7/30/2006

Fiel ou Infiel?

Porque é que as mulheres ficam realmente chateadas quando o respectivo olha, de soslaio ou não, para outra mulher?
Se elas acham isso traição, pois bem mais valia não se comprometerem, porque irão ser traídas todos os dias e mais do que uma vez por dia. E não digo só duas ou três vezes, digo mesmo... várias.
Reparando bem, nós, os homens, não fazemos nada de mal, é que nem sequer é preciso usar a grandemente imaginação. Acho que não é preciso ser um qualquer Zandinga, ou mesmo um Alexandrino, para adivinhar o que está lá, nem mesmo imaginar. Pelo menos no Verão, é tão óbvio que a imaginação é absolutamente dispensável.
Na verdade, pode ser por ao olharmos para as outras lhes estarmos a dar atenção. Mas a verdade é que para a nossa já não é preciso olhar, já não há grandes novidades. Aliás, quanto menos olharmos melhor, evita desgaste.
E qual é o mal de olhar? Os olhos penetram? Há possibilidade de engravidar com os olhos? Qualquer dia têm que inventar um preservativo para os olhos, ou uma pílula anti-olho. Quando muito, e realço, quando muito, o membro poderá dar um ligeiro sinal, tipo tique nervoso que, quando em público, deverá ser convenientemente camuflado.
Então porque se sentem elas tão mal com estes olhares? O compromisso assumido exige-nos que as únicas mulheres para quem podemos olhar sejam a nossa mãe, a sogra (para esta podemos olhar todas as vezes que quisermos, mas, sinceramente, quanto menos melhor) e, para além delas, só... freiras (se lessem as cartas da Mariana Alcoforado não tinham uma opinião tão ligeira acerca das freiras)?
Deixem-nos olhar à vontade! Uma boa relação com os olhos não tira apetite nenhum, muito pelo contrário, e com isso lucramos todos.

7/26/2006

10 Perguntas a Nossa Senhora de Fátima

Para os nossos atentos leitores temos, desta vez, uma conversa extremamente interessante e informal com uma das mais importantes, e controversas, figuras da Humanidade. Vejamos como Nossa Senhora de Fátima se sente como peixe na água em vários, e alguns deles muito sensíveis, temas da actualidade.

O Alto, o Forte e o Moyle – Boa tarde! Desde já agradecemos a disponibilidade em aceitar conversar connosco. Imaginamos que seja uma pessoa muito ocupada, principalmente no Verão.

Nossa Senhora de Fátima – Ora essa, o prazer é todo meu. É pena não ser mais vezes solicitada para estes momentos, mas acho que as pessoas têm uma ideia errada sobre nós, as celebridades.

AFM – Eis, então, um bom ponto de partida. O que acha de ser uma estrela do Jet Set, uma celebridade?

NSF – Se quer mesmo saber, até que não é desagradável. As festas, os eventos sociais. É tudo muito bonito. Adoro festas populares e arraiais, ando é sempre a cheirar a sardinha e a tinto. Estou é aborrecida com o José Eduardo Moniz, por não me ter ainda convidado para uma dessas coisas das celebridades, gostei muito da quinta, fez-me lembrar quando nasceu o meu Jesus.

AFM – Importa-se de nos explicar porquê? Estamos certos que as nossas legiões de leitores iriam gostar de saber.

NSF – Houve uma altura em que eu não sabia bem como lidar com a fama. Sabe, isto do nosso filho ser o Messias é complicado. E não era só isso, é que o meu filho é meu pai e pai dele próprio e veste-se de pomba. Não é fácil. Às vezes é uma confusão lá em casa! Veja lá que, de um dia para o outro, passei de dona de casa, mulher de um carpinteiro, a filha, amante e mãe de Deus. Foi tudo menos fácil, posso garantir-lhe. Enquanto isto me acontecia, formou-se uma multidão de fãs incrível. Tive que arranjar dezenas de pseudónimos, senão não podia atender a todos.

AFM – Exactamente! Na verdade, como prefere ser conhecida? “Nossa Senhora” é bastante formal, ao passo que “Fátima”, ou qualquer um dos outros nomes, é demasiado familiar.

