação deste partido, por altura do Natal.
Contudo, deve-se salientar que também os defensores do “Não” conseguiram festejar vitória, principalmente os católicos, que conseguiram dignificar a camisola e garantir, assim, um lugar no paraíso, com uma simples cruz no quadradinho de baixo, ao lado de Torquemada, Inácio de Loyola, entre outros Santos e benfeitores da Santa Igreja.
A verdade é que nenhum partido político deveria ficar contente, porque o único vencedor deste referendo foi o PDA (Partido Da Abstenção), pois duvidamos que sem abortos alguém vote nos nossos políticos.
Por fim, uma referência ao último aborto clandestino realizado em Portugal Continental, que foi detectado por elementos da Judite, naquela que ficou conhecida como “Operação Ciaotassa”, por volta das 22 horas de Sábado na Póvoa do Varzim.

2/12/2007

10 Perguntas a João Paulo II

O Alto, o Forte e o Moyle (AFM) – Muito obrigado por ter aceite o nosso convite para uma conversa. Sentimo-nos muito honrados agora que, finalmente, a Vossa Santíssima agenda permitiu esta oportunidade.

João Paulo II (JPII) – Eu é que agradeço o vosso venerável convite. Quando soube das vossas legiões de fiéis – leitores – senti imediatamente que queria fazer parte deste fenómeno.

AFM – Dizei-nos, então, é correcto afirmar que Sua Santidade (SS) é um verdadeiro apreciador de Portugal e dos portugueses?

JPII – Bem, pode-se dizer que sim. No Vaticano é que me davam pouca margem de manobra, senão teria passado boa parte do meu tempo no vosso augusto país.

AFM – O que foi que vos atraiu, ao longo da vida e mesmo agora, para esta pequena e periférica nação?

JPII – Razões sentimentais, claro, acima de tudo o resto. De facto, foi em Portugal que encontrei um rumo para toda a minha vida e a inspiração para a minha carreira.

AFM – Referis-vos à Nossa Senhora de Fátima, seus milagres e aparições? Pelo menos é o que somos levados a deduzir.

JPII – Não, nada disso. O que me liga a Portugal é o feitiço que a Irmã Lúcia me lançou. Desde a primeira vez que a vi que fiquei taralhouco. Até Grego comecei a falar e não dava uma para a caixa. Tudo por causa daquela maluca. Era uma tesuda que nem vos digo nada. Eu bem sei que andaram a dizer que andava a rebolar na palha com a madre Teresa de Calcutá. Admito que era bem jeitosa, mas não fazia muito o meu género. Mas o pior eram aqueles emplastros vestidos de vermelho, os…os…

AFM – Cardeais?

JPII – Isso mesmo, cardeais. Obrigado. Esses bichonas impotentes não deslargavam por um segundo. Uns verdadeiros estraga… vocês sabem.

AFM – Perdoai-nos as nossas expressões, mas estamos perfeitamente siderados. Não fazíamos a mais pequena ideia. Imaginamos que a vossa relação fosse difícil…

JPII – Não era nada difícil, por acaso. Ela subia para um genuflexório, eu levanta as minhas vestes e ela as dela e… pontapé para a frente e fé em Deus. As oportunidades, isso sim, eram escassas.

AFM – Boa alegoria, muito apropriada. Agora que se fala nisso, gostais de futebol?

JPII – Muito! Sempre apreciei muito. Tem momentos menos agradáveis, por exemplo quando um dirigente vosso, nem me lembra qual, se lembrou de me ir lambuzar o anel. Tirando esses fait-divers… Acho mesmo uma injustiça que o futebol seja o “Desporto Rei” e não o “Desporto Papa”, e afirmo-o com toda a propriedade como se vê claramente, e nesse aspecto o futebol português está na vanguarda.

AFM – Eis um ponto de vista extremamente interessante. Porque dizeis isso?

JPII – Comparem, então. É uma actividade de multidões, com romarias constantes, recheadas de messias e salvadores. Largas tradições e profunda implantação social. Movimenta rios de dinheiro e de atenção. É multilingue e plurirracial.

AFM - É realmente uma boa comparação entre o futebol e a religião.

JPII – Mas o melhor ainda está para vir. O futebol e a Igreja servem ambos para o mesmo, isto é, nada.

AFM – Mas, se bem percebemos, SS (Sua Santidade. Não confundir com a tropa de choque de Hitler) está a sugerir que a Igreja não tem razão de existir, que o seu papel social é irrelevante, ou nulo?

JPII – Eu, a sugerir? De maneira nenhuma. Estou a afirmar inequivocamente. A Igreja, assim como o futebol, não servem para nada. Mas tem um piadão enorme a energia, atenção e devoção que as pessoas dedicam às duas coisas. Digo-vos já, por vezes rio-me tanto a pensar nisso como a ver o elenco da Floribella a tentar representar. É de gritos.

