11/23/2006

Futebol Português no Guiness

É verdade, o Glorioso conseguiu finalmente o maior título dos últimos 40 anos, provando que afinal o senhor Bela Gutman estava errado quando disse que o Benfica sem ele nunca mais ganharia uma competição internacional. O LFV levou o Benfica ao tão almejado título de “maior do mundo”, faltando só para o museu da luz o troféu dos arredores, a disputar em Tóquio no mês de Dezembro, e que vem substituir a Taça Intercontinental, passando a designar-se Taça Intergaláctica.
O próprio Real Madrid cedeu livremente o nome com que tinham apelidado os seus jogadores, desta forma, os galácticos deixaram de ser o Ronaldo, o Beckham, o Robinho, Roberto Carlos, VanNijstelroy e companhia. Agora, desde a última semana, os novos galácticos do futebol mundial passaram a ser as estrelas do Glorioso, como o Kikin, Petit, Paulo Jorge, Manu, ou o Mantorras, ou não fosse ele o jogador que quase se tornou a maior contratação do mundo, quando o LFV recusou a sua venda para o Barcelona por quase 18 milhões de contos, ainda no tempo do conto.
No entanto, por fontes próximas, o Moyle sabe que o Benfica pode não estar só no livro dos recordes, outros nomes do futebol português estão próximos de o conseguir, talvez durante esta época. O mais próximo será o Sporting, segundo as fontes, como o clube que quase ganhou mais títulos, pensa-se que o Guiness esteja somente à espera que o Sporting quase vença este campeonato, para dar entrada no prestigiado livro.
Também o FêCêPê pode estar a um passo do Guiness, segundo fontes directamente ligadas à questão e que garantiram faltar apenas corromper um árbitro para destronar o ex-presidente do Marselha, Bérnard Tapie. Todavia, e sem ter tido o alarido que aliás merecia, já Luís Campos, treinador de futebol, pertence a esta gala de famosos, quando numa só época conseguiu descer dois clubes de divisão, faltando apenas um jogo por um terceiro clube para conseguir o pleno. Parabéns, Luís Campos, apesar de atrasados!

11/10/2006

Lei do Urinol

Porque é que os homens, em geral, quando frequentam durante um largo período de tempo o mesmo estabelecimento público, quando vão ao WC, fazem-no instintivamente no mesmo urinol?
É esta a questão que o Moyle tem para tentar dissecar desta vez. À primeira vista parece um acto instintivo, do qual os recônditos mais primitivos do nosso cérebro são os mandatários, mas recorrendo a uma análise mais pormenorizada o Moyle talvez tenha encontrado a resposta no direito civil e na lei do direito de propriedade. Ou seja, pensamos que o uso prolongado do mesmo objecto causa o sentimento de propriedade e talvez seja essa a razão deste acto, afinal não tão instintivo. Daí que o iremos tentar levar ao Governo Sócrates e tentar fazer aprovar a Lei do Urinol, que deverá assegurar a propriedade do urinol ao utilizador que o usar mais de 200 vezes. É claro que o Moyle também pensou na maneira de assegurar a fiabilidade da proposta de lei. Assim, à entrada do estabelecimento será entregue um cartão magnético que irá contabilizar as utilizações. Ao fim da 201ª o urinol passará a ser utilizado apenas pelo seu proprietário. Quando o proprietário estiver mais do que três dias úteis sem usufruir do seu urinol, deixa de ter direito ao seu uso exclusivo.
É esta a proposta de lei que o Moyle irá apresentar durante as próximas semanas na Assembleia da República. É esta a preocupação deste cidadão consciente, porque a quem é que isto nunca aconteceu? E não se trata de uma lei machista, porque poderá ser aplicada também às mulheres. A quem é que já não aconteceu ir àquilo que parece ser nosso e quando lá chegamos deparamo-nos com uma invasão de propriedade? É que na maioria das vezes ficamos tão desorientados que nos vamos embora sem sequer procurar um lugar vago.

11/01/2006

O Caso Mateus

As campanhas de intoxicação da opinião pública portuguesa sucedem-se a um ritmo alucinante, com os factos a serem trocados diariamente pelos mais inverosímeis desvarios. O mais recente é o denominado “Caso Mateus” que, como não podia deixar de ser, chegou ao público deturpado e quase tão despido de verdade como os orçamentos da coligação PSD/CDS, ou as promessas eleitorais do Eng. Sócrates.
O jogador de futebol Mateus, que assinou pelo Gil Vicente, é, como se sabe, angolano. O que poucos sabem é que se envolveu emocionalmente com a filha de Cabral Ferreira, presidente d’Os Belenenses. O cerne da questão reside em certos e determinados estragos provocados pela “africanidade” de Mateus, em zonas algo sensíveis da infeliz. Ora, Cabral Ferreira, sentindo-se ofendido na sua dignidade pela separação do casal, condoendo-se dos pontos que a filha teve que levar e o embaraço inerente, magicou uma jigajoga pseudo-jurídica, para desviar as atenções do que se passou. Refira-se o engenho do raciocínio do belenense, na medida em que, enquanto “A Bola” e o “Record” falassem no assunto, “A Maria” e o “24 Horas”não meteriam o bedelho. E Cabral Ferreira sabia que o Conselho de Justiça iria reconhecer a sua incompetência no caso e reencaminhá-lo-iam para Dra. Marta Crawford e o caso morreria ali.
A coisa complicou-se e atingiu proporções imprevistas por dois motivos. O Leixões queixou-se à FIFA de que o Gil Vicente teria tirado partido de uma irregularidade para obter resultados desportivos, ou seja, jogou com um jogador com três pernas. A FIFA nunca daria andamento à coisa, caso contrário todas as selecções, equipas e jogadores africanos teriam de ser afastados do desporto-rei, o que seria obviamente uma catástrofe desportiva e humanitária. Por outro lado, especialistas da FIFA defendem que o “efeito tripé” (ou pé-de-galo) prejudica mais do que ajuda.
O segundo motivo que levou ao empolamento indesejado deveu-se ao facto da Federação Portuguesa de Futebol se ter metido barulho. Embora ninguém a tenha visto, muitos sabem que Gilberto Madaíl, presidente da FPF tem uma filha, um verdadeiro canhão. Diz-se que a pobre é a cara chapada do pai, barbicha inclusive. A pequena tem andado deprimida por ninguém lhe pôr a mão, pelo que o pai zeloso, ao saber das propriedades do jovem Mateus, tentou que ele desse o “jeitinho”, para ver se a filha arrebitava. Como o jogador não é parvo, nem pertence a nenhuma obra de caridade, recusou-se a fazer o tal “jeitinho” e daí advieram as ameaças desportivas ao Gil Vicente, como se tem visto.