NSF – Para mim é-me verdadeiramente indiferente. Tem uma certa razão quanto ao “Nossa Senhora”, mas os fãs estão habituados. Eu aprecio bastante um “Do Rosário”, “dos Aflitos”, até “Do Ó”. Já não gosto tanto de “Nossa Senhora do Leite”, faz-me lembrar uma leiteira que andou a arrastar a asa ao meu José, grande vaca. Fora isso, é-me indiferente.

AFM – Mas como estava a dizer, acerca dos problemas que teve com a fama…

NSF – Pois! Eu criei na altura um certo afastamento, chamemos-lhe um afastamento presente, e, a partir daí, os fãs começaram a pôr-me… Como hei de dizer? A pôr-me num pedestal, a reverenciar-me à distância. Eu ressenti-me bastante, porque adoro gente. Sou uma verdadeira “Party Animal”. Custou-me que me começassem a tratar como se eu fosse uma “Vaca Sagrada”.

AFM – Acha que o facto do seu filho ser uma estrela ajudou a catapultar a sua imagem?

NSF – Talvez tenha contribuído um pouco, mas prefiro acreditar que foi o meu espírito, o meu bom gosto para vestir, o meu intelecto, que me tornaram conhecida e popular. Terei que agradecer, acima de tudo à empresa que trata da minha imagem. De facto, a Companhia de Jesus – Ideias Criativas S.A. teve um papel fundamental na minha divulgação, o que tenho, nunca é demais repeti-lo, de agradecer. Se não fossem eles, há largos anos já, eu não passaria “daquela”, da mulher do carpinteiro.

AFM – Pelo que nos é dado a ver, seria verdadeiramente injusto, pois se até a mãe do Ronaldinho faz publicidade, por que não deveria ser reconhecida aquela que é, de facto, a mãe do “Salvador da Humanidade”. Mas deixemos de parte estas questões de marketing e gestão de imagem. O que acha da situação política internacional?

NSF – Eu não tenho grande opinião, até porque já há uns tempos que não vejo o Nuno Rogeiro e estou bastante desactualizada. O que posso dizer é que acho, muito honestamente, que o mundo, depois da queda do muro, está uma confusão. Parece a luta pela permanência na Liga BetandWin nos corredores da Praça da Alegria. E depois há aquela questão de Israel, com a terra prometida. É que isso é tudo mentira, houve sim uma ocasião em que o meu catraio disse ao Cabude Sachoberg, um dos jornaleiros que andava por conta do meu Zé, sovina como o meu amante o dá, e disse-lhe que ele havia de ter a sua terra, ele e os outros como ele. Mas ele referia-se só a umas leivas de terra, nunca àquele bocado todo.

AFM – Mas… A senhora não é judia??

NSF – Se considerarmos bem, eu sou uma cidadã do mundo, apesar da costela brasileira do meu filho ser muito evidente. E atenção que não nasci na Judeia, tive que dar à luz numa maternidade egípcia devido aos cortes orçamentais, uns seguranças privados contratados pelo estado judaico mataram o meu filho. Por aqui pode ver que poucos laços me ligam a essa gente. Sou tão judia como o Roberto Leal é português! De resto, como já disse, o meu filho e marido e pai disse que não prometeu aquela terra a ninguém, portanto, quem chegou primeiro reclama posse. Quanto à política internacional, o Bush é um pobre incompreendido, o Durão Barroso é uma pessoa que respira competência, o Putin é um fofo que não faz mal a ninguém e o Wen Jiabao, da China, um verdadeiro querido, um amor em todos os aspectos.

AFM – Sabemos que é uma verdadeira amante de Portugal e dos portugueses, o que fica patente, nomeadamente, na sua grande intimidade com a irmã Lúcia. O que acha da situação do país?

NSF – Quero deixar esclarecido, de uma vez por todas, que apesar do nosso desentendimento em 1980 [ver Camarate Revelado!], a nossa amizade nunca esteve em causa. De resto ela vai lá a casa frequentemente. Em relação a Portugal, realmente a situação não é muito favorável, mas com o bom resultado que Portugal obteve no mundial, os recursos humanos do futebol português vão valorizar e a balança comercial vai ser equilibrada com o aumento das exportações. Se o Governo português negociar com os timorenses uns barrizitos de petróleo por troca com os soldados da GNR, então aí era “superavit“ pela certa. Acho contudo que se deve apostar mais na educação, sobretudo na educação sexual. Se as crianças se entusiasmarem com a escola o rendimento escolar aumenta e em menos de uma geração o Choque Tecnológico irá chocar efectivamente, mas pela positiva, isto é se alguém o chegar a encontrar.