AFM – Mas, não nos haveis dito que gostáveis de futebol?

JPII – Claro que disse e mantenho. É impossível a alguém não se deleitar com a beleza intrínseca dos gestos técnicos, a negação permanente das leis da física, as sublimes nuances tácticas… Estou a brincar, obviamente, e peço perdão por isso, mas não pude evitar. Gosto mesmo é de confusão, do conflito. Se houver violência nas bancadas, já dou o tempo por bem empregue, mas se for no relvado… Aí perco mesmo o controlo e praticamente deliro. Adoro “batatada”, como vocês dizem. Por mim tanto o Zebedeu [ver Portugal Hoje – Matar o Borrego de 5/8/2006], como o Paulinho Santos já tinham sido canonizados.

AFM – Mas essa postura não é um contra-senso? Afinal, SS (outra vez alertamos para a possível confusão) pregou a paz na Terra e o amor fraternal durante toda a vossa vida.

JPII – Tudo isso está muito certo e é muito bonito, mas assim que saí do escritório o trabalho ficou lá. Quando era mineiro não andava a abrir buracos aqui e além só porque me apetecia. Só para melhor compreenderem onde quero chegar, não foi por ter andado de vestido quase toda a vida que sou o Castelo-Branco.

AFM – Agradecemos desde já a disponibilidade e a amabilidade de SS (não tem mesmo nada a ver com as Schutz Staffel) em aceder a falar connosco, gostaríamos de vos colocar um última questão, que nos têm atormentado a nós e a todos os nosso leitores. SS (ver em cima) utilizava vestuário por baixo da batina e restantes vestes?

JPII – Eu é que vos agradeço e devo confessar que fiquei muito agradavelmente surpreendido com o vosso convite. Quanto à vossa questão, a resposta, no meu caso pessoal, é afirmativa. Usava uns calções apertadíssimos, que me cortavam a circulação, para me manter controlado. Acontecia, por vezes, eu pôr-me a pensar na Lúcia e andava nos corredores do Vaticano a parecer uma tenda de circo, o que era algo inconveniente. Eu fiquei marreco por andar inclinado para a frente a disfarçar, imaginem. O Bentinho XVI não sei se usa, mas imagino que não, porque ouvi dizer que “urina para os pés”, se me estão a perceber.

2/05/2007

Chuva e Trânsito

Porque será que sempre que chove as regras do Código da Estrada deixam de ser aplicadas? Será que existe um regime de excepção de que não estamos a par?
Será que STOP quer dizer «Pare obrigatoriamente sempre que esteja tempo seco»? E se estiver tempo seco mas a estrada estiver molhada?
Será que a prioridade deixa de ser à direita? Como em Inglaterra chove muito e a circulação se faz pela esquerda, aplicam-se as regras de trânsito conforme as condições atmosféricas?
Será que as distâncias de segurança deixam de se aplicar? Como está a chover andar em «comboio» torna a circulação automóvel mais fácil?
Quem é poderá pensar que por buzinar o trânsito circulará mais depressa? Imaginam que o barulho que fazem irrita as nuvens e afasta a água da estrada?
E o que é mais curioso é que a chuva é o mais ameaçador agente da Polícia de Trânsito, pois nunca ninguém cumpre limites de velocidade, mas quando chove todos são respeitados com reverência. Porque será? Desidratação dos cérebros de quem conduz, que só percebe a sinalização quando chove?
O Direito dos peões atravessarem as estradas cessa temporariamente quando há precipitação?
A explicação mais lógica para tudo isto é a dicotomia calor/sede. Ou seja, se se conduz melhor com tempo seco, logo o tempo seco significa mais calor, o calor provoca securas, nomeadamente na boca. A maneira mais fácil de acabar com as securas é beber. Como os portugueses são apreciadores da qualidade, bebem o que de melhor há em Portugal: vinho e cerveja. Logo, como conclusão, a bebida alcoólica, ao contrário do que é dito, provoca grandes melhorias na condução. Requeremos assim que as multas sejam passadas a quem vai sóbrio, sendo a tabela de multas de: 0,00 - 0,50 (recebe 35 € para gastar na tasca mais próxima); 0,51 – 1,20 (recebe 15€ para completar a embriaguez); 1,20 – 3,00 (Viagem para duas pessoas durante um fim-de-semana a uma região demarcada à escolha ou Kit Sócio Benfica); mais do que 3,00 (Condecoração no Palácio de Belém com a Ordem do Infante).
Concluímos por chamar à colação Descartes de forma a valorizar este conjunto de questões com a sua máxima Penso, Logo Existo.