AFM – Como sabemos que um dos seus nomes é “Da Luz”, diga-nos: o que acha da contratação de Fernando Santos para treinar o Benfica?

NSF – Nesse aspecto não tenho grande opinião, eu até sou da Académica de Coimbra. O que eu gostaria era de lançar um apelo sério e sentido: Por favor, deixem jogar o Mantorras!

AFM – Planos para férias, já tem?

NSF – Este ano, curiosamente, estou a pensar em fazer férias em Portugal, talvez na região do Oeste. Caldas, Bombarral, Ericeira. O clima é óptimo e vai dar para passear e ver monumentos, Mafra, Óbidos, talvez vá até Sintra. Se puder vou também a Fátima. É um sítio onde nunca estive e, embora pessoalmente seja céptica, aprecio muito as manifestações de religiosidade popular. Por outro lado, ainda há o artesanato, a gastronomia, o vinho, é tudo muito bom, só é pena é o bento.

AFM – Com certeza queria dizer vento…

NSF – Não. Pena é o Bento, o comandante da BT que está sempre à saída das discotecas quando uma pessoa vem de lá já um bocadito tocada, com o grão na asa.

AFM – Desde já despedindo-nos e novamente agradecendo a honra e o prazer que foi esta conversa queremos colocar-lhe uma última questão? É leitora assídua do nosso blog, «oaltooforteeomoyle»?

NSF – Blog? Mas isto não é para a Ana + Atrevida? Peço desculpa por esta situação embaraçosa. Sinceramente nunca tinha ouvido falar de vocês, mas tenho a dizer que são muito simpáticos e espero verdadeiramente que possamos falar de novo no futuro. Obrigado e o meu pai, marido e filho os abençoe.

7/22/2006

Ir ao Stand

Para os homens, as mulheres e os carros têm um valor sentimental muito semelhante, ou pelo menos ocupam um espaço afectivo e prioridades (sobretudo orçamentais) muito próximas. Comparemos:
Primeiro pensamos todos nos grandes bólides, novos modelos, topo de gama, que vêm nas revistas da especialidade e imaginamos: Gostava de ter um avião destes! Bela viatura! É a máquina dos meus sonhos!. O problema é quando se chega à parte de «encostar a barriga ao balcão», e aí só uma minoria consegue sustentar este gosto pela alta cilindrada.
Não dando para um topo de gama, procura-se depois na gama média alta, ou seja, jipes, carros familiares, de passeio, talvez um cabriolet. Embora sendo máquinas mais acessíveis, não deixam de ter os seus custos, e mesmo em 2ª mão, têm uma manutenção muito dispendiosa para a maioria.
A partir daqui, se queremos novo, tem que ser um utilitário. Uma coisa para usar todos os dias, que não nos deixe ficar mal nas piores alturas e que consuma pouco, o que já não será mau, dentro das possibilidades.
É claro que se pode sempre recorrer aos stands de carros usados, sendo que aí é melhor escolher de origem alemã ou sueca que aguentam mais rodagem, pois, caso contrário, corre-se sempre o risco de comprar algo muito batido mas bem maquilhado, o que poderá ser sempre uma carga de trabalhos, com muitas idas ao arranjo. Deve evitar-se ao máximo espaços destes com muitas bandeirinhas e floreados do género, nunca é bom sinal escolher nesse locais.
O que é muito raro acontecer, é cair-nos no colo o que procuramos, por exemplo, ser-nos oferecido. Esta é sem dúvida a melhor das situações, mas que acarreta, no entanto, uma bela dose de sorte e de conhecimentos e, eventualmente, alguma desconfiança sobre o produto. Mas como é oferecido…
Pena é que já não seja como antigamente, em que a máquina era oferecida e, com um bocado de sorte, ainda se recebia dinheiro para rodar nela.

A Crise Israelo-Libanesa

Não vale a pena confiar na televisão. Além de potencialmente perigoso é demasiado secante porque, por exemplo na TVI, passam o jornal todo a anunciar a última notícia, que é da morte de não sei quem. Se tomarmos como exemplo a crise do Médio Oriente vemos que andam sempre ali a enrolar e não se desem-merdam para lado nenhum.
Os bombardeados mostram sempre putos sujos e esfarrapados e mulheres de lenço aos gritos (ninguém que já tenha ido a uma feira ali para Viseu, ou assistir ao desporto escolar em Marrazes, se impressiona com isso). Depois, filmam sempre uma poça de sangue, que tanto pode ser de uma transeunte desprevenida, como de alguém que olhou para o traseiro da mulher de outro alguém e este topou.
Para os bombardeadores foi sempre um sucesso. Arrasaram 3 quartéis-generais, 7 baterias anti-aéreas e bunkers e outras instalações do género. Não mostram, nunca, os 28 palheiros, as latrinas ao ar livre (verdadeiras armas biológicas) e os milhares de pombais e tanques de lavar roupa que rebentam por engano. É sempre um sucesso táctico.
A este jogo de casados e solteiros bélico acrescenta-se, em Portugal, o tédio irritante de ouvir sempre os mesmos a comentar aquilo que não conhecem. É o Professor, aquele murcão com a mania que é o Eça, e o Rogério, aquele do cabelo comprido, com penteado à Juventude Popular, para não usar outra expressão. Lamento desiludir os admiradores destas personagens, mas não dão uma para a caixa. Os supostos antecedentes históricos e implicações políticas sobre os quais divagam são uma completa aldrabice pegada e que serve para manter colados ao monitor da TV tanto os ignorantes, como os pseudo-intelectuais.
Passamos a explicar, o que alguns não percebem ou não querem perceber. Quando o rei Salomão mandou construir a Casa de Deus, o famoso Templo de Salomão (e que lhe deu tanta chatice como a Expo ’98 e foi igualmente um balúrdio, só não tiveram o Mega Ferreira a contratar paquetes para ficarem vazios), mandou vir de fora do seu reino, grosso modo Israel actualmente, materiais de construção e artífices, pela sua escassez local. Ora, das frondosas e lendárias florestas de cedros do Líbano, ainda hoje representadas na bandeira (não, aquilo não é cannabis e os gajos não são bloquistas-anarquistas-ninguém-sabe-bem-o-quê), provieram todas as madeiras, ainda por cima perfumadas, necessárias à construção, desde vigas, barrotes e tabiques de andaimes, etc.
Aqui reside o cerne (não é o cherne, esse desta vez ainda não posou) da questão. O ministério das finanças de Salomão deixou andar, mas o Tribunal de contas vetou a obra, depois dela terminada, logo o rei não pode proceder ao pagamento dos madeiramentos. Desde essa altura que tem sido adiado o pagamento. No Líbano, madeireiros indignados deram origem a um movimento de restituição, não extremista religioso como dizem, chamado Hezbollah que reclama o pagamento das dívidas. Contactado o líder do movimento em Portugal, com secretaria na Cruz Quebrada, Yussuf ibn Xab Regaz, afirmou que Hezbollah quer, literalmente, dizer «Paguem as Ripas».
Conclui-se, então, que os comentadores estão na TV por outras razões, sobretudo comerciais. O Professor vai angariando alunos para a sua Universidade, sobretudo oxigenadas da Linha que querem ter aulas com um chique da «Nova Gente»; o fã do Eça vai arranjando maneira de promover o calhamaço; quanto ao Rogério, sinceramente, não sabemos, mas suspeitamos de uma permanente na Lúcia Piloto.
Gostaríamos também de salientar a estranheza por ninguém ter reparado na urgência que o Governo português teve em tirar os portugueses do Líbano. Consta que os serviços secretos israelitas avisaram o Gabinete português de que se preparava uma onda anti-portuguesa no Líbano, porque alguns encarregados da obra do Templo, que eram portugueses, desviaram madeiras para fazer as suas vivendas, subornando libaneses analfabetos com garrafões de aguardente, feita no alambique da terra. Prevendo o aumento do preço do crude produzido por países muçulmanos, para retaliar contra Portugal, o governo sacou os portugueses de fininho para ninguém dar por nada. É que se o petróleo aumentasse, as contas do défice e as previsões de crescimento iam ser, citando oficiosamente o nosso P.M., uma bosta das grandes (pelo menos não fala à boca cheia).